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sábado, 4 de maio de 2024

HOMILIA DE JOÃO PAULO II DURANTE A CERIMÓNIA DE BEATIFICAÇÃO DE PADRE PIO DE PIETRELCINA

 


Credit Voce di Padre Pio GiugnoLuglio 1999 _ Telereadiopadrepio.it




HOMILIA DE JOÃO PAULO II DURANTE A CERIMÓNIA DE BEATIFICAÇÃO DE PADRE PIO DE PIETRELCINA

Domingo, 2 de Maio de 1999


«Cantemos ao Senhor um cântico novo!».

1. O convite da antífona de entrada exprime bem a alegria de muitos fiéis, que há tempo esperam a elevação de Padre Pio de Pietrelcina às honras dos altares. Este humilde frade capuchinho surpreendeu o mundo, com a sua vida inteiramente consagrada à oração e à escuta dos irmãos.

Inúmeras pessoas foram ao seu encontro no convento de San Giovanni Rotondo e a peregrinação, mesmo depois da sua morte, não cessou. Quando eu era estudante aqui em Roma, tive ocasião de o conhecer pessoalmente e agradeço a Deus ter-me dado hoje a possibilidade de o inscrever no álbum dos Beatos.

Hoje de manhã repercorremos os traços salientes da sua experiência espiritual, guiados pelos textos da Liturgia deste quinto domingo de Páscoa, no interior da qual se coloca o rito da sua beatificação.

2. «Não se turve o vosso coração: crede em Deus, crede também em Mim» (Jo 14, 1). Na página evangélica há pouco proclamada, escutámos estas palavras de Jesus aos seus discípulos, necessitados de encorajamento. Com efeito, a referência à Sua morte já próxima desanimou-os. Eles tinham medo de ser abandonados, de ficar sozinhos, e o Senhor confortou-os com uma promessa específica: «Vou preparar-vos um lugar» e depois «virei outra vez e levar-vos-ei Comigo para que, onde Eu estiver, estejais também vós» (Jo 14, 2-3).

A esta certeza os Apóstolos respondem pelos lábios de Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?» (Jo 14, 5). A observação é pertinente e Jesus não ignora a pergunta que nela é implícita. A resposta que Ele dá permanecerá nos séculos como uma luz límpida para as gerações vindouras: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim» (Jo 14, 6).

O «lugar» que Jesus vai preparar está na «casa do Pai»; ali o discípulo poderá estar para toda a eternidade com o Mestre e participar da Sua mesma alegria. Contudo, para alcançar a meta, o caminho é um só: Cristo, ao qual o discípulo se deve conformar cada vez mais. A santidade consiste precisamente nisto: já não é o cristão que vive, mas é o próprio Cristo que vive nele (cf. Gl 2, 20). Meta exaltante, acompanhada por uma promessa igualmente consoladora: «Aquele que acredita em Mim fará também as obras que Eu faço; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Meu Pai» (Jo 14, 12).

3. Enquanto escutamos estas palavras de Jesus o nosso pensamento dirige-se ao humilde frade capuchinho de Gargano. Com que evidência estas se realizaram no Beato Pio de Pietrelcina!

«Não se turve o vosso coração: crede...». O que foi a vida deste humilde filho de São Francisco, senão um constante exercício de fé, corroborado pela esperança do Céu, onde poder estar com Cristo?

«Vou preparar-vos um lugar... para que onde Eu estiver, estejais vós também». Que outra finalidade teve a duríssima ascese a que Padre Pio se submeteu desde a adolescência, senão a progressiva identificação com o divino Mestre, para estar «lá onde Ele estava»?

Quem ia a San Giovanni Rotondo para participar na sua Missa, para lhe pedir conselho ou se confessar, vislumbrava nele uma imagem viva de Cristo sofredor e ressuscitado. No rosto de Padre Pio resplandecia a luz da ressurreição. Marcado pelos «estigmas», o seu corpo mostrava a íntima conexão entre morte e ressurreição, que caracteriza o mistério pascal. Para o Beato de Pietrelcina, a participação na Paixão teve matizes de especial intensidade: os singulares dons que lhe foram concedidos e os sofrimentos interiores e místicos que os acompanharam consentiram-lhe viver uma extraordinária e constante experiência dos sofrimentos do Senhor, na imutável consciência de que «o Calvário é a montanha dos Santos».

4. Não menos dolorosas, e humanamente talvez ainda mais fortes, foram as provações que teve de suportar como consequência, dir-se-ia, dos seus singulares carismas. Na história da santidade às vezes acontece que o escolhido, por especial permissão de Deus, é objecto de incompreensões. Quando isto se verifica, a obediência torna-se para ele crisol de purificação, vereda de progressiva assimilação a Cristo, refortalecimento da santidade autêntica. A esse respeito, o novo Beato escrevia a um seu superior: «Só trabalho para vos obedecer, tendo-me feito conhecer o bom Deus, a coisa que Ele mais aceita e o que para mim é o único meio para esperar saúde e cantar vitória» (Epist. I, pág. 807).

Quando sobre ele se abateu a «tormenta», estabeleceu como regra da sua existência a exortação da primeira Carta de São Pedro, que há pouco escutámos: Aproximai-vos de Cristo, pedra viva» (cf. 1 Pd 2, 4). Deste modo, tornou-se também ele «pedra viva», para a construção do edifício espiritual que é a Igreja. E por isto hoje damos graças ao Senhor.

5. «E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção dum edifício espiritual» (1 Pd 2, 5). Como parecem pertinentes estas palavras, aplicadas à extraordinária experiência eclesial que se desenvolveu à volta do novo Beato! Muitas pessoas, ao encontrarem-se directa ou indirectamente com ele, reencontraram a própria fé; na sua escola multiplicaram-se em todos os recantos do mundo os «grupos de oração». Àqueles que a ele acorriam, propunha a santidade, repetindo-lhes: «Parece que Jesus não tem outro cuidado senão o de santificar a vossa alma» (Epist. II, pág. 155).

Se a Providência divina quis que ele agisse sem jamais se afastar do seu convento, como que «plantado» aos pés da Cruz, isto não é isento de significado. Certo dia o divino Mestre consolou-o, num momento de particulares provações, dizendo-lhe que «junto da Cruz se aprende a amar» (Epist. I, pág. 339).

Sim, a Cruz de Cristo é a insigne escola do amor: ou melhor, é a própria «fonte» do amor. Purificado pelo sofrimento, o amor deste fiel discípulo atraía os corações a Cristo e ao seu exigente Evangelho de salvação.

6. Ao mesmo tempo, a sua caridade derramava-se como bálsamo sobre as debilidades e sofrimentos dos irmãos. Assim, Padre Pio uniu ao zelo pelas almas a atenção pelo sofrimento humano fazendo-se promotor, em San Giovanni Rotondo, de uma estrutura hospitalar, por ele chamada «Casa Alívio do Sofrimento». Ele a quis como um hospital de primeira categoria, mas sobretudo preocupou-se por que nele se praticasse uma medicina verdadeiramente «humanizada», onde a relação com o doente se caracterizasse pela mais calorosa solicitude e pelo mais cordial acolhimento. Bem sabia que, quem está doente e sofre, tem necessidade não só de uma correcta aplicação dos instrumentos terapêuticos, mas também e sobretudo de um clima humano e espiritual, que lhe consinta redescobrir-se a si mesmo no encontro com o amor de Deus e a ternura dos irmãos.

Com a «Casa Alívio do Sofrimento» ele quis mostrar que os «milagres ordinários» de Deus passam através da nossa caridade. É preciso tornar-se disponível à partilha e ao serviço generoso dos irmãos, servindo-se de todos os recursos da ciência médica e da técnica.

7. O eco que esta beatificação suscitou na Itália e no mundo é sinal de que a fama de Padre Pio, filho da Itália e de Francisco de Assis, alcançou um horizonte que abarca todos os Continentes. É-me grato saudar todos os que aqui vieram, a começar pelas altas Autoridades italianas, que quiseram estar presentes: o Senhor Presidente da República, o Senhor Presidente do Senado, o Senhor Presidente do Conselho dos Ministros, que chefia a Delegação oficial, além de numerosos Ministros e Personalidades. A Itália está deveras representada de maneira digna! Mas também inúmeros fiéis de outras Nações estão aqui reunidos para prestar homenagem a Padre Pio.

A quantos vieram de perto ou de longe dirige-se a minha saudação afectuosa, juntamente com um especial pensamento para os Padres Capuchinhos. A todos um agradecimento cordial!

8. Quereria concluir com as palavras do Evangelho desta Missa: «Não se turve o vosso coração: crede em Deus». Faz eco desta exortação de Cristo o conselho que o novo Beato costumava repetir: «... Abandonai-vos plenamente no coração de Jesus, como uma criança entre os braços da mãe». Possa este convite penetrar também no nosso espírito como fonte de paz, de serenidade e de alegria. Por que devemos ter medo, se Cristo é para nós o Caminho, a Verdade e a Vida? Por que não confiarmos em Deus que é Pai, nosso Pai?

«Santa Maria das Graças», que o humilde capuchinho de Pietrelcina invocou com constante e terna devoção, nos ajude a ter os olhares fixos em Deus. Ela nos tome pela mão e nos incentive a procurar, com todos os esforços, aquela caridade sobrenatural que brota do lado trespassado do Crucificado.

E tu, Beato Padre Pio, volve do Céu o teu olhar sobre nós congregados nesta Praça e sobre quantos estão reunidos em oração na Praça de São João de Latrão e em San Giovanni Rotondo. Intercede por quem, em todas as partes do mundo, se une espiritualmente a este evento elevando a ti as suas súplicas. Vem em socorro de cada um e dá paz e conforto a todos os corações.

Amém!

Fonte: https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1999/documents/hf_jp-ii_hom_02051999_padre-pio.html

domingo, 14 de fevereiro de 2016

#Curiosidade A relíquia do Padre Pio.




Na igreja do convento da "Sagrada Família", você pode rezar diante da única relíquia do corpo de Padre Pio que está fora de San Giovanni Rotondo.

O fragmento precioso e sagrado é mantido no relicário feito pelo escultor-ourives, o mestre Lineo Tabarin. 

É o osso hióide, um osso em forma de U que está na base da língua, não relacionado com o esqueleto através das articulações, mas apenas com ligamentos e músculos e, portanto, é o único osso que saiu naturalmente do corpo do Padre Pio no momento do reconhecimento canônico. 

A província religiosa dos Frades capuchinhos de "Sant'Angelo e Padre Pio" a doou à cidade Pietrelcina e é sempre preservado e exibido na igreja do Mosteiro "Sagrada Família".

Entrando no corredor esquerdo, há também a estátua de são Pio que foi abençoada pelo Papa São João Paulo II no dia da beatificação, em 2 Maio de 1999.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Cumpriu - se a profecia e o Padre Pio voltou a Pietrelcina 100 anos depois.


Procedente da Basílica de São Pedro e a pedido do Papa Francisco por ocasião do Ano da Misericórdia, os restos mortais de São Padre Pio voltaram na ultima Quinta - Feira (11/02) para a cidade de Pietrelcina e assim se cumpriu a profecia que o mesmo frade capuchinho fez sobre sua volta à cidade.

Segundo informações da TV2000, choveu durante toda a manhã em Pietrelcina até que chegou o Padre Pio. Saiu o sol durante “este retorno histórico que ocorreu 100 anos depois da sua chegada a este local em 1916”.

Sobre isso, Orazio Pennelli, sobrinho bisneto do Padre Pio comentou: “A relação (do Santo) com Pietrelcina é profunda. Embora não esteve aqui fisicamente durante este tempo, sempre esteve espiritualmente presente, sobretudo aqui em Chiana Romana, neste lugar ao qual estava muito ligado”.

Os restos do Padre Pio estarão em Pietrelcina até o domingo, 14 de fevereiro, na igreja da Sagrada Família, a qual permanecerá aberta durante o dia e a noite inteira para poder receber a grande quantidade de fiéis que chegaram desde muitos lugares para ver o Santo que recebeu os estigmas de Cristo.

A profecia


Em agosto de 1968, pouco antes de sua morte, o Padre Pio conversou com o Pe. Mariano da Santa Croce, que lhe disse que voltaria para sua cidade natal “alguns anos depois de sua morte (…) O Senhor sabe… e o chamará também ao Paraíso. Depois da sua morte haverá sinais, prodígios, milagres, a Igreja o levará aos altares. Então, transladarão seu corpo deste lugar e será feita uma preciosa viagem a Pietrelcina”.

O Santo, assinalou o jornal Avvenire dos bispos italianos, juntou suas mãos e abaixou duas vezes a cabeça e disse ao sacerdote: “Assim será”.

Em 17 de fevereiro de 1916 e logo depois de um período de recuperação que transcorreu em vários conventos da região e em Pietrelcina, o Padre Pio deixou sua cidade natal para ingressar na comunidade religiosa de Santa Ana em Foggia, lugar no qual “aprendeu a conviver com as forças demoníacas que o atormentavam em sua cela durante as noites”.

Logo depois de uma temporada em Foggia, foi para San Giovanni Rotondo, onde serviu até sua morte em 23 de setembro de 1968.

São Pio da Pietrelcina nasceu em 1887 e morreu em 1968. Recebeu os estigmas e teve visões místicas de Cristo. O Santo tinha “a frente alta e serena, o olhar vivaz, doce; e a expressão com reflexos de bondade e sinceridade”.

Era muito gentil com seus irmãos; muito amado por seus superiores; permanecia cerca de 10 a 12 horas por dia confessando e celebrava a Missa com grande devoção.

Padre Pio foi beatificado em 1999 e canonizado em 2002 pelo Papa São João Paulo II.

Fonte: acidigital.com

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

São Leopoldo Mandic. Ofm.Cap.





"Recebei o Espirito Santo. A quem perdoares os pecados, serão perdoados; a quem retiverdes, lhes serão retirdo." Jo 20, 22 - 23.

Juntamente com São Pio de Pietrelcina, outro grande santo terá seu corpo exposto em Roma. Conheça um pouco da Vida de São Leopoldo Mandic.

Bogdan nasceu no dia 12 de Maio de 1866 em Castelnovo. (Herzegnovi) antiga Iuguslávia. Seus pais eram muito pobres, o casarão onde moravam foi recebido por herança. O único bem que a família possuía eram os 12 filhos de Bogdan era o último. O mesmo nasceu pequenino e franzino que parecia não sobreviver.

Foi batizado um mês depois do nascimento e na Pia Batismal recebeu o nome de Bogdan que significa: "Dom de Deus."

Apesar de sua frágil saúde, o pequeno Bogdan sempre se mostrou de grande caráter e sensibilidade. Seu olhar irradiava ternura e de sua boca jamais se ouviu blasfêmias, insultos, palavrões entre outros. Certa vez junto com outras crianças, brincavam e jogavam na prainha em frente a sua casa. Nos jogos faziam apostas de patacões, e num determinado momento o perdedor, com raiva disse um palavrão. Bogdan indignado, tirou do bolso seus patacões e deu ao perdedor dizendo: "São todos teus se prometeres que nunca repetiras tal palavrão e nem outros". Pacto firmado e cumprido entre bons amigos!

O jovem Bogdan em 1882 partiu para o Seminário de Údine e de lá dois anos depois, parte para o Convento de Bassano Del Grappa para fazer o noviciado. No Seminário adota o nome de Leopoldo - Frei Leopoldo. Foram tantas as dificuldades que teve que enfrentar nos tempos de formação que somente alguém com muita persistência suportaria. Frei Leopoldo tudo enfrentou com coragem.

Depois de duras e longas provas, Frei Leopoldo é ordenado Sacerdote no dia 20 de Setembro de 1890. Desejava Celebrar entre os seus a 1° Missa em Castelnovo, não foi possível, e conformado envia uma foto da Celebração para seus familiares.

O Sacerdócio foi para Frei Leopoldo a total realização pessoal. As Celebrações eram cheias de piedade e na hora da Consagração aquele Padre franciscano parecia elevar - se e tornar - se um gigante da fé.

Frei Leopoldo era uma fonte de bençãos, em tudo dava graças a Deus e a todos abençoava. Todos que dele se aproximavam sentiam o toque da graça, o seu olhar penetrava a alma e descortinava o coração. O Confessionário foi desde os primeiros duas de sua Ordenação, o lugar preferido de Frei Leopoldo. Devolver a graça perdida pelo pecado, e readquirida pela absolvição, era a sua realização.

Por alguns anos ficou em Veneza, depois foi enviado a diversos conventos de sua província. Trabalhou em Zara, Bassano, Del Grappa, Capodistria e Thiene.

A obediência, a vida de oração e a disponibilidade , fizeram de Frei Leopoldo um exemplo para seus confrades e um conforto para os seus superiores. Desejava somente fazer o bem, e o bem poderia ser feito em qualquer lugar desde que estivesse em conformidade com a vontade de Deus. Todos os seus penitentes eram unânimes em considerá - lo como diretor espiritual e o tinham como pai afetuoso.

Quando era transferido uma multidão lamentava a sua partida, do confessor amigo, e por muitos anos escreviam cartas e até faziam caravanas para visitá - lo. Frei Leopoldo com muita caridade e simplicidade dirigia os seus filho espirituais. Os corações eram escancarados e os segredos revelados, com o simples olhar do confessor.

As horas no confessionário eram incontáveis, por vezes chegou a confessar por dezesseis horas seguidas. Seu corpo e sua saúde eram poucas, ocupavam o precioso tempo de seu sono. Quando seus superiores o repreendiam, Frei Leopoldo, olhando para o Crucifixo dizia: " E ene então! Ele chegou a morrer pelas almas!" O sonho de frei Leopoldo era as santas missões. Mas conformou - se em não ser escolhido por sua frágil saúde.

Em todos os lugares que passou, deixou um testemunho de fé. O tempo que não estava no confessionário era ocupado por horas de adoração Eucarística, e outras tantas rezando incontáveis terços diante da imagem da Santíssima Virgem. A ela escrevia bilhetes e recomendava os penitentes de coração duro. Jesus e Maria eram para ele seus "Patrões Abençoados". Por ser Franciscano, nutria por nosso seráfico Pai São Francisco de Assis uma devoção especial. 

No ano de 1909 foi transferido para Pádua, e lá permaneceu pelo resto de sua vida. O sonho de missionário permaneceu no sonho. Por obediência e sempre de bom humor dizia que: "Se sentia como um pássaro na gaiola e o coração além das fronteiras". Frei Leopoldo estava bastante cansado e doente, de nada reclamava e tudo estava bom demais.

No dia 29 de Julho de 1942, confessou aproximadamente 50 pessoas, seu corpo dava sinais de desgaste. No dia seguinte, às 7:00 da manhã, enquanto se paramentava para a Santa Missa, sofreu um colapso e expirou pronunciando as palavras da Salve Rainha. O seu sepultamento foi gigantesco! Os paudianos saudavam o cortejo fúnebre com lagrimas e acenos. Quando seu tumulo foi aberto para o processo de beatificação, encontraram tão somente a sua mão direita intacta. A mão que tanto abençoou e tantos pecados absolveu, permaneceu como sinal de amor e da misericórdia de nosso Deus. Foi Beatificado por Paulo VI em e de Maio de 1976, e Canonizado em 16 de Outubro de 1983 pelo Papa João Paulo II, e denominado como: "O Herói do confessionário".