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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Padre Pio e os desafios da Fé no mundo moderno: O que ele diria hoje?

 


🕯️ Oração de Padre Pio

“Fica comigo, Senhor, pois é necessário ter-Te presente para não Te esquecer. Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da Tua força para não cair.”

    Setembro é o mês dedicado a São Padre Pio de Pietrelcina, um dos santos mais amados da Igreja Católica. Sua vida foi marcada por oração intensa, sofrimento redentor e milagres que continuam a inspirar fiéis no mundo inteiro. Mas o que ele diria diante dos desafios que enfrentamos hoje?

    Vivemos tempos de incerteza. A fé parece enfraquecer em muitos corações. A tecnologia avança, mas o vazio interior cresce. A Igreja enfrenta crises vocacionais, perseguições sutis e uma cultura que muitas vezes rejeita o sagrado. E é justamente nesse cenário que a voz de Padre Pio ecoa com força.

🕊️ O Mundo Pode Viver Sem o Sol, Mas Não Sem a Missa

    Padre Pio dizia:

“O mundo pode viver sem o sol, mas não pode viver sem a Santa Missa.”

    Essa frase, dita há décadas, é um alerta para os tempos atuais. A Missa é o coração da fé católica, e sua centralidade precisa ser redescoberta. Em meio à correria, ao excesso de telas e à distração constante, somos chamados a voltar ao essencial: a presença real de Cristo na Eucaristia.

💬 Reze, Espere e Não Se Preocupe

    Outra frase marcante de Padre Pio:

“Reze, espere e não se preocupe. A preocupação é inútil. Deus é misericordioso e ouvirá sua oração.”

    Quantos hoje vivem ansiosos, inseguros, sem saber o que esperar do futuro? Padre Pio nos convida à confiança radical em Deus. A oração não é fuga — é força. É nela que encontramos paz, direção e coragem para enfrentar os desafios.

✨ Milagres Que Inspiram

    Padre Pio não foi apenas um homem de palavras. Sua vida foi marcada por milagres reais. Um dos mais impressionantes ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando aviadores relataram ver um “monge no céu” impedindo bombardeios sobre San Giovanni Rotondo. Esse monge era Padre Pio. O general Rossini, ao reconhecê-lo anos depois, converteu-se ao catolicismo.

    Outro milagre tocante foi a cura de Lello Pegna, um judeu que ficou cego. Padre Pio disse: “Você só receberá a visão física após receber a visão da alma.” Após sua conversão e batismo, Lello recuperou completamente a visão.

    Esses milagres não são apenas histórias do passado. São sinais de que Deus continua agindo — e que a intercessão dos santos é viva e poderosa.

📣 O Que Podemos Fazer Hoje?

    Neste mês dedicado a Padre Pio, somos convidados a:

- Participar da Santa Missa com mais fervor.

- Rezar o terço diariamente, como ele recomendava.

- Pedir sua intercessão por nossas famílias, pela Igreja e pelo mundo.

    Compartilhar sua mensagem com quem precisa de esperança.

🙌 Compartilhe Sua Experiência

    Qual ensinamento de Padre Pio mais toca seu coração hoje? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe esta postagem com seus amigos. Que por a intercessão de Padre Pio a graça de Deus alcance muitos corações neste mês especial.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Como se tornar um filho espiritual do Padre Pio?

    Padre Pio foi Diretor Espiritual de muitas pessoas que desejavam cada vez mais progredir no caminho de santidade, sob a sua especial orientação e proteção ele os chamava de seus “Filhos Espirituais”.




    Desde a morte de Padre Pio em 1968, o Convento Santa Maria delle Grazie em San Giovanni Rotondo estendeu esse privilégio a todos aqueles que procuram viver uma vida de graça e aumentar cada vez mais a fé por meio de sua inspiração.

Por isso, você também pode tornar-se Filho Espiritual de Padre Pio! Saiba como:

Condições para fazer parte da Associação dos Filhos Espirituais de Padre Pio de Pietrelcina:

1) Viver intensamente sob a graça divina.

2) Provar sua fé através de palavras e ações, levando uma vida verdadeiramente cristã.

3) Desejar permanecer sob a proteção de Padre Pio e participar dos frutos de suas orações e sofrimentos.

4) Imitar as virtudes de Padre Pio, particularmente seu amor por Jesus Crucificado, pelo Santíssimo Sacramento, por Nossa Senhora, pelo Papa e por toda a Igreja.

5) Ter um sincero espírito de caridade para com todos.

Se você concorda com as condições acima e deseja inscrever-se na Associação dos Filhos Espirituais de Padre Pio, faça o download da ficha abaixo. Para que seja registrado no Convento de Padre Pio, envie esta ficha preenchida e assinada pelo correio para:

Convento Santa Maria delle Grazie

71013 – San Giovanni Rotondo, FG

Italia

👉  CLIQUE AQUI para fazer o Download do arquivo.


Referência: https://encontrocomcristo.com.br/como-ser-adotado-oficialmente-como-filho-espiritual-do-padre-pio/

sábado, 4 de maio de 2024

HOMILIA DE JOÃO PAULO II DURANTE A CERIMÓNIA DE BEATIFICAÇÃO DE PADRE PIO DE PIETRELCINA

 


Credit Voce di Padre Pio GiugnoLuglio 1999 _ Telereadiopadrepio.it




HOMILIA DE JOÃO PAULO II DURANTE A CERIMÓNIA DE BEATIFICAÇÃO DE PADRE PIO DE PIETRELCINA

Domingo, 2 de Maio de 1999


«Cantemos ao Senhor um cântico novo!».

1. O convite da antífona de entrada exprime bem a alegria de muitos fiéis, que há tempo esperam a elevação de Padre Pio de Pietrelcina às honras dos altares. Este humilde frade capuchinho surpreendeu o mundo, com a sua vida inteiramente consagrada à oração e à escuta dos irmãos.

Inúmeras pessoas foram ao seu encontro no convento de San Giovanni Rotondo e a peregrinação, mesmo depois da sua morte, não cessou. Quando eu era estudante aqui em Roma, tive ocasião de o conhecer pessoalmente e agradeço a Deus ter-me dado hoje a possibilidade de o inscrever no álbum dos Beatos.

Hoje de manhã repercorremos os traços salientes da sua experiência espiritual, guiados pelos textos da Liturgia deste quinto domingo de Páscoa, no interior da qual se coloca o rito da sua beatificação.

2. «Não se turve o vosso coração: crede em Deus, crede também em Mim» (Jo 14, 1). Na página evangélica há pouco proclamada, escutámos estas palavras de Jesus aos seus discípulos, necessitados de encorajamento. Com efeito, a referência à Sua morte já próxima desanimou-os. Eles tinham medo de ser abandonados, de ficar sozinhos, e o Senhor confortou-os com uma promessa específica: «Vou preparar-vos um lugar» e depois «virei outra vez e levar-vos-ei Comigo para que, onde Eu estiver, estejais também vós» (Jo 14, 2-3).

A esta certeza os Apóstolos respondem pelos lábios de Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?» (Jo 14, 5). A observação é pertinente e Jesus não ignora a pergunta que nela é implícita. A resposta que Ele dá permanecerá nos séculos como uma luz límpida para as gerações vindouras: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim» (Jo 14, 6).

O «lugar» que Jesus vai preparar está na «casa do Pai»; ali o discípulo poderá estar para toda a eternidade com o Mestre e participar da Sua mesma alegria. Contudo, para alcançar a meta, o caminho é um só: Cristo, ao qual o discípulo se deve conformar cada vez mais. A santidade consiste precisamente nisto: já não é o cristão que vive, mas é o próprio Cristo que vive nele (cf. Gl 2, 20). Meta exaltante, acompanhada por uma promessa igualmente consoladora: «Aquele que acredita em Mim fará também as obras que Eu faço; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Meu Pai» (Jo 14, 12).

3. Enquanto escutamos estas palavras de Jesus o nosso pensamento dirige-se ao humilde frade capuchinho de Gargano. Com que evidência estas se realizaram no Beato Pio de Pietrelcina!

«Não se turve o vosso coração: crede...». O que foi a vida deste humilde filho de São Francisco, senão um constante exercício de fé, corroborado pela esperança do Céu, onde poder estar com Cristo?

«Vou preparar-vos um lugar... para que onde Eu estiver, estejais vós também». Que outra finalidade teve a duríssima ascese a que Padre Pio se submeteu desde a adolescência, senão a progressiva identificação com o divino Mestre, para estar «lá onde Ele estava»?

Quem ia a San Giovanni Rotondo para participar na sua Missa, para lhe pedir conselho ou se confessar, vislumbrava nele uma imagem viva de Cristo sofredor e ressuscitado. No rosto de Padre Pio resplandecia a luz da ressurreição. Marcado pelos «estigmas», o seu corpo mostrava a íntima conexão entre morte e ressurreição, que caracteriza o mistério pascal. Para o Beato de Pietrelcina, a participação na Paixão teve matizes de especial intensidade: os singulares dons que lhe foram concedidos e os sofrimentos interiores e místicos que os acompanharam consentiram-lhe viver uma extraordinária e constante experiência dos sofrimentos do Senhor, na imutável consciência de que «o Calvário é a montanha dos Santos».

4. Não menos dolorosas, e humanamente talvez ainda mais fortes, foram as provações que teve de suportar como consequência, dir-se-ia, dos seus singulares carismas. Na história da santidade às vezes acontece que o escolhido, por especial permissão de Deus, é objecto de incompreensões. Quando isto se verifica, a obediência torna-se para ele crisol de purificação, vereda de progressiva assimilação a Cristo, refortalecimento da santidade autêntica. A esse respeito, o novo Beato escrevia a um seu superior: «Só trabalho para vos obedecer, tendo-me feito conhecer o bom Deus, a coisa que Ele mais aceita e o que para mim é o único meio para esperar saúde e cantar vitória» (Epist. I, pág. 807).

Quando sobre ele se abateu a «tormenta», estabeleceu como regra da sua existência a exortação da primeira Carta de São Pedro, que há pouco escutámos: Aproximai-vos de Cristo, pedra viva» (cf. 1 Pd 2, 4). Deste modo, tornou-se também ele «pedra viva», para a construção do edifício espiritual que é a Igreja. E por isto hoje damos graças ao Senhor.

5. «E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção dum edifício espiritual» (1 Pd 2, 5). Como parecem pertinentes estas palavras, aplicadas à extraordinária experiência eclesial que se desenvolveu à volta do novo Beato! Muitas pessoas, ao encontrarem-se directa ou indirectamente com ele, reencontraram a própria fé; na sua escola multiplicaram-se em todos os recantos do mundo os «grupos de oração». Àqueles que a ele acorriam, propunha a santidade, repetindo-lhes: «Parece que Jesus não tem outro cuidado senão o de santificar a vossa alma» (Epist. II, pág. 155).

Se a Providência divina quis que ele agisse sem jamais se afastar do seu convento, como que «plantado» aos pés da Cruz, isto não é isento de significado. Certo dia o divino Mestre consolou-o, num momento de particulares provações, dizendo-lhe que «junto da Cruz se aprende a amar» (Epist. I, pág. 339).

Sim, a Cruz de Cristo é a insigne escola do amor: ou melhor, é a própria «fonte» do amor. Purificado pelo sofrimento, o amor deste fiel discípulo atraía os corações a Cristo e ao seu exigente Evangelho de salvação.

6. Ao mesmo tempo, a sua caridade derramava-se como bálsamo sobre as debilidades e sofrimentos dos irmãos. Assim, Padre Pio uniu ao zelo pelas almas a atenção pelo sofrimento humano fazendo-se promotor, em San Giovanni Rotondo, de uma estrutura hospitalar, por ele chamada «Casa Alívio do Sofrimento». Ele a quis como um hospital de primeira categoria, mas sobretudo preocupou-se por que nele se praticasse uma medicina verdadeiramente «humanizada», onde a relação com o doente se caracterizasse pela mais calorosa solicitude e pelo mais cordial acolhimento. Bem sabia que, quem está doente e sofre, tem necessidade não só de uma correcta aplicação dos instrumentos terapêuticos, mas também e sobretudo de um clima humano e espiritual, que lhe consinta redescobrir-se a si mesmo no encontro com o amor de Deus e a ternura dos irmãos.

Com a «Casa Alívio do Sofrimento» ele quis mostrar que os «milagres ordinários» de Deus passam através da nossa caridade. É preciso tornar-se disponível à partilha e ao serviço generoso dos irmãos, servindo-se de todos os recursos da ciência médica e da técnica.

7. O eco que esta beatificação suscitou na Itália e no mundo é sinal de que a fama de Padre Pio, filho da Itália e de Francisco de Assis, alcançou um horizonte que abarca todos os Continentes. É-me grato saudar todos os que aqui vieram, a começar pelas altas Autoridades italianas, que quiseram estar presentes: o Senhor Presidente da República, o Senhor Presidente do Senado, o Senhor Presidente do Conselho dos Ministros, que chefia a Delegação oficial, além de numerosos Ministros e Personalidades. A Itália está deveras representada de maneira digna! Mas também inúmeros fiéis de outras Nações estão aqui reunidos para prestar homenagem a Padre Pio.

A quantos vieram de perto ou de longe dirige-se a minha saudação afectuosa, juntamente com um especial pensamento para os Padres Capuchinhos. A todos um agradecimento cordial!

8. Quereria concluir com as palavras do Evangelho desta Missa: «Não se turve o vosso coração: crede em Deus». Faz eco desta exortação de Cristo o conselho que o novo Beato costumava repetir: «... Abandonai-vos plenamente no coração de Jesus, como uma criança entre os braços da mãe». Possa este convite penetrar também no nosso espírito como fonte de paz, de serenidade e de alegria. Por que devemos ter medo, se Cristo é para nós o Caminho, a Verdade e a Vida? Por que não confiarmos em Deus que é Pai, nosso Pai?

«Santa Maria das Graças», que o humilde capuchinho de Pietrelcina invocou com constante e terna devoção, nos ajude a ter os olhares fixos em Deus. Ela nos tome pela mão e nos incentive a procurar, com todos os esforços, aquela caridade sobrenatural que brota do lado trespassado do Crucificado.

E tu, Beato Padre Pio, volve do Céu o teu olhar sobre nós congregados nesta Praça e sobre quantos estão reunidos em oração na Praça de São João de Latrão e em San Giovanni Rotondo. Intercede por quem, em todas as partes do mundo, se une espiritualmente a este evento elevando a ti as suas súplicas. Vem em socorro de cada um e dá paz e conforto a todos os corações.

Amém!

Fonte: https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1999/documents/hf_jp-ii_hom_02051999_padre-pio.html

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Recorrer sempre ao anjo da guarda

 


    Você deve saber, Raffaelina, que este bom anjo reza por você: ofereça a Deus todas as boas obras que você faz, seus desejos santos e puros. Nas horas em que lhe parece estar só e abandonado, não lamente por não ter uma alma amiga, a quem possa se abrir e confiar suas dores. Por caridade, não te esqueças deste companheiro invisível, sempre presente para te ouvir, sempre pronto para te confortar. Oh deliciosa intimidade, Oh companhia feliz! Ah, se todos os homens, sem exceção, soubessem compreender e apreciar este grande dom de Deus, que, além de seu amor ao homem, nos atribuiu este espírito celestial! Muitas vezes ele se lembra de sua presença: é preciso contemplá-lo com os olhos da alma, agradecer-lhe, suplicar-lhe. Ele é tão delicado, tão sensível; respeitá-lo. Ele está constantemente com medo de ofender a pureza de seu olhar.

(20 de abril de 1915, a Raffaelina Cerase, Ep. II, 403)


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

É preciso abraçar a cruz ainda que não consigamos compreendê-la.

    Tenha sempre isso em mente: que os filhos de Israel passaram quarenta anos no deserto antes de chegar à terra prometida, embora, para esta viagem, seis semanas fossem suficientes. Mas eles não foram autorizados a investigar por que Deus os estava conduzindo por estradas tortuosas e ásperas; e todos os que se rebelaram morreram antes de alcançá-la. O próprio Moisés, que era um grande amigo de Deus, morreu na fronteira da terra prometida, e ele só a viu de longe, sem poder desfrutá-la. Não preste muita atenção ao caminho que você anda; mantenha os olhos sempre fixos naquele que o guia e na pátria celeste para a qual Ele o conduz. Por que se preocupar se será pelos desertos ou pelos campos que você alcançará a meta, desde que Deus esteja sempre com você e você chegue à posse da eternidade abençoada? Acredite em mim, minha boa menina; ele também quer o que você me mostrou; mas faça tudo com calma; e seja paciente enquanto espera pelas misericórdias do Senhor. 

(Carta de 6 de dezembro de 1917, a Antonieta Vona, Ep. III, 828)

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Carta de Padre Pio a Raffaelina Cerase, 23 de fevereiro de 1915.



    Em São Paulo, esses dois sentimentos vinham da caridade perfeita. O de ser dissolvido para se juntar a Jesus Cristo em perfeita união na glória, o que lhe seria melhor, ou seja, era mais desejável do que continuar a viver nesta terra; e este desejo foi movido unicamente pela caridade perfeita que ele tinha por seu Deus. Por outro lado, o outro sentimento ou desejo também vinha de uma caridade perfeita, mas cujo objetivo imediato era a salvação dos outros. Em outras palavras, esse desejo foi motivado pelo objeto principal, Deus, mas refletiu-se pela reflexão na salvação das almas. O primeiro desejo, isto é, ser dissolvido deste corpo, ele o vê e o considera mais útil para si mesmo, e o deseja com todo o ardor com que uma alma justa pode querer unir-se ao seu Deus. Por outro lado, o segundo desejo, isto é, partir, ou melhor, continuar vivendo em meio ao trabalho e ao cansaço para buscar a salvação das almas, ele, cheio do espírito de Jesus Cristo, considera mais necessário outros, ou melhor, tendo tido a revelação (como parece deduzir-se do que diz logo a seguir, e o próprio facto parece confirmar a minha interpretação, porque não foi martirizado nessa altura, mas recuperou a liberdade) de que não morrer então, ele se resigna e o sofre pela salvação das almas, como um filho que ama seu pai com ternura se submete, por causa de sua afeição por ele, a todas as humilhações e também ao cumprimento exato de certos serviços muito baixos que seu pai gosta de impor a ele. Este filho terno faz de tudo, não só para não contrariar o desejo do pai em nada, mas para agradá-lo em tudo.
 
(23 de fevereiro de 1915, a Raffaelina Cerase, Ep. II, 340)

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Para que, então, vivemos? - Parte II


    Continuação - (...) O apóstolo fica feliz em pensar que não será confundido por nada e que de modo algum negligenciará seu dever como apóstolo de Jesus Cristo. Ele também está feliz que em seu corpo, mesmo no meio de todas as cadeias a que está submetido, Jesus será sempre glorificado. Se ele viver, ele exaltará Jesus Cristo por sua vida e sua pregação, também na prisão, como ele havia feito até agora pregando Jesus Cristo aos que estão no Pretório; Se, por outro lado, for martirizado, glorificará a Jesus Cristo oferecendo-lhe o testemunho supremo do seu amor. Por isso, declara abertamente que o seu viver é Cristo, que é para ele a alma e o centro de toda a sua vida, o motor de todas as suas ações, a meta de todas as suas aspirações. E, depois de ter dito que a sua vida é Jesus Cristo, acrescenta também que a sua morte é uma vantagem para ele, porque com o seu martírio dará a Jesus solene testemunho do seu amor, tornará mais inquebrantável a sua união com Jesus, e também aumentar a glória que o espera. O que você diz, Raffaelina, desse jeito de falar? As almas mundanas, não conhecendo os gostos sobrenaturais e celestiais, ouvindo tal linguagem, riem e têm razão! Porque o homem animal, diz o Espírito Santo, não percebe as coisas que são de Deus. Eles, coitados, que não têm outros gostos além do barro e da terra, não podem ter ideia da felicidade que as almas espirituais dizem sentir quando sofrem e morrem por Jesus Cristo. Oh, quão melhor para eles se, em vez de se maravilhar e rir, reconhecessem sua culpa e admirassem, pelo menos em silêncio respeito, a dedicação afetuosa dessas almas, cujos corações estão tão inflamados no amor divino!
 
(23 de fevereiro de 1915, a Raffaelina Cerase, Ep. II, 340)

Extraído do livro: 365 dias com Padre Pio. 

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Para que, então, vivemos?


 
       Para que, então, vivemos? Depois de nos consagrarmos a ele no batismo, somos todos de Jesus Cristo. Portanto, o cristão deve ter como sua a frase deste santo Apóstolo: "Para mim a vida é Cristo", vivo para Jesus Cristo, vivo para a sua glória, vivo para servi-lo, vivo para amá-lo. E quando Deus quiser tirar nossas vidas, o sentimento, o carinho, que devemos ter, deve ser justamente aquele de quem, depois do cansaço, vai receber a recompensa, aquele de quem, depois do combate, vai receber a recompensa. Coroa. 

     Provemos, sim, provemos, ó minha querida Raffaelina, saboreie esta disposição exaltada da alma de tão grande apóstolo! Sim, é verdade que todas as almas que amam a Deus estão dispostas a fazer qualquer coisa por amor ao próprio Deus, tendo a plena convicção de que tudo será para seu próprio benefício. Estejamos sempre preparados para reconhecer em todos os acontecimentos da vida a sábia ordem da providência divina, adoremos e disponhamos de nossa vontade para conformá-la sempre e em tudo à de Deus, pois assim glorificaremos o celestial Pai e tudo será benéfico para nós, para a vida eterna.
 
(23 de fevereiro de 1915, a Raffaelina Cerase, Ep. II, 340)

Extraído do livro: 365 dias com Padre Pio. 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Meditações diárias das cartas de São Padre Pio - 22 de Janeiro.

    Meu pai, não consigo superar esta dor; no esforço que me envolve, sinto-me aniquilado, sinto-me fraco; e não posso dizer se vivo ou não nesses momentos. Estou fora de mim Dor e doçura se opõem em mim e reduzem minha alma a um desmaio doce e amargo. Os abraços da amada, que neste momento ocorrem com grande profusão e, diria eu, sem pausa e sem medida, não são capazes de extinguir nela o agudo martírio de sentir-se incapaz de suportar o peso de um amor infinito.

(12 de janeiro de 1919, ao Pe. Benedetto da San Marco in Lamis, Ep. Eu, 1111)

Extraído do livro: 365 dias com Padre Pio.

sábado, 29 de janeiro de 2022

Maria Gargani, a primeira filha espiritual do Padre Pio declarada beata.

    Como diz o ditado, filho de peixe, peixinho é. 

    


    Não é surpresa para ninguém que todo aquele que se coloca sob os cuidados espirituais do Padre Pio é guiado para um caminho de santidade. De verdadeiro amor a Deus e ao próximo. É dentro desse contexto que quero apresentar a você a história da beata Maria Gargani.

    Mas, o que isso tem haver com o Padre Pio? Tudo. Vem conferir!!

    Maria Gargani, nasceu em 23 de dezembro de 1892 em Morra Irpina, atualmente conhecida por, Morra de Santictis (AV). Em sua juventude foi professora e nutria uma profunda espiritualidade. Ela conhece o Padre Pio em San Marco la Catola, na província de Foggia. O encontro acontece, providencialmente, quando o Padre Pio havia ido para a tal cidade para conversar com o seu diretor espiritual. Na ocasião, Padre Pio ficou nesta cidade por quase um mês e foi apresentado a jovem que tinha o desejo de servir a Deus nas comunidades mais desfavorecidas, sem assistência religiosa, cultural e social.

    Na medida em que a jovem se aprofundava nas atividades didáticas e religiosas, ela sentia ainda mais o desejo de consagrar-se totalmente ao Senhor por meio da vida religiosa. E nesse processo de discernimento, o Padre Pio também ajudou para que a mesma pudesse tomar a decisão correta. Em 1915, Padre Pio orientou para que ela não entrasse logo em uma Ordem Religiosa, mas que, pudesse discernir melhor qual a vontade de Deus a respeito dela. 

    Sempre acompanhada por Padre Pio, ela realiza algumas ações missionárias como: entrar para a Ação Católica, a Ordem Terceira dos Franciscanos, e organiza a Obra do Sagrado Coração pelas Vocações Pobres do Seminário de Lucera. 

    Assim sendo, com o passar do tempo e um amadurecimento da missão e de sua espiritualidade ela confia ao Padre Pio a intenção de fundar um novo instituto que pudesse trabalhar nos centros que não contassem com a assistência dos sacerdotes. A resposta do Padre Pio foi: "É aqui que, finalmente, devíamos chegar: esta é a vontade de Deus!"

    Em 1934. o Bispo de Lucera, concede a autorização para a fundação do novo instituto das Irmãs Apostolas do Sagrado Coração, recebendo a aprovação eclesiástica em 21 de abril de 1936. O carisma desse instituto é: o apostolado paroquial, catequese, difusão da boa imprensa, criação de escolas para crianças e jovens.



    Em 1946, devido ao aumento das vocações, o instituto teve de ser transferido para Nápoles, e de lá espalhou - se para outras regiões da Itália chegando até a África.

    Padre Pio é considerado por elas como o seu co-fundador, visto a importância da direção espiritual do Padre Pio na vida da beata. 

Madre Maria Crucificada do Amor Divino (nome religioso que assumiu quando professou os votos),  faleceu em Nápoles, em 23 de maio de 1973, aos 81 anos. Foi beatificada em 02 de junho de 2018 pelo Cardeal Angelo Amato, tornando - se assim a primeira filha espiritual do Padre Pio a se tornar beata.



Autor: Darlan Dias.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Padre Pio e a devoção a São José.

    Todos os Santos chegaram a graça do altar por causa de uma decisão profunda e sincera de conversão e por causa do auxílio do Espírito Santo, que é o único capaz de convencer os corações humanos e dá a graça necessária para o ser humano. Outra coisa importante, é que todos os Santos nutriram uma grande devoção a Nossa Senhora e a São José. 

    Por muito tempo, a teologia a São José foi algo bem escasso, poucos relatos sobre a vida desse Santo e uma interpretação não oficial por parte da Igreja, baseada em escritos apócrifos, acabaram por difundir uma visão errônea a respeito da Missão de São José. No entanto, nos últimos tempos temos visto um grande aprofundamento acerca da Missão de São José e da devoção a esse grande Santo. 

    O Papa Francisco por meio da Carta Apostólica Patris Corde (Coração de Pai) promulgou o ano de São José, tendo início em 8 de Dezembro de 2020 e terminando em 8 de Dezembro de 2021. Um tempo muito importante de oração e de estudo sobre São José, para nos ajudar nesse tempo de pandemia e de dificuldades que muitos estão passando. São José passa a ser um sinal de esperança e de providência nos levando a seu filho Jesus. Por isso, confiemo-nos a São José assim como fazia o nosso amado Padre Pio:

"São José, com o amor e a generosidade que protegeu Jesus, também protegerá sua alma e, tal como O defendeu de Herodes, defenderá sua alma do ferocíssimo Herodes: o Diabo! Todo o cuidado que o Patriarca São José têm por Jesus, Ele também tem por você e sempre o ajudará com o seu patrocínio. Ele o libertará da perseguição do perverso e soberbo Herodes, e não permitirá que seu coração se afaste de Jesus. Ite ad Joseph! Vá a São José com extrema confiança, porquê não me lembro de ter pedido nada a São José que não tenha alcançado prontamente." - San Pío de Pietrelcina, citado em José A. Rodrígues, O Livro de Joseph: O Pai Escolhido de Deus , (Toronto, ON: Ave Maria Centre of Peace, 2017), 126.

https://www.devotidipadrepio.it/varie/il-quadro-di-san-giuseppe/

São José, rogai por nós e providenciai!

Autor: Darlan Dias.

Referências:

Livro: Consagração a São José, Fr.Donald Calloway.

San Pío de Pietrelcina, citado em José A. Rodrígues, O Livro de Joseph: O Pai Escolhido de Deus , (Toronto, ON: Ave Maria Centre of Peace, 2017), 126.

Carta Apostólica Patris Corde. Disponível em:   https://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_letters/documents/papa-francesco-lettera-ap_20201208_patris-corde.html Acessado em: 19/10/2021.


quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Graças ao Padre Pio, deixou de ser músico de cabaré e agora é sacerdote no Iraque

Foto: Pio Pietrelcina – Padre Jean Marie Benjamin / Domínio Público - Facebook Jean Marie Benjamin

O site do Aci digital, trouxe hoje um lindo testemunho de conversão do Padre Jean Marie Benjamin, que se converteu e encontrou a sua vocação por meio de São Padre Pio. Abaixo, veja a integra da notícia:

REDAÇÃO CENTRAL, 22 set. 21 / 06:00 am (ACI).- O padre Jean Marie Benjamin é um francês que teve um intenso e inesquecível encontro com padre Pio de Pietrelcina na década de 1960. Depois dessa ocasião que marcou a sua vida para sempre, deixou de ser músico de cabaré para tornar-se sacerdote.

Em 1968, Benjamin tinha pouco mais de 20 anos, levava uma vida libertina em Paris e trabalhava como músico em um cabaré. Queria dedicar-se totalmente à música. Naquela época, já tinha gravado dois discos e estava compondo sua primeira sinfonia.

Um dia, conforme contou à ACI Stampa – agência em italiano do Grupo ACI –, foi jantar na casa de um amigo e na biblioteca encontrou um livro sobre o padre Pio. Recordou que ao ver a foto do frei na capa, esta “atraiu seu olhar”. Pediu o livro emprestado, leu em uma noite e decidiu ir a San Giovanni Rotondo, na Itália.

Quando chegou à cidade, conheceu na hospedagem Marco, um professor de literatura que também queria ver o padre Pio. Este lhe aconselhou que se queria confessar-se com o frade capuchinho, devia ir à missa das 5h e conseguir uma entrada. Também lhe comentou que já não confessava os estrangeiros, mas o animou para que tentasse.

No dia seguinte, Benjamim foi à Missa. Recordou que o padre Pio estava em uma cadeira de rodas, muito idoso e encolhido pela dor dos estigmas e, apesar disso, “todos o olhavam com admiração. A emoção era grande”.

O momento da consagração “era impossível de descrever. Não há palavras nem expressões para dizer com exatidão o que estava acontecendo”, porque além disso os pássaros que estavam nas janelas do templo permaneciam em silêncio.

Benjamin não conseguiu um ingresso, mas Marco lhe entregou o seu que já não usaria. Entretanto, o frei dos estigmas não atendeu confissões durante os três dias seguintes porque estava muito cansado e mal de saúde.

No domingo, 8 de março, quando abriram a porta do templo, Benjamim correu e sentou-se na primeira fila para a confissão.

Quando chegou a sua vez, o padre Pio lhe perguntou lentamente como se soubesse que não entendia o italiano: “Há quanto tempo você não se confessa?”. Benjamin lhe contou sua história em francês. O sacerdote repetiu a pergunta e ele respondeu que não o recordava.

“Padre Pio levantou a mão direita, a esquerda e a mexeu três, quatro vezes, fazendo um barulho que parecia longo. Em seguida me disse o dia, o mês e o ano de minha última confissão. Foi em 13 de julho de 1961, em Costa de Marfim, quando viajei à África com meus pais”, relatou à ACI Stampa.

Depois de um longo silêncio, o jovem pediu a bênção do padre Pio e este lhe disse olhando profundamente nos olhos: “Procura um sacerdote francês”. Benjamim tocou seus estigmas e sentiu “um calor impressionante” e a forte presença de Deus.

Regressou para Paris sentindo-se renovado pelo encontro com o padre Pio que lhe “havia dado como uma força nova”, sobretudo “em meu interior”.

No dia 23 de setembro de 1968, o padre Pio faleceu e a notícia entristeceu Benjamin, não podia acreditar e chorou. Então, recordou o que o frei capuchino lhe disse, para procurar um sacerdote francês para confessar-se.

“Não havia feito e nem sequer havia pensado nisto. Mas logo fui pegar um metrô para descer em qualquer estação, caminhar e entrar na primeira igreja”, recordou.

Assim o fez. Desceu em Notre Dame des Victoires, entrou na primeira igreja e viu dois confessionários vazios. Entrou em um e disse ao sacerdote: “Padre lhe digo a verdade, não vim apenas confessar-me, mas também da parte do padre Pio”.

O sacerdote escutou o relato de Jean Marie e lhe disse: “É muito belo tudo o que te aconteceu. Além disso, ninguém havia dado meu nome para que venha me buscar. Com certeza foi o padre Pio que te guiou. Sabe por que estou dizendo isto? Porque sou o padre Reveilhac, responsável da coleta de recursos na França para a Casa do Alívio do Sofrimento, como se chama o hospital do padre Pio. Além disso, há 30 anos vou duas vezes ao ano a San Giovanni Rotondo e visito o padre Pio”.

O padre Reveilhac se tornou diretor espiritual de Jean Marie Benjamin e o ajudou a crescer na fé e na vida espiritual. O jovem sentiu o chamado ao sacerdócio, mas o presbítero lhe disse que devia esperar porque sua vocação ainda não havia amadurecido.

“A resposta foi dura, mas com o tempo entendi que o padre Reveilhac tinha razão: não sabia se poderia mudar o meu estilo de vida imediatamente, deixar a música, a composição, o estúdio de gravação, os concertos”, comentou.

Pouco a pouco, foi se dedicando a outras atividades. De 1983 a 1988, Benjamim foi funcionário do Escritório das Nações Unidas em Gênova, uma de suas responsabilidades foi organizar eventos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em março de 1988, deixou seu trabalho e retornou a San Giovanni Rotondo, ali tomou a decisão de ser sacerdote. Foi ordenado em 26 de outubro de 1991. Neste mesmo ano, tornou-se assistente do cardeal italiano Antonio Casaroli, enviado especial do Vaticano para missões diplomáticas e secretário de Estado emérito.


Deixou o cargo em 1994 e no ano seguinte produziu seu primeiro filme sobre o padre Pio, difundido pela Rádio Televisão Italiana (RAI).

Em 1998, viajou ao Iraque para produzir um documentário sobre as culturas ancestrais e, ao ver a precária situação da população que sofria os efeitos da radiação emitida pelo urânio utilizado nas armas dos Estados Unidos e da Inglaterra, decidiu dedicar-se ao trabalho humanitário e denunciar aos meios de comunicação que ignoravam este drama.

Viajou várias vezes a este país do Oriente Médio entre 1998 e 2003. Depois publicou três livros e produziu dois documentários acerca destas viagens.

Ao longo de sua vida também produziu vários concertos e peças corais inclusive um CD de música pop sobre o Iraque. Compôs trilha sonora para vários filmes franceses e italianos.

Em 2003, organizou o encontro na Itália entre o papa João Paulo II e Tareq Aziz, o primeiro-ministro iraquiano. Atualmente continua dedicando-se ao trabalho humanitário no Iraque e aos diversos temas sobre o meio ambiente.

REFERENCIA:

https://www.acidigital.com/noticias/gracas-ao-padre-pio-deixou-de-ser-musico-de-cabare-e-agora-e-sacerdote-no-iraque-73873

terça-feira, 21 de setembro de 2021

São Pio de Pietrelcina lutou contra o demônio.


São Pio de Pietrelcina / Crédito de imagem: Isabel Diaz (ACI Prensa)
O site do ACI Digital, publicou hoje (21/09/21) um excelente artigo onde fala a respeito da batalha que Padre Pio travava contra o demônio. Diferente do que é habitual na vida de muitos, o nosso amado Padre Pio tinha constantes lutas contra o demônio não apenas por meio da tentação, mas chegando por vezes a uma luta corporal. 

Leia na integra a matéria:

REDAÇÃO CENTRAL, 21 set. 21 / 07:00 am (ACI).- O mundo espiritual é real e nele ocorrem verdadeiros combates e alguns santos travaram batalhas contra o demônio e a carne, uma vez que quanto mais próxima a pessoa está de Deus, mais será tentada. Entre esses, está São Pio de Pietrelcina.

São Pio foi um sacerdote italiano que nasceu no final do século XIX e morreu em 1968. Embora realizasse muitos milagres e recebesse os estigmas, também sofreu ataques frequentes do demônio.

Segundo o padre Gabriele Amorth, famoso exorcista da diocese de Roma falecido em 2016, “a grande e constante luta na vida do santo foi contra os inimigos de Deus e as almas, pois tratou de capturar sua alma”. Desde sua juventude o padre Pio teve visões celestes, mas também sofreu ataques infernais.

Padre Amorth diz: “O demônio aparecia algumas vezes em forma de um gato negro e selvagem, ou de animais repugnantes: era clara a intenção de incutir o terror. Outras vezes aparecia na forma de jovens moças nuas e provocativas, que dançavam de modo obsceno; era clara a intenção de tentar o jovem sacerdote na sua castidade”.

“Entretanto, o pior perigo era quando Satanás tentava enganar padre Pio aparecendo como se fosse seu diretor espiritual ou aparecendo em forma de Jesus, da Virgem ou de São Francisco”.

Esta última estratégia, quando o diabo aparecia em forma de alguém bom e santo, era um problema. Isso aconteceu quando o padre Pio percebeu que as visões eram falsas: notou certa timidez quando a Virgem e o Senhor lhe apareceram, seguida de uma sensação de paz quando a visão terminou. Além disso, disfarçado de uma forma sagrada, o diabo lhe provocou um sentimento de alegria e atração, mas quando ia embora, ele ficava triste e arrependido.

Satanás também buscava feri-lo fisicamente. O sacerdote descreveu estas dores em uma carta a um irmão, que era seu confidente:

“Estes demônios nunca deixam de me atacar, inclusive fazem com que eu caia da cama. Também rasgam minhas vestimentas para açoitar-me! Mas já não me assustam porque Jesus me ama e ele sempre me levanta e me coloca novamente na minha cama”.

Padre Pio é testemunho de que se uma pessoa estiver perto de Deus não terá que temer a presença do demônio.

Referência:

https://www.acidigital.com/noticias/sao-pio-de-pietrelcina-lutou-contra-o-demonio-47712

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Sabia que o Padre Pio falava idiomas que ele não conhecia?


Padre Pio de Pietrelcina / It.Wikimedia / Domínio público
 

Segundo publicado pelo site ACI Digital, o nosso amado Padre Pio tinha o dom da xenoglossia, ou seja, era capaz de falar e escrever em línguas que não conhecia.

No dia 20 de setembro de 1912, o padre Pio disse ao padre Agostino de San Marco, seu diretor espiritual do: “os personagens celestiais não deixam de me visitar e fazer-me pregustar a emoção dos beatos. E se a missão do nosso anjo da guarda é grande, a do meu é maior, tendo que ser mestre para me explicar outras línguas”.

Segundo a página PadrePio.it, o padre Agostino da San Marco in Lamis, disse, em 1912, que o santo dos estigmas “não sabe nem grego nem francês”. No entanto, em fevereiro daquele ano, depois de receber cartas em francês, o Agostino perguntou ao padre Pio: “quem te ensinou francês?”. E o santo disse: “respondo à sua pergunta sobre o francês com Jeremias... nescio loqui” (Não sei falar).

No seu diário, o padre Agostino explicou também que, em 1911, o padre Pio escreveu uma resposta a um cartão postal em francês correto.

No livro “Ditos e anedotas do padre Pio”, o padre Constantino Capobianco escreveu que o irmão da filha espiritual do padre Angela Serritelli levou a filha a San Giovanni Rotondo para que recebesse a comunhão das mãos do santo sacerdote. A garota, que nascera e vivia com a família nos EUA, não falava italiano e o padre Pio não falava inglês. Por isso, ela estava acompanhada por uma mulher chamada Maria Pyle. “Padre, estou acompanhando a neta da Angelina para que se confesse”, disse a mulher. “Está bem”, disse o padre Pio. A mulher acrescentou: “Padre, estou aqui para ajudá-la porque a moça não entende italiano”. E o santo respondeu: “Maria, você pode se retirar, porque essas são coisas que nós vemos entre ela e eu”. Depois da confissão, a moça explicou que o padre Pio lhe falou em inglês e se entenderam.

No seu diário, o padre Agostino recorda que, em 21 de janeiro de 1945, lhe contaram que “em 1940 ou 1941, um sacerdote suíço veio com o padre Pio e falou em italiano com o padre”.

“Antes de partir, o sacerdote lhe incumbiu os cuidados de uma doente e o padre respondeu em alemão: ´ich werde sie an die gottliche Barmherzigkeit` (eu a entrego à Divina Misericórdia). O sacerdote ficou maravilhado com o fato e o contou à pessoa que o hospedava”.

Referência:

https://www.acidigital.com/noticias/sabia-que-o-padre-pio-falava-idiomas-que-ele-nao-conhecia-79241

terça-feira, 27 de julho de 2021

Padre Pio na história do Grupo Filhos de Maria.

 

O Grupo de Oração Filhos de Maria nasceu oficialmente, em 8 de Julho de 2016, quando um pequeno grupo de 12 pessoas se reuniram pela primeira vez para rezar diante de Jesus no Santíssimo Sacramento. Claro que desde muito tempo, Deus já vinha preparando esse povo, em cada conversa, conselho, em cada Missa que participavam.

No entanto, Padre Pio é um personagem importante para a história do grupo, pois foi em oração, que Deus mostrava que queria um novo trabalho, diferente do que já vinha sendo feito e que Nossa Senhora ia nos mostrar o caminho, como agir (cf. João 2,5), mas que também, Padre Pio seria um modelo de santidade para todos nós.

Foi aí, que enquanto rezava a Novena em honra a São Padre Pio de Pietrelcina, Deus nos fazia entender os desígnios d'Ele por meio do testemunho de São Padre Pio. 

Um amor diferente surgia em nossos corações, de tal maneira que muitos que participavam do grupo de oração ia sentindo o desejo de doar a vida a Deus em Adoração e no cuidado com o pobre. É daí também, que nasce esse blog dedicado a ele, no intuito de divulgar ainda mais a sua obra e vida de modo que mais pessoas possam se apaixonar ainda mais por esse grande santo que Deus deu ao mundo no Século XX. Desde então, Padre Pio passou a ser um modelo para nós de serviço e de amor a Deus e aos irmãos. Passou a caminhar junto conosco em cada Novena que rezávamos todos os anos, e nos faz sempre lembrar que a nossa meta é o Céu.

Em nossa página no facebook, bem como aqui em nosso blog, muitos testemunham as graças que alcançaram por meio da poderosa intercessão de São Padre Pio de Pietrelcina, portanto, cultive essa amizade com esse grande santo, ele mesmo falou que "faria mais barulho morto do que vivo" e hoje o seu testemunho continua a impactar a vida de muitos mundo a fora.

Autor: Darlan Dias.


quarta-feira, 16 de junho de 2021

Canonização do Padre Pio

Há 20 anos os filhos espirituais do Padre Pio estavam em festa com a sua canonização, um reconhecimento público do exercício de suas virtudes heróicas conforme diz, a Constituição Apostólica - Divinus Perfectionis Magister.


Cerca de trezentas mil pessoas estiveram presentes na Praça São Pedro, quatro mil ônibus e cinquenta trens especiais transportaram fiéis de todo o mundo para a Celebração Presidida pelo Santo Padre João Paulo II, conforme reportagem da Folha(https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1706200207.htm).


Na dia seguinte à sua canonização, o Santo Padre João Paulo II disse que: "Acima de tudo, ele foi um religioso que sinceramente amou Cristo crucificado... Ele participou no mistério da Cruz."


20 anos depois da sua canonização a devoção a esse grande santo cresce mais e mais, inspirando apostolados, comunidades e grupos em geral e frutos de conversão e milagres são cada vezes mais testemunhado pelos fiéis. Que São Padre Pio nos ajude na caminhada rumo ao Céu! 

São Padre Pio, rogai por nós.

Autor: Darlan Dias.

Referências:

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1706200207.htm

Constituição Apostólica – Divinus Perfectionis Magister

https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/2002/documents/hf_jp-ii_hom_20020616_padre-pio.html

sábado, 23 de janeiro de 2021

Os Estigmas de Padre Pio

 



Padre Pio trazia consigo um amor zeloso pela humanidade, claramente se via que sua missão era acolher em si o sofrimento do povo. Sempre estava em busca de aliviar a dor dos corações amargurados e oprimidos pelo pecado. De forma intima Jesus convida-o para participar da sua dolorosa paixão, recebendo os sinais da Paixão em seu próprio corpo. Estava aí marcado em si mesmo a sua missão. Deus o queria para aliviar o sofrimento dos seus filhos.

O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque.

Madre Teresa de Calcutá

Padre Pio amava até doer, e doer na carne, tirou das suas dores físicas um consolo ao coração de jesus durante 50 anos.

Doutor Giorgio Festa, um dos melhores médicos de Roma, foi um dentre outros, que estudaram os estigmas de Padre Pio. Ele era descrente de Deus, porém, depois de se aprofundar nos mistérios dos estigmas e não encontrar uma explicação racional e científica para tal fenômeno, tornou-se católico e se tornou filho espiritual do Padre Pio.

Veja o diagnóstico do referente médico acerca dos estigmas.

Do lado esquerdo do tórax, há um ferimento em feitio de cruz (...) nesta região também não se verifica o menor vestígio de infecção, edema ou inflamação da pele que circunda o ferimento”

“O aparecimento dessas feridas, suas estranhas características anatômicas e patológicas, mais a constância com que vertem sangue vivo e perfumado, estão localizadas em pontos de seu corpo que correspondem às chagas do Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo”

Padre pio em uma carta que escreve a seu diretor espiritual descreve assim seus estigmas:

“Em meio das mãos apareceu uma mancha vermelha, do tamanho de um centavo, acompanhada de uma intensa dor. Também sob dois pés sinto dor”.

Enquanto para nós os estigmas são um milagre, que mostra o poder de Deus, para o Padre Pio era um importante meio de santificação e oferecimento de seu sofrimento para conversão dos pecadores e santificação das almas.

Por causa do sangue precisava usar luvas de malha; eram de cor marrom durante o dia e cor branca para a noite.

Para lavar o rosto, precisava de luvas impermeáveis.

Ele próprio fazia a assepsia de suas feridas.

Não podia fechar os punhos, ou fechar as mãos. As feridas impediam-no de escrever bem, pois não podia firmar os dedos na caneta, para que a chaga não sangrasse.

Não podia segurar com firmeza objeto algum. Não podia carregar o menor peso. Não podia sequer apanhar uma cadeira para mudá-la de lugar.

Para tirar ou calçar as próprias sandálias, não podia inclinar-se, por causa da chaga do tórax que começava logo a sangrar.

Para vestir a camiseta básica, o hábito e o capuz franciscano, precisava de ajuda.

Nenhum remédio foi capaz de aliviar suas dores e desconfortos. Bandagem alguma conseguiu reter o sangramento. Tudo foi aceito com muito amor. Os estigmas sumiram antes da morte de Padre Pio sem deixar qualquer marca, cicatriz ou sequela. O próprio Santo explica que Jesus lhe comunicou que os estigmas permaneceriam com ele durante 50 anos, não mais.

 

Fernanda Venâncio da silva

Grupo de Oração Filhos de Maria 

Referencias: https://quemrezasesalva.com.br/santos/padre-pio

https://pt.wikipedia.org/wiki/Padre_Pio

domingo, 13 de dezembro de 2020

SÃO PADRE PIO E A DEVOÇÃO A SANTA TEREZINHA DE LISIEUX

     


    São Padre Pio conheceu a história de Santa Tereza de Lisieux através do seu diretor espiritual e professor de teologia Padre Agostinho de San Marco, a partir dai tornou-se um grande devoto da Santa carmelita.

    A devoção e admiração de Padre Pio por Santa Tereza era tanta que o mesmo esteve presente na beatificação dela por meio de bilocação comprovada por um bispo que participava da cerimônia. O que esses dois Santos tinham em comum era o amor extremos a Sagrada Eucaristia, a humildade e amor incessante a Deus.

    Assim como a padroeira das missões, Padre Pio fazia cada dia mais pequeno diante de Deus, dizia :“Quero ser apenas um frade que reza…”

    Em uma carta a sua filha espiritual, Raffaelina que era muito devota de Santa Teresinha, Padre Pio diz isso sobre a Carmelita: “Aqui, minha filha, o exemplo de uma alma totalmente desapegada de si e cheia de Deus. Isso é precisamente o que você precisa se esforçar para ser, você também, com a ajuda de Deus.

    

sábado, 28 de novembro de 2020

Padre Pio e o compromisso de amor

 



São Padre Pio de Pietrelcina era um grande devoto da Santíssima Virgem, de forma que ele sempre dizia: “Amai Nossa Senhora e a tornem amada”, com isso ele queria dizer que além de amarmos a mãe de Jesus temos que fazer com que os outros a amem também.

                Uma das missas que Pe. Pio mais gostava de celebrar era a missa da Imaculada Conceição, pois amava Nossa Senhora infinitamente dando a ela o apelido carinhoso de mãezinha. Padre Pio era grande incentivador a oração do Santo rosário ensinado pela Virgem, costumava dizer que se Nossa Senhora nos pediu para rezarmos o rosário todos os dias, quem somos nós para fazermos o contrário? Para Padre Pio rezar o terço é um ato de amor, sendo assim quando não estava confessando os fies ou celebrando missas dedicava o seu tempo a rezar o seu rosário pela salvação dos pecadores, o que fazia com que esse santo homem possuísse uma grande intimidade com Nossa Senhora e com o próprio Jesus.

                Dentre as várias orações que Padre Pio fez durante sua vida existem algumas voltadas a Santíssima Virgem as quais iremos conhecer agora:

MINHA MÃE, MARIA

Mãe de misericórdia, tem piedade de mim!

Deverias compreender, minha querida Mãe, que se o fiz, o fiz unicamente por obedecer!

“Não te preocupes que os outros pensem a teu respeito tantas coisas estranhas, nós vamos te defender; até o momento eles te aborreceram, mas agora terão de acertar as contas conosco”.

 

Eu te saúdo, Maria

Eu te saúdo, Maria, filha amada do Pai eterno.

Eu te saúdo, Maria, virgem Mãe do Filho de Deus.

Eu te saúdo, Maria, esposa imaculada do Espírito Santo.

Eu te saúdo, Maria, templo vivo da Santíssima Trindade.

Eu te saúdo, Maria, concebida sem mancha alguma de pecado, toda pura e santa.

Eu te saúdo, Maria, virgem puríssima antes do parto, no parto, após o parto.

Eu te saúdo, Maria, Mãe dolorosa, Rainha dos mártires, coração dos corações que sofrem.

Eu te saúdo, Maria, estrela do nosso caminho, fonte da nossa esperança, fonte puríssima de alegria, porta do paraíso.

Eu te saúdo, Maria, consoladora dos aflitos, mãe do belo e casto amor das almas virgens, porto sereno de paz.

Eu te saúdo, Maria, mediadora potentíssima e piedosa de todas as graças, aurora suspirada do dia eterno, prelúdio suavíssimo sobre a terra da maravilhosa harmonia dos céus.

Eu te saúdo, Maria, rainha dos anjos e dos santos, rainha nossa, soberana Patrona da Ordem Seráfica.

Eu te saúdo, Maria, refúgio dos pecadores, mãe dulcíssima.

Amo-te muito muito, ó bela mãe, ó minha mãe, conserva-me puro.

Leva-me a Jesus. Salve, ó Maria


Juliete Regina

 G.O. Filhos de Maria

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Amar a Deus sobre todas as coisas!

Certo dia, uma mulher disse ao Padre Pio: 'Sinto vergonha em dizê-lo, mas creio que amo o senhor mais do que a Deus'. "Muito bem", disse Pio, "então você vai fazer o que lhe direi. Quero que vá até a vila mais próxima e roube por mim." Chocada, respondeu a mulher: 'O que está dizendo, Padre Pio? O senhor sabe que não posso fazer isso!'

Com veemência, continuou Pio: "Sei o que estou dizendo; vá até a vila e roube por mim." Respondeu a mulher: 'Não, não, Padre! Não quero roubar. É errado roubar.'

Após repetir a ordem pela terceira vez e a mulher continuar a insistir que roubar é errado, Pio sorriu e disse: "Não vê? Quando eu mandei você fazer algo contrário à lei de Deus, você recusou a me obedecer; portanto, ama a Deus mais do que a mim." E completou: "Você me ama porque eu a conduzo a Deus. Se eu não a conduzisse a Deus, você não me amaria mais."

Via Facebook > Pe. João Dias Rezende Filho.