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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Patrística

 


    Chamamos de “Padres da Igreja” (Patrística) aqueles grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, que foram no Oriente e no Ocidente como que “Pais” da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma foram responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; Padre ou Pai da Igreja, se refere a um escritor leigo, sacerdote ou bispo, da Igreja antiga, considerado pela Tradição como uma testemunha da fé.

    Normalmente se considera o período da Patrística o que vai dos Apóstolos até S. Isidoro de Sevilha (560-536) no Ocidente; e até a morte de S. João Damasceno (675-749), no Oriente, o gigante que corajosamente combateu o iconoclasmo (A Grande preocupação dos iconoclastas era de ordem política e religiosa, uma vez que almejavam evitar a aproximação entre os povos que possuíam outras religiões, em detrimento da religião católica, e, além disso, temiam o poder e influência econômica e política da Igreja, que cada vez mais se expandia pelo Império Bizantino com a construção de mosteiros, igrejas, templos.

    Do grego, a palavra Iconoclasta surge da união dos termos “eikon” (imagem) e “klastein” (quebrar) que significa “quebrador de imagem”, ou seja, os iconoclastas se opõem as crenças baseadas nas imagens de Cristo, Virgem Maria, santos, anjos, líderes religiosos, dentre outros).  Esses gigantes da fé católica ao longo desses sete séculos defenderam e formularam a fé, a liturgia, a catequese, a moral, a disciplina, os costumes e os dogmas cristãos; por isso são chamados de “Pais da Igreja” porque lhes traçaram o caminho. Quando o Papa João Paulo II esteve no Brasil a primeira vez em 1981 se referiu a eles dizendo que “são eles os melhores intérpretes da Sagrada Escritura”. Então, precisamos conhecer os seus ensinamentos para podermos compreender melhor a Bíblia.

    Chamamos de patrologia o estudo sobre a vida, as obras e a doutrina desses Pais da Igreja. No século XVII criou-se expressão a “teologia patrística” para indicar a doutrina dos Padres.

    Certa vez disse o Cardeal Henri de Lubac: “Todas as vezes que, no Ocidente tem florescido alguma renovação, tanto na ordem do pensamento como na ordem da vida – ambas estão sempre ligadas uma à outra – tal renovação tem surgido sob o signo dos Padres”.

    Esses gigantes da fé e da Igreja, souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Eles foram obrigados a enfrentar as piores heresias que a Igreja conheceu deste o seu início. Nesta luta eles amadureceram os conceitos teológicos uma vez que tiveram de enfrentar muitos hereges, de dentro da própria Igreja, especialmente  nos Concílios Ecumênicos. Neste combate árduo em defesa da fé, onde muitos foram perseguidos, exilados e até martirizados, eles formularam a fé que hoje professamos sem erro.

    Desde o primeiro século já encontramos o gigante de Antioquia, Santo Inácio (†107), provavelmente sagrado Bispo pelo próprio São Pedro. Santo Inácio nos deixou as suas belas Cartas escritas às comunidades por onde passou no caminho que o levou ao martírio em Roma, no Coliseu, desde Antioquia. A caminho do martírio ele escreveu belas cartas aos romanos, magnésios, tralianos, efésios, erminenses e a S. Policarpo, bispo  e mártir de Esmirna.

    No segundo século encontramos o grande Santo Irineu de Lião (†200) enfrentando os gnósticos que sorrateiramente penetraram na Igreja e ameaçavam destruir a fé cristã. Contra eles S. Irineu escreveu uma longa obra “Contra os Hereges”. Tão difícil foi esse combate que o Santo o comparou a alguém que precisa cortar todas as árvores de uma floresta para finalmente poder captar a fera que nela se esconde.

    Os Padres da Igreja tiveram uma participação fundamental nos primeiros Concílios Ecumênicos, como o de Nicéia, no ano 325, que condenou o arianismo que negava a divindade de Jesus; o Concílio de Constantinopla I, em 381, que condenou o macedonismo que negava a divindade do Espírito Santo; e os outros concílios que enfrentaram e condenaram as heresias cristológicas e trinitárias.

    Os Padres da Igreja estiveram um tanto esquecidos, mas a partir dos anos 40 surgiu na Europa, de modo especial na França, um forte movimento voltado à Patrística. Esse movimento foi liderado pelo Cardeal Henri de Lubac e Jean Daniélou, o qual deu origem à coleção “Sources Chréstiennes”, com mais de 300 títulos.

    No Concílio Vaticano II cresceu ainda mais esse movimento de redescoberta da Patrística por causa do desejo da renovação da liturgia, da exegese, da espiritualidade e da teologia a partir dos primórdios da Igreja. Foi a sede de “voltar às fontes” do cristianismo.

    Desses Padres , alguns foram Papas, nem todos; a maioria foi bispo, mas há diáconos,  presbíteros e até leigos. Entre eles muitos foram titulados de Doutor da Igreja, sempre por algum Papa, por terem ensinado de maneira extraordinária os dogmas e as verdades da nossa fé.

    Quero apresentar aqui ao menos uma relação, ainda que incompleta, desses gigantes da fé e da Igreja, que souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Ao todo os Doutores da Igreja até hoje são 33, 30 homens e 3 mulheres, mas nem todos da época da Patrística.

S. Clemente de Roma (†102), Papa (88-97)

Santo Inácio de Antioquia (†110)

São Policarpo de Esmira (†156)

Pastor de Hermas (†160)

Aristides de Atenas (†160)

S. Hipólito de Roma (160-235)

São Justino (†165)

Militão de Sardes (†177)

Atenágoras (†180)

S. Teófilo de Antioquia (†181)

Orígenes de Alexandria (184-254)

Santo Ireneu (†202)

Tertuliano de Cartago (†220)

S. Clemente de Alexandria (†215)

Metódio de Olimpo (Sec.III)

S. Cipriano de Cartago (210-258)

Novaciano (†257)

S. Atanásio – (295-373), Alexandria .

S. Efrém – (306-373), diácono,Mesopotânia

S. Hilário de Poitiers – (310 – 367) – bispo e doutor, Poitiers.

S. Cirilo de Jerusalém – (315-386) – bispo e doutor, Jerusalém.

S. Basílio Magno (330 – 369) – bispo e doutor, Cesaréia.

S. Gregório Nazianzeno – (330 – 379) bispo e doutor, Nazianzo.

S. Ambrósio – (340 – 397), bispo e doutor "Treves" Itália.

Eusébio de Cesaréia (340)

S. Gregório de Nissa (340)

Prudêncio (384-405)

S. Jerônimo ( 348 – 420), presbítero e doutor – Strido, Itália.

S. João Crisóstomo – (349 – 407), bispo e doutor – Antioquia.

S. Agostinho – (354 – 430), bispo e doutor – Tagaste – Tunísia.

S. Cirilo de Alexandria – (370 – 442), bispo e doutor – Egito.

S. Pedro Crisólogo – (380 – 451), bispo e doutor, Imola – Itália.

S. Leão Magno – (400 – 461), papa e doutor, Toscana,Itália.

S. Paulino de Nola (431)

Sedúlio (sec V)

S. João Cassiano (360-435)

S. Vicente de Lerins (450)

S. Bento de Núrcia (480-547)

Venâncio Fortunato (530-600)

S. Ildefonso de Toledo (617-667)

S. Máximo Confessor (580-662)

    Meus irmãos e irmãs, procuremos estudar um pouco daquilo que eles disseram e escreveram, a fim de que possamos melhor conhecer a Tradição da igreja.


Fontes de pesquisa: https://comshalom.org/quem-sao-os-padres-da-igreja/ 

 Blob.cancaonova.com


Ana Merice Nicolau

G.O. Filhos de Maria

sábado, 7 de novembro de 2020

A INTERCESSÃO DE MARIA NO GRUPO DE ORAÇÃO

 



No terceiro dia, houve uma festa de casamento em Caná da Galileia e lá se encontrava a mãe de Jesus. Também Jesus foi convidado para a festa junto com seus discípulos. Faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Respondeu-lhe Jesus: “Mulher, que importa isso a mim e a ti? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser”. joão 2:1-5.

Jesus não demora para atender o pedido de sua mãe, com amor e obediência antecipa a “sua hora”, para recolher em seu coração um anseio dela, mesmo sendo ele um desejo simples.

Nossa senhora anda a frete do grupo de oração como um cavaleiro em ordem de batalha, tudo passa pelos cuidados de Maria, ela vai a frente abrindo casas e corações para que o filho dela possa fazer morada e transformar vidas. Assim sendo, todo aquele que chega ao grupo é tomado como propriedade de Maria, sendo ela uma mãe observadora até nos mínimos detalhes “faltou vinho”, não deixará nada faltar aqueles que a ela recorre.

O grupo é um berço aonde acolhe muitos filhos de maria, a cada um ela conhece pelo nome, de cada um ela sabe as necessidades e aqueles que a ela mais recorrem é dado muitas graças. Nossa Senhora não para no obstáculo, do “não chegou minha hora”, ela mostra a saber que será escutada quando chama os serventes e diz: “ fazei tudo que Ele vos disser”.

No grupo de oração somos conduzidos a se entregar a essa intercessão de nossa senhora, confiar que ela tem a chave que abre a porta do coração de jesus. Nada como um pedido de mãe, cheio de ternura e sensibilidade, que toma para si nossos problemas e não hesita em falar com confiança a jesus: “Eles não têm mais vinho”.

 Mesmo aquelas situações que quase ninguém o percebe, Maria o vê por que conhece o nosso coração e cuida dele com preocupação de mãe.

O cenáculo de amor vivenciado com as famílias é um momento que nos leva a ter uma profunda intimidade com Maria. Na recitação do santo terço e nos momentos de oração, voltamos a ser criança no colo de Nossa Senhora, nossa alma retorna a uma paz indescritível.

“O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus. ” Nossa Senhora de Fátima.

Fernanda Venancio

Grupo de Oração Filhos de Maria

sábado, 29 de agosto de 2020

MARIA, ESCOLHIDA DESDE A ETERNIDADE PARA SER A MÃE DE DEUS!

   


       Desde o principio a figura de Nossa Senhora nos foi revelada por Deus,como aquela que seria a Mãe de Jesus,nosso Salvador e Redentor.

        Vamos ver algumas verdades sobre esse fato que a Santa Igreja e a palavra de Deus nos revela.

No inicio de tudo, Eva a primeira mulher tornou-se aquela com quem Adão arrastou toda a humanidade ao pecado original. Foram expulsos do paraíso porque não quiseram ouvir a voz de Deus.O pecado aproveitou-se da fragilidade da mulher, mas Deus pensou : "Se por uma mulher o pecado entrou no mundo, por uma mulher vai entrar a salvação".

Logo após o pecado original, Deus nos da a primeira profecia sobre Maria, dizendo a serpente:_"Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar.(Gn 3, 15)

Mas segundo nos ensina o catecismo da igreja católica, o papel de Maria na economia da salvação é anterior até mesmo a esse relato:"Desde toda a eternidade, Deus a escolheu, para ser mãe do Filho seu, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré da Galileia".(CIC 48)

O profeta Isaías no capitulo 7.146 nos ajuda a compreender a cooperação da virgem Maria no ministério divino da salvação. As palavras proferidas a Acaz, rei de Judá,

foram: " Eis que a virgem conceberá e dará a luz a um filho, e chamará o seu nome EMANUEL".

Ao longo da Antiga Aliança, Maria foi preparada pela missão de santas mulheres: Ana, a mãe de Samuel, Débora, Rute, Judite, Ester e muitas outras.

Para ser a mãe do Salvador, Maria foi por Deus cumulada de dignos dons para sua grande missão. O anjo Gabriel no momento da Anunciação a saúda: "Alegra-te cheia de graça" (Lc 1, 28)

Era necessário que ela fosse totalmente movida pela graça de Deus, para o Fiat livre da sua fé, ao anuncio feito pelo anjo da sua grandiosa vocação, ser a Mãe do Salvador.

Foi livre de toda mancha do pecado, intacta, desde o instante de sua Conceição, por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o que confessa o Papa Pio IX na proclamação do dogma da Imaculada Conceição.

Maria dando consentimento a palavra de Deus, tornou-se Mãe de Jesus, respondeu pela OBEDIÊNCIA da fé, certa de que a Deus nada é impossível(Lc 1, 37)

Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra(Lc 1, 38)

Portanto, a igreja confessa que Maria é, verdadeiramente, a Mãe de Jesus, escolhida, preservada, intacta desde toda a eternidade.(Theotokos)

                Salve Maria Santíssima!

 

            Ana Merice Nicolau

            G.O Filhos de Maria

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

O PÃO QUE DÁ A VIDA AO MUNDO

 


"Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente.E o pão que eu darei é minha carne,entregue pela vida do mundo." (João, 6,51)


A Eucaristia é a fonte e o ápice de toda a vida cristã (CIC 1324), é o tesouro da igreja. Nela está contida a presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo, o cordeiro de Deus que tira todo o pecado do mundo.

O Senhor, sabendo que era chegada a sua hora e que deveria partir para junto do Pai, quis permanecer conosco até o fim, e dessa forma por amor a humanidade se fez pequeno, um pedaço de pão, para nos dar a graça de permanecermos com ele.

A cada missa Ele nos torna participantes do seu Santo sacrifício, juntamente com toda a igreja, renovando em cada um de nós essa aliança eterna que nos fortalece na caminhada, e alimenta em nossos corações a certeza do céu.

É Ele o cordeiro imolado, o sacrifício perfeito, que deu-se inteiramente em favor dos nossos pecados e nos abriu as portas do céu, aquele que mesmo em sua grandeza quis tornar-se tão pequeno e tão simples a ponto de romper todos os obstáculos que nos distanciavam dele, para vir fazer morada em nossos corações, como já dizia São João Maria Vianey " cada hóstia é feita para se consumir de amor em um coração humano".

Ao participarmos deste santo sacramento tenhamos a certeza de que é o próprio Cristo que estamos recebendo, o pão que desce do céu para nos dar vida, não uma vida corruptível, mas uma vida eterna. Que ao vivermos essa união de amor seja infundido em nossos corações o desejo do céu para que um dia possamos contemplar nosso Deus face a face.


Ivana Marçal

G.O Filhos de Maria.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Maria, modelo de santidade e exemplo para a missão.



Desde toda a eternidade, Deus em sua infinita sabedoria, predestinou Maria para ser a mãe do salvador. Ela foi escolhida desde a concepção, para ser aquela que acolheria em seu ventre e em seu coração o verbo encarnado. O Senhor também escolhe a cada um de nós, nos tornando seus discípulos e assim como fez com João, o discípulo amado, dando-lhe Maria por mãe, o mesmo faz com cada um de nós, para que possamos nos espelhar nela.

Nossa Senhora era uma mulher contemplativa, que vivia na simplicidade de sua vida, a comunhão plena com Deus. Por sua humildade, reconhecia-se incapaz de fazer grandes coisas, mas por sua confiança sabia que o Senhor era capaz de realizar tudo o que quisera através dela. Por isso, ao receber a visita do anjo Gabriel, confiou e abandonou-se inteiramente aos planos do Senhor para sua vida. Soube doar-se, sem reservas, indo ao encontro daqueles que mais necessitavam como fez ao sair apressadamente ao encontro de sua prima Isabel que já se encontrava no sexto mês de gestação. Ou ainda naquela festa de casamento em Caná da Galileia, onde percebendo que não havia mais vinho, apresentou a necessidade daquele povo a seu filho Jesus, intercedendo assim pelo milagre.

Maria, é aquela que mesmo no auge da dor, ao ver seu filho amado pregado na cruz, soube silenciar e participar de forma plena de todo o seu sacrifício em favor da humanidade, vivendo cada uma de suas dores na alma. A palavra de Deus nos afirma que ela era uma mulher do céu, que mantinha os olhos fixos no Senhor e por assim ser, deixou-se modelar por Ele. Soube ser obediente e por amor nada queria para sua vida a não ser o querer de Deus. Que a exemplo de Maria, façamos de nossa vida uma oferta verdadeira de amor.

Autor (a): Ivana Marçal.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

ATENDAMOS AO CHAMADO.




A santidade não escolhe profissão, nem posição social, pois ela não vêm sobre classes, mas sim em corações abertos à Graça de Cristo.

Irmãos, a liturgia de hoje, nos convida a escutarmos e atendermos ao Chamado do Senhor, Chamado a Vida Plena, a nos afastarmos do pecado, viver Por Ele e para Ele. Vivermos a experiência de nos lançarmos em Seu Espírito.

A PRIMEIRA LEITURA do Livro do Profeta Oséias (Os 14,2-10), aquele que com seu estilo profético, denunciava o Pecado, Traz uma súplica do Senhor: Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado.   O profeta Oséias, alerta e denuncia sobre o pecado de Israel, que abandonou O Senhor e em seu lugar colocou deuses do ouro e da prata. Ergueu altares que só serviam para pecar. E nós meus irmãos, quantas vezes,  no auge de nosso pecado, do nosso egocentrismo, levantamos palácios do nosso “ouro”, erguemos “fortalezas” e ousamos acreditar que estamos honrando ao Senhor, quando na verdade, O estamos tirando do centro de nossas vidas e o desonrando? Quantas atitudes nossas ferem o coração do Pai? 

No último capítulo, Oséias escreve sobre o pedido do Senhor: Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. É O Senhor mesmo que se dirige a nós no dia de hoje e nos faz o CHAMADO a vida plena. Deixando nossos ídolos, nosso ouro, nossas verdades e vontades, para em TUDO Dele depender. Ele apaga o pecado que em outrora estávamos caídos, tira o peso da culpa e cura nossa desobediência. 

A continuação do CHAMADO DO SENHOR dá-se no Evangelho : Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer.Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós (Mt 10,18-20). Agora, O Senhor nos convida, já libertos do pecado e tendo ouvido o Seu Chamado, a anunciar sua palavra, a ser testemunha do Seu Reino. É um convite irmãos, O Senhor não nos obriga a nada. Mas vamos juntos ousarmos viver como Ele? Ser testemunha Dele?

Atender ao CHAMADO DO SENHOR é um passo de Fé. Não será fácil- Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. Isso mesmo meus irmãos, ao passo que decidirmos viver a vontade do Senhor, seremos escarnecidos, mas aí está a nossa Via Sacra. Esse é o momento de sermos testemunhas do Seu Amor, da Sua Verdade, do quanto é maravilhoso ser conduzido por Ele. Amados, Ele não nos deixou sozinhos, O Espírito Santo é nosso companheiro, conselheiro. Basta que queiramos ser conduzidos, O Espírito virá em nosso socorro, falará por nós. O acalento ao coração O Senhor nos dá: Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo (MT 10, 22). No dia de hoje decidamos por o Senhor, por o céu, por santidade! Queiramos a sua vontade para a nossa vida assim como quiseram e querem aqueles que decidem a cada ação por a santidade e assim vivem uma vida que agrada  a Deus e como prêmio ganham o céu e o título de santos(as).

Para finalizar, partilho com vocês um breve resumo sobre o Santo do dia de hoje: Santo Olavo, O santo Rei da Noruega- um homem que tinha títulos, honras, mas que ao conhecer Jesus, fez de tudo para viver uma vida de santidade, tornar Jesus conhecido em seu país, evangelizar seu povo e acabar com o paganismo. Santo Olavo ouviu o CHAMADO, fez do Senhor o seu único Senhor, amo-o e doou sua vida. Que Santo Olavo seja exemplo e interceda por nós no céu! Amém!!! 

Autor (a): Fabiana Meneses.


sábado, 26 de março de 2016

O Prodígio do Espinho de Cristo.




Uma curiosidade, pouco ainda conhecida por boa parte dos Católicos; é a existência de um Espinho que acredita ser que foi tirado da coroa de Nosso Senhor. Porém o mais prodigioso é que toda vez que a Sexta - Feira Santa e a Solenidade da Anunciação coincidem, este espinho derrama sangue. E este ano, Ano da misericórdia, não foi diferente. O Espinho sangrou!

Este espinho encontra se na localidade italiana de Andria que segundo a Tradição foi parte da Coroa de Espinhos Cristo. Quando o dia da Anunciação, 25 de Março, coincide com a Sexta - Feira Santa como aconteceu este ano 2016, o chamado Espinho Sagrado derrama sangue. E ontem o prodígio se repetiu.

Segundo a CDI Digital, somente dois anos em cada século o 25 de Março coincide com a Sexta - Feira Santa. A ultima vez que este Milagre aconteceu, foi no ano de 2005, poucos dias antes da morte de São João Paulo II. A próxima vez será no ano de 2157.




quinta-feira, 10 de março de 2016

Católicos aumentam mais rápido do que população mundial.




O número de católicos aumentou com um ritmo mais rápido que o resto da população, segundo as estatísticas reveladas recentemente pela Santa Sé.

O Vaticano divulgou no último sábado que em breve estarão à venda o Anuário Pontifício 2016 e o Annuarium Statisticum Ecclesiae 2014, redigidos pelo Escritório Central de Estatísticas da Igreja que revelam, entre outras coisas, que entre 2005 e 2014 o número de católicos a nível mundial aumentou em 17,8 por cento (de 1.115 milhões a 1.272 milhões), comparado com a população mundial que aumentou em 17,3 por cento.

Segundo os dados, durante estes nove anos, os católicos cresceram em 41 por cento na África, enquanto sua população cresceu 23,8 por cento. Na Ásia, os católicos cresceram em 20 por cento, enquanto o número de habitantes só aumentou 9,6 por cento.

Na América, o aumento de fiéis foi de 11,7 por cento, frente aos 9,6 de crescimento demográfico.

Um cenário diferente é visto na Europa, onde os católicos cresceram apenas em 2 por cento, uma percentagem “ligeiramente superior ao crescimento da população”. Na Oceania, os católicos cresceram menos que a população: 15,9 por cento frente aos 18,2 por cento.

Segundo a Santa Sé, para 2014, a América reúne a maior percentagem de católicos com quase 48 por cento. Em seguida, aparece a Europa com 22,6 por cento, África com 17 por cento, Ásia com 10,9 e Oceania com 0,8.

Bispos e sacerdotes

As estatísticas indicam que entre 2005 e 2014 os bispos aumentaram 8,2 por cento, passando de 4.841 a 5.237. O maior crescimento aconteceu na Ásia, com 14,3 por cento, África com 12,9 por cento; enquanto a América registrou um aumento de 6,9 por cento, Europa 5,4 e Oceania com 4 por cento.

Durante estes nove anos, aconteceram 9.381 ordenações sacerdotais diocesanas e religiosas, passando de 406.411 a 415.792 presbíteros no total. O maior aumento ocorreu na África com 32,6 e na Ásia com 27,1 por cento. Mas na Europa e na Oceania os sacerdotes diminuíram de 8 e 1,7 por cento, respectivamente.

Aumentam diáconos e diminuem religiosos

Segundo a Santa Sé, os diáconos permanentes passaram de 33.000 em 2005 para 44.566 em 2014. Isto significa um aumento de 33,5 por cento. A grande maioria está presente na América do Norte e na Europa (97,5 por cento), mas sua presença é mínima na África e na Ásia (1,7 por cento).

Mas, registraram uma pequena redução dos religiosos professos não sacerdotes. Em 2005 eram 54.708, enquanto em 2014 a cifra era de 54.559.

No caso das religiosas professas, seu número diminuiu em 10,2 por cento durante estes nove anos. Em 2014 eram 682.729. Entretanto, enquanto na Europa e na América diminuíram em 70,8 e 63,5 por cento; na África e na Ásia aumentaram em 27,8 e 35,3 por cento, respectivamente.

Seminaristas

No caso dos seminaristas, aumentaram de 114.439 em 2005 para 116.939 em 2014. Entretanto, o Vaticano esclareceu que em 2011 os seminaristas eram 120.616. Indicou que a diminuição destes últimos três anos afetou “todos os continentes com exceção da África, onde os seminaristas aumentaram em 3,8 por cento”.

Segundo as estatísticas, se for analisado o período 2005-2014, “observa-se diferenças territoriais evidentes”.

“África, Ásia e Oceania mostram grandes dinâmicas evolutivas, com um ritmo de crescimento de 21%, 14% e 7,2%, respectivamente, enquanto a Europa registra uma redução de 17,5% e América, sobretudo pela tendência negativa na região meridional, manifesta uma diminuição de 7,9%”.

Observe que a maior parte dos dados se dão durante o Pontificado de Bento XVI, o que revela que o Papa Emérito foi e é muito injuriado quando a mídia se refere a ele como alguém que não tem carisma e que não soube trazer as ovelhas de volta... Vemos ai que é uma grande mentira! Os próprios dados comprovam isso. E o Papa Francisco vem continuando esse belo trabalho de trazer de volta à casa as ovelhas desgarradas.