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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

O PRIMADO DE PEDRO




     E eu te declaro: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18-19).

     É interessante analisarmos, por nossos olhos humanos, a escolha de Jesus por Pedro-homem imperfeito, vacilante, um simples pescador, talvez o mais simples dos apóstolos. Jesus escolheu um Grupo de 12. Várias personalidades, tinha João, o discípulo amado, mesmo assim não foi escolhido para governar os demais, para ser o representante de Cristo. Como entender e explicar a escolha por Pedro? O Senhor escolheu Pedro para está a frente de sua igreja, justamente para provar que quem Governa é Ele.

     A Igreja, assim como Jesus, é humana e Divina, assim sendo requer um representante visível- o Papa. No antigo Testamento, no Êxodo, vemos uma manifestação de Deus, em forma de coluna de fogo e fumaça a guiar Israel pelo deserto. No Novo Testamento, Pedro é, por escolha de Cristo, aquele que: “Confirma os teus irmãos!” (Lc 22.31).“Apascenta as minhas ovelhas!” (Jo 21,17).

     Pedro por si só jamais seria capaz de tal missão! Mas Jesus o escolheu e o capacitou pelo Espírito Santo. O encontro de Jesus com Pedro é transformador! De Simão, ele se torna Pedro. “Um exemplo marcante de mudança de nome foi o que ocorreu com Abraão. Ele se chamava Abrão, que quer dizer “pai elevado” e Deus muda seu nome para Abraão, que significa “pai de uma multidão”, porque Deus o escolhera para a grandiosa tarefa de pai do seu Povo. Essa “mudança de nome” Jesus fez também com Simão, “no primeiro encontro”, em vista da missão solene que lhe haveria de dar mais tarde:“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja” (Mt 16,18). Não resta dúvida, portanto, que Pedro, e seus sucessores, são a Pedra angular, visível, que Cristo, Pedra angular invisível, quis na Igreja. Jesus quis essa pedra visível para que ela mantivesse a unidade da Igreja e a integridade da sua doutrina na verdade que liberta e salva”. (Professor Felipe Aquino- O Primado de Pedro).


Referências: https://cleofas.com.br/o-primado-de-pedro/ 

Acesso em: 09/09/20. 


https://eventos.cancaonova.com/acampamento-vem-louvar/pregacoes/umpecador-a-frente-da-igreja-para-nos-mostrar-que-quem-governa-e-deus/ Acesso em: 09/09/20.

Fabiana Meneses 

G.O. Filhos de Maria

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Festa da Cátedra de Pedro.

Ontem (22/02), a Igreja Celebrou a Festa da Cátedra de Pedro. A Cátedra de São Pedro é festejada como Solenidade na Basílica Vaticana, enquanto é Festa no resto do mundo.

Não é tanto a festa de um objeto. Ainda assim, ela surgiu porque os romanos pagãos festejavam a memória de um ente querido colocando uma cadeira sobre o seu túmulo. A festa da Cátedra, porém, celebra o ensinamento infalível dado por Cristo aos Papas. A tradição reza que una cátedra usada por São Pedro está conservada dentro do monumento de mármore feito por Bernini e exposto no fundo da Basílica Vaticana.



Infalibilidade não significa impecabilidade.


Convém lembrar, por fim, que nem do exercício do ministério petrino, nem do carisma da infalibilidade advém ao Romano Pontífice a impecabilidade ou, por outras palavras, a confirmação em graça.

Um dos argumentos racionalistas contra o primado de Pedro é que o pescador da Galileia era sujeito a pecar, como todo homem. E, sem dúvida, o era. Entretanto, seu primado não repousa sobre qualidades humanas, mas na onipotente força do Fundador da Igreja.

A Igreja celebra a festa de São Pedro em dois dias diferentes:

em 29 de junho, junto com São Paulo, e em 22 de fevereiro, a Cátedra de Pedro. A antiquíssima origem desta última festa está documentada por sua inclusão num calendário do ano 354 e no Martyrologium Hieronymianum, o mais antigo da Igreja Latina, composto entre 431 e 450. Há também referências a ela em duas homilias do século V.24

Essa longa existência mostra a relevância do símbolo da Cátedra para a vida da Igreja e reforça com o testemunho da Tradição a importância dada ao primado petrino, pelo menos a partir de meados do século IV, pois, segundo explica o Martyrologium Romanum, a Sé de Pedro é"chamada a presidir a comunhão universal da caridade". O Missal Romano acrescenta que a comemoração da Cátedra de São Pedro põe em relevo a missão de mestre e de pastor conferida por Cristo a São Pedro que, em sua pessoa e na de seus sucessores, é fundamento visível da unidade da Igreja.

Cristo não chamou São Pedro por causa das suas qualidades naturais; foi a graça de Deus que o converteu numa rocha firme e sólida. "Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas Eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça" (Lc 22, 31-32).

No seu livro-entrevista recentemente divulgado, Bento XVI relembrou que a tarefa exercida pelo Romano Pontífice não foi dada por ele a si mesmo.21 Pelo contrário, é o Espírito Santo quem escolhe o Papa, usando critérios divinos: "Não fostes vós que Me escolhestes, mas Eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça" (Jo 15, 16).

A santidade de um Papa, portanto, não é inerente ao ministério petrino, mas provém do esforço pessoal e, sobretudo, da ação da graça. As eventuais infidelidades na vida de qualquer Pontífice Romano serão sempre gravíssimas, mas não abolem sua autoridade, já que Deus pode servir-Se de instrumentos infiéis, e o Espírito Santo impedirá com sua assistência que os pecados pessoais ponham em risco a integridade da Igreja, garantida pela promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo: "As portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16, 18).

Quis a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, ao fundar a sua Igreja, estabelecer como chefe supremo um homem pecável, mas infalível em matéria de Fé e moral. Isto que foi aceito pelo consensus fidelium sem restrição, forma com a pessoa e o primado de Pedro uma feliz união fundada na caridade e na fé.


Fonte: Arautos do Evangelho e Direto da Sacristia.