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domingo, 7 de janeiro de 2018

Relato impressionante!



"Vários pilotos da aviação britânica e norte-americana, de várias nacionalidades e religiões diversas, que, durante a Segunda Guerra Mundial, depois de 8 de setembro de 1943, estavam na área de Bari para cumprir missões em território italiano, foram testemunhas de um fato fora do normal. No cumprimento de suas obrigações, alguns aviadores passaram pela região de Gargano, perto de San Giovanni Rotondo, e viram um ‘monge’ no céu que lhes proibia lançar bombas no local.

Em Foggia e na Apúlia quase toda houve bombardeios em várias ocasiões, mas, incrivelmente, na área de San Giovanni Rotondo (onde vivia o Padre Pio) não caiu jamais uma bomba. Testemunha direta deste fato foi o general da força aérea italiana, Bernardo Rossini, que, na época, fazia parte do Comando de Unidade Aérea junto com as forças aliadas.

O general Rossini me referiu que, entre os militares, falava-se de um ‘monge’ que aparecia no céu e fazia os aviões se retirarem. Muitos riam, incrédulos, diante dessas histórias, mas, devido à ocorrência repetida dos episódios, e sempre com diferentes pilotos, o general decidiu intervir pessoalmente: assumiu o comando de uma esquadrilha de bombardeiros para destruir um depósito alemão de munições que ficava justamente em San Giovanni Rotondo.

Todos estávamos extremamente curiosos para saber o resultado da operação. Por isso, quando a esquadrilha retornou, fomos de imediato encontrar o general, que, atônito, contou que, logo ao chegar ao local, tanto ele quanto seus pilotos viram no céu a figura do ‘monge’ com as mãos elevadas; as bombas se desprendiam sozinhas e caíam num bosque; e os aviões deram a volta sem qualquer intervenção dos pilotos.

Todos se perguntavam quem era aquele ‘fantasma’ a quem os aviões obedeciam. Ao ouvir dizer que em San Giovanni Rotondo havia um frade com estigmas, considerado santo pela comunidade, o general pensou que talvez fosse ele o ‘monge’ visto no céu e resolveu comprovar pessoalmente assim que fosse possível. Quando a guerra acabou, foi esta a primeira coisa que fez. Acompanhado de alguns pilotos, foi até o convento dos capuchinhos e, ao cruzar o limiar da sacristia, viu-se diante de vários frades, entre os quais reconheceu imediatamente aquele que tinha parado os seus aviões.

O Padre Pio se aproximou e, colocando a mão sobre seu ombro, disse: ‘Então era você que queria matar a todos nós?’. O general se ajoelhou diante do Padre Pio, que, como de costume, tinha lhe falado no dialeto de Benevento. O general, no entanto, tinha certeza de que o ‘monge’ lhe falara em inglês. Os dois se tornaram amigos e o general, que era protestante, se converteu ao catolicismo”.

Fonte: Positio III / 1, pág. 689-690

Via -> Escolastica da Depressão.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

HISTORICO DO ULTIMO DIA DE PADRE PIO




Após as 8:00 hs - Missa na cripta da igreja de Santa Maria das Graças foi abençoado pelo Padre Clemente da Santa Maria em Punta.

Cerca de 10:30 Padre Pio apareceu na janela do antigo coro para abençoar a multidão. As pessoas acenavam lenços e gritando "Viva Padre Pio".

Às 11:00 hs celebrou sua ultima missa


Após o meio-dia ele almoçou de um pouco de massa e espinafre em seu quarto.

Às 18 horas Padre Pio pediu para ser levado para a varanda com vista para a grande igreja, onde a missa foi celebrada. Depois da Missa, ele mal tinha força para levantar o braço para abençoar as pessoas. Ele voltou para seu quarto, onde ele acenou com lenço para uma imensa multidão que estava com tochas e velas em suas mãos.

Ele disse ao padre Raffaele : "Eu pertenço mais ao outro mundo do que este. Ore ao Senhor para que eu possa morrer. " Vendo Padre Pio de dor terrível, Padre Raffaele convocou dr. Bruno Pavoni da Casa Alívio do Sofrimento perguntando por que ele não receitou nenhum medicamento a Padre Pio , o qual respondeu que padre Pio não quis remédio nenhum. Padre Raffaele voltou ao Padre Pio, beijou e abraçou-o. Padre Pio estendeu a mão, abraçou-o, e devolveu o beijo. Ele disse: "Obrigado por tudo . Que o Senhor vos recompense por seu amor ".

As últimos cinco horas de Padre Pio

O relato das últimas horas do Padre Pio é melhor contada nas palavras do Padre Pellegrino, o frade que era a vez de ajudá-lo naquela noite.

Padre Pellegrino entrou em serviço em 09:00, aliviando Padre Mariano. Padre Pellegrino mais tarde fez um relato em audiotaped dos acontecimentos daquela noite.

Quando Padre Pio precisava de ajuda ele pressionava o botão de uma campainha, e o frade corria para ele. Padre Pellegrino declarou que naquela noite,"ele apertou o botão cerca de seis ou sete vezes entre nove e meia-noite. Ele continuamente perguntou que horas eram. Ele não conseguia dormir. Seus olhos estavam vermelhos de chorar. Era um choro doce e sereno. "

Meia-noite:

À meia-noite, como um menino assustado ele me pediu" Fique comigo, meu filho ", e continuou a perguntar pelas horas o tempo todo. E ele disse: "Rapaz, você ja rezou a missa?" Padre Pellegrino respondeu: "É muito cedo para rezar a missa" E Padre Pio disse:. "Bem, hoje você vai rezar a missa para mim".

Depois Padre Pio pediu para confessar, e no final ele disse a Padre Pellegrino: "Meu filho, se o Senhor hoje me chamar, pergunte a todos os frades em meu nome para me perdoar por colocá-los por um grande inconveniente, e peço aos meus irmãos frades e os meus filhos espirituais para uma oração para a minha alma ".



Em seguida, Padre Pellegrino pediu uma bênção para os irmãos, os filhos espirituais, e as pessoas doentes e Padre Pio disse: "Sim, eu abençoo todos eles, ou melhor ainda, peça ao Superior dar-se em meu nome " Casa Alívio ". esta última bênção. "

Então Padre Pio renovou sua profissão religiosa.

01:00




Padre Pellegrino relata: " Padre Pio me disse:" Ouça, meu filho, na cama eu não estou respirando bem. Deixe-me levantar. Na cadeira vou respirar melhor. " Ele se levantou e antes de se sentar na poltrona, ele disse: "Vamos no terraço". Para minha surpresa, ele estava andando em linha reta e firme como um jovem rapaz, e que não havia necessidade para mim para segurar seu braço. Depois de cinco minutos no terraço voltou o homem forte velho e pediu para voltar para sua cela. 

De volta à cela, ele tornou-se pálido, e na testa escorria um suor frio, e os lábios começaram a ficar azul, e ele dizia continuamente:" Gesu, Maria. Gesu, Maria ", com uma voz cada vez mais fraca. Eu queria pedir ajuda, mas ele disse: "Não acorde ninguém." Eu tentei deixá-lo e correr para pedir socorro, e ele disse novamente: "Você não acorda ninguém", eu disse: "agora eu tenho que ir. "E eu corri para chamar Padre Mariano e Frei Guglielmo, e os outros frades, e chamamos o doutor Sala no telefone, e ele estava com Padre Pio em cerca de dez minutos."


Dr. Sala deu uma injeção para melhorar a atividade cardíaca. Padre Pio continuou a pronunciar em voz muito débil: "Gesu, Maria. Gesu , Maria ", enquanto segurava o rosário em suas mãos. Dr. Sala ligou para Mario Pennelli, o genro de Padre Pio, Dr. Gusso e Dr. Giovanni Scarale. Nesse meio tempo eu tinha chamado o guardião, Padre Mariano, e todos os outros frades.

Padre Paolo Covino de San Giovanni Rotondo administrou a absolvição "sub conditione" , os últimos ritos, e a bênção apostólica, enquanto que todos os frades estavam ajoelhados em oração.

02:30

Aproximadamente as 2:30 de 23 de setembro de 1968, Padre Pio inclinou levemente a cabeça em seu peito e faleceu, sentado em sua poltrona.

No quarto de Padre Pio estavam Padre Carmelo Di Donato da San Giovanni in Galdo, Padre Pellegrino Funicelli, Padre Mariano Paladino, Padre Raffaele D'Addario da Sant'Elia um Pianisi, fra 'Joseph Martin e outros frades; Dr. Giuseppe Sala, Dr. Giuseppe Gusso, e Dr. Giovanni Scarale.

                        

                        


Os estigmas

Padre Pellegrino: "Durante a última missa, das mãos do Padre Pio caiu duas crostas das feridas, quase que perfeitamente branca."

Padre Carmelo, superior do convento: "Os últimos dois ou três meses de vida, as feridas se fecharam, com a diminuição da quantidade de sangue descarregada. Na sua morte, a ferida estava completamente curada, sem qualquer traço de cicatrizes.

Dr. Rina Giordanelli: "Os últimos meses durante a missa eu notei que a parte de trás das mãos do Padre Pio se tornou branco e liso. A palma das mãos era rosa. Continuei dizendo a Deus: "Por que você curou suas feridas ?

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Carta 510 – Padre Pio a Padre Bento Estigmas visíveis e permanentes.

Carta 510 – Padre Pio a Padre Bento. Estigmas visíveis e permanentes. San Giovanni Rotondo, 22/10/1918.


[Padre Pio com pouco mais de 31 anos de idade e 8 de sacerdócio]

... “ O que dizer-vos a respeito do que me pedis sobre como acontecera a minha crucifixão? Meu Deus, que confusão e humilhação experimento em dever manifestar aquilo que Tu operaste nesta tua mesquinha criatura!

Foi na manhã do dia 20 do mês passado (setembro) no coro, depois da celebração da Santa Missa, quando fui surpreendido pelo descanso, semelhante a um doce sono. Todos os sentidos internos e externos, bem como as próprias faculdades da alma encontraram-se numa quietude indescritível. Em tudo isto houve um total silêncio ao meu redor e dentro de mim; penetrou imediatamente uma grande paz e abandono à completa privação de tudo e a um descanso na própria ruína. Tudo isto aconteceu num relâmpago.

E, enquanto tudo isto acontecia, deparei com um misterioso personagem, semelhante àquele visto no dia 5 de agosto, diferente apenas só por ter as mãos, os pés e o lado gotejando sangue. A vista dele aterrorizou-me; o que sentia em mim no momento não sei dizer-lho. Sentia-me morrer e teria morrido, se o Senhor não tivesse intervindo para sustentar o coração, que percebia saltar-me do peito.

A visão do personagem desaparece e eu me encontrei com mãos, pés e lado perfurados e vertendo sangue. Imaginai o tormento que provei então e que prossigo sentindo continuamente quase todos os dias.

A ferida do coração verte sangue freqüentemente, especialmente de quinta-feira de tarde até o sábado. Padre meu, eu morro de dor pelo tormento e pela subseqüente confusão que experimento no íntimo da alma. Temo morrer dessangrado, se o Senhor não atende aos gemidos do meu pobre coração, retirando de mim esta operação. Jesus, que é tão bom, far-me-á esta graça?

Tirará de mim ao menos esta confusão que experimento por estes sinais externos? Elevarei fortemente a minha voz a Ele e não desistirei de implorá-lo para que, por sua misericórdia, retire de mim não o tormento, não a dor, porque dou-me conta ser isso impossível e eu sinto o desejo de inebriar-me de dor, mas estes sinais externos que me são causa duma confusão e duma humilhação indescritível e insustentável.

O personagem sobre o qual pretendia falar-lhe numa carta precedente não é outro senão aquele mesmo de que vos falei numa outra carta, visto no dia 5 de agosto. Ele prossegue na sua operação sem parar, com superlativo tormento da alma. Sinto no meu interior um contínuo rumorejar, semelhante a uma cascata, que continuamente jorra sangue. Meu Deus! É justo o castigo e reto o juízo, mas usa de misericórdia para comigo. Domine, dir-te-ei sempre com o teu profeta: Domine, ne in furore tuo arguas me, neque in ira tua corripias me! (Ps. 6,2; 37,1- Traduzindo: Senhor, dir-te-ei com o teu profeta; Senhor, não me castigues com tua ira, não me corrijas com teu furor!). Padre meu, agora que todo o meu interior vos é conhecido, dignai-vos fazer-me chegar a palavra do conforto, no meio de tão feroz e dura amargura” ... (Epistolario I, 1093 ss).

Carta 515 – Padre Pio a Padre BentoS. Giovanni Rotondo, 20/12/1918

... “Padre, o tormento que sinto no ânimo e no corpo em conseqüência das operações acontecidas e que perduram sempre, quando terão fim? Meu Deus, padre meu, eu não agüento mais. Sinto-me morrer de mil mortes e a cada instante. Sinto estar sendo devorado por uma força misteriosa, íntima e penetrante que me mantém sempre num doce, mas dolorosíssimo delíquio. O que é isto? Lamentar-se com Deus de tanta dureza, é culpa? E se é culpa, como se pode sufocar estes lamentos quando uma força à qual não se pode resistir, me impele sem podê-la frear de maneira alguma, a lamentar-me com o doce Senhor?

Há mais dias, experimento em mim uma coisa semelhante a uma lâmina de ferro que da parte baixa do coração se estende até o ombro direito em linha transversal. Causa-me uma dor muitíssimo pungente e não me deixa provar um pouco de descanso. O que é isso?

Este novo fenômeno comecei a percebê-lo depois de uma outra aparição daquele costumeiro personagem misterioso de cinco e seis de agosto e de 20 de outubro (Nota Bene: Padre Pio aqui se engana quanto ao mês: deve ser 20 de setembro e não de outubro), do qual vos falei, se vos recordais, noutras minhas cartas.
Dizei-me tudo na vossa resposta e tranqüilizai-me” ... (Epistolario I, p. 1105 s).


Neste outro trecho de uma carta do Padre Bento ao Padre Agostinho, podemos ter mais uma certeza e testemunho dos Estigmas do Padre Pio.

Nota 4 da carta 527 -. (Carta do Padre Bento ao Padre Agostinho):


“No dia 5 de março de 1919, Quarta-feira de cinzas, Padre Bento, depois de ter estado por alguns dias em San Giovanni Rotondo, escrevia desde Foggia ao Pe. Agostinho, e, entre outras coisas, dizia-lhe: “Teresa não se preocupou em ver no Piuccio o que fornece matéria de peregrinação de San Giovanni a São Marcos. Nele não são manchas ou sinais, mas verdadeiras chagas que perfuram as mãos e os pés. Eu, ademais, observei-lhe aquela do lado: um verdadeiro rasgão que verte continuamente sangue ou humor sangüíneo. Na Sexta-feira é sangue. Encontrei-o que mal se mantinha de pé: mas, ao deixá-lo, ele podia celebrar, e quando reza a missa, o dom fica exposto ao público, pois deve manter as mãos elevadas e nuas.” ( Epistolario I, p. 1129, nota 4).

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Padre Gabriele Amorth esclarece os Estigmas de Padre Pio.



(Padre Gabriel Amorth foi exorcista oficial do Vaticano. Faleceu aos 91 anos dia 16/09/2016)
As pessoas eram desconcertadas: se o Senhor havia usado em Padre Pio aqueles sinais visíveis da Paixão, não seria um grande convite correr a ele, como modelo de imitação de Cristo?

Naquele ano, eu escrevia todas as semanas na Famiglia Cristiana (Família Cristã). O diretor, meu confrade, Pe. Zelli, sabia que eu era um assíduo de Padre Pio. Disse-me: “É hora de falar claro. Escreva um amigo equilibrado e bem fundamentado; o publicarei nas duas primeiras páginas, as mais qualificadas da revista”.

Assim escrevi meu artigo, que foi publicado em 23 de novembro de 1958, com o título bastante provocativo:

“Em resumo, duvidamos ou não acreditamos em Padre Pio?”

Não se pode negar, a principio, a possibilidade do estigma.

Na história da Igreja encontramos cerca de 340 pessoas que o haviam recebido; umas oitenta dessas são canonizadas, às quais não há dúvidas de sua bondade e sinceridade quanto ao tema. Tenta-se entender porque Deus manda estes males, que significado têm. Provavelmente para recordar aos homens o valor redentor da dor e convidar-los a meditar a Paixão do Salvador. Mas não se pode negar que, o sujeito que a carrega, pode nos mostrar um confirmação plena da imagem de Jesus. Talvez este aspecto, que é claro para nós, passe despercebido em Padre Pio.

Para Padre Pio os estigmas são qualquer coisa que não suas; não se referem a ele, são somente valores para recordar o sofrimento do Senhor. Conseqüentemente deixa-se beijar, como se deveria uma imagem sacra; direi que nele há uma grande veneração.

Na realidade são uma imagem do Crucificado não esculpida na madeira ou reproduzida em uma tela, mais impressa em sua carne viva.

A Igreja se pronuncia abertamente pela verdadeira história e características sobrenaturais do estigma de São Francisco, que havia sido o primeiro a receber de Deus aquele sinal de dor, semelhante ao de Jesus Cristo. Tem sido precisamente assim – especialmente nos últimos anos – os critérios de base sobre os quais torna-se possível reconhecer ao menos a presença de um estigma verdadeiro, ou seja, baseado em características sobrenaturais.

Na teoria, os princípios são claros; mas na prática, sim, precisa-se proceder com muita cautela neste assunto, ao aplicar esses princípios, especialmente quando se trata de uma pessoa viva.

Apesar de tudo, acreditamos que, com relação ao Padre Pio, possa ser dado um parecer. Outros ilustres teólogos já se pronunciaram a respeito: todos nós nos rendemos à evidência de que não se trata de um “novo acontecimento”, para o qual é apropriado duvidar, mas trata-se de uma pessoa conhecidíssima, controladíssima, com setenta e um anos (Padre Pio nasceu em 25 de março de 1887) e que há quarenta anos carrega o estigma; conseqüentemente já há uma prova de tempo que, de modo não definitivo, legitima um julgamento a título pessoal.

Só o fato que Padre Pio tenha o estigma, não é discutível. São testes médicos precisos e publicados; é uma verdade verificável em qualquer momento.

Vejamos antes se podemos pensar que a origem de tais feridas é sobrenatural. Os critérios nos quais deve se basear são estes cinco:

1. O estigma deve ser verdadeiro e adequado á ferida, importantes modificações do tecidos e localizado onde eram as feridas de Cristo (aproximadamente, tratando-se de ferida mística não importa se, até o detalhe secundário, respeita a verdade histórica comum na crença; o que quero dizer é que não importa se as feridas são no pulso ou na palma da mão, se a ferida é natural quando encontrada, diferentemente, em qualquer outra parte do corpo.

2. Deve aparecer instantaneamente; em geral causa dor aguda no dia, que recorda a Paixão do Senhor, como na Sexta-feira e na Semana Santa. Ao contrário: a dor pela ferida natural depende da situação atmosférica; portanto não há nenhum respeito pelo calendário litúrgico.

3. No verdadeiro estigma há ausência de fatos supurativos: nenhuma podridão, nenhum odor fétido, etc. Quando as lesões naturais prolongadas não são desinfetadas, dão origem a supurações e podem causar gangrena.

4. Os estigmas são acompanhados de contínua hemorragia. Não são como outras feridas.

5. Os estigmas permanecem inalterados, imunes a todo tratamento médico; não se alteram por remédio terapêutico nem por tratamentos; duram até muitos anos. As outras feridas, medicadas, cicatrizam-se.

A ferida de Padre Pio responde a todos esses requisitos.

É verdade que muitos médicos racionalistas haviam tentado demonstrar por vias naturais (sugestionamento, histerismo, fixação, etc.) a estigmatização. Mas foram sues testes que negaram, através de exames feitos, a inexistência de fatos sobrenaturais: todos os argumentos não são reconhecidos cientificamente. Muitos deles, tratando de forma patológica a situação, tentaram demonstrar tratar-se de pessoa histérica ou anormal (como realmente acontece quando se trata de coisas como esta).

O contrário ocorre, porém, em tipos como Padre Pio, pleno de bom senso e de sã atividade, demonstrando ótimas condições psicológicas. Assim narra um jovem médico americano que disse ao padre:

“Eu não acredito nos seus estigmas; eles só aparecem porque você pensava muito fixamente no estigma de Cristo”.

E o bom frei lhe respondeu com um sorriso bondoso:

“Muito bem, filho; pensa intensamente ser um boi; verá que te nascerão chifres”. Uma boa resposta para persuadir naquele doutorzinho.

Se a situação é tão clara, porque a Igreja não se pronuncia?

Porque há um outro motivo.

O Senhor dá esta graça a alguém que pratica a heróica virtude e que, sozinho, também recebe outros dons sobrenaturais, como êxtase, bilocação, etc.

Notemos bem: se os estigmas são uma prova de santidade, a Igreja espera ver a santidade como prova do estigma. E a santidade não consiste num dom especial de Deus, que poderia dar a qualquer um a vantagem da fidelidade; mas este é um exercício de virtude em grau heróico e com perseverança. Conseqüentemente, somente depois da morte se pode ter controle: enquanto estamos vivos, corremos todos os riscos de cair a qualquer momento, qualquer que seja de nosso grau de união com Deus.

É por isso que a Igreja não se pronuncia.

Mas isso não quer dizer que não possamos ter convicção sobre o Padre Pio: sobre isso nós temos todos os direitos. É permitido admirar nele os prodígios da graça, como é permitido “não crer”; não é nenhum pecado! Mas ainda nesse juízo pessoal não devemos seguir o capricho ou os rumores.

O Evangelho sugere esta regra: “Pelos frutos se conhece a planta; se os frutos são bons, a planta é boa”. Que seja assim o juízo que façamos, observando a paciência de Padre Pio, sua caridade, sua aceitação da dor, sua vida santa dedicada somente em fazer o bem.

Não há quem não conheça historias de conversões, retornos à Igreja, vidas transformadas pelo encontro com o padre. São fatos que não podemos tratar com indiferença; como as curas, etc. Também nos sentimos irritados pelo excessivo entusiasmo de uns ou fanatismo de outros.

O Papa Pio XI fez uma certa visita ao padre e fez parecer ser contra. Mas não foi uma opinião oficial e muito menos irrevogável. Foi uma opinião como tantas, expressa por um médico que fez o exame de outro médico. Com todo o respeito pela categoria, Pio XI era desconhecedor dessas coisas. Ao contrário, se sabe que no dia da beatificação de Santa Teresa de Lisieux Padre Pio foi visto presente em São Pedro (mesmo estando em San Giovanni Rotondo); um outro monsenhor testemunhou o fato, contou ao Papa, acrescentando que também D. Orione havia visto. E o Papa respondeu: “Se Dom Orione também o viu, sim, acredito”.

Na conclusão: porque somos livres, pensemos também com nossa cabeça. Mas usando o raciocínio razoável que deve sempre caracterizar um homem. É absurdo, depois de tantos anos de provas e tantos testemunhos importante, negar os fatos e jogar um parecer inventado em um homem como Padre Pio. É um homem de Deus, um “grande Sacerdote”, no pleno exercício do ministério em que há repercussão mundial.

Ninguém pode se contentar com isso, perceba que são reconhecidos nele outros carismas sobrenaturais e o apreço de um instrumento do Senhor pela graça extraordinária; relembre da Missa de fé que acontece em San Giovanni Rotondo, nas elevadas personalidades eclesiásticas e civis que se voltaram a ele, e se sentirá em boa companhia”.



Fonte: https://saopio.wordpress.com/2008/04/03/sobre-os-estigmas-padre-gabriele-amorth-esclarece/

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Veja como foi a chegada do corpo do Padre Pio à San Giovanni Rotondo.

No dia 14 de Fevereiro (2016), após a Santa Missa Presidida pelo Arcebispo de Benevento. O corpo de São Padre Pio retornou à San Giovanni Rotondo, percorrendo o caminho que o santo fez há 100. São Padre Pio foi e continua sendo para o mundo um grande mistério de Deus! 

Abaixo, veja as fotos de como foi o retorno do corpo de São Padre Pio à San Giovanni Rotondo...