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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

É preciso abraçar a cruz ainda que não consigamos compreendê-la.

    Tenha sempre isso em mente: que os filhos de Israel passaram quarenta anos no deserto antes de chegar à terra prometida, embora, para esta viagem, seis semanas fossem suficientes. Mas eles não foram autorizados a investigar por que Deus os estava conduzindo por estradas tortuosas e ásperas; e todos os que se rebelaram morreram antes de alcançá-la. O próprio Moisés, que era um grande amigo de Deus, morreu na fronteira da terra prometida, e ele só a viu de longe, sem poder desfrutá-la. Não preste muita atenção ao caminho que você anda; mantenha os olhos sempre fixos naquele que o guia e na pátria celeste para a qual Ele o conduz. Por que se preocupar se será pelos desertos ou pelos campos que você alcançará a meta, desde que Deus esteja sempre com você e você chegue à posse da eternidade abençoada? Acredite em mim, minha boa menina; ele também quer o que você me mostrou; mas faça tudo com calma; e seja paciente enquanto espera pelas misericórdias do Senhor. 

(Carta de 6 de dezembro de 1917, a Antonieta Vona, Ep. III, 828)

quinta-feira, 1 de abril de 2021

PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO


 "AQUELE QUE NÃO CONHECIA PECADO DEUS O FEZ PECADO POR CAUSA DE NÓS"

    CIC-602-"Tendes consciência de que fostes resgatados da vida fútil herdada de nossos pais, não por coisas perecíveis, como prata e ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo.

    604- Ao entregar seu filho por nossos pecados, Deus manifesta seu desígnio sobre nós, é um desígnio de amor benevolente que antecede a qualquer mérito nosso: "nisto consiste o amor: Não fomos nós que amamos a Deus , mas foi Ele quem nos amou e enviou o seu filho como oferenda de expiação pelos nossos pecados(1 João 4, 10). "A prova que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando ainda eramos pecadores" (Rom 5,8).

    605- Este amor não exclui ninguém (Mt 18, 14). Ele afirma : "dar a sua vida em resgate de muitos, carregou nossos pecados em seu próprio corpo, sobre a cruz(1 Pd 2,24)

    Irmãos a morte de Cristo é o sacrifício da Nova Aliança, que conduz o homem a comunhão com Deus, o sangue de Cristo derramado na remissão dos nossos pecados. 

    Para alguns a cruz é loucura, mas para nós que somos salvos é o poder de Deus(1Cor 1, 18). A cruz de Cristo é fonte de esperança e vida, vida de Cristo dada por nós. Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim(Mt 20, 28)

    Não se deixe enganar: Fora da cruz não existe outra escada por onde subir ao céu".



Fontes de pesquisa:
CIC

Bíblia Sagrada


Ana Merice Nicolau

G.O Filhos de Maria

sexta-feira, 5 de março de 2021

Quaresma: Significado desse tempo.


Origem da Palavra.

“Quaresma”, tem sua origem  do latim “Quadragésima” e significa “quarenta dias”.

A Quaresma é um tempo de PREPARAÇÃO para CELEBRAR  a Páscoa do Senhor. Neste, se INTENSIFICAM  as práticas de Oração, Jejum, Caridade  e Penitência para vive-lo de maneira mais eficaz.

Como Surgiu? 

Desde sempre, os Cristãos de preparavam para a Páscoa com oração, jejum e penitência, embora, fosse de uma forma menos intensa. Alguns Padres da Igreja, como São Jerônimo (+420), São Leão Magno (+461) ,creditam aos Apóstolos a instituição da quaresma, não há total conhecimento de fatos para afirma-la, pois o que se sabe e conhece é que havia uma preparação, de apenas 3 dias, para a Páscoa. A primeira menção a Quaresma, data do 1*Concílio de Nicéia (325 ). Como prática obrigatória, foi instituída no século IV.

Esse tempo de quarenta dias foi inspirado numa grande catequese que a Igreja primitiva realizava. Ela durava quarenta dias, tempo em que os pagãos 2*(catecúmenos) se preparavam para receber o batismo no Sábado Santo, dentro da Solenidade da Vigília Pascal. Acompanhavam também os irmãos que tinham cometido pecados graves para retornarem à fé. Esse tempo era marcado pela penitência e oração, pelo jejum e escuta da Palavra de Deus. Eles eram os “penitentes”, os quais renovavam a fé e recebiam o batismo ou eram reintegrados à comunidade no Sábado Santo. (https://diocesedecrato.org/a-quaresma-foi-inspirada-numa-grande-catequese-que-a-igreja-primitiva-realizava)

Simbolismo 

A simbologia do número 40 na Bíblia quer dizer para  nós um tempo de Provação, Purificação, Preparação,  onde Deus quer de nós uma resposta, uma mudança de vida. Um Novo Povo, preparado para um Novo Tempo que Ele fez para nós.

Deus fez chover 40 dias e 40 noites nos tempos de Noé (Gênesis 7,4);

Moisés passou 40 dias de jejum no Monte Sinai, a sós com Deus (Êxodo 24,18);

O povo de Israel passou 40 anos em êxodo pelo deserto rumo à Terra Prometida (Números 14,33);

Elias passou 40 dias e 40 noites caminhando até o Monte Horeb (1 Reis 19,8);

Israel viveu 40 anos de paz sob os juízes (Juízes 3,11);

Duraram 40 anos os reinados de Saul (Atos 13,21), Davi (II Samuel 5,4-5) e Salomão (I Reis 11,42), os três primeiros reis de Israel;

Jonas profetizou 40 dias de julgamento para que Nínive se arrependesse (Jonas 3,4);

Jesus foi levado por Maria e José ao templo 40 dias após Seu nascimento (Lucas 2,22);

Jesus jejuou durante 40 dias no deserto, onde foi tentado pelo demônio (Mateus 4,1–2; Marcos 1,12–13; Lucas 4,1–2);

Durante 40 dias, Jesus ressuscitado instruiu os discípulos antes de subir ao Céu e enviar o Espírito Santo (Atos 1,1-3).

40 chicotadas eram dadas a alguém que errava como forma de correção (Dt 25,3)

40 chicotadas Paulo recebeu pelo menos cinco vezes menos uma (2Cor 11,24).

Vivência no Calendário Litúrgico

Por um decreto de Paulo VI, de 1969, a Quaresma tem seu início na quarta-feira de Cinzas até a quinta-feira Santa. São 44 dias (não se contam os domingos) pois, nestes, não se deve Jejuar/Penitenciar, visto  que, O Domingo é o dia do Senhor, é Festa, Ressurreição.  Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, jejuar enquanto o noivo está com eles? Enquanto o Noivo está com eles, eles não podem Jejuar. (Mc 2,19)

Cor Litúrgica  

Na Quaresma, a Igreja, “se veste”, da cor Roxa que significa luto e Penitência. Luto por o Sofrimento de Cristo. Não  se usa Flores no Altar. Não se canta o Glória. Evita-se  Palmas nas Celebrações.

Conclusão

Irmãos, que possamos entender o Chamado do Senhor e vivermos com a profundidade e intenção que esse tempo nos pede, para que no domingo de Páscoa, possamos festejar o Novo Homem que Morreu para o pecado e renasceu para a Vida em Cristo. Aqui, vale enfatizar, que diferente do que muitos fazem questão de propagar, não é apenas na quaresma que a Igreja nos manda Jejuar, Penitenciar, orar,  fazer caridade, Pois essas são práticas corriqueiras e necessárias para Cristãos/pecadores e sobretudo, para aqueles que querem o Céu. Nesse tempo de  conversão, a Santa Mãe Igreja, nos orienta a intensificar essas práticas. A rasgar os nossos corações, “nos vestir de sacos” e esperar que O Senhor perdoe nossas transgressões.  

Salve Maria, Imaculada!

Fabiana Meneses

Grupo de Oração Filhos de Maria

1*- Concílio de Nicéia-Reunião de Bispos para deliberar sobre questões de Fé, doutrina, etc. Que aconteceu na Cidade de Nicéia-Turquia.

2*-Catecúmenos- Aquele que recebia instrução para  Preparação do Batismo.

Referências: https://www.a12.com/redentoristas/noticias/redentoristas/o-significado-da-quaresma-1

https://pt.aleteia.org/2020/02/25/o-simbolismo-biblico-do-numero-40/ 

https://www.abiblia.org/ver.php?id=8204

https://cleofas.com.br/a-quaresma/

https://diocesedecrato.org/a-quaresma-foi-inspirada-numa-grande-catequese-que-a-igreja-primitiva-realizava/






 

domingo, 20 de setembro de 2020

Maria, Mater Ecclesiae



     No alto da cruz, Jesus nos mostra Maria como nossa mãe.
     Ao ver sua mãe e junto dela o discípulo que Ele amava, Jesus disse a sua mãe: "Mulher, eis ai o teu filho". Depois disse ai discípulo: "Eis ai a tua mãe" (Jo 19, 26-27).
     Essas palavras constituem uma "cena de revelação", para a fé e espiritualidade cristã. Cristo estabelece novas revelações de amor entre Maria e os cristãos.
     No designo de Deus, a maternidade de Maria, embora se destinasse desde o início a humanidade inteira, só no calvário, em virtude do sacrifício de Cristo, ela se manifesta na sua dimensão universal.
     Na cruz Jesus não proclamou de modo formal a maternidade universal de Maria, mas instaurou uma concreta relação materna entre ela e o discípulo predileto.
     As palavras de Jesus, "Eis ai teu filho", realizou aquilo que exprimem, constituindo Maria: Mãe de João e de todos os discípulos destinados receber o dom da Graça Divina.
     Maria viveu sempre imersa no mistério de Deus, como primeira perfeita discípula meditando tudo em seu coração a luz do Espírito Santo.
     O "Sim" de Maria, já perfeito desde o início, cresceu até a hora da cruz. Ali sua maternidade dilatou-se, abarcando cada um de nós.
     Deus nos entrega ela como mãe de todos os regenerados no batismo e convertidos em membros de Cristo, sendo assim, Mãe da igreja inteira.
     Ora vós sois o Corpo de Cristo, e cada um pela sua parte, um dos membros, escreve-nos São Paulo: Aquela que é Mãe do corpo é Mãe de todos os que se incorporam em Cristo, desde o princípio da vida sobrenatural, que se inicia no batismo e se robustece com o crescimento dos dons do Espírito Santo.
     A Mãe de Deus é a Mãe de todos os cristãos e Mãe da Igreja que é a reunião de todos os batizados e que renasceram em Cristo.
     Papa Paulo VI em 1964, solenemente disse: Existe uma razão logica para esse fato, Ela é Mãe de Jesus, cabeça da Igreja, e a Igreja é corpo místico de Cristo. Por essa razão Maria é Mãe de todos que nasceram em Cristo.

     
Salve Maria Santíssima!
     Ana Merice.

Fontes: blog.cançãonova.com
              opusdei.org 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

“Odor suave” e “perturbações eletromagnéticas”: abertura do sepulcro de Cristo surpreende observadores.


Um evento histórico marcado pelo mistério
Nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2016, a grande pedra de mármore que sela o sepulcro de Cristo foi aberta. Somente um grupo de cientistas e religiosos teve acesso ao local, mas começaram imediatamente a correr mundo os rumores em torno ao acontecimento de proporções históricas.

O primeiro episódio a chamar a atenção foi protagonizado pelo “odor suave” que emanou do sepulcro, semelhante às manifestações olfativas associadas a alguns santos. Além disto, certos instrumentos de medição empregados pelos cientistas sofreram alterações devido a “perturbações eletromagnéticas”: assim que eram colocados na vertical sobre a pedra em que tinha repousado o corpo de Cristo, os aparelhos paravam de funcionar ou funcionavam mal.

Marie-Armelle Beaulieu, chefe de redação da Terre Sainte Magazine, conseguiu autorização para visitar o local e se mostra circunspecta quanto aos rumores associados ao “odor suave”. Além de opinar que um odor é facilmente sugestionável, ela relata que não percebeu nenhum aroma particular. De fato, durante a abertura anterior do sepulcro, que foi parcial e esteve a cargo do arquiteto Nikolaos Komnenos em 1809, o cronista da época também fez menção a um “doce aroma”. As pessoas que se interessam pelo Santo Sepulcro conhecem bem esse texto, o que torna mais provável a tese da autossugestão ligada ao odor.

Já no tocante às perturbações eletromagnéticas registradas pelo instrumental científico, Marie-Armelle Beaulieu se mostra bem menos cética: o fenômeno, afinal, foi confirmado a ela própria por um dos cientistas autorizados a acessar o sepulcro. A este propósito, a diretora de obras Antonia Moropoulou observou, enfaticamente, que é difícil um profissional relevante colocar a própria reputação em risco por conta de um “truque publicitário”. A jornalista ainda testemunhou a surpresa dos cientistas durante a abertura da pedra: eles esperavam que a tumba estivesse em um nível muito mais baixo do que estava de fato. Acontece que as análises prévias parecem ter sofrido distorções provocadas pelas perturbações eletromagnéticas do sepulcro de Cristo – e para apontar os motivos de tal fenômeno sobram especulações, que variam entre o mais elaborado e o mais ridículo.

A abertura da pedra frontal e a revelação da pedra interna sobre a qual teria repousado o corpo de Cristo demonstraram a conformidade do sepulcro com os costumes fúnebres dos judeus do século I. Mas, segundo Marie-Armelle Beaulieu, o essencial está em outro aspecto. “Para mim seria extraordinário se os peritos conseguissem demonstrar que esta pedra foi mesmo o local em que se colocou o corpo de Cristo, mas, mesmo que eles provassem o contrário, ela ainda continuaria sendo um sinal da Ressurreição”.

A jornalista que fez parte do privilegiado grupo a entrar no Santo Sepulcro mora em Jerusalém há 17 anos e confessa:

“A igreja do Santo Sepulcro é um local desconcertante. No começo eu não gostava muito dela. Esperava uma igreja linda e encontrei esse lugar de arquitetura estranha, que não lembra em nada as cenas bíblicas. Não há nenhum rastro do jardim, por exemplo. Mas, com o tempo, fui desenvolvendo um apego durante as procissões de que participo com os franciscanos. Não é um lugar para visitar, mas para orar. Graças a um religioso, eu pude entrar até a rocha que sustentou o corpo de Cristo, algo que nunca teria imaginado! Eu me senti num estado estranho, como que sem gravidade, mas me lembro de todos os detalhes. Nunca mais irei ao Santo Sepulcro da mesma forma”.

“Agora já recolocaram a pedra de mármore e só é possível ver a cripta parcialmente, através de uma abertura (protegida com um cristal blindado, ndr). Mas eu sei que a pedra está lá. Eu tinha o costume de fazer uma genuflexão diante do túmulo de Cristo, mas depois refleti e achei que isso é absurdo, porque lá não há mais nenhuma Presença real! E diante da santa Eucaristia que devemos fazer a genuflexão! Mas, no Santo Sepulcro, diante desse túmulo, há uma ‘Ausência real’. Um túmulo vazio! Um milagre diante do qual todo joelho se dobra, no Céu, na terra e nos infernos”.

Fonte: http://pt.aleteia.org/2016/11/10/odor-suave-e-perturbacoes-eletromagneticas-abertura-do-sepulcro-de-cristo-surpreende-observadores/

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Relato inédito da estigmatização do Padre Pio.


O Padre Pio de Pietrelcina recebeu em 1918 os estigmas de Jesus Crucificado, que em uma aparição o convidou a unir-se à sua Paixão para participar da salvação dos irmãos, em especial dos consagrados.

Este elemento particular foi conhecido graças à recente abertura dos arquivos do antigo Santo Ofício de 1939 (atual Congregação para a Doutrina da Fé), que custodiam as revelações secretas do frade sobre fatos e fenômenos nunca contados a ninguém. Agora saíram à luz no livro «Padre Pio sotto inchiesta. L’autobiografia segreta» (Pe. Pio indagado. A auto-biografia secreta, N. do T) Até hoje parecia, de fato, que o Padre Pio, por pudor ou talvez por considerar-se indigno dos extraordinários carismas recebidos, não teria revelado a ninguém o que aconteceu no dia de sua estigmatização.

Só existe um dado a respeito disso, que se encontra em uma carta enviada a seu diretor espiritual, o Pe. Benedetto de São Marco in Lamis, quando fala da aparição de um «misterioso personagem», mas sem deixar transluzir outros detalhes.O livro, que oferece pela primeira vez o informe na íntegra, redigido por Dom Raffaello Carlo Rossi, bispo de Volterra e Visitador Apostólico enviado pelo Santo Ofício para «inquirir» em secreto o Padre Pio, declara finalmente que o santo de Gargano teve um colóquio com Jesus crucificado. Dom Rossi foi o único representante de uma congregação vaticana encarregado de estudar os estigmas do Padre Pio. Ele se pronunciou favoravelmente, considerando que sua origem era divina, desmentindo ponto por ponto as hipóteses apresentadas pelo Pe. Agostino Gemelli, que definiu os estigmas como «fruto da sugestão».

Uma segunda fonte autobiográfica do Padre Pio, prestada sob juramento, foi acrescentada ao seu epistolário, oferecendo as chaves de leitura adequadas para conhecer a personalidade e a missão de «sacerdote associado à Paixão de Cristo» do frade com os estigmas.Chamado a responder jurando sobre o Evangelho, pouco depois dos fenômenos místicos, o Padre Pio revelou pela primeira vez a identidade daquele que o estigmatizou.Em 15 de junho de 1921, por volta das 17 horas, interrogado pelo bispo, o Padre Pio respondeu assim: «Em 20 de setembro de 1918, depois da celebração da Missa, ao entreter-me para fazer a ação de graças no Coro, em um momento fui assaltado por um grande tremor, depois voltei para a calma e vi NS (Nosso Senhor) com a postura de quem está na cruz».

«Não teria me impressionado se tivesse a Cruz, lamentando-se da falta de correspondência dos homens, especialmente dos consagrados a Ele e, por isso, mais favorecidos.» «Assim – continua seu relato – se manifestava que ele sofria e que desejava associar as almas à sua Paixão. Convidava-me a compenetrar-me com suas dores e a meditá-las: ao mesmo tempo, a ocupar-me da saúde dos irmãos. Imediatamente me senti cheio de compaixão pelas dores do Senhor e lhe perguntava o que podia fazer.» «Ouvi esta voz: ‘Eu te associo á minha Paixão’. E logo depois, desaparecida a visão, voltei a mim, recobrei a razão e vi estes sinais aqui, dos quais pingava sangue. Antes não tinha nada.»

O Padre Pio revela, portanto, que a estigmatização não foi resultado de um pedido seu, mas um convite do Senhor, que, lamentando-se da ingratidão dos homens, particularmente dos consagrados, tornava-o destinatário de uma missão, como cume de um caminho de preparação interior e mística.Por outro lado, explica o autor do livro, «o tema da falta de correspondência dos homens, particularmente daqueles que haviam sido mais favorecidos por Deus, não é novo nas revelações privadas do capuchinho».

De fato, o Padre Pio relatou que em uma aparição, no dia 7 de abril de 1913, Jesus, com «uma grande expressão de desgosto no rosto», olhando para uma multidão de sacerdotes, disse-lhe: «Eu estarei em agonia até o fim do mundo, por causa das almas mais beneficiadas por mim».



Fonte: https://saopio.wordpress.com/2008/10/01/relato-inedito-da-estigmatizacao-do-padre-pio/