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sexta-feira, 17 de maio de 2024

Abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II




    O Concílio Vaticano II foi o 21° Concílio Ecumênico da Igreja Católica, convocado no dia 25 de dezembro de 1961, por meio da Constituição Apostólica "Humanae salutis", pelo então Papa da época, João XXIII. Ele foi o responsável por convocar o Concílio e a sua inauguração no dia 11 de outubro de 1962. O Concílio teve 4 sessões - onde foram convocados mais de 2 mil prelados de todo o mundo - e tendo o seu término no dia 8 de dezembro de 1965, com a Igreja Católica já sob o governo do Papa Paulo VI.

    Veja essa relíquia e nos ajude a crescer as nossas mídias sociais, seguindo, comentando, curtindo e compartilhando.

    Deus abençoe a todos!

sábado, 31 de dezembro de 2022

Testamento de Bento XVI

    O último dia de 2022 foi marcado por a partida do Papa Emérito Bento XVI para a casa do Pai. Em 2006 ele escreveu um testamento espiritual para que fosse divulgado após a sua morte. Veja na íntegra:

O meu testamento espiritual

    Se nesta tarda hora da minha vida olho para as décadas que percorri, como primeira coisa vejo quantas razões tenho para agradecer. Agradeço antes de tudo ao próprio Deus, o dispensador de todo bom dom, que me doou a vida e me guiou através de vários momentos de confusão; levantando-me sempre toda vez que começava a escorregar e dando-me sempre novamente a luz da sua face. Retrospectivamente vejo e compreendo que mesmo os trechos obscuros e cansativos deste caminho foram para a minha salvação e que justamente neles Ele me guiou bem.

    Agradeço aos meus pais, que me doaram a vida num tempo difícil e que, a custa de grandes sacrifícios, com o seu amor me prepararam uma magnífica morada que, com sua clara luz, ilumina todos os meus dias até hoje. A lúcida fé de meu pai me ensinou a nós, filhos, a crer, e como indicador sempre foi firme em meio a todas as minhas aquisições científicas; a profunda devoção e a grande bondade de minha mãe representam uma herança à qual jamais poderei agradecer suficientemente. Minha irmã me assistiu por décadas de maneira desinteressada e com afetuoso cuidado; meu irmão, com a lucidez dos seus juízos e a sua vigorosa determinação, sempre me abriu o caminho; sem este seu contínuo preceder-me e acompanhar-me, não poderia ter encontrado o caminho justo.

    De coração agradeço a Deus pelos muitos amigos, homens e mulheres, que Ele sempre colocou ao meu lado; pelos colaboradores em todas as etapas do meu caminho; pelos mestres e os estudantes que Ele me deu. Agradecido, confio a todos à Sua bondade. E quero agradecer ao Senhor pela minha bela pátria nos pré-alpes bávaros, na qual sempre vi transparecer o esplendor do próprio Criador. Agradeço às pessoas da minha pátria, porque nelas pude sempre experimentar de novo a beleza da fé. Rezo para que a nossa terra permaneça uma terra de fé e vos peço, queridos compatriotas: não vos distraiais da fé. E finalmente agradeço a Deus por todo o belo que pude experimentar em todas as etapas do meu caminho, especialmente, porém, em Roma e na Itália, que se tornou a minha segunda pátria.

    A todos aqueles que de algum modo tenha cometido um erro, peço perdão de coração.

    Aquilo que antes disse aos meus compatriotas, o digo agora a todos aqueles que na Igreja foram confiados ao meu serviço: permanecei firmes na fé! Não vos deixeis confundir! Com frequência, parece que a ciência – as ciências naturais de um lado e a pesquisa histórica (em particular a exegese da Sagrada Escritura) de outro — seja capaz de oferecer resultados irrefutáveis em contraste com a fé católica. Vi as transformações das ciências naturais desde tempos remotos e pude constatar como, ao contrário, tenham desaparecido aparentes certezas contra a fé, demonstrando-se ser não ciência, mas interpretações filosóficas somente aparentemente incumbentes à ciência; assim como, por outro lado, é no diálogo com as ciências naturais que também a fé aprendeu a compreender melhor o limite do alcance de suas afirmações e, portanto, a sua especificidade. São pelo menos 60 anos que acompanho o caminho da Teologia, em especial das Ciências Bíblicas, e com o subseguir-se das várias gerações vi ruir teses que pareciam inabaláveis, demonstrando-se serem simples hipóteses: a geração liberal (Harnack, Jülicher ecc.), a geração existencialista (Bultmann ecc.), a geração marxista. Vi e vejo como do emaranhado das hipóteses tenha emergido e emerja novamente a razoabilidade da fé. Jesus Cristo é realmente o caminho, a verdade e a vida — e a Igreja, com todas as suas insuficiências, é realmente o Seu corpo.

    Por fim, peço humildemente: rezem por mim assim que o Senhor, não obstante todos os meus pecados e insuficiências, me acolher nas moradas eternas. A todos aqueles que me são confiados, dia após dia, vai de coração a minha oração,

Benedictus PP XVI

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2022-12/testamento-espiritual-de-bento-xvi.html#:~:text=Rezo%20para%20que%20a%20nossa,tornou%20a%20minha%20segunda%20p%C3%A1tria.



sexta-feira, 22 de outubro de 2021

João Paulo II grande devoto da Virgem Maria.

Todos os Papas nutriram um profundo amor e devoção a Nossa Senhora; no entanto, João Paulo II se destaca de algumas maneiras, difundido ainda mais a oração do terço assim como seus antecessores, a consagração a Nossa Senhora segundo o método de São Luís de Montfort, a criação dos mistérios luminosos, o segredo de Fátima e tantos outros pontos que poderíamos citar.

Abaixo, um trecho do livro "São João Paulo II, o grande" escrito por Jason Evert, que conta um pouco mais do amor e respeito do nosso amado João de Deus a Virgem Maria:

“Aqueles que o conheciam bem diziam que ele com frequência conversava com Maria. Numa dessas ocasiões, Mons. George Tracy estava concelebrando a Missa com o Santo Padre e, depois da comunhão, ouviu-o rezando em voz alta. Mons. Tracy reparou que ele estava muito abalado e parecia estar chorando: ≪Não, Maria, não, Madona≫. Quando a Missa terminou, um prelado do Vaticano perguntou ao monsenhor se ele tinha gostado da Missa com o Papa. Ele respondeu afirmativamente, mas disse que, depois da Comunhão, o Santo Padre estivera visivelmente perturbado e parecera estar falando com a Virgem Maria. O prelado respondeu: ≪Nós sabemos. Ele faz isso o tempo todo, e Ela é a única a quem ele dá ouvidos por aqui≫"
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Trecho do livro "São João Paulo, o grande", biografia de São João Paulo II escrita por Jason Evert.

sábado, 26 de junho de 2021

CARTA ENCÍCLICA "DEUS CARITAS EST"- BENTO XVI

CARITAS – A PRÁTICA DO AMOR PELA IGREJA ENQUANTO "COMUNIDADE DE AMOR" (Parte II)


     Dando continuidade ao nosso breve estudo sobre esta Encíclica, buscaremos nos aprofundar agora na segunda parte deste documento, escrito pelo Papa Bento XVI, durante seu pontificado. Em resumo, nesta segunda parte o papa Bento XVI trata diretamente sobre o "serviço da caridade". Retomando o que foi tratado na primeira parte desta Encíclica, o enviado de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, tornou-se homem para morrendo na cruz redimir toda a humanidade. Na consumação de seu sacrifício, o Senhor entregou seu Espírito, para que este fosse derramado sobre o coração dos homens. Este grandioso dom, transforma cada coração por ele tocado e faz com que toda a Igreja esteja em comunhão com o próprio Cristo, tornando-nos capazes de assim como Ele, amar e servir nossos irmãos. É esta a principal missão da Igreja, zelar pelo homem de forma integral, não só suprindo a necessidade espiritual, como também em todos os âmbitos da vida.

     Bento XVI afirma que o amor ao próximo encontra-se enraizado desde o início da Igreja, como citado do Livro dos Atos dos Apóstolos: "Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum. Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos de acordo com as necessidades de cada um". Este amor faz parte do que formaria o núcleo da Igreja que é o ensinamento dos apóstolos, a fração do pão e as orações. Com o objetivo de que todos tivessem o mesmo direito ao essencial e para que ninguém passasse necessidade. Apesar de, com o aumento da Igreja essa forma de comunhão não poder ser mantida, essa essência permanece até os dias de hoje. Neste contexto, nasce o "ofício diaconal", que se fez necessário para "servir as mesas", já que os apóstolos deveriam se dedicar mais precisamente a "oração" e ao "serviço da palavra". O autor destaca que este serviço era algo realmente espiritual e não meramente técnico, que para tal foram escolhidos "homens cheios do Espírito Santo", e desde então este serviço permanece até hoje na formação da Igreja.

     A caridade passa a ser tão essencial para Igreja como a administração dos sacramentos e o anúncio da palavra. Muitos foram os exemplos, dentro da Igreja, que afirmam a prática da caridade, dos quais Bento XVI destaca: Justino, santo e mártir, que em decorrência das celebrações dominicais, ocorria que as pessoas que tinham melhores condições financeiras doavam o que podiam para que com isso o Bispo pudesse ajudar as pessoas mais necessitadas naquele tempo. Também São Lourenço, que após presenciar a prisão de muitos irmãos e do Papa, foi deixado livre para recolher os tesouros da igreja e entregá-los as autoridades da época e no entanto distribuiu tudo o que tinha guardado para a assistência aos mais necessitados, apresentando-os como verdadeiro tesouro da Igreja. A "diaconia" serviço diretamente relacionado a caridade, passa a ser documentado em Roma a partir dos séculos VII e VIII, mas esse tipo de serviço faz parte da Igreja desde sua origem. Muitos escritores afirmavam que a caridade desempenhada pelos cristãos era algo que chamava a atenção até mesmo dos pagãos. Como a exemplo do Imperador Juliano, o Apóstata, que após presenciar o assassinato de seu pai e outros familiares por guardas do palácio real, teve uma visão negativa do cristianismo, pois passou a acreditar que o responsável por isso era o imperador Constâncio, o qual passava-se por um bom cristão. Para se vingar, quando se tornou imperador esforçou-se por instaurar novamente o paganismo, usando como modelo o cristianismo e principalmente a atividade caritativa, algo que segundo ele era o que tinha dado fama aos "galileus", e por isso deveria superá-los. O que demonstra mais uma vez a caridade como característica principal da Igreja. Neste sentido, Bento XVI afirma que a Palavra de Deus, os Sacramentos e o Serviço da Caridade são o tríplice dever da Igreja,que estão interligados um ao outro e que a Igreja é a família de Deus no mundo, por isso nenhum de seus membros deve passar necessidade daquilo que é necessário.E não só estes como todos os que encontrarmos necessitados, como diz a parábola do Bom Samaritano(Lucas 10,31).

     No tocante a justiça e a caridade, levantou-se um pensamento contrário as atividades caritativas, que afirmava que os pobres não precisavam de caridade e sim de justiça, isso reforçado pelo pensamento Marxista. Sendo necessário que fosse criado uma ordem que garantisse que todos tivessem direito a mesma quantidade de bens, para que não precisassem de ações de caridade. Com a formação da sociedade industrial, o poder foi dado a poucos e as massas operárias passavam por uma privação de direitos. Diante destes problemas desenvolveu-se a Doutrina Social Católica, que veio de encontro a esta problemática através de diversos documentos para auxiliar nesse processo.O autor destaca que é essencial para o cristianismo diferenciar o Estado e a Igreja: "O Estado não pode impor a religião, mas deve garantir a liberdade da mesma e a paz entre os aderentes das diversas religiões; por sua vez, a Igreja como expressão social da fé cristã tem a sua independência e vive, assente na fé, a sua forma comunitária, que o Estado deve respeitar". E é nesse contexto que o objetivo da Doutrina Social Católica é auxiliar na purificação da razão, para que todos que compartilham da fé possam colocar em prática aquilo que lhe é próprio. Não cabe a Igreja tomar do Estado o dever de tornar a sociedade o mais justa possível e sim auxiliar, através de um olhar espiritual aquilo que é de sua responsabilidade. A sociedade justa não pode ser responsabilidade da Igreja, pois isso é papel da política, porém cabe a ela auxiliar na compreensão e vontade do que a política exige. Bento XVI afirma ainda que o amor sempre será necessário, mesmo que o Estado conseguisse tornar a sociedade o mais justa possível, o amor jamais deixaria de ser essencial, pois o homem sempre necessitará, seja do cuidado ou mesmo da ajuda concreta das mais variadas formas. A visão de que através do pleno comprimento da justiça as obras de caridade não mais seriam necessárias é uma visão materialista do homem que desfigura seu real valor, pois o ser humano não necessita apenas do material, não só do cuidado com o corpo como também do espírito, e é essa a missão da Igreja através do amor inspirado pelo Espírito Santo. Os fiéis leigos são chamados a participar da vida publica e a buscar sempre o bem comum, como forma de viver a caridade também na sociedade.

     Em relação as muitas estruturas caritativas na atualidade, o autor discorre a respeito do quanto através dos meios de comunicação a miséria humana tem sido cada dia mais conhecida, não só a material como a espiritual, o que torna ainda mais necessário que cada ser humano se esforce em sair de si e ir de encontro a quem mais precisa. Bento XVI destaca a importância da união de muitas estruturas estatais e eclesiais, pois através do amor cristão a Igreja pode contribuir com a transformação da sociedade civil para que se viva o verdadeiro sentido da caridade. Há diversos serviços caritativos e também filantrópicos, onde inclusive muitos jovens se tornam voluntários para ir de encontro aos que mais precisam. Ele confirma a importância de todas essas formas de atividades caritativas na Igreja Católica e em outras Igrejas e Comunidades Eclesiais, já que se unem as obras de caridade e a evangelização, e assim como afirmou o Papa João Paulo II, a igreja deve ajudar desde que todas busquem esse mesmo objetivo, enxergando o homem como imagem e semelhança de Deus, dar a cada um o direito a um vida digna.

     Em relação ao perfil da atividade caritativa na Igreja, Bento XVI escreve que as mais diferentes organizações que vem sendo criadas mundo a fora são consequência do amor que o próprio Senhor imprimiu no coração do homem. Porém ganha ainda mais força pela presença do Cristianismo, que ultrapassa os limites da fé cristã e se espalha por todo o mundo, e por isso a caridade cristã deve ser vivida plenamente para que não perca sua verdadeira essência tornando-se apenas um assistencialismo. Nesse aspecto a caridade cristã é uma resposta a necessidade do outro, seja esta qual for. No caso do cuidado com os doentes se faz necessária a competência, para que esses profissionais cumpram com responsabilidade seus deveres. Mas acima disto precisam tratar com atenção e humanidade a quem necessita. Dessa forma é necessário a "formação do coração", para que além do profissionalismo haja o amor resultante do encontro pessoal com Cristo, que transborda dos corações que experimentam essa alegria e atinge a vida do irmão, deixando de ser algo imposto e se tornando consequência daquele amor que é vivido no intimo do coração. A caridade cristã não deve ter relação com ideologias e partidos, visando ideias progressistas como defende a teoria Marxista, que afirma que a caridade contribui para o empobrecimento do povo e esta é vista como um empecilho para a prática de suas ideias revolucionárias. Não se pode esperar um mundo melhor deixando de fazer o bem por um momento, pelo contrário, é necessário ir de encontro a necessidade do outro. Independente de programas e ações planejadas, é preciso ter um coração que sente pelo outro e está sempre disposto a ajudar. Ressalta ainda que os atos de caridade não devem visar a conversão do outro, o que define-se por proselitismo, pois o amor é gratuito. Isso não significa que é preciso deixar Deus de lado, mas que é através do amor em sua verdadeira essência que o homem conhece verdadeiramente a Deus e é levando esse amor, que leva-se a conhecer o próprio Senhor, que por vezes em razão de sua falta está a raiz do sofrimento. Faz-se necessário que cada cristão seja verdadeira testemunha de Cristo na vida dos irmãos.

     Bento XVI destaca ainda que o responsável pelas atividades caritativas na Igreja é a própria Igreja, iniciando pelas Paróquias, Igrejas Particulares até chegar a Igreja Universal. Sua missão como "família de Deus" é ir ao encontro de todos que se acharem necessitados de ajuda, mesmo aqueles que estão fora dela. No que trata do papel dos missionários, já ficou bem claro que estes não devem se deixar levar por ideologias para mudar o mundo e sim deixar-se guiar pela fé. É necessário ter um coração transformado por Deus, a partir da experiência de seu amor, que irá refletir na vida dos irmãos, doando sua vida em favor dos outros gratuitamente, a exemplo do próprio Cristo. Nesse sentido a Igreja católica deve instruir o missionário a colaborar com outras organizações nas mais diversas necessidades, desde que estas tenham como critério o serviço de Cristo a seus discípulos. A caridade não deve ser apenas uma atividade, mas nela deve está presente o amor pelo ser humano, que é nutrido no encontro com Deus. Servindo desta forma adquire-se a virtude da humildade, enxergando que apesar da condição que o outro se encontra, isso não faz superior aquele que ajuda, pelo contrário é graça de Deus poder ajudar, sabendo que muitas vezes não temos nada para oferecer de bom, reconhecemos que somos apenas "servos inúteis" e que precisamos fazer o que nos for possível e Ele cuidará do resto. A infinidade de necessidades no mundo pode levar  o homem a dois extremos: Querer encontrar a solução para todo problema, na intenção de resolver tudo que o governo humano não pode resolver e que muitas vezes ao invés de resolver, atrapalha ainda mais. Ou cair na tentação de achar que nada do que fizer vai adiantar, deixando de fazer aquilo que lhe é possível. A oração é o meio que é capaz de orientar o caminho certo a seguir. Como afirma o autor:"Quem reza não desperdiça o seu tempo, mesmo quando a situação apresenta todas as características duma emergência e parece impelir unicamente para a acção". Ele cita como exemplo a Santa Madre Teresa de Calcutá, que testemunhou em sua vida a fonte inesgotável do amor ao próximo através da oração.O cristão que reza salva-se de "doutrinas fanáticas e terroristas" e evita-se que este queira tornar-se juiz de Deus, acusando-o por deixar que a humanidade sofra e questionando sua vontade.Mesmo muitas vezes não compreendendo, não acreditamos que Ele seja indiferente as dúvidas e incertezas que surgem pelo caminho, mas permanecemos confiantes no seu amor por cada um de nós. 

     Por fim, Bento XVI afirma que: "A fé, a esperança e a caridade caminham juntas".  A esperança nos fortalece perante as dificuldades, para que perseveremos no caminho que o Senhor nos aponta. A fé nos convence do amor de Deus, que foi capaz de entregar seu filho único por cada um de nós. É através da fé em Nosso Senhor, que cremos que Ele sempre vencerá; por mais difíceis que sejam as situações aos nossos olhos humanos temos a firme esperança que Deus reina sobre todas elas. A fé nos faz crer que: "O amor é possível, e nós somos capazes de o praticar porque somos criados à imagem de Deus". O autor nos indica o exemplo dos santos, que através de sua vida e de seu testemunho nos dão esta certeza. Acima de todos estes encontra-se Maria, mais perfeito exemplo de amor e santidade. Que possamos nos confiar a ela, para contarmos com seu auxilio na busca da verdadeira caridade.


Referência: https://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20051225_deus-caritas-est.html

domingo, 20 de setembro de 2020

Maria, Mater Ecclesiae



     No alto da cruz, Jesus nos mostra Maria como nossa mãe.
     Ao ver sua mãe e junto dela o discípulo que Ele amava, Jesus disse a sua mãe: "Mulher, eis ai o teu filho". Depois disse ai discípulo: "Eis ai a tua mãe" (Jo 19, 26-27).
     Essas palavras constituem uma "cena de revelação", para a fé e espiritualidade cristã. Cristo estabelece novas revelações de amor entre Maria e os cristãos.
     No designo de Deus, a maternidade de Maria, embora se destinasse desde o início a humanidade inteira, só no calvário, em virtude do sacrifício de Cristo, ela se manifesta na sua dimensão universal.
     Na cruz Jesus não proclamou de modo formal a maternidade universal de Maria, mas instaurou uma concreta relação materna entre ela e o discípulo predileto.
     As palavras de Jesus, "Eis ai teu filho", realizou aquilo que exprimem, constituindo Maria: Mãe de João e de todos os discípulos destinados receber o dom da Graça Divina.
     Maria viveu sempre imersa no mistério de Deus, como primeira perfeita discípula meditando tudo em seu coração a luz do Espírito Santo.
     O "Sim" de Maria, já perfeito desde o início, cresceu até a hora da cruz. Ali sua maternidade dilatou-se, abarcando cada um de nós.
     Deus nos entrega ela como mãe de todos os regenerados no batismo e convertidos em membros de Cristo, sendo assim, Mãe da igreja inteira.
     Ora vós sois o Corpo de Cristo, e cada um pela sua parte, um dos membros, escreve-nos São Paulo: Aquela que é Mãe do corpo é Mãe de todos os que se incorporam em Cristo, desde o princípio da vida sobrenatural, que se inicia no batismo e se robustece com o crescimento dos dons do Espírito Santo.
     A Mãe de Deus é a Mãe de todos os cristãos e Mãe da Igreja que é a reunião de todos os batizados e que renasceram em Cristo.
     Papa Paulo VI em 1964, solenemente disse: Existe uma razão logica para esse fato, Ela é Mãe de Jesus, cabeça da Igreja, e a Igreja é corpo místico de Cristo. Por essa razão Maria é Mãe de todos que nasceram em Cristo.

     
Salve Maria Santíssima!
     Ana Merice.

Fontes: blog.cançãonova.com
              opusdei.org 

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

O PRIMADO DE PEDRO




     E eu te declaro: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18-19).

     É interessante analisarmos, por nossos olhos humanos, a escolha de Jesus por Pedro-homem imperfeito, vacilante, um simples pescador, talvez o mais simples dos apóstolos. Jesus escolheu um Grupo de 12. Várias personalidades, tinha João, o discípulo amado, mesmo assim não foi escolhido para governar os demais, para ser o representante de Cristo. Como entender e explicar a escolha por Pedro? O Senhor escolheu Pedro para está a frente de sua igreja, justamente para provar que quem Governa é Ele.

     A Igreja, assim como Jesus, é humana e Divina, assim sendo requer um representante visível- o Papa. No antigo Testamento, no Êxodo, vemos uma manifestação de Deus, em forma de coluna de fogo e fumaça a guiar Israel pelo deserto. No Novo Testamento, Pedro é, por escolha de Cristo, aquele que: “Confirma os teus irmãos!” (Lc 22.31).“Apascenta as minhas ovelhas!” (Jo 21,17).

     Pedro por si só jamais seria capaz de tal missão! Mas Jesus o escolheu e o capacitou pelo Espírito Santo. O encontro de Jesus com Pedro é transformador! De Simão, ele se torna Pedro. “Um exemplo marcante de mudança de nome foi o que ocorreu com Abraão. Ele se chamava Abrão, que quer dizer “pai elevado” e Deus muda seu nome para Abraão, que significa “pai de uma multidão”, porque Deus o escolhera para a grandiosa tarefa de pai do seu Povo. Essa “mudança de nome” Jesus fez também com Simão, “no primeiro encontro”, em vista da missão solene que lhe haveria de dar mais tarde:“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja” (Mt 16,18). Não resta dúvida, portanto, que Pedro, e seus sucessores, são a Pedra angular, visível, que Cristo, Pedra angular invisível, quis na Igreja. Jesus quis essa pedra visível para que ela mantivesse a unidade da Igreja e a integridade da sua doutrina na verdade que liberta e salva”. (Professor Felipe Aquino- O Primado de Pedro).


Referências: https://cleofas.com.br/o-primado-de-pedro/ 

Acesso em: 09/09/20. 


https://eventos.cancaonova.com/acampamento-vem-louvar/pregacoes/umpecador-a-frente-da-igreja-para-nos-mostrar-que-quem-governa-e-deus/ Acesso em: 09/09/20.

Fabiana Meneses 

G.O. Filhos de Maria

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

A MISSÃO DA IGREJA

    

    Jesus quis fundar a sua Igreja. E Ele a fundou e deixou-a com a missão de anunciar O seu Reino. A palavra missão vem do latim “mitto” que significa ENVIAR. Cristo é a cabeça da igreja e nós somos os seus membros, a nós foi dado esse ultimato: ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.(Mateus 28:19,20). Essa Missão é para todos! Cada um em sua vocação específica deve atender o chamado e ser trabalhador da messe do Senhor.

     O Senhor nos convida a IRMOS e ANUNCIARMOS seu Reino em todas as esferas: casa, trabalho, estudo, etc, As quais estamos inseridos (as). O leigo chega aonde o sacerdote não chega. O Céu não pode esperar. O mundo tem sede do anúncio desse Reino. Por mais absurdo que pareça, há muitas pessoas que não sabem da existência do mesmo. E somos nós, imperfeitos, mas escolhidos e convidados, os anunciadores da boa nova, da Palavra que faz novas todas as coisas.

     Vencer o homem velho que há em nós e darmos o nosso sim requer um passo de amor e de Fé. O amor é o combustível da Missão. “É ao amor de Deus por todos os homens que, desde sempre, a Igreja vai buscar a obrigação e o vigor do seu ardor missionário: „Porque o amor de Cristo nos impele‟ (2Cor 5,14) Com efeito, «Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tm 2, 4). Deus quer a salvação de todos, mediante o conhecimento da verdade. A salvação está na verdade. Os que obedecem à moção do Espírito da verdade estão já no caminho da salvação. Mas a Igreja, à qual a mesma verdade foi confiada, deve ir ao encontro dos que a procuram para lhe levar.

     É por acreditar no desígnio universal da salvação que a Igreja deve ser missionária. (cf. CEC p.851). É por acreditar nos desígnios de Deus, crer que Somos Preciosos a Ele, que mesmo sendo alto o nosso preço, Ele nos quer (Is 43,4), que devemos ser fermento, sal e luz o mundo. O Senhor não quer que nenhum de nós nos percamos.

     Portanto, fica evidente que uma vez batizados, nos tornamos membros da Igreja, na qual Cristo é a cabeça. Por conseguinte, chamados ao anúncio. A nós requer nos modelar na fôrma de Cristo. Devemos ser a imagem do Ressuscitado. Só assim nossas palavras surtirão efeito na vida do irmão. Quando formos o evangelho vivo, nossas ações ecoarem mais que nossas palavras aí sim o Anúncio do Reino de Deus será devido. Irmãos, peçamos o auxílio do Espírito Santo, pois só Ele que pode tornar-nos repletos de Cristo e verdadeiros missionários. 

Referêcias: https://santuario.cancaonova.com/sem-categoria/missao/ 

Acesso em: 06/09/20. https://cleofas.com.br/qual-e-a-nossa-missao/ Acesso em: 06/09/20.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Santo Antônio, um grande exemplo aos jovens de hoje.

Hoje a Igreja comemora mais um filho Franciscano. Desta Ordem que tano serviu e serve a Igreja. Que fez e tem feito a tantos santos. O Santo da vez, que Celebramos hoje é Fernando Antônio de Bulhões ou Santo Antonio como popularmente ficou conhecido, nasceu na cidade de Lisboa em Portugal, em 15 de Agosto de 1195. Era de família nobre e rica, assim como também era filho unico de Martinho de Bulhões. 

Aos 19 anos entrou para o Mosteiro de São Vicente dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, mesmo contra a vontade do seu pai. Morou lá por 2 anos. Tendo acesso a uma grande biblioteca, Antônio escrevia sua história pelo estudo e pela oração. Logo depois é transferido para Coimbra, que é um importante centro de estudos de Portugal, onde ficou lá por 10 anos. Em coimbra ele foi ordenado sacerdote. E logo se observou nele o dom da palavra que transbordava do jovem padre agostiniano. Ele tinha conhecimento e grande poder de pregação.

Santo Antônio

Em Coimbra o Padre Antônio conhece os Frades Franciscanos, e logo se apaixona pelo carisma, pelo fervor e radicalidade com que estes viviam  Evangelho. Pouco tempo depois ele entra na Ordem Franciscana, mudando - se para o Mosteiro de São Francisco de Assis e tornando - se Frei Antônio.

Encontro entre Santo Antônio e São Francisco de Assis
Frei Antônio queria ir para o Marrocos pregar o Evangelho naquela região, e os Franciscanos assim o permitiram. Porém no meio do caminho, ele fica muito doente e é forçado a voltar para Portugal. Na viagem de volta, o barco é desviado e vai para a Itália, terminando por parar na Sicília, em um grande encontro de mais de 5 mil Frades Franciscanos chamado Capítulo das Esteiras. Lá, santo Antônio conhece pessoalmente São Francisco de Assis. A mão de Deus o tinha guiado por caminhos diferentes.

Após esse encontro, Frei Antônio passa 15 meses como um eremita no monte Paolo. Mas São Francisco enxerga em Frei Antônio os dons que Deus lhe deu, e logo o encarrega da formação teológica dos irmãos do Mosteiro. 

No capítulo geral da ordem dos franciscanos ele é enviado a Roma para tratar de assuntos da ordem com o Papa Gregório IX, que fica impressionado com sua inteligência e eloquência e o chama de Arca do Testamento.

Ele tinha uma força irresistível com as palavras e São Francisco o nomeou como o primeiro leitor de Teologia da Ordem. Para assim poder preparar e ajudar nas pregações dos irmãos da Ordem. Juntavam - se as vezes mais de 30 mil pessoas para ouvi - lo pregar e muitos milagres aconteciam. Após a morte de São Francisco, Santo Antônio foi enviado a Roma para apresentar ao Papa a Regra da Ordem de São Francisco.


Santo Antônio morreu em Pádua, na Itália, em 13 de Junho de 1231 aos 36 anos. Antes de entregar sua alma nas mãos de Deus, ele diz: "Ó Vrirgem gloriosa que estais acima das estrelas." E completou, "estou vendo o meu Senhor". Em seguida, faleceu. Os meninos da cidade logo saíram a dar a notícia: o santo morreu. E em Lisboa (Sua cidade natal) os sinos das Igrejas começaram a repicar sozinhos e só depois o povo soube da morte de Santo Antônio.

Logo após a sua morte, aconteceram muitos milagres, que 11 meses após ele foi beatificado e canonizado pelo Papa Gregório IX, na Catedral de Espoleto em 30 de Maio de 1232. Sendo o processo mais rápido da história da Igreja.

Em 1934 foi declarado Padroeiro de Portugal. E em 1946 foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XII.



Santo Antônio, rogai por nós!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Festa da Imaculada Conceição.

    Hoje a Igreja celebra o dia de Nsra. da Imaculada Conceição. Como o próprio nome já diz, Imaculada (Sem mancha, sem mácula) desde a sua Concepção. Desde a Igreja Primitiva os nossos primeiros Cristãos já pregavam isso, como Santo Efrem no Século IV e Santo Agostinho no Século V. Mas que só veio a ser proclamado Dogma no ano de 1854 pelo Papa Pio IX.

   Durante Séculos, vários santos da Igreja e teólogos pregavam que Deus preservou Maria de toda mancha do pecado original, desde o seu primeiro instante de concepção no ventre de sua mãe, quando então cheia da Graça de Deus viveu intensamente a Graça Santificante pelo méritos de seu Filho Jesus. A concepção Imaculada de Maria foi fruto da Redenção de Cristo por meio de antecipação. Ou seja, ela foi Salva por Jesus no Kairos (tempo da Graça), enquanto a ato salvífico de Nosso Senhor ainda não havia acontecido no Crhonos (O nosso Tempo). Assim como nós fomos salvos por Ele sem que estivéssemos presentes no momento da Redenção na Cruz (Crhonos) pois o sacrifício de Cristo transcende todo o espaço do tempo. A Redenção foi para todos e experimentamos isso no Kairos (no tempo da Graça). Assim também aconteceu com Maria. Porém, diferentemente dos outros, o sacrifício salvífico de Cristo foi para Maria um ato de preservação de todo o pecado; enquanto que para outros foi um ato de libertação. Pois assim, como o seu Filho Jesus Cristo não teve pecado assim, também Ele deveria vir de alguém que não tivesse pecado. Por isso, Deus a preservou desde sempre de todo Pecado.

       Na Sagrada Escritura, podemos perceber isso quando o Arcanjo Gabriel Saúda a Maria Santíssima Dizendo: " Ave Cheia de Graça  Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontrastes Graça diante de Deus." (Lucas 1, 28-30) Nesta saudação do Arcanjo a Maria, encontramos aí a identidade de Maria. O Arcanjo não chamou apenas de Maria, mas sim "Ave cheia de Graça". Reconhecendo Maria como Rainha, pois a Saudação "Ave" era dirigida apenas para os Reis e Rainhas, vemos aí Maria Mãe de Cristo e filha de seu Filho. Mas podemos perceber de forma mais concreta o restante da saudação do Arcanjo ao dizer cheia de graça. Não tem como estar cheio da Graça de Deus se o pecado habita. Não tem como estar cheio da Graça de Deus se se vive escravo do Pecado. É por isso que percebemos que Maria foi redimida de uma forma mais sublime ainda por seu Filho; ela é cheia de Graça antes mesmo da Encarnação de Jesus Cristo. Comprova mais uma vez, aquilo que já falamos acima sobre a Imaculada Conceição de Maria.

        A santidade de Maria tem também uma característica particular, que a coloca acima de qualquer pessoa do Antigo e do Novo Testamento. É uma Graça incontaminada. É por isso, que a Igreja Latina a chama de "Imaculada" e a Igreja Oriental de "Toda Santa" (Panaghia).

         Foi o que confessou o Papa Pio IX ao proclamar o Dogma da Imaculada Conceição de Maria no ano de 1854, ao dizer: 
                
               "Por uma Graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos Méritos          de Jesus Cristo, salvador de todo o Gênero Humano, a Bem Aventurada Virgem                 Maria foi preservado intacta de toda a mancha do Pecado Original no primeiro instante        da sua concepção." (DS 670)

       Quatro anos depois, nas aparições de Nossa Senhora à Santa Bernadete em Lourdes no ano de 1858, quando indagada por a menina sobre quem era, ela respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição". Confirmando assim o Dogma proclamado pelo Papa Pio IX. 


Nossa Senhora Imaculada Conceição, rogai por nós!