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sábado, 4 de maio de 2024

HOMILIA DE JOÃO PAULO II DURANTE A CERIMÓNIA DE BEATIFICAÇÃO DE PADRE PIO DE PIETRELCINA

 


Credit Voce di Padre Pio GiugnoLuglio 1999 _ Telereadiopadrepio.it




HOMILIA DE JOÃO PAULO II DURANTE A CERIMÓNIA DE BEATIFICAÇÃO DE PADRE PIO DE PIETRELCINA

Domingo, 2 de Maio de 1999


«Cantemos ao Senhor um cântico novo!».

1. O convite da antífona de entrada exprime bem a alegria de muitos fiéis, que há tempo esperam a elevação de Padre Pio de Pietrelcina às honras dos altares. Este humilde frade capuchinho surpreendeu o mundo, com a sua vida inteiramente consagrada à oração e à escuta dos irmãos.

Inúmeras pessoas foram ao seu encontro no convento de San Giovanni Rotondo e a peregrinação, mesmo depois da sua morte, não cessou. Quando eu era estudante aqui em Roma, tive ocasião de o conhecer pessoalmente e agradeço a Deus ter-me dado hoje a possibilidade de o inscrever no álbum dos Beatos.

Hoje de manhã repercorremos os traços salientes da sua experiência espiritual, guiados pelos textos da Liturgia deste quinto domingo de Páscoa, no interior da qual se coloca o rito da sua beatificação.

2. «Não se turve o vosso coração: crede em Deus, crede também em Mim» (Jo 14, 1). Na página evangélica há pouco proclamada, escutámos estas palavras de Jesus aos seus discípulos, necessitados de encorajamento. Com efeito, a referência à Sua morte já próxima desanimou-os. Eles tinham medo de ser abandonados, de ficar sozinhos, e o Senhor confortou-os com uma promessa específica: «Vou preparar-vos um lugar» e depois «virei outra vez e levar-vos-ei Comigo para que, onde Eu estiver, estejais também vós» (Jo 14, 2-3).

A esta certeza os Apóstolos respondem pelos lábios de Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?» (Jo 14, 5). A observação é pertinente e Jesus não ignora a pergunta que nela é implícita. A resposta que Ele dá permanecerá nos séculos como uma luz límpida para as gerações vindouras: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim» (Jo 14, 6).

O «lugar» que Jesus vai preparar está na «casa do Pai»; ali o discípulo poderá estar para toda a eternidade com o Mestre e participar da Sua mesma alegria. Contudo, para alcançar a meta, o caminho é um só: Cristo, ao qual o discípulo se deve conformar cada vez mais. A santidade consiste precisamente nisto: já não é o cristão que vive, mas é o próprio Cristo que vive nele (cf. Gl 2, 20). Meta exaltante, acompanhada por uma promessa igualmente consoladora: «Aquele que acredita em Mim fará também as obras que Eu faço; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Meu Pai» (Jo 14, 12).

3. Enquanto escutamos estas palavras de Jesus o nosso pensamento dirige-se ao humilde frade capuchinho de Gargano. Com que evidência estas se realizaram no Beato Pio de Pietrelcina!

«Não se turve o vosso coração: crede...». O que foi a vida deste humilde filho de São Francisco, senão um constante exercício de fé, corroborado pela esperança do Céu, onde poder estar com Cristo?

«Vou preparar-vos um lugar... para que onde Eu estiver, estejais vós também». Que outra finalidade teve a duríssima ascese a que Padre Pio se submeteu desde a adolescência, senão a progressiva identificação com o divino Mestre, para estar «lá onde Ele estava»?

Quem ia a San Giovanni Rotondo para participar na sua Missa, para lhe pedir conselho ou se confessar, vislumbrava nele uma imagem viva de Cristo sofredor e ressuscitado. No rosto de Padre Pio resplandecia a luz da ressurreição. Marcado pelos «estigmas», o seu corpo mostrava a íntima conexão entre morte e ressurreição, que caracteriza o mistério pascal. Para o Beato de Pietrelcina, a participação na Paixão teve matizes de especial intensidade: os singulares dons que lhe foram concedidos e os sofrimentos interiores e místicos que os acompanharam consentiram-lhe viver uma extraordinária e constante experiência dos sofrimentos do Senhor, na imutável consciência de que «o Calvário é a montanha dos Santos».

4. Não menos dolorosas, e humanamente talvez ainda mais fortes, foram as provações que teve de suportar como consequência, dir-se-ia, dos seus singulares carismas. Na história da santidade às vezes acontece que o escolhido, por especial permissão de Deus, é objecto de incompreensões. Quando isto se verifica, a obediência torna-se para ele crisol de purificação, vereda de progressiva assimilação a Cristo, refortalecimento da santidade autêntica. A esse respeito, o novo Beato escrevia a um seu superior: «Só trabalho para vos obedecer, tendo-me feito conhecer o bom Deus, a coisa que Ele mais aceita e o que para mim é o único meio para esperar saúde e cantar vitória» (Epist. I, pág. 807).

Quando sobre ele se abateu a «tormenta», estabeleceu como regra da sua existência a exortação da primeira Carta de São Pedro, que há pouco escutámos: Aproximai-vos de Cristo, pedra viva» (cf. 1 Pd 2, 4). Deste modo, tornou-se também ele «pedra viva», para a construção do edifício espiritual que é a Igreja. E por isto hoje damos graças ao Senhor.

5. «E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção dum edifício espiritual» (1 Pd 2, 5). Como parecem pertinentes estas palavras, aplicadas à extraordinária experiência eclesial que se desenvolveu à volta do novo Beato! Muitas pessoas, ao encontrarem-se directa ou indirectamente com ele, reencontraram a própria fé; na sua escola multiplicaram-se em todos os recantos do mundo os «grupos de oração». Àqueles que a ele acorriam, propunha a santidade, repetindo-lhes: «Parece que Jesus não tem outro cuidado senão o de santificar a vossa alma» (Epist. II, pág. 155).

Se a Providência divina quis que ele agisse sem jamais se afastar do seu convento, como que «plantado» aos pés da Cruz, isto não é isento de significado. Certo dia o divino Mestre consolou-o, num momento de particulares provações, dizendo-lhe que «junto da Cruz se aprende a amar» (Epist. I, pág. 339).

Sim, a Cruz de Cristo é a insigne escola do amor: ou melhor, é a própria «fonte» do amor. Purificado pelo sofrimento, o amor deste fiel discípulo atraía os corações a Cristo e ao seu exigente Evangelho de salvação.

6. Ao mesmo tempo, a sua caridade derramava-se como bálsamo sobre as debilidades e sofrimentos dos irmãos. Assim, Padre Pio uniu ao zelo pelas almas a atenção pelo sofrimento humano fazendo-se promotor, em San Giovanni Rotondo, de uma estrutura hospitalar, por ele chamada «Casa Alívio do Sofrimento». Ele a quis como um hospital de primeira categoria, mas sobretudo preocupou-se por que nele se praticasse uma medicina verdadeiramente «humanizada», onde a relação com o doente se caracterizasse pela mais calorosa solicitude e pelo mais cordial acolhimento. Bem sabia que, quem está doente e sofre, tem necessidade não só de uma correcta aplicação dos instrumentos terapêuticos, mas também e sobretudo de um clima humano e espiritual, que lhe consinta redescobrir-se a si mesmo no encontro com o amor de Deus e a ternura dos irmãos.

Com a «Casa Alívio do Sofrimento» ele quis mostrar que os «milagres ordinários» de Deus passam através da nossa caridade. É preciso tornar-se disponível à partilha e ao serviço generoso dos irmãos, servindo-se de todos os recursos da ciência médica e da técnica.

7. O eco que esta beatificação suscitou na Itália e no mundo é sinal de que a fama de Padre Pio, filho da Itália e de Francisco de Assis, alcançou um horizonte que abarca todos os Continentes. É-me grato saudar todos os que aqui vieram, a começar pelas altas Autoridades italianas, que quiseram estar presentes: o Senhor Presidente da República, o Senhor Presidente do Senado, o Senhor Presidente do Conselho dos Ministros, que chefia a Delegação oficial, além de numerosos Ministros e Personalidades. A Itália está deveras representada de maneira digna! Mas também inúmeros fiéis de outras Nações estão aqui reunidos para prestar homenagem a Padre Pio.

A quantos vieram de perto ou de longe dirige-se a minha saudação afectuosa, juntamente com um especial pensamento para os Padres Capuchinhos. A todos um agradecimento cordial!

8. Quereria concluir com as palavras do Evangelho desta Missa: «Não se turve o vosso coração: crede em Deus». Faz eco desta exortação de Cristo o conselho que o novo Beato costumava repetir: «... Abandonai-vos plenamente no coração de Jesus, como uma criança entre os braços da mãe». Possa este convite penetrar também no nosso espírito como fonte de paz, de serenidade e de alegria. Por que devemos ter medo, se Cristo é para nós o Caminho, a Verdade e a Vida? Por que não confiarmos em Deus que é Pai, nosso Pai?

«Santa Maria das Graças», que o humilde capuchinho de Pietrelcina invocou com constante e terna devoção, nos ajude a ter os olhares fixos em Deus. Ela nos tome pela mão e nos incentive a procurar, com todos os esforços, aquela caridade sobrenatural que brota do lado trespassado do Crucificado.

E tu, Beato Padre Pio, volve do Céu o teu olhar sobre nós congregados nesta Praça e sobre quantos estão reunidos em oração na Praça de São João de Latrão e em San Giovanni Rotondo. Intercede por quem, em todas as partes do mundo, se une espiritualmente a este evento elevando a ti as suas súplicas. Vem em socorro de cada um e dá paz e conforto a todos os corações.

Amém!

Fonte: https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1999/documents/hf_jp-ii_hom_02051999_padre-pio.html

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

O VALOR INFINITO DA SANTA MISSA.

 



"Se os homens conhecessem o valor da Santa Missa, a polícia teria que estar sempre às portas das Igrejas para manter a ordem por causa da grande quantidade de pessoas que a assistiriam".

São Pio de Pietrelcina

   São incomparáveis as graças e benefícios que nos são concedidos, em favor da nossa salvação, através da participação da Santa Missa. Nesta celebração, temos a graça de nos tornarmos participantes do sacrifício do Senhor, vivendo com Ele novamente o caminho do calvário, renovando o mesmo sacrifício da cruz, em que Ele mesmo se imola em favor dos nossos pecados e para nos dar a graça da salvação. 

   O mandamento da igreja determina e específica a lei do Senhor: "Aos domingos e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis tem a obrigação de participar da missa" (Catecismo da Igreja Católica - CIC 2180). Esse nos confirma o terceiro mandamento da lei de Deus, portanto se faltamos a missa sem um motivo justo, estamos cometendo um pecado grave. Porém muitos cristãos ainda não tem consciência disto e vão a missa apenas quando sentem vontade ou julgam necessário. Por isso se faz necessário sabermos a real importância da celebração eucarística em nossa caminhada cristã, até mesmo por que o ser humano é movido por aquilo que julga ser importante e desconhecendo o real valor da santa missa perde-se muitas graças que o Senhor nos concederia através dela.

  O Catecismo da Igreja Católica, em seu parágrafo 1368, nos diz que o sacrifício de Cristo, presente sobre o altar, dá a todas as gerações de cristãos a possibilidade de estarem unidos a sua oferta. Nós, como membros do seu Corpo, podemos oferecer juntamente com Ele nossas vidas, nossos sofrimentos e orações, que a partir daí ganham um sentido novo e se tornam agradável aos olhos de Deus.

   A palavra Eucaristia significa "ação de graças". Através desta santa celebração somos movidos a adorar ao Senhor, que é digno de todo honra e louvor, aquele que se deu inteiramente por nós. Glorificando a Ele por toda a obra da criação e salvação da humanidade. 

   Na santa missa, nós cristãos comungamos da mesa da Palavra e da Eucaristia, mas antes disso devemos preparar nossos corações para acolher a presença do Senhor em nós, através do ato penitencial fazemos um exame de consciência e apresentamos a Deus nossas faltas e com um coração contrito, verdadeiramente arrependido, obtemos o perdão dos pecados veniais. Como nos diz São Tomás de Aquino a respeito da Eucaristia, ela é o "remédio pelo qual somos livres das falhas cotidianas e preservados dos pecados mortais". Além disso, a cada missa em que participamos estamos reduzindo a pena temporal que devemos pagar pelos nossos pecados.

   São incomensuráveis os bens que recebemos ao participarmos do banquete pascal. Nesse momento o Senhor nos dá a graça de manter os nossos olhos fixos a sua paixão, de sofrer com Ele, como fez Maria sua mãe, estando aos pés da cruz (Jo 19,25). Recebemos a graça de ter os nossos corações mais unidos a Ele e no momento em que o recebemos, recebemos também a graça da imortalidade, daquele que venceu a morte e ressuscitando dos mortos, nos gerou para a eternidade.

 Que possamos cada dia mais alimentar em nossos corações a certeza de que:

"Não há meio melhor para se chegar a perfeição". Santa Teresa D'Ávila

 Ivana Marçal Brasil

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A chaga secreta e dolorosa que o Padre Pio só revelou em vida ao futuro Papa João Paulo II


Uma conversa misteriosa de futuro santo para futuro santo



São Padre Pio de Pietrelcina foi um dos pouquíssimos santos que experimentaram no próprio corpo os sinais visíveis e tangíveis da Paixão de Cristo.

O mistério dos estigmas de Cristo sofridos pelo santo incluía também as mesmas dores terríveis da chaga das costas, confirmando o que tinha sido revelado diretamente por Jesus a São Bernardo sobre essa ferida dolorosíssima.

A descoberta sobre as dores terríveis sofridas pelo Padre Pio na altura dos ombros foi feita depois da sua morte por um amigo e filho espiritual do sacerdote, o frei Modestino de Pietrelcina.

Esse frade leigo, conterrâneo do Padre Pio, ajudava o santo em ocupações de caráter doméstico. O padre lhe tinha dito, em certa ocasião, que sentia uma das suas maiores dores na hora de trocar de camisa. Frei Modestino pensava que ele se referisse à dor de desgrudar a camisa do ferimento no lado – e só entendeu de qual chaga realmente se tratava quando foi reorganizar as vestes do santo, já falecido, em 4 de fevereiro de 1971.

Nessa data, o padre guardião do convento encarregara ao frade recolher tudo o que tinha sido usado pelo Padre Pio e guardar esses itens em sacos de nylon. Foi então que ele encontrou a camisa com uma grande mancha na altura do ombro direito, perto da clavícula. A mancha tinha cerca de 10 centímetros: mais ou menos o mesmo tamanho da que vemos no Santo Sudário. Tirar a camisa deve ter causado dores realmente intensas ao Padre Pio se a chaga estava em carne viva e os ossos ainda estavam quebrados. Não se sabe, porém, se essas fraturas foram observadas no esqueleto do padre quando de sua morte.

“Relatei essa descoberta imediatamente ao padre superior”, recorda o frei Modestino. “Ele me disse para escrever um breve relato. O padre Pellegrino Funicelli, que tinha auxiliado o Padre Pio durante anos, também me disse que, ao ajudá-lo algumas vezes a trocar a camisa de lã, quase sempre notava, ou no ombro esquerdo ou no direito, um ferimento circular”.

A dor e o perfume


O frade prossegue seu relato:

“Uma confirmação importante me veio do próprio Padre Pio. Uma noite, antes de dormir, eu lhe fiz com muita fé esta oração: ‘Padre, se tinhas mesmo a chaga no ombro, dá-me um sinal’. Adormeci. Mas, exatamente à uma e cinco daquela noite, quando eu dormia tranquilamente, uma dor aguda no ombro me fez acordar de repente. Era como se alguém tivesse me atingido com uma faca no osso da clavícula. Se aquela dor tivesse durado mais alguns minutos, eu acho que teria morrido. Ao mesmo tempo, ouvi uma voz que me dizia: ‘Foi assim que eu sofri’. Um perfume intenso me envolveu e encheu toda a minha cela. Senti o coração transbordando de amor de Deus e tive também uma sensação estranha: ser privado daquele sofrimento insuportável era ainda mais doloroso que a própria dor. O corpo queria rejeitá-la, mas a alma, inexplicavelmente, a desejava. Era ao mesmo tempo dolorosíssima e doce. Eu finalmente tinha entendido!”.

O encontro com o futuro Papa João Paulo II


Ninguém jamais soube daquela chaga, com exceção apenas do futuro Papa João Paulo II. E, se o frade santo só a revelou a ele, é porque alguma razão devia ter.

O livro “A Autobiografia Secreta“, organizado por Francesco Castelli, historiador da postulação da causa de beatificação de João Paulo II e professor de História Moderna e Contemporânea da Igreja em Taranto, no sul da Itália, informa que o cardeal Andrzej Maria Deskur tinha contado, numa entrevista, sobre um encontro em San Giovanni Rotondo, em abril de 1948, entre o então padre Karol Wojtyla e o fradre que experimentava os estigmas da Paixão.

Foi naquela ocasião que o Padre Pio contou ao futuro Papa da existência da “chaga mais dolorosa“.

Fonte: http://pt.aleteia.org/2016/12/08/a-chaga-secreta-e-dolorosa-que-o-padre-pio-so-revelou-em-vida-ao-futuro-papa-joao-paulo-ii/

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A ultima Missa de Padre Pio.


Em 22 de Setembro de 1968, São Padre Pio de Pietrelcina presidiu a sua ultima Missa poucas horas antes de morrer na madrugada do dia 23 de Setembro.

No final dos anos 60, Padre Pio teve alguns problemas de saúde mas apesar de seu cansaço e de sua fragilidade continuava Presidindo a Santa Missa e atendia cerca de 50 confissões diárias.

No dia 20 de Setembro de 1968 São Padre Pio completava 50 anos de ter recebido os Estigmas de Cristo pela primeira vez. Ele ia Presidir uma Missa Solene, mas pediu aos seus superiores para que presidissem uma Missa menor. No entanto, ao ver a quantidade de peregrinos vindo de todos os cantos dos Grupo de Oração espalhado no Mundo inteiro decidiu prosseguir com o seu plano original de Presidir uma Missa Solene. A Missa que vemos no vídeo acima.

Na madrugada do dia 23 de Setembro de 1968, já moribundo, chamou o seu superior para se confessar e renovar pela ultima vez os votos solenes de Pobreza, Obediência e Castidade. Segurando o seu Rosário, morreu vendo a Jesus e a Virgem Maria, e pronunciando "Jesus, Maria." "Jesus, Maria."

A causa de sua morte, foi um ataque ao coração.

Padre Pio nasceu na cidade de Pietrelcina, Itália, em 25 de de Maio de 1887. Seu nome era Francesco Forgione e tomou o nome de Frei Pio de Pietrelcina em honra a São Pio V, quando recebeu o hábito de Franciscano Capuchinho. Sua vida foi marcada por vários Milagres como Curas, levitação, podia ver as almas das pessoas, dom de bilocação...

Seu corpo foi enviado a Roma em Fevereiro deste ano, como parte do programa do Jubileu da Misericórdia. São Padre Pio foi Canonizado por São João Paulo II, quem o conheceu quando ainda estava vivo e de quem conseguiu graças para pessoas ligadas a ele.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Eis como apareceram aos poucos, os Estigmas em Padre Pio.



Padre Pio recebeu primeiramente os Estigmas de forma invisíveis no dia 20 de Setembro de 1910. Abaixo, temos alguns trechos de Cartas do Padre Pio a seus diretores espirituais. Os Padres; Bento e Agostinho. Vejamos:

Carta 44 - Padre Pio a Padre Bento.
Pietrelcina, 08 de setembro de 1911 
[Padre Pio com pouco mais de 24 anos de idade e 1 de sacerdócio].

... ”Ontem de tarde aconteceu-me uma coisa que não sei explicar e nem compreender. No meio da palma das mãos apareceu um pouco de vermelho quase do tamanho duma moeda, acompanhado também de uma forte e aguda dor no meio daquele pouco de vermelho. Esta dor era mais sensível no meio da mão esquerda, de tal forma que permanece até agora. Também debaixo dos pés sinto um pouco de dor.

Este fenômeno há quase um ano que se repete (logo, os estigmas tiveram início em setembro de 1910), porém agora, já fazia algum tempo que não o sentia. Não se inquiete, porém, se agora, pela primeira vez, lho revelo; porque fui sempre vencido por aquela maldita vergonha. Também agora, se soubesse quanta violência tive que me fazer para dizer-lho! Muitas coisas teria para dizer-lhe, mas falta-me a palavra; digo-lhe somente que as batidas do coração, quando me encontro com Jesus Sacramentado, são muito fortes. Parece-me, às vezes, que queira até saltar-me do peito.

No altar, às vezes, sinto-me tomado de tal calor em toda a pessoa, que não consigo descrever-lho. A vista especialmente parece-me que queira transformar-se toda em fogo. Que sinais sejam esses, padre meu, ignoro-o”... (Epistolario. I, p. 234).

Carta 69 – Padre Pio a Padre Agostinho.
Pietrelcina, 21 de março de 1912.

... “Desde quinta-feira de tarde até sábado, como também na terça-feira é uma tragédia dolorosa para mim. O coração, as mãos e os pés parecem-me que são traspassados por uma espada; tal é a dor que sinto” ... [Nota: aqui Padre Pio não fala expressamente de estigmas, mas as dores estão localizadas exatamente no local dos estigmas]. (Epistolário I, p. 267).

Carta 287 – Padre Agostinho a Padre Pio.
S. Marco la Catola, 30 de setembro de 1915
[ Padre Pio com pouco mais de 28 anos de idade. - Padre Agostinho faz-lhe três perguntas]. 

... “Diz-me: 1º. Desde quando Jesus começou a favorecer-te com celestes visões? 2º. Concedeu-te o dom inefável dos santos estigmas, embora invisíveis? 3º. Fez-te provar e quantas vezes a sua coroação de espinhos e a sua flagelação? Julgo não parecer curioso, pois Jesus vê minha intenção. Tu deves rezar a Ele e responder-me e, embora eu esteja resignado a quanto Jesus quer, insisto e peço uma resposta” ... (Epistolario I, p. 659).

Carta 288 – Padre Pio a Padre Agostinho
Pietrelcina, 4 de outubro de 1915.
[Padre Pio esquiva-se de responder àquelas perguntas].

... “Perdoai-me se não apresento resposta àquelas interrogações que me tendes feito na última vossa. Para dizer-vos a verdade, sinto uma grande repugnância ao escrever sobre essas coisas. Não se poderia, ó padre, contemporizar de momento em dar satisfação às vossas perguntas?” ... (Epistolario I , p. 663).

Carta 289 - Padre Agostinho a Padre Pio 
S.Marco la Catola, 07 de outubro de 1915.
[Padre Agostinho insiste em obter resposta].

... “Pedes-me, enfim, para contemporizar nas respostas aos meus quesitos. Para dizer a verdade, eu sinto no coração o dever de insistir: creio que esta insistência não desagradará a Jesus, nem deves continuar sentindo repugnância em obedecer, porque, não duvides, tudo redundará para glória de Deus e salvação nossa. Caso o desejes, responde-me por meio duma carta reservada: Jesus me fará manter o segredo; tu sabes que nunca falei a não ser a almas às quais Jesus quer e quando Jesus o quer. Porque, então, tanta relutância? Tu deves ser sincero, deves dizer-me tudo: melhor, roga a Jesus que te faça revelar-me também qualquer outra coisa que eu não sei ou não me ocorre pedir-te. Jesus te ajude e te abençoe” ... (Epistolario. I, p. 665 s). 

Carta 290 - Padre Pio a Padre Agostinho.
Pietrelcina, 10 de outubro de 1915.
[ Padre Pio enfim responde às perguntas do diretor espiritual].

...”Em vossa decidida vontade de saber ou melhor de receber resposta àquelas interrogações, não posso não reconhecer a expressa vontade de Deus, e com mão trêmula e coração trasbordante de dor, ignorando a verdadeira causa disso, disponho-me a obedecer-vos.

Pela primeira vossa pergunta, quereis saber quando Jesus começou a favorecer a sua pobre criatura com celestes visões. Se não me engano, estas devem ter iniciado não muito depois do noviciado (nota: noviciado feito de janeiro 1903 a janeiro 1904, entre 16 e 17 anos de idade).

A segunda pergunta é se lhe concedeu o dom inefável dos seus santos estigmas.
A isto deve-se responder afirmativamente, e a primeira vez que Jesus quis digná-lo deste seu favor, foram visíveis, especialmente numa mão, e sendo que esta alma, em razão de tal fenômeno ficou estarrecida, rogou ao Senhor que lhe retirasse um tal fenômeno visível. Daquele momento não apareceram mais: porém, desaparecidas as chagas, nem por isso desapareceu a dor agudíssima que se faz sentir, em especial em alguma circunstância e em determinados dias.

A terceira e última vossa pergunta é: se o Senhor lhe fez provar, e quantas vezes, a sua coroação de espinhos e sua flagelação. A resposta também a esta pergunta deve ser afirmativa; quanto ao número não saberia determiná-lo. Somente o que posso dizer-lhe é que esta alma, há vários anos, padece isso, e quase uma vez por semana.
Parece-me ter-vos obedecido, não é verdade?” ... (Epistolario I, p. 669).



Carta 500 – Padre Pio a Padre Bento
San Giovanni Rotondo, 21 de agosto de 1918.

[Transverberação: 5 a 7 de agosto de 1918 – Padre Pio com pouco mais de 31 anos de idade e 8 de ordenação sacerdotal. Nota: Trata-se duma longa carta dirigida tanto ao Padre Bento como ao Padre Agostinho (com pequenas variantes), pela qual se mostra extremamente angustiado, desolado...]

“... Estou cansado de tanto cansar os guias e os suportes e somente a obediência me serve de amparo para não me abandonar a um abandono completo. Em força desta (obediência) sinto-me induzido a manifestar-vos o que me aconteceu no dia cinco à tarde até o dia seis do corrente. 

Não consigo dizer-vos o que me aconteceu neste período de superlativo martírio. Estava confessando os nossos rapazes (seminaristas capuchinhos) na tarde do dia cinco, quando repentinamente fui tomado por um extremo terror à vista dum personagem celeste que se me apresenta diante do olho da inteligência. Tinha na mão uma espécie de instrumento, semelhante a uma longuíssima lâmina de ferro com uma ponta bem afiada, de cuja ponta parecia lançar fogo.

Ver tudo isso e observar o dito personagem jogar com toda a violência o supracitado instrumento na alma, foi tudo uma coisa só. Com dificuldade emiti um lamento, sentia-me morrer. Disse ao rapaz que se retirasse, porque me sentia mal e não tinha mais forças para continuar.

Este martírio durou, sem interrupção, até a manhã do dia sete. O que sofri neste período tão lutuoso não sei dize-lo. Percebia que até as vísceras eram rasgadas e estraçalhadas com aquele instrumento, e tudo era metido a ferro e fogo. Daquele dia para cá me sinto ferido de morte. Sinto no mais íntimo da alma uma ferida que está sempre aberta, que me causa espasmos constantes.

Não é esta uma nova punição que me é imposta pela justiça divina? Julgai-o vós quanto de verdade há nisto e se eu não tenho todas as razões para temer e de estar numa extrema angústia” ... (Epistolario I, p. 1065 s).

NOTA BENE: 1.“Transverberação, por alguns chamada “assalto do Serafim”, é uma graça santificadora. De acordo com a clássica doutrina de São João da Cruz, a alma “incendiada de amor de Deus” é “interiormente tomada de assalto por um Serafim”, o qual, queimando-a, “traspassa-a até o intimo com um dardo de fogo”. A alma assim ferida é tomada por uma suavidade deliciosíssima, Santa Teresa de Jesus foi protagonista deste extraordinário fenômeno. Também o Padre Pio (como descrito acima). (Epistolario I, p. 148-149). [NOTA: “Após a morte de Santa Teresa de Ávila, seu corpo foi autopsiado, e então a ciência pôde comprovar que o coração estava realmente ferido por um dardo, porém cicatrizado. Hoje ele se conserva numa pequena igreja dos Carmelitas descalços, em Alba de Tomes (Espanha). Antes do Padre Pio, aquele era tido como o caso mais importante de transverberação, codificado nos tratados de teologia mística por São João da Cruz, discípulo de Santa Teresa” – Em Padre Pio, o Santo do Terceiro Milênio, Olivo Cesca, 2ª edição, p. 103, nota 9].
2. Estigmatização: “A transverberação no Padre Pio foi como o prelúdio da estigmatização. Enquanto a primeira é uma graça santificadora, a segunda é antes carismática, concedida por Deus em vantagem dos outros. No nosso caso pode-se também considerá-la como chaga de amor, porque é, por assim dizer, o complemento, a exteriorização e a projeção da ferida da alma” (Epistolario I, p. 152).

domingo, 14 de fevereiro de 2016

#Curiosidade A relíquia do Padre Pio.




Na igreja do convento da "Sagrada Família", você pode rezar diante da única relíquia do corpo de Padre Pio que está fora de San Giovanni Rotondo.

O fragmento precioso e sagrado é mantido no relicário feito pelo escultor-ourives, o mestre Lineo Tabarin. 

É o osso hióide, um osso em forma de U que está na base da língua, não relacionado com o esqueleto através das articulações, mas apenas com ligamentos e músculos e, portanto, é o único osso que saiu naturalmente do corpo do Padre Pio no momento do reconhecimento canônico. 

A província religiosa dos Frades capuchinhos de "Sant'Angelo e Padre Pio" a doou à cidade Pietrelcina e é sempre preservado e exibido na igreja do Mosteiro "Sagrada Família".

Entrando no corredor esquerdo, há também a estátua de são Pio que foi abençoada pelo Papa São João Paulo II no dia da beatificação, em 2 Maio de 1999.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Cumpriu - se a profecia e o Padre Pio voltou a Pietrelcina 100 anos depois.


Procedente da Basílica de São Pedro e a pedido do Papa Francisco por ocasião do Ano da Misericórdia, os restos mortais de São Padre Pio voltaram na ultima Quinta - Feira (11/02) para a cidade de Pietrelcina e assim se cumpriu a profecia que o mesmo frade capuchinho fez sobre sua volta à cidade.

Segundo informações da TV2000, choveu durante toda a manhã em Pietrelcina até que chegou o Padre Pio. Saiu o sol durante “este retorno histórico que ocorreu 100 anos depois da sua chegada a este local em 1916”.

Sobre isso, Orazio Pennelli, sobrinho bisneto do Padre Pio comentou: “A relação (do Santo) com Pietrelcina é profunda. Embora não esteve aqui fisicamente durante este tempo, sempre esteve espiritualmente presente, sobretudo aqui em Chiana Romana, neste lugar ao qual estava muito ligado”.

Os restos do Padre Pio estarão em Pietrelcina até o domingo, 14 de fevereiro, na igreja da Sagrada Família, a qual permanecerá aberta durante o dia e a noite inteira para poder receber a grande quantidade de fiéis que chegaram desde muitos lugares para ver o Santo que recebeu os estigmas de Cristo.

A profecia


Em agosto de 1968, pouco antes de sua morte, o Padre Pio conversou com o Pe. Mariano da Santa Croce, que lhe disse que voltaria para sua cidade natal “alguns anos depois de sua morte (…) O Senhor sabe… e o chamará também ao Paraíso. Depois da sua morte haverá sinais, prodígios, milagres, a Igreja o levará aos altares. Então, transladarão seu corpo deste lugar e será feita uma preciosa viagem a Pietrelcina”.

O Santo, assinalou o jornal Avvenire dos bispos italianos, juntou suas mãos e abaixou duas vezes a cabeça e disse ao sacerdote: “Assim será”.

Em 17 de fevereiro de 1916 e logo depois de um período de recuperação que transcorreu em vários conventos da região e em Pietrelcina, o Padre Pio deixou sua cidade natal para ingressar na comunidade religiosa de Santa Ana em Foggia, lugar no qual “aprendeu a conviver com as forças demoníacas que o atormentavam em sua cela durante as noites”.

Logo depois de uma temporada em Foggia, foi para San Giovanni Rotondo, onde serviu até sua morte em 23 de setembro de 1968.

São Pio da Pietrelcina nasceu em 1887 e morreu em 1968. Recebeu os estigmas e teve visões místicas de Cristo. O Santo tinha “a frente alta e serena, o olhar vivaz, doce; e a expressão com reflexos de bondade e sinceridade”.

Era muito gentil com seus irmãos; muito amado por seus superiores; permanecia cerca de 10 a 12 horas por dia confessando e celebrava a Missa com grande devoção.

Padre Pio foi beatificado em 1999 e canonizado em 2002 pelo Papa São João Paulo II.

Fonte: acidigital.com

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Chegada do Padre Pio depois de 100 anos...

Chegada do Padre Pio em Pietrelcina! 


Há aproximadamente 100 anos, Padre Pio deixou Pietrelcina (no dia 17 de Fevereiro de 1916), onde morou durante 29 anos. O corpo será transladado primeiro a Foggia e, em seguida, a São Giovanni Rotondo.

A relíquia chegou à Pianna Romana por volta das 15 Hrs (Região Rural onde a família do Padre Pio possuía uma fazenda e local onde recebeu os estigmas de forma invisíveis).

Em um artigo publicado por Raffaele Laria no jornal oficial da Conferencia Episcopal Italiana, Avvenire, explica - se como poucos meses antes de sua morte, o primeiro domingo de Agosto de 1968, o santo disse a um dos seus irmãos frades que visitaria sua cidade natal "vários anos depois da sua morte". "Padre, ainda falta cem anos", disse - lhe o Pe. Mariano. "O Senhor sabe...". "Depois da sua morte haverá sinais, prodígios, milagres, a Igreja o levará aos altares. Então transladarão seu corpo deste lugar e será feita uma preciosa viagem a Pietrelcina. O Pe. Pio então juntou as mãos e abaixou duas vezes a cabeça e disse: " Assim será", contou o Pe. Mariano.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Roteiro de Peregrinação da Relíquia (Corpo de São Padre Pio).




O corpo de São Pio estará em Roma! Ficará do dia 03 a 11 de fevereiro. A urna contendo os restos mortais do santo deixará San Gionanni Rotondo, sendo Celebrada uma Missa na Igreja - Santuário dedicada a São Padre pio. A celebração será presidida pelo Arcebispo de Manfredonia - Viste - San Giovani Rotondo, Dom Michele Castoro e contará com a participação de todos os religiosos da Arquidiocese.

O corpo de São Padre Pio chegou no inicio da tarde de hoje (03/02) à basílica de São Lourenço Fora dos Muros, em Roma, e ficará aos cuidados dos Frades Menores Capuchinhos. Para o local, também foram levadas as relíquias do corpo de São Leopoldo mandic. Ambas relíquias permanecerão na Basílica durante todo o dia 4.

Já na tarde do dia 5 de Fevereiro, será realizada uma procissão da Igreja de São Salvador em Lauro até a Basílica de São pedro. No dia 6 de Fevereiro, a partir das 10 Hrs, está prevista audiência especial com o Papa Francisco na Praça São Pedro. Além disso, o Papa também celebrará uma Missa no dia 9 pelos Frades Menores Capuchinhos de todo o mundo.

Quarta Feira de Cinzas

No dia 10, juntamente com as celebrações da Quarta - Feira de Cinzas, o Papa conferirá a cerca de 1 Mil Missionários da Misericórdia (Sacerdotes e Religiosos do mundo inteiro) a responsabilidade de serem "um sinal da solicitude materna da Igreja pelo povo de Deus, para que entre em profundidade na riqueza deste mistério tão fundamental para a fé." (Misericordiae Vultus, 18 0 Bula Rosto da Misericórdia).

Na manhã do dia 11 de fevereiro, após Missa presidida pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o Arcebispo Dom Rino Fisichella, o corpo de São Padre Pio será levado a Pietrelcina, Cidade que Padre Pio deixou há 100 anos e não mais regressou.

A relíquia está prevista para chegar por volta das 15 Hrs à Pianna Romana (região rural onde a família do padre Pio possuía uma fazenda e local em que ele recebeu os estigmas de forma invisíveis). Após o acolhimento Litúrgico, o corpo será levado à Igreja do Convento da Sagrada Família, permanecendo exposto entre os dias 12 e 13 de Fevereiro. 

Por fim, o corpo do Padre Pio retornará a San Giovanni Rotondo. Uma Missa será realizada no dia 14 de fevereiro, às 9 Hrs, pelo Arcebispo de Benevento, Dom Andrea mugione. Nesse mesmo dia, a relíquia de São padre Pio será levada ao Convento dos Frades Menores Capuchinhos de Santa Ana em Foggia, percorrendo o caminho feito pelo santo há aproximadamente 100 anos.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Padre Pio "volta" a Pietrelcina depois de 100 anos.




O superior do convento dos capuchinhos em Pietrelcina, Pe. Marciano Guarino, informou que os restos do Padre Pio chegarão a esta cidade italiana 100 anos depois que o frade deixou a sua cidade nata. Deste moto, se cumpria a profecia que o Santo fez sobre sua volta alguns anos depois de sua morte.

A urna com os restos mortais do Padre Pio chegará a Pietrelcina logo depois de estar os primeiros dias de Fevereiro na basílica de São Pedro no Vaticano, por motivo do jubileu da Misericórdia, graças ao Papa francisco que desejou que este seja um importante sinal da misericórdia de Deus.

Em agosto de 1968, pouco antes de sua morte, o Padre Pio conversou com o Pe. Mariano da Santa Croce, que lhe disse que voltaria para sua cidade natal " alguns anos depois de sua morte (...) o senhor sabe... e o chamará também ao Paraíso. Depois da sua morte haverá sinais, prodígios, milagres, a Igreja o levará aos altares. Então, transladarão seu corpo deste lugar e será feita uma preciosa viagem a Pietrelcina".  O santo, assinalou o jornal Avvenire dos bispos italianos, juntou suas mãos e abaixou duas vezes a cabeça e disse ao sacerdote: "Assim será".Em 17 de Fevereiro de 1916.

Logo depois de um período de recuperação que transcorreu em vários conventos da região e em Pietrelcina, o Padre Pio deixou sua cidade natal para ingressar na comunidade religiosa de Santa Ana em Foggia, lugar no qual "aprendeu a conviver com as forças demoníacas que o atormentavam em sua cela durante as noites".

Após uma temporada em Foggia, foi para San Giovanni Rotondo, onde serviu até sua morte em 23 de Setembro de 1968.

O Padre Marciano Guarino disse que chegou o momento no qual "nosso irmão retorne a 'sua' Pietrelcina, lugar no qual nasceu e respirou o ar de um bairro e uma cidade especial, escolhida por Deus para ser a terra de um santo".

Os restos do santo estarão em Pietrelcina entre os dias 11 e 13 de fevereiro, conforme informou a Tele Rádio Padre Pio.

São Pio da Pietrelcina nasceu em 1887 e morreu em 1968. Este sacerdote da Ordem do Frades Menores Capuchinhos nasceu em Pietrelcina, mas exerceu seu ministério em San Giovanni Rotondo desde 1916 até a sua morte. Também recebeu os estigmas e teve visões místicas de Cristo. O santo tinha "a frente alta e serena, o olhar viva, doce; e a expressão com reflexos de bondade e sinceridade". Era muito gentil com seus irmãos; muito amado por seus superiores; permanecia cerca de 10 a 14 horas por dia confessando e Presidia a Missa com grande devoção.

O Padre Pio foi Beatificado em 1999 e Canonizado em 2002 pelo Papa São João Paulo II.