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sexta-feira, 6 de junho de 2025

Um novo rumo ou continuidade? Conheça o Papa Leão XIV e a análise dos seus primeiros atos.


    As vésperas de completar um mês da eleição ao papado do Cardeal Robert Prevost como o 267° Papa da Igreja Católica, vamos trazer um breve resumo da sua história, eleição e o seu impacto para a Igreja Católica e toda a sociedade. Prevost nascido em 14 de setembro de 1955, ingressou na ordem de Santo Agostinho em 1977 e fez seus votos solenes em 1981. Foi ordenado sacerdote em 1982.

    Tornou-se o primeiro Papa norte americano na história. 

    Vindo de uma ascensão meteórica, Prevost foi enviado em 2014 pelo Papa Francisco como administrador apostólico da Diocese de Chiclayo no Peru e em 2015 foi efetivamente nomeado bispo da diocese. Em 2023, foi criado Cardeal pelo Papa Francisco e em 8 de maio foi eleito Papa.

    A chegada do Papa Leão XIV gerou uma agitação global que foi muito além dos limites da Igreja Católica. Nessas primeiras semanas de pontificado, podemos ver uma continuidade do legado do Papa Francisco, mas com um foco renovado em alguns temas como:

        ° Justiça Social: Defesa dos mais vulneráveis.

        ° Imigração e Direitos Humanos: Acolhimento e proteção daqueles que buscam refúgio.

      ° Diálogo Intercultural: Promoção da compreensão e respeito da diversas culturas. Algo que o Papa Francisco também promovia e chamava como Cultura do Encontro.

    Em seu primeiro discurso e nas suas ações nessas primeiras semanas de pontificado podemos ver que o Papa Leão XIV deixou uma clara visão de uma Igreja "aberta a todos", com uma comunicação moderna e gestão compartilhada. 

O que se espera desse novo pontificado?

    Em um mundo multi polar em que vemos vários conflitos armados estourando em várias partes do mundo, onde cada vez mais vemos a falta de amor a Deus e o amor aos irmãos, as expectativas com o Papa Leão XIV são altas e giram entorno da busca de um pontificado marcado por a busca pela paz, acolhimento e compaixão. Em seus primeiros atos, o Papa Leão XIV se ofereceu para intermediar uma busca pela paz em relação ao conflito Rússia e Ucrânia. Além de ter telefonado para Putin pedindo que a Rússia fizesse um gesto de paz. Ele usa de sua diplomacia moral buscando usar sua influência espiritual e humanitária da Santa Sé na busca por uma solução pacífica. 

    Portanto, a Igreja Católica e o mundo espera que Leão XIV continue:

        ° A defesa da dignidade a vida em todas as suas fases desde a sua concepção;

        ° O cuidado com o meio ambiente na proteção da "casa comum";

        ° O combate a abusos dentro da Igreja, seguindo o caminho da transparência;

        ° Promoção da unidade e o fortalecimento do dialogo inter-religioso.

    Assim sendo, a eleição do Papa Leão XIV é um marco histórico e traz muitas expectativas para a Igreja e para o mundo. De nossa parte, nos unamos em oração pelo Santo Padre para que ele se deixe ser guiado cada vez mais pelo Espirito Santo e seja um Pastor segundo o Coração de Deus.


quarta-feira, 23 de março de 2022

Saiu o texto oficial da Consagração da Rússia e da humanidade ao Imaculado Coração de Maria.

O Papa Francisco em Fátima, em 2017 / Daniel Ibáñez  (ACI)


No próximo dia 25 de março o Papa Francisco irá realizar um ato de Consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. Abaixo, veja o texto a ser utilizado no Ato de Consagração, a ser feito pelo Papa e pelos bispos do mundo inteiro:

Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz. Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamonos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor! Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrainos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzisnos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história. Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio. Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna. Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica: Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra; Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação; Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus; Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão; Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear; Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar; Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade; Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo. O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada.

Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» (Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria. Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo. Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amém.