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sexta-feira, 17 de maio de 2024

Abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II




    O Concílio Vaticano II foi o 21° Concílio Ecumênico da Igreja Católica, convocado no dia 25 de dezembro de 1961, por meio da Constituição Apostólica "Humanae salutis", pelo então Papa da época, João XXIII. Ele foi o responsável por convocar o Concílio e a sua inauguração no dia 11 de outubro de 1962. O Concílio teve 4 sessões - onde foram convocados mais de 2 mil prelados de todo o mundo - e tendo o seu término no dia 8 de dezembro de 1965, com a Igreja Católica já sob o governo do Papa Paulo VI.

    Veja essa relíquia e nos ajude a crescer as nossas mídias sociais, seguindo, comentando, curtindo e compartilhando.

    Deus abençoe a todos!

sábado, 6 de março de 2021

Histórico encontro do Papa Francisco com o Grande Aiatolá Al-Sistani, em Najaf.

 

Neste Sábado o Papa Francisco encontrou - se com Al- Sistani, o maior ponto de referência: religioso, teólogico e jurídico para os mulçumanos xiitas do Iraque. Tal ação é um marco histórico, por ser a primeira vez que um Papa reúne - se com um expoente do Islã xiita; e esta ação é considerada um grande passo na busca pela paz e que pode render bons frutos para a população cristã não só no Iraque, mas também para outras partes do mundo.

O encontro aconteceu na residência de Al - Sistani em Najaf. A residência fica localizada dentro do Santuário do Imame 'Ali ou Mesquita do Imãm 'Ali. O local é considerado pelos mulçumanos xiitas o terceiro lugar sagrado do Islã, depois da Mesquita Sagrada de Meca e a Mesquita do Profeta de Medina.

Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, o encontro durou cerca de quarenta e cinco minutos, e o Santo Padre "Sublinhou a importância da colaboração e da amizade entre as comunidades religiosas para que, cultivando o respeito mútuo e o diálogo, se possa contribuir para o bem do Iraque, da região, de toda a humanidade".

Um dado interessante, é que em 2004 Al Sistani também apoiou que houvesse eleições livres no Iraque, dando assim um importante passo para que acontecesse o primeiro governo democrático do País. Em 2014 ele convidou os iraquianos a se unirem para lutar contra o autoproclamado Estado Islâmico.

Além disso, em Novembro de 2019 quando a população foi as ruas em manifestação contra o alto custo de vida e a instabilidade política nacional, ele convidou os manifestantes e policiais a não recorrerem a violência, mas sim a permanecerem calmos. 

Com este encontro, o Papa Francisco consegue imprimir ainda mais uma marca muito importante no seu pontificado: A luta pela Paz e a Fraternidade.  Pois, em outra oportunidade o Papa Francisco também conseguiu estreitar os laços com o Grão Imame de Al - Azhar, Ahmed al - Tayyeb, uma das mais altas autoridades do Islã sunita; com quem compartilhou em Abu Dhabi a assinatura do Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz e da Convivência Comum. E agora tem esse encontro com o expoente do Islã xiita.

O Domunto de Abu Dhabi diz que:

"A fé leva o crente a ver no outro um irmão que se deve apoiar e amar. Da fé em Deus, que criou o universo, as criaturas e todos os seres humanos - iguais pela Sua Misericórdia -, o crente é chamado a expressar esta fraternidade humana, salvaguardando a criação e todo o universo e apoiando todas as pessoas, especialmente as mais necessitadas e pobres."

Ao termino do encontro o Papa conclui reiterando ao Grande Aiatolá a sua oração a Deus, "Criador de todos, por um futuro de paz e fraternidade para a amada terra iraquiana, para o Médio Oriente e para todo o Mundo."

REFERÊNCIAS

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-03/papa-francisco-iraque-encontro-aiatola-al-sistani-najaf.html


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Rosa de Ouro: tradição de quase um milênio.


Rosa de Ouro entregue ao Santuário de Częstochowa - RV



Fátima (RV) - A Rosa de Ouro que o Papa Francisco deixará na Capelinha das Aparições, na tarde de sexta-feira (12/05) é uma distinção que os Papas atribuem a personalidades ou santuários, igrejas ou cidades, em reconhecimento e recompensa por serviços prestados à Igreja ou a bem da sociedade.

A tradição desta distinção está documentada desde o Pontificado de Leão IX (1049-1054) mas acredita-se remontar aos finais do século VI ou princípios do século VII. A bênção das Rosas de Ouro decorre, habitualmente, no Domingo da Alegria, no final da Quaresma.

Esta é a segunda vez que um Papa faz a entrega, pessoalmente, em território português desta distinção. Este gesto já foi feito por Bento XVI, em 12 de maio de 2010.

A primeira Rosa de Ouro oferecida ao Santuário de Fátima foi concedida pelo Papa Paulo VI, em 21 de novembro de 1964, no fim da terceira sessão do Concílio Vaticano II, tendo sido abençoada pelo Sumo Pontífice em 28 de março de 1965. A entrega ao Santuário foi feita a 13 de maio de 1965 pelo Cardeal Fernando Cento, legado do Papa.

Na cerimônia de bênção, Paulo VI recordou a simbologia das Rosas de Ouro, que, no seu ‘significado místico, representam a alegria da dupla Jerusalém – Igreja Triunfante e Igreja Militante – e a belíssima Flor de Jericó – a Virgem Imaculada – que é também a vossa Padroeira e é a alegria e a coroa de todos os Santos’.

Em 12 de maio de 2010, em peregrinação a Fátima, o Papa Bento XVI entregou a segunda Rosa de Ouro ao Santuário. Aquela foi a primeira vez que um Papa fez este gesto, pessoalmente, em território português.

(Santuário de Fátima/CM)

Fonte:http://br.radiovaticana.va/news/2017/05/12/rosa_de_ouro_tradi%C3%A7%C3%A3o_de_quase_um_mil%C3%AAnio/1311666

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A ultima Missa de Padre Pio.


Em 22 de Setembro de 1968, São Padre Pio de Pietrelcina presidiu a sua ultima Missa poucas horas antes de morrer na madrugada do dia 23 de Setembro.

No final dos anos 60, Padre Pio teve alguns problemas de saúde mas apesar de seu cansaço e de sua fragilidade continuava Presidindo a Santa Missa e atendia cerca de 50 confissões diárias.

No dia 20 de Setembro de 1968 São Padre Pio completava 50 anos de ter recebido os Estigmas de Cristo pela primeira vez. Ele ia Presidir uma Missa Solene, mas pediu aos seus superiores para que presidissem uma Missa menor. No entanto, ao ver a quantidade de peregrinos vindo de todos os cantos dos Grupo de Oração espalhado no Mundo inteiro decidiu prosseguir com o seu plano original de Presidir uma Missa Solene. A Missa que vemos no vídeo acima.

Na madrugada do dia 23 de Setembro de 1968, já moribundo, chamou o seu superior para se confessar e renovar pela ultima vez os votos solenes de Pobreza, Obediência e Castidade. Segurando o seu Rosário, morreu vendo a Jesus e a Virgem Maria, e pronunciando "Jesus, Maria." "Jesus, Maria."

A causa de sua morte, foi um ataque ao coração.

Padre Pio nasceu na cidade de Pietrelcina, Itália, em 25 de de Maio de 1887. Seu nome era Francesco Forgione e tomou o nome de Frei Pio de Pietrelcina em honra a São Pio V, quando recebeu o hábito de Franciscano Capuchinho. Sua vida foi marcada por vários Milagres como Curas, levitação, podia ver as almas das pessoas, dom de bilocação...

Seu corpo foi enviado a Roma em Fevereiro deste ano, como parte do programa do Jubileu da Misericórdia. São Padre Pio foi Canonizado por São João Paulo II, quem o conheceu quando ainda estava vivo e de quem conseguiu graças para pessoas ligadas a ele.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Padre Gabriele Amorth esclarece os Estigmas de Padre Pio.



(Padre Gabriel Amorth foi exorcista oficial do Vaticano. Faleceu aos 91 anos dia 16/09/2016)
As pessoas eram desconcertadas: se o Senhor havia usado em Padre Pio aqueles sinais visíveis da Paixão, não seria um grande convite correr a ele, como modelo de imitação de Cristo?

Naquele ano, eu escrevia todas as semanas na Famiglia Cristiana (Família Cristã). O diretor, meu confrade, Pe. Zelli, sabia que eu era um assíduo de Padre Pio. Disse-me: “É hora de falar claro. Escreva um amigo equilibrado e bem fundamentado; o publicarei nas duas primeiras páginas, as mais qualificadas da revista”.

Assim escrevi meu artigo, que foi publicado em 23 de novembro de 1958, com o título bastante provocativo:

“Em resumo, duvidamos ou não acreditamos em Padre Pio?”

Não se pode negar, a principio, a possibilidade do estigma.

Na história da Igreja encontramos cerca de 340 pessoas que o haviam recebido; umas oitenta dessas são canonizadas, às quais não há dúvidas de sua bondade e sinceridade quanto ao tema. Tenta-se entender porque Deus manda estes males, que significado têm. Provavelmente para recordar aos homens o valor redentor da dor e convidar-los a meditar a Paixão do Salvador. Mas não se pode negar que, o sujeito que a carrega, pode nos mostrar um confirmação plena da imagem de Jesus. Talvez este aspecto, que é claro para nós, passe despercebido em Padre Pio.

Para Padre Pio os estigmas são qualquer coisa que não suas; não se referem a ele, são somente valores para recordar o sofrimento do Senhor. Conseqüentemente deixa-se beijar, como se deveria uma imagem sacra; direi que nele há uma grande veneração.

Na realidade são uma imagem do Crucificado não esculpida na madeira ou reproduzida em uma tela, mais impressa em sua carne viva.

A Igreja se pronuncia abertamente pela verdadeira história e características sobrenaturais do estigma de São Francisco, que havia sido o primeiro a receber de Deus aquele sinal de dor, semelhante ao de Jesus Cristo. Tem sido precisamente assim – especialmente nos últimos anos – os critérios de base sobre os quais torna-se possível reconhecer ao menos a presença de um estigma verdadeiro, ou seja, baseado em características sobrenaturais.

Na teoria, os princípios são claros; mas na prática, sim, precisa-se proceder com muita cautela neste assunto, ao aplicar esses princípios, especialmente quando se trata de uma pessoa viva.

Apesar de tudo, acreditamos que, com relação ao Padre Pio, possa ser dado um parecer. Outros ilustres teólogos já se pronunciaram a respeito: todos nós nos rendemos à evidência de que não se trata de um “novo acontecimento”, para o qual é apropriado duvidar, mas trata-se de uma pessoa conhecidíssima, controladíssima, com setenta e um anos (Padre Pio nasceu em 25 de março de 1887) e que há quarenta anos carrega o estigma; conseqüentemente já há uma prova de tempo que, de modo não definitivo, legitima um julgamento a título pessoal.

Só o fato que Padre Pio tenha o estigma, não é discutível. São testes médicos precisos e publicados; é uma verdade verificável em qualquer momento.

Vejamos antes se podemos pensar que a origem de tais feridas é sobrenatural. Os critérios nos quais deve se basear são estes cinco:

1. O estigma deve ser verdadeiro e adequado á ferida, importantes modificações do tecidos e localizado onde eram as feridas de Cristo (aproximadamente, tratando-se de ferida mística não importa se, até o detalhe secundário, respeita a verdade histórica comum na crença; o que quero dizer é que não importa se as feridas são no pulso ou na palma da mão, se a ferida é natural quando encontrada, diferentemente, em qualquer outra parte do corpo.

2. Deve aparecer instantaneamente; em geral causa dor aguda no dia, que recorda a Paixão do Senhor, como na Sexta-feira e na Semana Santa. Ao contrário: a dor pela ferida natural depende da situação atmosférica; portanto não há nenhum respeito pelo calendário litúrgico.

3. No verdadeiro estigma há ausência de fatos supurativos: nenhuma podridão, nenhum odor fétido, etc. Quando as lesões naturais prolongadas não são desinfetadas, dão origem a supurações e podem causar gangrena.

4. Os estigmas são acompanhados de contínua hemorragia. Não são como outras feridas.

5. Os estigmas permanecem inalterados, imunes a todo tratamento médico; não se alteram por remédio terapêutico nem por tratamentos; duram até muitos anos. As outras feridas, medicadas, cicatrizam-se.

A ferida de Padre Pio responde a todos esses requisitos.

É verdade que muitos médicos racionalistas haviam tentado demonstrar por vias naturais (sugestionamento, histerismo, fixação, etc.) a estigmatização. Mas foram sues testes que negaram, através de exames feitos, a inexistência de fatos sobrenaturais: todos os argumentos não são reconhecidos cientificamente. Muitos deles, tratando de forma patológica a situação, tentaram demonstrar tratar-se de pessoa histérica ou anormal (como realmente acontece quando se trata de coisas como esta).

O contrário ocorre, porém, em tipos como Padre Pio, pleno de bom senso e de sã atividade, demonstrando ótimas condições psicológicas. Assim narra um jovem médico americano que disse ao padre:

“Eu não acredito nos seus estigmas; eles só aparecem porque você pensava muito fixamente no estigma de Cristo”.

E o bom frei lhe respondeu com um sorriso bondoso:

“Muito bem, filho; pensa intensamente ser um boi; verá que te nascerão chifres”. Uma boa resposta para persuadir naquele doutorzinho.

Se a situação é tão clara, porque a Igreja não se pronuncia?

Porque há um outro motivo.

O Senhor dá esta graça a alguém que pratica a heróica virtude e que, sozinho, também recebe outros dons sobrenaturais, como êxtase, bilocação, etc.

Notemos bem: se os estigmas são uma prova de santidade, a Igreja espera ver a santidade como prova do estigma. E a santidade não consiste num dom especial de Deus, que poderia dar a qualquer um a vantagem da fidelidade; mas este é um exercício de virtude em grau heróico e com perseverança. Conseqüentemente, somente depois da morte se pode ter controle: enquanto estamos vivos, corremos todos os riscos de cair a qualquer momento, qualquer que seja de nosso grau de união com Deus.

É por isso que a Igreja não se pronuncia.

Mas isso não quer dizer que não possamos ter convicção sobre o Padre Pio: sobre isso nós temos todos os direitos. É permitido admirar nele os prodígios da graça, como é permitido “não crer”; não é nenhum pecado! Mas ainda nesse juízo pessoal não devemos seguir o capricho ou os rumores.

O Evangelho sugere esta regra: “Pelos frutos se conhece a planta; se os frutos são bons, a planta é boa”. Que seja assim o juízo que façamos, observando a paciência de Padre Pio, sua caridade, sua aceitação da dor, sua vida santa dedicada somente em fazer o bem.

Não há quem não conheça historias de conversões, retornos à Igreja, vidas transformadas pelo encontro com o padre. São fatos que não podemos tratar com indiferença; como as curas, etc. Também nos sentimos irritados pelo excessivo entusiasmo de uns ou fanatismo de outros.

O Papa Pio XI fez uma certa visita ao padre e fez parecer ser contra. Mas não foi uma opinião oficial e muito menos irrevogável. Foi uma opinião como tantas, expressa por um médico que fez o exame de outro médico. Com todo o respeito pela categoria, Pio XI era desconhecedor dessas coisas. Ao contrário, se sabe que no dia da beatificação de Santa Teresa de Lisieux Padre Pio foi visto presente em São Pedro (mesmo estando em San Giovanni Rotondo); um outro monsenhor testemunhou o fato, contou ao Papa, acrescentando que também D. Orione havia visto. E o Papa respondeu: “Se Dom Orione também o viu, sim, acredito”.

Na conclusão: porque somos livres, pensemos também com nossa cabeça. Mas usando o raciocínio razoável que deve sempre caracterizar um homem. É absurdo, depois de tantos anos de provas e tantos testemunhos importante, negar os fatos e jogar um parecer inventado em um homem como Padre Pio. É um homem de Deus, um “grande Sacerdote”, no pleno exercício do ministério em que há repercussão mundial.

Ninguém pode se contentar com isso, perceba que são reconhecidos nele outros carismas sobrenaturais e o apreço de um instrumento do Senhor pela graça extraordinária; relembre da Missa de fé que acontece em San Giovanni Rotondo, nas elevadas personalidades eclesiásticas e civis que se voltaram a ele, e se sentirá em boa companhia”.



Fonte: https://saopio.wordpress.com/2008/04/03/sobre-os-estigmas-padre-gabriele-amorth-esclarece/

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Brasil terá Ano Jubilar mariano a partir de outubro.



Jardins do Vaticano terão imagem de Nossa Senhora.


Enquanto isso, sábado, 3 de setembro, será inaugurada nos Jardins do Vaticano uma imagem da santa padroeira do Brasil. Uma grande delegação virá a Roma da Arquidiocese de Aparecida, liderada pelo Cardeal-arcebispo, Dom Raymundo Damasceno Assis.

Em exclusiva à RV, Dom Raymundo reafirma que a devoção a Nossa Senhora faz parte da história do Brasil. “Maria sempre foi uma porta aberta ao conhecimento de Jesus; é o modelo de seguimento de Cristo, dos valores humanos que marcam a identidade religiosa do povo”:

Em Aparecida, o novo Campanário do Santuário Nacional, obra que foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, será inaugurado no próximo dia 12 de outubro, abrindo o Ano Jubilar mariano em comemoração aos 300 anos da aparição.

Ano Jubilar mariano no Brasil.


“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – revela o cardeal – vai decretar um ano Jubilar mariano a partir de outubro. Será um ano de graça, de modo especial para o Brasil: um momento de louvor e agradecimento especial a Deus por tudo aquilo que Ele tem feito por nós, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira e nossa Rainha”. 

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2016/08/30/brasil_ter%C3%A1_ano_jubilar_mariano_a_partir_de_outubro/1254508

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Relíquias dos Santos Pe. Pio e Pe. Leopoldo deixam o Vaticano.

Os restos mortais dos Santos Padre Pio de Pietrelcina e Padre Leopoldo Mandic deixaram na manhã desta Quinta - Feira (11/02) a Basílica de São Pedro para voltar, respectivamente, para San Giovanni Rotondo - Sul da Itália- e Pádua - Nordeste da península.

O Arcebispo Rino Fisichella, presidente do pontifício Conselho para a Pormoçao da Nova Evangelização - Dicastério Vaticano respónsavél pela organização do Jubileu extraordinário da Misericórdia -, presidiu na manhã desta Quinta - Feira a Missa de despedida das relíquias dos dois Santos confessores.

A vida de São Leopoldo no silêncio de um confessionário.


Foram muitos os fieis que também neste ultimo dia quiseram saudar os dois santps da misericórdia. Dom Fisichela traçou a figura dos dois Capuchinhos comentando o Evangelho do dia, em que Jesus convida os discípulos a segui - lo, renegando a si mesmo, carregando a própria Cruz:

"Pe. Leopoldo - bem o sabemos - em sua vida queria ser missionário, sobretudo entre os povos eslavos, para reconduzi - los à unidade. Queria ser um pregador e o Senhor pediu - lhe que renunciasse. Transcorreu sua vida no silêncio de um pequeno confessionário: um confessionário que nem mesmo o bombardeio sobre seu convento pôde destruir. O convento foi destruido sob o bombardeio da Guerra. A única coisa que ficou d epé foi o confessionário do Padre Leopoldo: este é o sinal de um chamado que foi capaz de seguir fielmente todos os dias, todos os dias!"

São Pe. Pio: a Cruz é garantia de amor.


Aí está a "dramaticidade da nossa vida" - prosseguiu Dom Fisichela -, todos os dias fazer nossa a Cruz de Jesus:

"Aí Pe. Pio é mais do que nunc um exemplo para nós. Escrevia: 'Sei muito bem que a Cruz é penhor de amor, a Cruz é garantia de perdão'. E o amor que não é nutrido e alimentado e pela Cruz não é verdadeiro amor. Reduz - se a um fogo de palha. E a sua vocação foi a de carregar, impressa em seu corpo, a própria Paixão de Jesus. Jamais como para ele - e antes dele São Francisco - poderiam ser válidas as seguintes palavras do Apostolo Paulo: 'Carregamos sempre em nosso corpo a morte de Jesus; para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne, de modo que em nós opera a morte, mas em vós a vida'."

O Ministério da Reconciliação que "estes dois frades capuchinhos viveram intensamente todos os dias, durante toda sua existência, não foi outra coisa senão carregar em si a morte, para que em nós pudesse ter lugar a vida do perdão e a vida nova da reconciliação como Senhor Jesus", concluiu Dom Rino Fisichella.



Fonte: Radiovaticana.va