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sábado, 29 de janeiro de 2022

Maria Gargani, a primeira filha espiritual do Padre Pio declarada beata.

    Como diz o ditado, filho de peixe, peixinho é. 

    


    Não é surpresa para ninguém que todo aquele que se coloca sob os cuidados espirituais do Padre Pio é guiado para um caminho de santidade. De verdadeiro amor a Deus e ao próximo. É dentro desse contexto que quero apresentar a você a história da beata Maria Gargani.

    Mas, o que isso tem haver com o Padre Pio? Tudo. Vem conferir!!

    Maria Gargani, nasceu em 23 de dezembro de 1892 em Morra Irpina, atualmente conhecida por, Morra de Santictis (AV). Em sua juventude foi professora e nutria uma profunda espiritualidade. Ela conhece o Padre Pio em San Marco la Catola, na província de Foggia. O encontro acontece, providencialmente, quando o Padre Pio havia ido para a tal cidade para conversar com o seu diretor espiritual. Na ocasião, Padre Pio ficou nesta cidade por quase um mês e foi apresentado a jovem que tinha o desejo de servir a Deus nas comunidades mais desfavorecidas, sem assistência religiosa, cultural e social.

    Na medida em que a jovem se aprofundava nas atividades didáticas e religiosas, ela sentia ainda mais o desejo de consagrar-se totalmente ao Senhor por meio da vida religiosa. E nesse processo de discernimento, o Padre Pio também ajudou para que a mesma pudesse tomar a decisão correta. Em 1915, Padre Pio orientou para que ela não entrasse logo em uma Ordem Religiosa, mas que, pudesse discernir melhor qual a vontade de Deus a respeito dela. 

    Sempre acompanhada por Padre Pio, ela realiza algumas ações missionárias como: entrar para a Ação Católica, a Ordem Terceira dos Franciscanos, e organiza a Obra do Sagrado Coração pelas Vocações Pobres do Seminário de Lucera. 

    Assim sendo, com o passar do tempo e um amadurecimento da missão e de sua espiritualidade ela confia ao Padre Pio a intenção de fundar um novo instituto que pudesse trabalhar nos centros que não contassem com a assistência dos sacerdotes. A resposta do Padre Pio foi: "É aqui que, finalmente, devíamos chegar: esta é a vontade de Deus!"

    Em 1934. o Bispo de Lucera, concede a autorização para a fundação do novo instituto das Irmãs Apostolas do Sagrado Coração, recebendo a aprovação eclesiástica em 21 de abril de 1936. O carisma desse instituto é: o apostolado paroquial, catequese, difusão da boa imprensa, criação de escolas para crianças e jovens.



    Em 1946, devido ao aumento das vocações, o instituto teve de ser transferido para Nápoles, e de lá espalhou - se para outras regiões da Itália chegando até a África.

    Padre Pio é considerado por elas como o seu co-fundador, visto a importância da direção espiritual do Padre Pio na vida da beata. 

Madre Maria Crucificada do Amor Divino (nome religioso que assumiu quando professou os votos),  faleceu em Nápoles, em 23 de maio de 1973, aos 81 anos. Foi beatificada em 02 de junho de 2018 pelo Cardeal Angelo Amato, tornando - se assim a primeira filha espiritual do Padre Pio a se tornar beata.



Autor: Darlan Dias.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Carta 510 – Padre Pio a Padre Bento Estigmas visíveis e permanentes.

Carta 510 – Padre Pio a Padre Bento. Estigmas visíveis e permanentes. San Giovanni Rotondo, 22/10/1918.


[Padre Pio com pouco mais de 31 anos de idade e 8 de sacerdócio]

... “ O que dizer-vos a respeito do que me pedis sobre como acontecera a minha crucifixão? Meu Deus, que confusão e humilhação experimento em dever manifestar aquilo que Tu operaste nesta tua mesquinha criatura!

Foi na manhã do dia 20 do mês passado (setembro) no coro, depois da celebração da Santa Missa, quando fui surpreendido pelo descanso, semelhante a um doce sono. Todos os sentidos internos e externos, bem como as próprias faculdades da alma encontraram-se numa quietude indescritível. Em tudo isto houve um total silêncio ao meu redor e dentro de mim; penetrou imediatamente uma grande paz e abandono à completa privação de tudo e a um descanso na própria ruína. Tudo isto aconteceu num relâmpago.

E, enquanto tudo isto acontecia, deparei com um misterioso personagem, semelhante àquele visto no dia 5 de agosto, diferente apenas só por ter as mãos, os pés e o lado gotejando sangue. A vista dele aterrorizou-me; o que sentia em mim no momento não sei dizer-lho. Sentia-me morrer e teria morrido, se o Senhor não tivesse intervindo para sustentar o coração, que percebia saltar-me do peito.

A visão do personagem desaparece e eu me encontrei com mãos, pés e lado perfurados e vertendo sangue. Imaginai o tormento que provei então e que prossigo sentindo continuamente quase todos os dias.

A ferida do coração verte sangue freqüentemente, especialmente de quinta-feira de tarde até o sábado. Padre meu, eu morro de dor pelo tormento e pela subseqüente confusão que experimento no íntimo da alma. Temo morrer dessangrado, se o Senhor não atende aos gemidos do meu pobre coração, retirando de mim esta operação. Jesus, que é tão bom, far-me-á esta graça?

Tirará de mim ao menos esta confusão que experimento por estes sinais externos? Elevarei fortemente a minha voz a Ele e não desistirei de implorá-lo para que, por sua misericórdia, retire de mim não o tormento, não a dor, porque dou-me conta ser isso impossível e eu sinto o desejo de inebriar-me de dor, mas estes sinais externos que me são causa duma confusão e duma humilhação indescritível e insustentável.

O personagem sobre o qual pretendia falar-lhe numa carta precedente não é outro senão aquele mesmo de que vos falei numa outra carta, visto no dia 5 de agosto. Ele prossegue na sua operação sem parar, com superlativo tormento da alma. Sinto no meu interior um contínuo rumorejar, semelhante a uma cascata, que continuamente jorra sangue. Meu Deus! É justo o castigo e reto o juízo, mas usa de misericórdia para comigo. Domine, dir-te-ei sempre com o teu profeta: Domine, ne in furore tuo arguas me, neque in ira tua corripias me! (Ps. 6,2; 37,1- Traduzindo: Senhor, dir-te-ei com o teu profeta; Senhor, não me castigues com tua ira, não me corrijas com teu furor!). Padre meu, agora que todo o meu interior vos é conhecido, dignai-vos fazer-me chegar a palavra do conforto, no meio de tão feroz e dura amargura” ... (Epistolario I, 1093 ss).

Carta 515 – Padre Pio a Padre BentoS. Giovanni Rotondo, 20/12/1918

... “Padre, o tormento que sinto no ânimo e no corpo em conseqüência das operações acontecidas e que perduram sempre, quando terão fim? Meu Deus, padre meu, eu não agüento mais. Sinto-me morrer de mil mortes e a cada instante. Sinto estar sendo devorado por uma força misteriosa, íntima e penetrante que me mantém sempre num doce, mas dolorosíssimo delíquio. O que é isto? Lamentar-se com Deus de tanta dureza, é culpa? E se é culpa, como se pode sufocar estes lamentos quando uma força à qual não se pode resistir, me impele sem podê-la frear de maneira alguma, a lamentar-me com o doce Senhor?

Há mais dias, experimento em mim uma coisa semelhante a uma lâmina de ferro que da parte baixa do coração se estende até o ombro direito em linha transversal. Causa-me uma dor muitíssimo pungente e não me deixa provar um pouco de descanso. O que é isso?

Este novo fenômeno comecei a percebê-lo depois de uma outra aparição daquele costumeiro personagem misterioso de cinco e seis de agosto e de 20 de outubro (Nota Bene: Padre Pio aqui se engana quanto ao mês: deve ser 20 de setembro e não de outubro), do qual vos falei, se vos recordais, noutras minhas cartas.
Dizei-me tudo na vossa resposta e tranqüilizai-me” ... (Epistolario I, p. 1105 s).


Neste outro trecho de uma carta do Padre Bento ao Padre Agostinho, podemos ter mais uma certeza e testemunho dos Estigmas do Padre Pio.

Nota 4 da carta 527 -. (Carta do Padre Bento ao Padre Agostinho):


“No dia 5 de março de 1919, Quarta-feira de cinzas, Padre Bento, depois de ter estado por alguns dias em San Giovanni Rotondo, escrevia desde Foggia ao Pe. Agostinho, e, entre outras coisas, dizia-lhe: “Teresa não se preocupou em ver no Piuccio o que fornece matéria de peregrinação de San Giovanni a São Marcos. Nele não são manchas ou sinais, mas verdadeiras chagas que perfuram as mãos e os pés. Eu, ademais, observei-lhe aquela do lado: um verdadeiro rasgão que verte continuamente sangue ou humor sangüíneo. Na Sexta-feira é sangue. Encontrei-o que mal se mantinha de pé: mas, ao deixá-lo, ele podia celebrar, e quando reza a missa, o dom fica exposto ao público, pois deve manter as mãos elevadas e nuas.” ( Epistolario I, p. 1129, nota 4).

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Padre Pio "volta" a Pietrelcina depois de 100 anos.




O superior do convento dos capuchinhos em Pietrelcina, Pe. Marciano Guarino, informou que os restos do Padre Pio chegarão a esta cidade italiana 100 anos depois que o frade deixou a sua cidade nata. Deste moto, se cumpria a profecia que o Santo fez sobre sua volta alguns anos depois de sua morte.

A urna com os restos mortais do Padre Pio chegará a Pietrelcina logo depois de estar os primeiros dias de Fevereiro na basílica de São Pedro no Vaticano, por motivo do jubileu da Misericórdia, graças ao Papa francisco que desejou que este seja um importante sinal da misericórdia de Deus.

Em agosto de 1968, pouco antes de sua morte, o Padre Pio conversou com o Pe. Mariano da Santa Croce, que lhe disse que voltaria para sua cidade natal " alguns anos depois de sua morte (...) o senhor sabe... e o chamará também ao Paraíso. Depois da sua morte haverá sinais, prodígios, milagres, a Igreja o levará aos altares. Então, transladarão seu corpo deste lugar e será feita uma preciosa viagem a Pietrelcina".  O santo, assinalou o jornal Avvenire dos bispos italianos, juntou suas mãos e abaixou duas vezes a cabeça e disse ao sacerdote: "Assim será".Em 17 de Fevereiro de 1916.

Logo depois de um período de recuperação que transcorreu em vários conventos da região e em Pietrelcina, o Padre Pio deixou sua cidade natal para ingressar na comunidade religiosa de Santa Ana em Foggia, lugar no qual "aprendeu a conviver com as forças demoníacas que o atormentavam em sua cela durante as noites".

Após uma temporada em Foggia, foi para San Giovanni Rotondo, onde serviu até sua morte em 23 de Setembro de 1968.

O Padre Marciano Guarino disse que chegou o momento no qual "nosso irmão retorne a 'sua' Pietrelcina, lugar no qual nasceu e respirou o ar de um bairro e uma cidade especial, escolhida por Deus para ser a terra de um santo".

Os restos do santo estarão em Pietrelcina entre os dias 11 e 13 de fevereiro, conforme informou a Tele Rádio Padre Pio.

São Pio da Pietrelcina nasceu em 1887 e morreu em 1968. Este sacerdote da Ordem do Frades Menores Capuchinhos nasceu em Pietrelcina, mas exerceu seu ministério em San Giovanni Rotondo desde 1916 até a sua morte. Também recebeu os estigmas e teve visões místicas de Cristo. O santo tinha "a frente alta e serena, o olhar viva, doce; e a expressão com reflexos de bondade e sinceridade". Era muito gentil com seus irmãos; muito amado por seus superiores; permanecia cerca de 10 a 14 horas por dia confessando e Presidia a Missa com grande devoção.

O Padre Pio foi Beatificado em 1999 e Canonizado em 2002 pelo Papa São João Paulo II.