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terça-feira, 27 de julho de 2021

Morre Frei Marcellino, ultimo frade capuchinho assistente pessoal do Padre Pio.

Conforme anunciado pelo site Vatican News, na ultima segunda feira (26/07/21), faleceu o Frei Marcellino Lasenzaniro, o último dos frades a exercer a função de assistente do Padre Pio. 


Nascido em 13 de Junho de 1930 em Casacalenda (Campobasso), entrou para o convento aos 16 anos, emitindo os primeiros votos em 16 de setembro de 1947 e os votos perpétuos em 12 de Agosto de 1951. Quando estudava Teologia, em 1952, foi enviado para San Giovanni Rotondo para ajudar na gestão da correspondência em italiano, lugar onde conheceu o Padre Pio, permanecendo lá por dois meses e retornando no ano seguinte. Em 21 de Fevereiro de 1954, foi ordenado sacerdote da Santa Igreja, e em seguida obteve a Licenciatura em Teologia em Roma e anos depois formaou - se em Letras pela Universidade Católica do Sagrado Coração de Milão, no entanto, o estudo em Letras não era algo que ele desejava, mas sim, uma escolha dos seus superiores. Na dúvida sobre o que fazer, se obedecia seus superiores e ia estudar Letras, procurou o Padre Pio e conversou com ele sobre sua incerteza, e o Padre Pio respondeu: "Faça o que os Superiores disserem, senão você se arrependerá por toda a vida". E o Frei Marcellino obedeu.

Deus dotou de dons pessoais o Frei marcellino e aliado aos títulos obtidos ele pode servir melhor a Igreja e ao povo de Deus por meio do seu ministério sacerdotal, dedicando - se ao serviço dos estudantes em Sant'Elia, Pianisi e Campobasso como tutor, diretor espiritual, professor, prefeito de estudos, animador vocacional e bibliotecário. Além disso, tornou - se um pregador muito procurado devido as suas ricas catequeses e homilias com referências concretas da vida de Padre Pio. Deixou uma importante obra bibliográfica acerca da vida de Padre Pio em quatro livros: O Padre (três volumes); Padre Pio. Perfil de um Santo (dois volumes); Padre Pio fala de Nossa Senhora; Nossa Senhora na vida do Padre Pio.



A partir de 1995 passou a atender confissões com frequencia em San Giovanni Rotondo, e foi transferido de modo definitivo para lá em 2004, dedicando -se de modo integral ao Sacramento da Confissão e da Eucaristia.

Em 2018 foi diagnosticado com uma doença neurodegenerativa o que o debilitou progressivamente, perdendo primeiro suas habilidades mentais e depois seu equilíbrio físico. Faleceu na útima segunda feira aos 91 anos, e com certeza está na glória eterna adorando ao Senhor o qual buscou servir com tanto empenho neste mundo, e ao lado do seu grande amigo, São Padre Pio. Seu funeral foi realizado nesta terça - feira, às 11:30 (horário italiano), em San Giovanni Rotondo, e foi transmitido pela TV Padre Pio o qual você pode vê acessando o vídeo abaixo


 Que do Céu ele interceda por nós a Deus!

Autor: Darlan Dias.

Referências: 

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2021-07/faleceu-frade-capuchinho-ultimo-assistente-padre-pio.html

https://www.youtube.com/watch?v=WiS-_9XaUNo


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Patrística

 


    Chamamos de “Padres da Igreja” (Patrística) aqueles grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, que foram no Oriente e no Ocidente como que “Pais” da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma foram responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; Padre ou Pai da Igreja, se refere a um escritor leigo, sacerdote ou bispo, da Igreja antiga, considerado pela Tradição como uma testemunha da fé.

    Normalmente se considera o período da Patrística o que vai dos Apóstolos até S. Isidoro de Sevilha (560-536) no Ocidente; e até a morte de S. João Damasceno (675-749), no Oriente, o gigante que corajosamente combateu o iconoclasmo (A Grande preocupação dos iconoclastas era de ordem política e religiosa, uma vez que almejavam evitar a aproximação entre os povos que possuíam outras religiões, em detrimento da religião católica, e, além disso, temiam o poder e influência econômica e política da Igreja, que cada vez mais se expandia pelo Império Bizantino com a construção de mosteiros, igrejas, templos.

    Do grego, a palavra Iconoclasta surge da união dos termos “eikon” (imagem) e “klastein” (quebrar) que significa “quebrador de imagem”, ou seja, os iconoclastas se opõem as crenças baseadas nas imagens de Cristo, Virgem Maria, santos, anjos, líderes religiosos, dentre outros).  Esses gigantes da fé católica ao longo desses sete séculos defenderam e formularam a fé, a liturgia, a catequese, a moral, a disciplina, os costumes e os dogmas cristãos; por isso são chamados de “Pais da Igreja” porque lhes traçaram o caminho. Quando o Papa João Paulo II esteve no Brasil a primeira vez em 1981 se referiu a eles dizendo que “são eles os melhores intérpretes da Sagrada Escritura”. Então, precisamos conhecer os seus ensinamentos para podermos compreender melhor a Bíblia.

    Chamamos de patrologia o estudo sobre a vida, as obras e a doutrina desses Pais da Igreja. No século XVII criou-se expressão a “teologia patrística” para indicar a doutrina dos Padres.

    Certa vez disse o Cardeal Henri de Lubac: “Todas as vezes que, no Ocidente tem florescido alguma renovação, tanto na ordem do pensamento como na ordem da vida – ambas estão sempre ligadas uma à outra – tal renovação tem surgido sob o signo dos Padres”.

    Esses gigantes da fé e da Igreja, souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Eles foram obrigados a enfrentar as piores heresias que a Igreja conheceu deste o seu início. Nesta luta eles amadureceram os conceitos teológicos uma vez que tiveram de enfrentar muitos hereges, de dentro da própria Igreja, especialmente  nos Concílios Ecumênicos. Neste combate árduo em defesa da fé, onde muitos foram perseguidos, exilados e até martirizados, eles formularam a fé que hoje professamos sem erro.

    Desde o primeiro século já encontramos o gigante de Antioquia, Santo Inácio (†107), provavelmente sagrado Bispo pelo próprio São Pedro. Santo Inácio nos deixou as suas belas Cartas escritas às comunidades por onde passou no caminho que o levou ao martírio em Roma, no Coliseu, desde Antioquia. A caminho do martírio ele escreveu belas cartas aos romanos, magnésios, tralianos, efésios, erminenses e a S. Policarpo, bispo  e mártir de Esmirna.

    No segundo século encontramos o grande Santo Irineu de Lião (†200) enfrentando os gnósticos que sorrateiramente penetraram na Igreja e ameaçavam destruir a fé cristã. Contra eles S. Irineu escreveu uma longa obra “Contra os Hereges”. Tão difícil foi esse combate que o Santo o comparou a alguém que precisa cortar todas as árvores de uma floresta para finalmente poder captar a fera que nela se esconde.

    Os Padres da Igreja tiveram uma participação fundamental nos primeiros Concílios Ecumênicos, como o de Nicéia, no ano 325, que condenou o arianismo que negava a divindade de Jesus; o Concílio de Constantinopla I, em 381, que condenou o macedonismo que negava a divindade do Espírito Santo; e os outros concílios que enfrentaram e condenaram as heresias cristológicas e trinitárias.

    Os Padres da Igreja estiveram um tanto esquecidos, mas a partir dos anos 40 surgiu na Europa, de modo especial na França, um forte movimento voltado à Patrística. Esse movimento foi liderado pelo Cardeal Henri de Lubac e Jean Daniélou, o qual deu origem à coleção “Sources Chréstiennes”, com mais de 300 títulos.

    No Concílio Vaticano II cresceu ainda mais esse movimento de redescoberta da Patrística por causa do desejo da renovação da liturgia, da exegese, da espiritualidade e da teologia a partir dos primórdios da Igreja. Foi a sede de “voltar às fontes” do cristianismo.

    Desses Padres , alguns foram Papas, nem todos; a maioria foi bispo, mas há diáconos,  presbíteros e até leigos. Entre eles muitos foram titulados de Doutor da Igreja, sempre por algum Papa, por terem ensinado de maneira extraordinária os dogmas e as verdades da nossa fé.

    Quero apresentar aqui ao menos uma relação, ainda que incompleta, desses gigantes da fé e da Igreja, que souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Ao todo os Doutores da Igreja até hoje são 33, 30 homens e 3 mulheres, mas nem todos da época da Patrística.

S. Clemente de Roma (†102), Papa (88-97)

Santo Inácio de Antioquia (†110)

São Policarpo de Esmira (†156)

Pastor de Hermas (†160)

Aristides de Atenas (†160)

S. Hipólito de Roma (160-235)

São Justino (†165)

Militão de Sardes (†177)

Atenágoras (†180)

S. Teófilo de Antioquia (†181)

Orígenes de Alexandria (184-254)

Santo Ireneu (†202)

Tertuliano de Cartago (†220)

S. Clemente de Alexandria (†215)

Metódio de Olimpo (Sec.III)

S. Cipriano de Cartago (210-258)

Novaciano (†257)

S. Atanásio – (295-373), Alexandria .

S. Efrém – (306-373), diácono,Mesopotânia

S. Hilário de Poitiers – (310 – 367) – bispo e doutor, Poitiers.

S. Cirilo de Jerusalém – (315-386) – bispo e doutor, Jerusalém.

S. Basílio Magno (330 – 369) – bispo e doutor, Cesaréia.

S. Gregório Nazianzeno – (330 – 379) bispo e doutor, Nazianzo.

S. Ambrósio – (340 – 397), bispo e doutor "Treves" Itália.

Eusébio de Cesaréia (340)

S. Gregório de Nissa (340)

Prudêncio (384-405)

S. Jerônimo ( 348 – 420), presbítero e doutor – Strido, Itália.

S. João Crisóstomo – (349 – 407), bispo e doutor – Antioquia.

S. Agostinho – (354 – 430), bispo e doutor – Tagaste – Tunísia.

S. Cirilo de Alexandria – (370 – 442), bispo e doutor – Egito.

S. Pedro Crisólogo – (380 – 451), bispo e doutor, Imola – Itália.

S. Leão Magno – (400 – 461), papa e doutor, Toscana,Itália.

S. Paulino de Nola (431)

Sedúlio (sec V)

S. João Cassiano (360-435)

S. Vicente de Lerins (450)

S. Bento de Núrcia (480-547)

Venâncio Fortunato (530-600)

S. Ildefonso de Toledo (617-667)

S. Máximo Confessor (580-662)

    Meus irmãos e irmãs, procuremos estudar um pouco daquilo que eles disseram e escreveram, a fim de que possamos melhor conhecer a Tradição da igreja.


Fontes de pesquisa: https://comshalom.org/quem-sao-os-padres-da-igreja/ 

 Blob.cancaonova.com


Ana Merice Nicolau

G.O. Filhos de Maria

quarta-feira, 9 de março de 2016

Frei Moser, teólogo brasileiro que participou do Sínodo para as Famílias, é assassinado no Rio de Janeiro.




Na manhã desta quarta-feira, 9 de março, uma notícia triste surpreendeu a  Província da Imaculada Conceição do Brasil, a Editora Vozes e a Diocese de Petrópolis: Frei Antônio Moser, OFM, foi morto a tiros após ser abordado por assaltantes na Rodovia Washington Luiz, na altura de Duque de Caxias (RJ). Mesmo ferido, o religioso, de 75 anos, ainda conseguiu dirigir o carro até o acostamento, mas quando as viaturas de socorro chegaram ao local o religioso já havia falecido.

Frei Moser era diretor-presidente da Editora Vozes e pároco da Paróquia Santa Clara, em Petrópolis, e diretor Centro Educacional Terra Santa, na mesma cidade. O franciscano seguia para São Paulo para a gravação do programa “Pelos caminhos da fé” para a Canção Nova quando ocorreu a fatalidade.

O provincial da Província da Imaculada Conceição do Brasil, Frei Fidêncio Vanboemmel, em nota, pediu orações e lamentou a morte trágica de Frei Moser.

“A dura realidade que povoa com frequência os nossos noticiários bate à nossa porta. Com susto e tristeza recebemos a notícia da partida repentina de um irmão, vítima da violência que infelizmente tem se tornado cada vez mais comum”, declarou Frei Fidêncio.

A Diocese de Petrópolis, por meio de nota oficial, também divulgou nota de pesar pela morte de Frei Antônio Moser e destacou algumas das atividades do religioso.

“Frei Antônio Moser nos últimos anos, como pároco da Paróquia Santa Clara e diretor-presidente da Editora Vozes, foi um grande colaborador da Diocese, apoiando e contribuindo com a Pastoral da Educação”.

No sábado, 7 de março, Frei Moser participou da abertura das ativadas da Escola Diocesana Bíblico-Catequética no Centro Educacional Terra Santa. Muitas pessoas que estavam presentes naquela aula inaugural ao receberam a noticia do falecimento do religioso disseram não acreditar no ocorrido.

Em Petrópolis, as bandeiras do Palácio Sérgio Fadel, sede da prefeitura da cidade, estão a meio mastro por determinação do prefeito, que declarou luto oficial de três dias.

Frei Antônio Moser, OFM

Frei Moser, que se doutorou em Teologia, com especialização em Moral, na Academia Alfonsianum – Roma, além de diretor da Vozes, era professor de Teologia Moral e Bioética no Instituto Teológico Franciscano (ITF), em Petrópolis (RJ); pároco da Paróquia de Santa Clara de Petrópolis; diretor do Centro Educacional Terra Santa, além de conferencista no Brasil e no exterior.

Era assessor especial para questões de Moral e Bioética na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e recentemente foi assessor especial no Sínodo dos Bispos sobre a Família, além de desenvolver diversos trabalhos.

Tem livros traduzidos para outras línguas, dentre os quais: Teologia Moral impasses e alternativas; O enigma da esfinge, a sexualidade; Biotecnologia e Bioética: para onde vamos?; Ecologia: desafios éticos.

Durante nove anos, o frade franciscano participou do programa semanal “Em pauta” na Canção Nova.

Fonte: http://www.simsoucatolico.com.br/