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sexta-feira, 20 de maio de 2022

Maria: Mãe da Humanidade




"Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo." (João 19, 26-27)

   

   Estamos no mês de Maio, dedicado a nossa mãe, Maria Santíssima. Deste modo, somos convidados a nos aprofundar no conhecimento do mistério salvífico de nosso Senhor Jesus Cristo, para conhecermos ainda mais o papel de Maria como mãe de Deus e nossa mãe e assumirmos confiantemente sua maternidade em nossas vidas.

   As sagradas escrituras nos ensinam que Maria foi escolhida por Deus para ser mãe do Salvador. O Senhor a escolheu para tão escelsa missão e com o consentimento dela, a torna o caminho pelo qual o próprio Deus escolhe para se fazer homem e habitar entre nós. Portanto, Deus quis precisar de Maria. Ele tem em suas mãos o poder de realizar todas as coisas por si só, pois tudo está sob seu domínio, mas Ele quis precisar dela, contar com sua cooperação. 

   Deus a predestinou, desde toda a eternidade, para que por meio dela se cumprisse o plano da salvação. Para que "assim como uma mulher contribuiu para a morte,uma mulher também contribuísse para a vida"(CIC, 488). Assim como entrou no mundo a condenação, pela desobediência de Eva, pela obediência de Maria, entrou no mundo a salvação. Eva tornou-se a "mãe de todos os viventes" (Gênesis 3,20), porém Maria é agora a Nova Eva, capaz de gerar filhos espirituais para a eternidade. 

   Por sua fé e obediência a vontade de Deus, Ela tornou-se participante do mistério da redenção. Aquela que é mãe de Deus, torna-se também nossa "mãe na ordem da graça" (CIC, 968). Como nos explica São Luís Maria, no Tratado da Verdadeira devoção a Santíssima Virgem: "Uma mesma mãe não dá a luz a testa ou a cabeça sem os membros, nem os membros sem a cabeça: caso contrário teríamos um monstro da natureza. Assim também na ordem da graça, a cabeça e os membros nascem também de uma só mãe[...]" (MONTFORT, 2016, p.30). Dessa forma, assim como Maria deu o seu sim para acolher o menino Jesus em seu ventre, esse mesmo sim se estende a cada um de nós, seus filhos na ordem da graça.

   Assim como o filho segue o exemplo de sua mãe terrena, cada um de nós devemos seguir os passos de Maria, pois tudo nela aponta para Jesus. Durante toda a sua vida ela soube em tudo fazer a vontade de Deus, gerando, cuidando, educando e acompanhando cada passo de seu amado filho, até a consumação do santo sacrifício na cruz, no qual ela também foi participante, oferendo-o em favor de todos os homens.

   Estando aos pés da cruz, o discípulo amado recebe do próprio Cristo seu bem mais precioso, Maria, como sua mãe. E como nos diz a palavra, o discípulo a acolheu consigo. Na pessoa de João, estamos representados cada um de nós e hoje o Senhor nos diz como outrora falou ao discípulo amado: "Eis a tua mãe!"(Jo 19,27). Que possamos pedir ao Espírito Santo, esposo de Maria, que fecunde os nossos corações, nos dando a graça de assumirmos a sua maternidade e acolhê-la verdadeiramente conosco, para que sejamos "guardados, sustentados e criados por esta boa mãe até que ela nos gere para a glória[...]"(MONTFORT, 2016, p.31).

Referências:

Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Edição típica Vaticana, Loyola, 2000.

MONTFORT, São Luís Maria Grignion de.Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem. 7ª edição. Lorena: Cléofas, 2016.

Ivana Marçal Brasil-Grupo de Oração Filhos de Maria

   

quinta-feira, 25 de março de 2021

O anjo do Senhor anunciou a Maria e ela concebeu do Espírito Santo


     Neste dia 25 de Março a igreja celebra a solenidade da Anunciação do Senhor, momento em que Nosso Senhor Jesus Cristo desce do Céu e se encarna no ventre da Virgem Maria; dando início ao período gestacional de Maria. Esta festa litúrgica lembrada pelos cristãos desde os primeiros séculos e inserida na igreja de Roma pelo Papa Sérgio I, não só é considerada uma Festa Mariana por recordar a anunciação do anjo Gabriel a Nossa Senhora, como também uma festa cristológica por relembrar a Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo no seio virginal de Maria.

     Solenemente, celebra-se neste dia esse grandioso mistério, que é anunciado pelo anjo Gabriel a Maria, iniciando assim o cumprimento da promessa que Isaías já profetizava:"Pois bem, o Próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará a luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel"(Isaías 7, 14). Aquele que antes era espírito, quis precisar de uma criatura para assumir a nossa humanidade e se dar em sacrifício para redimir de uma vez por todas nossos pecados.

     Maria, uma jovem judia, que vivia sua vida simples, no escondimento, em uma cidade da Galileia. Prometida em casamento a um homem chamado José. Escolhida por Deus, predestinada para a mais alta missão que se possa imaginar, conceber o Salvador. 

     Maria foi preservada desde sua concepção de toda mancha do pecado original, como afirma o Papa Pio IX ao proclamar o Dogma da Imaculada Conceição de Maria sendo preservada de todo pecado durante toda sua vida. Ela que é a Arca da Nova e Eterna Aliança, o templo em que o Cristo veio habitar.

     No Evangelho de São Lucas é relatado o diálogo do anjo com Maria: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo"(Lucas 1,28), assim o anjo a saúda, pois Deus a fez "cumulada de graça"(CIC 490). Maria encontrou graça diante de Deus e Ele assim a quis, por méritos de seu Filho, para que assim como o pecado entrou no mundo através de uma mulher, também por uma mulher entrasse no mundo a salvação. Ao ouvir do anjo esta saudação e os planos de Deus para sua vida, Maria questiona como isso ia se dar, pois não era casada, era apenas noiva e humanamente falando isso seria impossível. Porém o anjo responde que será por obra do Espírito Santo que ela ficará grávida e que também Isabel sua parenta concebeu um filho na velhice, afirmando que para Deus nada é impossível.

     Confiante Maria respondeu: "Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra"(Lucas 1, 38) e “obedecendo, fez-se causa de salvação tanto para si como para todo o gênero humano”(Santo Irineu). Maria não reteve nada para si, ela soube entregar-se inteiramente aos planos de Deus e pela sua obediência o verbo se fez carne e habitou no meio de nós"(João 1,14). O Espírito Santo fecundou o coração de Maria, para que o Senhor habitasse em seu ventre materno e nele fosse por ela amado e adorado. Quis o próprio amor que através dela pudéssemos também nós, conhecê-lo e amá-lo.

     Meditemos neste grande mistério, para que assim como o Espírito Santo fecundou o coração de Maria, também o nosso coração possa ser fecundado por meio dela e possamos a seu exemplo dar o nosso sim verdadeiro aos planos de Deus para nossa vida. 

Autora: Ivana Marçal
Ministério de pregação - GO Filhos de Maria

Fonte:

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-03/anunciacao-senhor-maria-anjo-gabriel.html

https://misericordia.org.br/formacoes/anunciacao-de-nossa-senhora-e-o-inicio-da-nossa-redencao/

https://misericordia.org.br/formacoes/anunciacao-de-nossa-senhora-e-o-inicio-da-nossa-redencao/

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

VIRTUDES DE NOSSA SENHORA (PARTE 2)


MARIA, EXEMPLO DE HUMILDADE PROFUNDA



Maria levou uma vida muito oculta, é por isso que é chamada pelo Espirito Santo e pela Igreja de “Alma Mater”, mãe escondida e secreta. A sua humildade foi tão profunda que não teve na terra atrativo mais poderoso, nem mais contínuo, do que ocultar-se a si mesma e perante toda criatura, para que só Deus a conhecesse. A fim de atender aos pedidos que ela lhe fez, para que a ocultasse, empobrecesse e humilhasse, aprouve a Deus ocultá-la na sua conceição e nascimento, na sua vida, mistérios, ressurreição e assunção, aos olhos de quase toda a criatura humana. Seus próprios pais não a conheciam e os Anjos perguntavam muitas vezes entre si: “Quem é esta?”, porque o Altíssimo a ocultava; ou, se alguma coisa lhes revela a seu respeito infinitamente mais lhe encobria. [1]

Assim sendo, Deus Espírito Santo comunicou a Maria, sua fiel esposa, os seus dons inefáveis. Ele quis que tudo recebêssemos por Maria. Desta forma é enriquecida, elevada e honrada pelo Altíssimo, aquela que durante toda a vida quis ser pobre, se humilhou e escondeu até o mais profundo nada, em sua extrema humildade. [2]

 Maria sabia reconhecer-se como humilde serva, sentia-se nada diante do Senhor, sem vaidade nenhuma oferecia ao Senhor os louvores que recebia e não havia nada em seu coração que centrasse nela própria. Ela era simples, todos seus atos eram feitos no silêncio e no escondimento. A humildade de Maria é a principal virtude que esmaga a cabeça do demônio. Nossa Senhora nunca se esqueceu de que tudo nela era dom de Deus. Mas se alegrava em servir ao próximo e se colocava sempre em último lugar. [3]

Maria não tinha desejo de ser reconhecida, não buscava atenção para si, ela sabia que era Jesus o Rei dos Reis, queria ser pequena e nunca buscou seus próprios interesses, ela nem mesmo os tinha. Era toda de Deus e sendo toda de Deus não pensava em outra coisa se não ser pequena e fiel a Sua Santa Vontade. Que nossa Senhora nos ensine, quebrando o nosso orgulho, a buscarmos cada vez mais sermos humildes e pequenos diante de Deus e dos homens, pois a humildade se opõe a soberba. “Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva…” (Luc. 1,48) “Derrubou os poderosos de seus tronos E exaltou os humildes.” (Luc. 1,52). Deixemos nosso orgulho e nossos desejos do nosso querer, nossas vaidades, nosso egoísmo de olhar sempre para nós e que passemos a olhar as coisas do alto, buscando no silencio e no amor ao próximo nos doar cada vez mais em amor que não se cansa de amar e de servir, que tenhamos cada vez mais o desejo de diminuir a nós mesmos  para que Jesus cresça, por vezes mortificando nossa carne, nosso ego, e nos humilhando para que possamos ter um coração moldado a Maria, um amor desinteressado pra si, mas totalmente entregue a Vontade de Deus.

 Rogai por nós santa mãe de Deus
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!


Autora: Jéssica

Referencias

[1] Cf. São Luís M.ª G. de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 5.ª ed., Lorena: Cléofas, 2015, pp. 15, n. 2.

[2] Cf. São Luís M.ª G. de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 5.ª ed., Lorena: Cléofas, 2015, pp. 27, n. 25.

[3] Imitando as Virtudes de Maria. https://comshalom.org/imitando-as-virtudes-de-maria/

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

VIRTUDES DE NOSSA SENHORA

                                      MARIA, SERVA DO SENHOR.



“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”.
(Lc 1, 38)

Querendo o Senhor não nos deixar sozinhos na caminhada e espera de sua vinda gloriosa, nos deu Maria por mãe e entregou-nos também a ela como filhos amados para melhor vivermos o tempo terreno e buscar a cada dia os tesouros da eternidade. Essa entrega vai além, muito além de nossa imaginação e ciência. Maria, nossa mãe, é também nosso exemplo principal de virtudes e amor a Deus! Buscando conhecer mais de suas virtudes vamos refletir hoje sobre sua obediência cega ao Senhor!

Quando o Arcanjo Gabriel vai até Maria, a saúda e lhe conta os planos de Deus, sem exitar e prontamente aberta a Vontade do Pai lhe dá como resposta:

                Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra.” (Lc 1,38).
Se o próprio São Paulo não temeu dizer aos fiéis de Corinto: “Tornai-vos meus imitadores” (1Cor 11, 1), que motivo teríamos nós para recear tomar como modelo aquela que, maior do que todos os Apóstolos, imitou da maneira mais perfeita possível as virtudes do nosso Redentor? Maria é, portanto, o molde com o qual Deus quer formar os seus santos, é a “fôrma” em que somos lançados para adquirir o formato e a figura de Jesus. [1]

Maria disse seu “sim” a Deus e ao projeto da salvação, livremente, por obediência a vontade suprema de Deus. Um “sim” amoroso, numa obediência perfeita, sem negar nada, sem reservas, sem impor condições. Durante toda a vida Nossa Mãezinha foi sempre fiel ao amor de Deus e em tudo o obedeceu. Ela também respeitava e obedecia as autoridades, pois sabia que toda a autoridade vem de Deus[2]. Que também nós possamos livremente e por amor dizer o nosso SIM incondicional ao amor de Deus, aos seus planos, ao Seu projeto de Salvação, de vida e santidade. Como Maria não tenhamos medo de assumir o lugar que Deus tem em seu coração para cada um de nós, para nossas famílias, nossas comunidades, nossos lares.  Peçamos ao Senhor a Graça de ter um coração cada vez mais cheio de amor por Maria, um coração desejoso de imitar suas virtudes e buscar viver com retidão tudo o que Nossa Mãe nos ensina, porque assim amaremos cada vez mais a Jesus e buscaremos cada vez mais estarmos cheios do Espirito Santo. Pois quanto mais numa alma o Espirito Santo encontra Maria, sua amada e inseparável esposa, tanto mais operante e poderoso se torna para formar  Jesus Cristo nessa alma e essa alma em Jesus Cristo.[3]

Pois o amor a Maria e suas virtudes nos levam a busca da perfeição no amor ao próprio Deus.
           Que Nossa Senhora interceda por nós e nos ensine a viver a santa obediência a Deus, a Igreja e as nossas autoridades.

Santa Maria, Rogai por nós!

Referencias:

[1] https://padrepauloricardo.org/aulas/a-imitacao-das-virtudes-de-maria
“A imitação das virtudes de Maria”

[2] pt.aletéia.org. “8 virtudes de Maria e como viver cada uma delas.”

[3] Cf. São Luís M.ª G. de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 5.ª ed., Lorena: Cléofas, 2015, pp. 25, n. 20.