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sexta-feira, 17 de maio de 2024

Abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II




    O Concílio Vaticano II foi o 21° Concílio Ecumênico da Igreja Católica, convocado no dia 25 de dezembro de 1961, por meio da Constituição Apostólica "Humanae salutis", pelo então Papa da época, João XXIII. Ele foi o responsável por convocar o Concílio e a sua inauguração no dia 11 de outubro de 1962. O Concílio teve 4 sessões - onde foram convocados mais de 2 mil prelados de todo o mundo - e tendo o seu término no dia 8 de dezembro de 1965, com a Igreja Católica já sob o governo do Papa Paulo VI.

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    Deus abençoe a todos!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Patrística

 


    Chamamos de “Padres da Igreja” (Patrística) aqueles grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, que foram no Oriente e no Ocidente como que “Pais” da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma foram responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; Padre ou Pai da Igreja, se refere a um escritor leigo, sacerdote ou bispo, da Igreja antiga, considerado pela Tradição como uma testemunha da fé.

    Normalmente se considera o período da Patrística o que vai dos Apóstolos até S. Isidoro de Sevilha (560-536) no Ocidente; e até a morte de S. João Damasceno (675-749), no Oriente, o gigante que corajosamente combateu o iconoclasmo (A Grande preocupação dos iconoclastas era de ordem política e religiosa, uma vez que almejavam evitar a aproximação entre os povos que possuíam outras religiões, em detrimento da religião católica, e, além disso, temiam o poder e influência econômica e política da Igreja, que cada vez mais se expandia pelo Império Bizantino com a construção de mosteiros, igrejas, templos.

    Do grego, a palavra Iconoclasta surge da união dos termos “eikon” (imagem) e “klastein” (quebrar) que significa “quebrador de imagem”, ou seja, os iconoclastas se opõem as crenças baseadas nas imagens de Cristo, Virgem Maria, santos, anjos, líderes religiosos, dentre outros).  Esses gigantes da fé católica ao longo desses sete séculos defenderam e formularam a fé, a liturgia, a catequese, a moral, a disciplina, os costumes e os dogmas cristãos; por isso são chamados de “Pais da Igreja” porque lhes traçaram o caminho. Quando o Papa João Paulo II esteve no Brasil a primeira vez em 1981 se referiu a eles dizendo que “são eles os melhores intérpretes da Sagrada Escritura”. Então, precisamos conhecer os seus ensinamentos para podermos compreender melhor a Bíblia.

    Chamamos de patrologia o estudo sobre a vida, as obras e a doutrina desses Pais da Igreja. No século XVII criou-se expressão a “teologia patrística” para indicar a doutrina dos Padres.

    Certa vez disse o Cardeal Henri de Lubac: “Todas as vezes que, no Ocidente tem florescido alguma renovação, tanto na ordem do pensamento como na ordem da vida – ambas estão sempre ligadas uma à outra – tal renovação tem surgido sob o signo dos Padres”.

    Esses gigantes da fé e da Igreja, souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Eles foram obrigados a enfrentar as piores heresias que a Igreja conheceu deste o seu início. Nesta luta eles amadureceram os conceitos teológicos uma vez que tiveram de enfrentar muitos hereges, de dentro da própria Igreja, especialmente  nos Concílios Ecumênicos. Neste combate árduo em defesa da fé, onde muitos foram perseguidos, exilados e até martirizados, eles formularam a fé que hoje professamos sem erro.

    Desde o primeiro século já encontramos o gigante de Antioquia, Santo Inácio (†107), provavelmente sagrado Bispo pelo próprio São Pedro. Santo Inácio nos deixou as suas belas Cartas escritas às comunidades por onde passou no caminho que o levou ao martírio em Roma, no Coliseu, desde Antioquia. A caminho do martírio ele escreveu belas cartas aos romanos, magnésios, tralianos, efésios, erminenses e a S. Policarpo, bispo  e mártir de Esmirna.

    No segundo século encontramos o grande Santo Irineu de Lião (†200) enfrentando os gnósticos que sorrateiramente penetraram na Igreja e ameaçavam destruir a fé cristã. Contra eles S. Irineu escreveu uma longa obra “Contra os Hereges”. Tão difícil foi esse combate que o Santo o comparou a alguém que precisa cortar todas as árvores de uma floresta para finalmente poder captar a fera que nela se esconde.

    Os Padres da Igreja tiveram uma participação fundamental nos primeiros Concílios Ecumênicos, como o de Nicéia, no ano 325, que condenou o arianismo que negava a divindade de Jesus; o Concílio de Constantinopla I, em 381, que condenou o macedonismo que negava a divindade do Espírito Santo; e os outros concílios que enfrentaram e condenaram as heresias cristológicas e trinitárias.

    Os Padres da Igreja estiveram um tanto esquecidos, mas a partir dos anos 40 surgiu na Europa, de modo especial na França, um forte movimento voltado à Patrística. Esse movimento foi liderado pelo Cardeal Henri de Lubac e Jean Daniélou, o qual deu origem à coleção “Sources Chréstiennes”, com mais de 300 títulos.

    No Concílio Vaticano II cresceu ainda mais esse movimento de redescoberta da Patrística por causa do desejo da renovação da liturgia, da exegese, da espiritualidade e da teologia a partir dos primórdios da Igreja. Foi a sede de “voltar às fontes” do cristianismo.

    Desses Padres , alguns foram Papas, nem todos; a maioria foi bispo, mas há diáconos,  presbíteros e até leigos. Entre eles muitos foram titulados de Doutor da Igreja, sempre por algum Papa, por terem ensinado de maneira extraordinária os dogmas e as verdades da nossa fé.

    Quero apresentar aqui ao menos uma relação, ainda que incompleta, desses gigantes da fé e da Igreja, que souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Ao todo os Doutores da Igreja até hoje são 33, 30 homens e 3 mulheres, mas nem todos da época da Patrística.

S. Clemente de Roma (†102), Papa (88-97)

Santo Inácio de Antioquia (†110)

São Policarpo de Esmira (†156)

Pastor de Hermas (†160)

Aristides de Atenas (†160)

S. Hipólito de Roma (160-235)

São Justino (†165)

Militão de Sardes (†177)

Atenágoras (†180)

S. Teófilo de Antioquia (†181)

Orígenes de Alexandria (184-254)

Santo Ireneu (†202)

Tertuliano de Cartago (†220)

S. Clemente de Alexandria (†215)

Metódio de Olimpo (Sec.III)

S. Cipriano de Cartago (210-258)

Novaciano (†257)

S. Atanásio – (295-373), Alexandria .

S. Efrém – (306-373), diácono,Mesopotânia

S. Hilário de Poitiers – (310 – 367) – bispo e doutor, Poitiers.

S. Cirilo de Jerusalém – (315-386) – bispo e doutor, Jerusalém.

S. Basílio Magno (330 – 369) – bispo e doutor, Cesaréia.

S. Gregório Nazianzeno – (330 – 379) bispo e doutor, Nazianzo.

S. Ambrósio – (340 – 397), bispo e doutor "Treves" Itália.

Eusébio de Cesaréia (340)

S. Gregório de Nissa (340)

Prudêncio (384-405)

S. Jerônimo ( 348 – 420), presbítero e doutor – Strido, Itália.

S. João Crisóstomo – (349 – 407), bispo e doutor – Antioquia.

S. Agostinho – (354 – 430), bispo e doutor – Tagaste – Tunísia.

S. Cirilo de Alexandria – (370 – 442), bispo e doutor – Egito.

S. Pedro Crisólogo – (380 – 451), bispo e doutor, Imola – Itália.

S. Leão Magno – (400 – 461), papa e doutor, Toscana,Itália.

S. Paulino de Nola (431)

Sedúlio (sec V)

S. João Cassiano (360-435)

S. Vicente de Lerins (450)

S. Bento de Núrcia (480-547)

Venâncio Fortunato (530-600)

S. Ildefonso de Toledo (617-667)

S. Máximo Confessor (580-662)

    Meus irmãos e irmãs, procuremos estudar um pouco daquilo que eles disseram e escreveram, a fim de que possamos melhor conhecer a Tradição da igreja.


Fontes de pesquisa: https://comshalom.org/quem-sao-os-padres-da-igreja/ 

 Blob.cancaonova.com


Ana Merice Nicolau

G.O. Filhos de Maria

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Carta de São João Paulo II ao Padre Pio pedindo a sua intercessão por a cura de Wanda Póltawska e agradecimento por o Milagre...

Há alguns dias, fiz uma postagem onde mostrava uma carta de São João Paulo II (na época, Karol Wojtyla) pedindo a intercessão do Padre Pio por uma senhora paralitica, e confiando a Deus as suas dificuldades pastorais. (Acesse o link para ver a carta:

Agora trago outra carta de Dom Karol Wojtyla (João Paulo II), do dia 17 de Novembro de 1962, onde ele pede por sua amiga Wanda Póltawska que teve um câncer. Ele encontrava-se em Roma para o Concílio Vaticano II. Wanda estava prestes a fazer uma cirurgia muito delicada para a retirada do câncer, e os médicos não lhe davam muita esperança.

Ao saber dessa notícia, Dom Wojtyla lembrou de como Deus atendia as orações do humilde sacerdote italiano Pio de Pietrelcina e lhe escreveu rapidamente. Padre Pio recebeu a carta, pelas mãos de  Angelo Battisti, administrador do hospital que ele fundou.



Tradução

17 de novembro de 1962
“Reverendíssimo Padre Pio,


Peço uma oração na intenção de uma senhora de quarenta anos e mãe de quatro filhas de Cracóvia, na Polônia (durante a última guerra passou cinco anos num campo de concentração na Alemanha), atualmente doente de modo grave de câncer e correndo o risco de perder a vida: para que Deus, pela intercessão da Santíssima Virgem, manifeste a sua misericórdia a ela e à sua família.
Em Cristo, mui grato + Karol Wojtyla, Bispo titular de Ombi, Vigário do Capítulo de Cracóvia – Polônia”

Ao acabar, Padre Pio disse: “Angelo, a isso não se pode dizer que não”.

Onze dias depois, o seu amigo Angelo chegou com outra carta do Bispo Wojtyla agradecendo a Deus por o Milagre e ao Padre Pio por as orações e testemunhando a cura da senhora que estava enferma. Abaixo a carta de agradecimento escrita por João Paulo II, onze dias depois, levada até o Padre Pio por o seu amigo Angelo Battisti, administrador do Hospital fundado por Padre Pio.


Tradução

“28 de novembro de 1962
Reverendíssimo Padre,

A senhora de Cracóvia, Polônia, mãe de quatro filhas, no dia 21 de novembro, antes mesmo do procedimento cirúrgico, inesperadamente recobrou a saúde. Demos graças a Deus. De coração agradeço também a ti, Reverendíssimo Padre, em nome dela, do seu marido e de toda a sua família.
Em Cristo, mui grato + Karol Wojtyla, Bispo titular de Ombi, Vigário do Capítulo de Cracóvia – Polônia”