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domingo, 13 de fevereiro de 2022

Sínodo dos Bispos, o que é? Entenda!

O Sínodo dos Bispos foi criado por Paulo VI em Setembro de 1965 através do Motu Próprio "Apostolica Sollicitudo"  no contexto do Concílio Vaticano II afim de manter viva a experiência do Concílio. Ou seja, é uma assembleia que acontece periodicamente com alguns bispos representantes o objetivo de ajudar o Papa acerca dos problemas relativos a atuação da Igreja no mundo. 

    Além disso, cada Sínodo é temático! Dessa forma, cada Sínodo dos Bispos que há acontece a discussão de algumas questões relativas ao tema e a expressão de votos o qual ajuda a criar o relatório final e é enviado ao Papa. Se tal mudança acontece ou não é um poder exclusivamente do Papa sancionar ou não. Ou seja, o Sínodo ajuda ao Papa por meio do estudo e das discussões acerca do tema, mas não soluciona e nem emite decretos tais questões, essa é uma ação exclusiva do Papa.

Mas, como é a estrutura administrativa do Sínodo?

    Como já dito anteriormente, o Sínodo está diretamente ligado ao Papa, e o documento final é de exclusividade única dele o qual decide acerca do que foi exposto no relatório final se acontece tais mudanças ou não. O que entra ou não em vigor. Assim, o Sumo Pontífice em um Sínodo age diretamente como o seu Presidente. Além disso, existe uma Secretaria Geral Permanente, que são nomeados pelo Papa. E o qual tem a responsabilidade de preparar e implementar as Assembleias do Sínodo e de apresentar sobre outras questões que o Papa queira submeter. O Conselho Ordinário é formado por Bispos Diocesanos eleitos através da Assembleia Geral Ordinária e que contenha representantes das diferentes regiões geográficas. É função deste conselho a preparação e a implementação da Assembleia Geral Ordinária. Os Conselhos constituídos. "Outros Conselhos da Secretaria Geral para a preparação da Assembleia Geral Extraordinária e da Assembleia Especial são formados ad hoc por Membros nomeados pelo Papa. Os Membros destes Conselhos participam na Assembleia do Sínodo e cessam o seu mandato na dissolução da mesma." 

    Cada Assembleia possui um secretário especial e um relator geral.

E quem são os participantes de um Sínodo?

    O Código de Direito Canônico Parag.346 diz quem são os membros das Assembleias do Sínodo:

“Cân. 346 — § 1. O Sínodo dos Bispos, que se reúne em assembleia geral ordinária, é constituído por membros, cuja maioria é de Bispos, eleitos pelas Conferências episcopais para cada uma dessas assembleias segundo uma propor-ção determinada pelo direito peculiar do Sínodo; outros, deputados por força do mesmo direito; outros, nomeados directamente pelo Romano Pontífice; a estes somam-se alguns membros de institutos religiosos clericais eleitos nos termos do mesmo direito peculiar. (...) § 3. O Sínodo dos Bispos, reunido em assembleia especial, é constituído principalmente por membros eleitos provenientes das regiões para as quais foi convocado, nos termos do direito peculiar pelo qual se rege o Sínodo.”

Dessa forma, o Sínodo se desenvolve em três etapas: 

1° A Fase Preparatória: Quando o Papa convoca o Sínodo atribuindo-lhe um ou mais temas. Nessa etapa é quando há uma consulta sobre o que se está abordando no Sínodo e cada Igreja particular envia a sua contribuição.

2° A Fase da Celebração: É quando os participantes se reúnem para dialogar sobre o tema, juntando as opiniões e preparando o documento final que é submetido ao Papa para a aprovação e modificação (caso o mesmo ache necessário), de forma que aja uma possível unanimidade moral. Após a aprovação do Documento Final, este documento passa a fazer parte do Magistério ordinário da Igreja.

3° A Fase da Aplicação: Junto com o Dicastério ao qual compete o tema abordado no Sínodo e os demais Dicastérios interessados, a Secretaria Geral do Sínodo promove a implementação das orientações sinodais aprovadas pelo Papa.

Sala do Sínodo no Vaticano  (Vatican Media) - Site Vatican News.

    O atual modelo de atuação do Sínodo foi regulamentado pelo Papa Francisco em 15 de Setembro de 2018 por meio da Constituição Apostólica "Episcopalies Communio" que pode ser acessado por meio do link: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_constitutions/documents/papa-francesco_costituzione-ap_20180915_episcopaliscommunio.html

Cada Sínodo é um momento de comunhão e de renovação dos compromissos missionários. 

Referências: 

https://sistemas.mre.gov.br/kitweb/datafiles/Vaticano/pt-br/file/FAQ%20S%C3%ADnodo2019.pdf

https://diocesedepesqueira.com.br/sinodo-dos-bispos-o-que-e-quais-os-objetivos-e-como-sera-vivenciado-nas-igrejas/

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

O PRIMADO DE PEDRO




     E eu te declaro: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18-19).

     É interessante analisarmos, por nossos olhos humanos, a escolha de Jesus por Pedro-homem imperfeito, vacilante, um simples pescador, talvez o mais simples dos apóstolos. Jesus escolheu um Grupo de 12. Várias personalidades, tinha João, o discípulo amado, mesmo assim não foi escolhido para governar os demais, para ser o representante de Cristo. Como entender e explicar a escolha por Pedro? O Senhor escolheu Pedro para está a frente de sua igreja, justamente para provar que quem Governa é Ele.

     A Igreja, assim como Jesus, é humana e Divina, assim sendo requer um representante visível- o Papa. No antigo Testamento, no Êxodo, vemos uma manifestação de Deus, em forma de coluna de fogo e fumaça a guiar Israel pelo deserto. No Novo Testamento, Pedro é, por escolha de Cristo, aquele que: “Confirma os teus irmãos!” (Lc 22.31).“Apascenta as minhas ovelhas!” (Jo 21,17).

     Pedro por si só jamais seria capaz de tal missão! Mas Jesus o escolheu e o capacitou pelo Espírito Santo. O encontro de Jesus com Pedro é transformador! De Simão, ele se torna Pedro. “Um exemplo marcante de mudança de nome foi o que ocorreu com Abraão. Ele se chamava Abrão, que quer dizer “pai elevado” e Deus muda seu nome para Abraão, que significa “pai de uma multidão”, porque Deus o escolhera para a grandiosa tarefa de pai do seu Povo. Essa “mudança de nome” Jesus fez também com Simão, “no primeiro encontro”, em vista da missão solene que lhe haveria de dar mais tarde:“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja” (Mt 16,18). Não resta dúvida, portanto, que Pedro, e seus sucessores, são a Pedra angular, visível, que Cristo, Pedra angular invisível, quis na Igreja. Jesus quis essa pedra visível para que ela mantivesse a unidade da Igreja e a integridade da sua doutrina na verdade que liberta e salva”. (Professor Felipe Aquino- O Primado de Pedro).


Referências: https://cleofas.com.br/o-primado-de-pedro/ 

Acesso em: 09/09/20. 


https://eventos.cancaonova.com/acampamento-vem-louvar/pregacoes/umpecador-a-frente-da-igreja-para-nos-mostrar-que-quem-governa-e-deus/ Acesso em: 09/09/20.

Fabiana Meneses 

G.O. Filhos de Maria