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sábado, 16 de outubro de 2021

Outubro: Mês das Missões - Parte I.

ORIGEM DO MÊS DAS MISSÕES

    O dia Mundial das Missões foi instituído pelo Papa Pio XI em 14 de Abril de 1926.

    No Brasil, a celebração do Mês das Missões foi organizada por o Sacerdote Italiano Padre Gaetano Maiello, que  fez um trabalho missionário de  25 anos em solo brasileiro. Em 1972, O Padre Maiello, entra em contato com os superiores Bispos da  Amazônia, e lhes apresenta um projeto nacional de animação Missionária. E assim, nasce no Brasil, outubro , como o mês missionário, no qual devemos refletir mais sobre o nosso ser missionário e como anda o nosso ofício por excelência de sermos Discípulos e missionários do Reino de Deus.


É MISSÃO DE TODO BATIZADO SER EVANGELIZADOR!

    Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará forças; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo. (At 1,8);

    "Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações..." (Mt 28,19);

    "Assim como tu me enviastes ao mundo, eu também os enviei ao mundo" (Jo 17,18);

    "Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei, para dardes frutos e para que o vosso fruto permaneça" (Jo 15,16).

    Irmãos,esses são alguns versículos Bíblicos, através dos quais, O próprio Senhor nos convoca a fazermos de nossa vida uma missão/evangelização. A Partir do momento que somos batizados,  nos tornamos verdadeiros Filhos de Deus e somos membros da cabeça. Ele é a cabeça do corpo, que é a Igreja..." (Cl 1,18). Não podemos permanecer inférteis, pois Cristo é a árvore frutífera e nós somos os ramos e  devemos  dá frutos. Pois o ramo que não dá fruto é apanhado,lançado ao fogo e queimado (Jo 15,6).

    "Vai participar do Reino de Deus quem ajudá-lo a construir aqui na terra"(São João Paulo II). Essa frase de São João Paulo II, nos faz está ainda mais ciente da nossa vocação à Missão. O Reino é para todos, mas usufruirá dele aqueles que com sua força, inteligência, o fizerem ser cada dia mais próspero. O Senhor nos convoca para em nossa realidade, começar a mudar o mundo. Na nossa casa, trabalho, estudos, lazer, família, em todas as áreas somos convocados a fazer de nossa vida uma oferta de amor. Para que a cada dia, Ele cresça e nós diminuamos. 

    Para haver Evangelização, deve haver a verdade.E a verdade é uma só: a verdade é Jesus. É a palavra Dele que deve ecoar mundo a fora.Não há meios termos, que  devemos falar de forma mais branda ou adaptar a palavra do Senhor. A palavra do Senhor é viva e eficaz e não requer acréscimos ou adaptações.É dessa forma que devemos anunciá-lo.

    Portanto irmãos, não retrocedamos em nossa vocação a vida missionária e por conseguinte, a santidade.É O Senhor quem nos capacita!Basta a nós dá a Ele o livre acesso para fazer da nossa vida o que Ele quiser.Sigamos para o alvo, façamos tudo o que estiver a nosso alcance para nos convertermos diariamente e que nossa evangelização seja eficaz.O Senhor não precisa de nós,mas Ele quis precisar. A messe é grande e poucos os operários. O Reino se aproxima! O Dia do Senhor esta às portas,está chegando com a força devastadora da tempestade (Jl 1,15). Nós somos do alto e para lá devemos voltar.Mas há muitos irmãos que ainda não conheceram a palavra, que não se apaixonaram pelo Amor. Cabe a nós fazê-lo Conhecido e Amado. 

    "Salva a tua alma!Eis o essencial, todo o resto passa! A salvação da alma dura eternamente."São Pio de Pietrelcina.

Fabiana Meneses de Oliveira-Grupo de Oração Filhos de Maria.

Referências:
https://cleofas.com.br/o-grande-mes-das-missoes/
https://cleofas.com.br/dia-mundial-das-missoes/
http://www.revistamissoes.org.br/2010/07/origem-do-mes-das-missoes/




sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Patrística

 


    Chamamos de “Padres da Igreja” (Patrística) aqueles grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, que foram no Oriente e no Ocidente como que “Pais” da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma foram responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; Padre ou Pai da Igreja, se refere a um escritor leigo, sacerdote ou bispo, da Igreja antiga, considerado pela Tradição como uma testemunha da fé.

    Normalmente se considera o período da Patrística o que vai dos Apóstolos até S. Isidoro de Sevilha (560-536) no Ocidente; e até a morte de S. João Damasceno (675-749), no Oriente, o gigante que corajosamente combateu o iconoclasmo (A Grande preocupação dos iconoclastas era de ordem política e religiosa, uma vez que almejavam evitar a aproximação entre os povos que possuíam outras religiões, em detrimento da religião católica, e, além disso, temiam o poder e influência econômica e política da Igreja, que cada vez mais se expandia pelo Império Bizantino com a construção de mosteiros, igrejas, templos.

    Do grego, a palavra Iconoclasta surge da união dos termos “eikon” (imagem) e “klastein” (quebrar) que significa “quebrador de imagem”, ou seja, os iconoclastas se opõem as crenças baseadas nas imagens de Cristo, Virgem Maria, santos, anjos, líderes religiosos, dentre outros).  Esses gigantes da fé católica ao longo desses sete séculos defenderam e formularam a fé, a liturgia, a catequese, a moral, a disciplina, os costumes e os dogmas cristãos; por isso são chamados de “Pais da Igreja” porque lhes traçaram o caminho. Quando o Papa João Paulo II esteve no Brasil a primeira vez em 1981 se referiu a eles dizendo que “são eles os melhores intérpretes da Sagrada Escritura”. Então, precisamos conhecer os seus ensinamentos para podermos compreender melhor a Bíblia.

    Chamamos de patrologia o estudo sobre a vida, as obras e a doutrina desses Pais da Igreja. No século XVII criou-se expressão a “teologia patrística” para indicar a doutrina dos Padres.

    Certa vez disse o Cardeal Henri de Lubac: “Todas as vezes que, no Ocidente tem florescido alguma renovação, tanto na ordem do pensamento como na ordem da vida – ambas estão sempre ligadas uma à outra – tal renovação tem surgido sob o signo dos Padres”.

    Esses gigantes da fé e da Igreja, souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Eles foram obrigados a enfrentar as piores heresias que a Igreja conheceu deste o seu início. Nesta luta eles amadureceram os conceitos teológicos uma vez que tiveram de enfrentar muitos hereges, de dentro da própria Igreja, especialmente  nos Concílios Ecumênicos. Neste combate árduo em defesa da fé, onde muitos foram perseguidos, exilados e até martirizados, eles formularam a fé que hoje professamos sem erro.

    Desde o primeiro século já encontramos o gigante de Antioquia, Santo Inácio (†107), provavelmente sagrado Bispo pelo próprio São Pedro. Santo Inácio nos deixou as suas belas Cartas escritas às comunidades por onde passou no caminho que o levou ao martírio em Roma, no Coliseu, desde Antioquia. A caminho do martírio ele escreveu belas cartas aos romanos, magnésios, tralianos, efésios, erminenses e a S. Policarpo, bispo  e mártir de Esmirna.

    No segundo século encontramos o grande Santo Irineu de Lião (†200) enfrentando os gnósticos que sorrateiramente penetraram na Igreja e ameaçavam destruir a fé cristã. Contra eles S. Irineu escreveu uma longa obra “Contra os Hereges”. Tão difícil foi esse combate que o Santo o comparou a alguém que precisa cortar todas as árvores de uma floresta para finalmente poder captar a fera que nela se esconde.

    Os Padres da Igreja tiveram uma participação fundamental nos primeiros Concílios Ecumênicos, como o de Nicéia, no ano 325, que condenou o arianismo que negava a divindade de Jesus; o Concílio de Constantinopla I, em 381, que condenou o macedonismo que negava a divindade do Espírito Santo; e os outros concílios que enfrentaram e condenaram as heresias cristológicas e trinitárias.

    Os Padres da Igreja estiveram um tanto esquecidos, mas a partir dos anos 40 surgiu na Europa, de modo especial na França, um forte movimento voltado à Patrística. Esse movimento foi liderado pelo Cardeal Henri de Lubac e Jean Daniélou, o qual deu origem à coleção “Sources Chréstiennes”, com mais de 300 títulos.

    No Concílio Vaticano II cresceu ainda mais esse movimento de redescoberta da Patrística por causa do desejo da renovação da liturgia, da exegese, da espiritualidade e da teologia a partir dos primórdios da Igreja. Foi a sede de “voltar às fontes” do cristianismo.

    Desses Padres , alguns foram Papas, nem todos; a maioria foi bispo, mas há diáconos,  presbíteros e até leigos. Entre eles muitos foram titulados de Doutor da Igreja, sempre por algum Papa, por terem ensinado de maneira extraordinária os dogmas e as verdades da nossa fé.

    Quero apresentar aqui ao menos uma relação, ainda que incompleta, desses gigantes da fé e da Igreja, que souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Ao todo os Doutores da Igreja até hoje são 33, 30 homens e 3 mulheres, mas nem todos da época da Patrística.

S. Clemente de Roma (†102), Papa (88-97)

Santo Inácio de Antioquia (†110)

São Policarpo de Esmira (†156)

Pastor de Hermas (†160)

Aristides de Atenas (†160)

S. Hipólito de Roma (160-235)

São Justino (†165)

Militão de Sardes (†177)

Atenágoras (†180)

S. Teófilo de Antioquia (†181)

Orígenes de Alexandria (184-254)

Santo Ireneu (†202)

Tertuliano de Cartago (†220)

S. Clemente de Alexandria (†215)

Metódio de Olimpo (Sec.III)

S. Cipriano de Cartago (210-258)

Novaciano (†257)

S. Atanásio – (295-373), Alexandria .

S. Efrém – (306-373), diácono,Mesopotânia

S. Hilário de Poitiers – (310 – 367) – bispo e doutor, Poitiers.

S. Cirilo de Jerusalém – (315-386) – bispo e doutor, Jerusalém.

S. Basílio Magno (330 – 369) – bispo e doutor, Cesaréia.

S. Gregório Nazianzeno – (330 – 379) bispo e doutor, Nazianzo.

S. Ambrósio – (340 – 397), bispo e doutor "Treves" Itália.

Eusébio de Cesaréia (340)

S. Gregório de Nissa (340)

Prudêncio (384-405)

S. Jerônimo ( 348 – 420), presbítero e doutor – Strido, Itália.

S. João Crisóstomo – (349 – 407), bispo e doutor – Antioquia.

S. Agostinho – (354 – 430), bispo e doutor – Tagaste – Tunísia.

S. Cirilo de Alexandria – (370 – 442), bispo e doutor – Egito.

S. Pedro Crisólogo – (380 – 451), bispo e doutor, Imola – Itália.

S. Leão Magno – (400 – 461), papa e doutor, Toscana,Itália.

S. Paulino de Nola (431)

Sedúlio (sec V)

S. João Cassiano (360-435)

S. Vicente de Lerins (450)

S. Bento de Núrcia (480-547)

Venâncio Fortunato (530-600)

S. Ildefonso de Toledo (617-667)

S. Máximo Confessor (580-662)

    Meus irmãos e irmãs, procuremos estudar um pouco daquilo que eles disseram e escreveram, a fim de que possamos melhor conhecer a Tradição da igreja.


Fontes de pesquisa: https://comshalom.org/quem-sao-os-padres-da-igreja/ 

 Blob.cancaonova.com


Ana Merice Nicolau

G.O. Filhos de Maria

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Seminarista que salvou Eucaristia do ISIS volta ao local com o Santíssimo como Sacerdote.

Pe. Martin Baani/Foto: ACN Chile.


Roma, 19 Mai. 17 / 03:00 pm (ACI).- Em 2014, Martin Baani ainda era seminarista quando arriscou a sua vida para salvar o Santíssimo Sacramento e fugir de sua aldeia natal Karamlesh. Dois anos depois da libertação da cidade do controle dos terroristas do Estado Islâmico (ISIS), voltou com a Eucaristia ao seu povoado para servir como sacerdote.

Baani tinha 24 anos quando, no dia 6 de agosto de 2014, recebeu um telefonema de um amigo que lhe avisou que uma cidade vizinha havia caído nas mãos do ISIS e que Karamlesh seria a próxima.

Em seguida, o jovem foi até a igreja de São Addai e pegou o Santíssimo Sacramento para evitar que fosse profanado. Naquele dia, fugiu em um carro com seu pároco, Pe. Thabet e outros três sacerdotes.

Apesar das ameaças do ISIS, Baani optou por permanecer no Iraque em vez de fugir com a sua família para os Estados Unidos. Dirigiu-se ao Seminário de São Pedro localizado em Erbil, capital do Curdistão iraquiano.


Baani terminou seus estudos em setembro de 2016 e foi ordenado sacerdote junto com seis diáconos.

Segundo informações da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), aproximadamente 500 pessoas estiveram presentes na cerimônia de ordenação, que foi presidida por Dom Louis Raphaël Sako, Patriarca da Igreja Católica Caldeia. Naquele dia, o Pe. Martin Baani deu um discurso de agradecimento.

Poucos meses antes de sua ordenação, Baani disse à ACN: “Todos os dias vou aos campos de refugiados cristãos para acompanhar as famílias. Somos cristãos refugiados. O ISIS quer acabar com o cristianismo do Iraque, mas eu decidi ficar. Eu amo Jesus e não quero que a nossa história desapareça”.

Cerca de um ano depois, quando as aldeias da Planície de Nínive foram libertadas do poder do Estado Islâmico, o Pe. Baani confirmou novamente a sua decisão de permanecer no Iraque para “servir ao meu povo e à nossa Igreja. Agora estou feliz de poder celebrar a Missa no Iraque”.

“O Daesh (ISIS) estava prestes a ocupar o nosso povoado, fomos obrigados a ir embora. Eu fui o último a deixar Karamlesh, com o Santíssimo Sacramento em minhas mãos. Agora, gostaria de falar sobre a minha volta a Karamlesh. Fui o primeiro sacerdote que abençoou as pessoas na igreja da minha cidade natal”, expressou o presbítero.

Atualmente, a Fundação ACN planeja a reconstrução de cerca de 13 mil casas cristãs que foram destruídas pelo ISIS.

Há algumas semanas, realizaram uma “cerimônia das Oliveiras”, quando entregaram uma planta de oliveira aos donos das 105 casas cristãs nas aldeias de Bartella, Karamlesh e Qaraqosh, como símbolo de paz e reconciliação.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/seminarista-que-salvou-eucaristia-do-isis-volta-ao-local-com-o-santissimo-como-sacerdote-20227/

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Carta escrita por padre assassinado prevê a própria morte duas décadas antes e pede compaixão para o assassino


Religiosos e fiéis pedem respeito à vontade do franciscano Rene Robert, que era contrário à pena de morte



"Peço que a pessoa considerada culpada do meu assassinato não seja submetida à pena de morte em nenhuma circunstância", escreveu o padre em documento que foi registrado em cartório (Foto: ST JOHNS COUNTY SHERIFFS OFFICE)


Um padre que foi assassinado no ano passado, nos Estados Unidos, já havia pedido, 22 anos antes, que o assassino fosse perdoado. O reverendo Rene Robert era contrário à pena de morte e escreveu uma carta em que parece prever a própria morte.

Na carta, o padre católico pedia que aquele que um dia tirasse a sua vida fosse poupado da execução "não importa quão hediondo tenha sido o crime ou o quanto eu possa ter sofrido".

Agora, os bispos católicos esperam que o documento convença os promotores a reverter a decisão que condenou Steven James Murray à pena de morte, depois de sequestrar e matar o padre, em abril do ano passado, no Estado da Geórgia, onde existe a pena de morte.

A carta


O reverendo Robert tinha 71 anos e vivia na cidade costeira de Saint Augustine, no Estado da Flórida. Seu corpo foi encontrado sete dias depois do crime, crivado de balas, numa mata da Geórgia.

De acordo com as autoridades, o religioso foi morto por Steven Murray, a quem vinha tentando ajudar há vários meses.

Em 1995, o padre franciscano escreveu uma carta, considerada pela Igreja católica uma "declaração de vida", que foi testemunhada e registrada em cartório.

"Eu peço que a pessoa considerada culpada do meu assassinato não seja submetida à pena de morte em nenhuma circunstância", escreveu.

Agora, bispos católicos estão protestando contra a decisão da Promotoria, que pede a pena de morte para o homem acusado de ter assassinado o reverendo Robert.

Amigos lembram que o padre dedicou a vida a ajudar os mais vulneráveis, como condenados, viciados em drogas e pessoas com problemas mentais.

Steven Murray, de 28 anos, confessou ter matado o padre Robert e pode ser condenado à morte com uma injeção letal (Foto: AIKEN COUNTY SHERIFFS OFFICE)


"Ele tinha consciência que seu ministério poderia ser vítima de violência, mas ainda assim cuidava daquelas pessoas", disse o arcebispo Wilton Gregory.

Protesto de religiosos

O arcebispo estava entre uma dezena de religiosos participantes de um protesto, no começo desta semana, diante da Corte de Justiça de Augusta, na Geórgia.

Ele entregaram uma petição com mais de 7,4 mil assinaturas de pessoas da diocese do reverendo Robert pedindo que a vontade dele seja respeitada.

"Nós queremos ser a voz dele e fazer com que a sua 'declaração de vida' seja levada em consideração neste caso específico", disse o bispo Gregory Hartmayer, em frente ao prédio do tribunal.

O bispo Felipe Estevez, da diocese de Saint Augustine, disse que o condenado pelo assassinato certamente merece uma punição, mas, acrescentou, "condenar à morte como consequência de um assassinato só perpetua o ciclo de violência na nossa comunidade".

A promotora do distrito de Augusta, Ashley Wright, citou fatores agravantes ao pedir a pena de morte para o acusado.

Ela disse que as agravantes tornaram a morte do padre "ultrajante e indecentemente vil, horrível e desumana".

Murray, que já tinha ficha criminal, pediu uma carona ao padre em Jacksonville, na Flórida, antes de sequestrá-lo e matá-lo, segundo as autoridades.

'Eu simplesmente surtei'

O suspeito foi detido quando dirigia o carro do reverendo no Estado da Carolina do Sul, um dia depois de o padre Robert ser dado como desaparecido.

Sete dias mais tarde, Murray levou os policiais até o local onde estava o corpo.

Ao aparecer no tribunal logo depois da prisão, o suspeito pediu clemência.

"Quem ama o padre Rene vai me perdoar porque ele era um homem de Deus e perdoar é piedade", disse o suspeito, segundo o noticiário local WALB News, da rede de TV americana ABC.

"Tenho problemas mentais e perdi o controle. Peço desculpas", acrescentou.

Usuário de drogas, Murray, de 28 anos, esteve preso várias vezes desde a adolescência.

Na noite de 10 de abril de 2016, ele pediu carona ao padre, o sequestrou e dirigiu com o religioso até o Estado vizinho da Geórgia, onde o matou a tiros e se livrou do corpo numa mata.

Ele disse a um jornal local que nunca pretendera matar o religioso, mas entrou em pânico ao perceber que tinha ido longe demais.

"Eu simplesmente surtei e o matei", disse Murray, ao alegar inocência em uma série de entrevistas com os advogados na prisão.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/carta-escrita-por-padre-assassinado-preve-a-propria-morte-duas-decadas-antes-e-pede-compaixao-para-o-assassino.ghtml