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sábado, 4 de maio de 2024

HOMILIA DE JOÃO PAULO II DURANTE A CERIMÓNIA DE BEATIFICAÇÃO DE PADRE PIO DE PIETRELCINA

 


Credit Voce di Padre Pio GiugnoLuglio 1999 _ Telereadiopadrepio.it




HOMILIA DE JOÃO PAULO II DURANTE A CERIMÓNIA DE BEATIFICAÇÃO DE PADRE PIO DE PIETRELCINA

Domingo, 2 de Maio de 1999


«Cantemos ao Senhor um cântico novo!».

1. O convite da antífona de entrada exprime bem a alegria de muitos fiéis, que há tempo esperam a elevação de Padre Pio de Pietrelcina às honras dos altares. Este humilde frade capuchinho surpreendeu o mundo, com a sua vida inteiramente consagrada à oração e à escuta dos irmãos.

Inúmeras pessoas foram ao seu encontro no convento de San Giovanni Rotondo e a peregrinação, mesmo depois da sua morte, não cessou. Quando eu era estudante aqui em Roma, tive ocasião de o conhecer pessoalmente e agradeço a Deus ter-me dado hoje a possibilidade de o inscrever no álbum dos Beatos.

Hoje de manhã repercorremos os traços salientes da sua experiência espiritual, guiados pelos textos da Liturgia deste quinto domingo de Páscoa, no interior da qual se coloca o rito da sua beatificação.

2. «Não se turve o vosso coração: crede em Deus, crede também em Mim» (Jo 14, 1). Na página evangélica há pouco proclamada, escutámos estas palavras de Jesus aos seus discípulos, necessitados de encorajamento. Com efeito, a referência à Sua morte já próxima desanimou-os. Eles tinham medo de ser abandonados, de ficar sozinhos, e o Senhor confortou-os com uma promessa específica: «Vou preparar-vos um lugar» e depois «virei outra vez e levar-vos-ei Comigo para que, onde Eu estiver, estejais também vós» (Jo 14, 2-3).

A esta certeza os Apóstolos respondem pelos lábios de Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?» (Jo 14, 5). A observação é pertinente e Jesus não ignora a pergunta que nela é implícita. A resposta que Ele dá permanecerá nos séculos como uma luz límpida para as gerações vindouras: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim» (Jo 14, 6).

O «lugar» que Jesus vai preparar está na «casa do Pai»; ali o discípulo poderá estar para toda a eternidade com o Mestre e participar da Sua mesma alegria. Contudo, para alcançar a meta, o caminho é um só: Cristo, ao qual o discípulo se deve conformar cada vez mais. A santidade consiste precisamente nisto: já não é o cristão que vive, mas é o próprio Cristo que vive nele (cf. Gl 2, 20). Meta exaltante, acompanhada por uma promessa igualmente consoladora: «Aquele que acredita em Mim fará também as obras que Eu faço; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Meu Pai» (Jo 14, 12).

3. Enquanto escutamos estas palavras de Jesus o nosso pensamento dirige-se ao humilde frade capuchinho de Gargano. Com que evidência estas se realizaram no Beato Pio de Pietrelcina!

«Não se turve o vosso coração: crede...». O que foi a vida deste humilde filho de São Francisco, senão um constante exercício de fé, corroborado pela esperança do Céu, onde poder estar com Cristo?

«Vou preparar-vos um lugar... para que onde Eu estiver, estejais vós também». Que outra finalidade teve a duríssima ascese a que Padre Pio se submeteu desde a adolescência, senão a progressiva identificação com o divino Mestre, para estar «lá onde Ele estava»?

Quem ia a San Giovanni Rotondo para participar na sua Missa, para lhe pedir conselho ou se confessar, vislumbrava nele uma imagem viva de Cristo sofredor e ressuscitado. No rosto de Padre Pio resplandecia a luz da ressurreição. Marcado pelos «estigmas», o seu corpo mostrava a íntima conexão entre morte e ressurreição, que caracteriza o mistério pascal. Para o Beato de Pietrelcina, a participação na Paixão teve matizes de especial intensidade: os singulares dons que lhe foram concedidos e os sofrimentos interiores e místicos que os acompanharam consentiram-lhe viver uma extraordinária e constante experiência dos sofrimentos do Senhor, na imutável consciência de que «o Calvário é a montanha dos Santos».

4. Não menos dolorosas, e humanamente talvez ainda mais fortes, foram as provações que teve de suportar como consequência, dir-se-ia, dos seus singulares carismas. Na história da santidade às vezes acontece que o escolhido, por especial permissão de Deus, é objecto de incompreensões. Quando isto se verifica, a obediência torna-se para ele crisol de purificação, vereda de progressiva assimilação a Cristo, refortalecimento da santidade autêntica. A esse respeito, o novo Beato escrevia a um seu superior: «Só trabalho para vos obedecer, tendo-me feito conhecer o bom Deus, a coisa que Ele mais aceita e o que para mim é o único meio para esperar saúde e cantar vitória» (Epist. I, pág. 807).

Quando sobre ele se abateu a «tormenta», estabeleceu como regra da sua existência a exortação da primeira Carta de São Pedro, que há pouco escutámos: Aproximai-vos de Cristo, pedra viva» (cf. 1 Pd 2, 4). Deste modo, tornou-se também ele «pedra viva», para a construção do edifício espiritual que é a Igreja. E por isto hoje damos graças ao Senhor.

5. «E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção dum edifício espiritual» (1 Pd 2, 5). Como parecem pertinentes estas palavras, aplicadas à extraordinária experiência eclesial que se desenvolveu à volta do novo Beato! Muitas pessoas, ao encontrarem-se directa ou indirectamente com ele, reencontraram a própria fé; na sua escola multiplicaram-se em todos os recantos do mundo os «grupos de oração». Àqueles que a ele acorriam, propunha a santidade, repetindo-lhes: «Parece que Jesus não tem outro cuidado senão o de santificar a vossa alma» (Epist. II, pág. 155).

Se a Providência divina quis que ele agisse sem jamais se afastar do seu convento, como que «plantado» aos pés da Cruz, isto não é isento de significado. Certo dia o divino Mestre consolou-o, num momento de particulares provações, dizendo-lhe que «junto da Cruz se aprende a amar» (Epist. I, pág. 339).

Sim, a Cruz de Cristo é a insigne escola do amor: ou melhor, é a própria «fonte» do amor. Purificado pelo sofrimento, o amor deste fiel discípulo atraía os corações a Cristo e ao seu exigente Evangelho de salvação.

6. Ao mesmo tempo, a sua caridade derramava-se como bálsamo sobre as debilidades e sofrimentos dos irmãos. Assim, Padre Pio uniu ao zelo pelas almas a atenção pelo sofrimento humano fazendo-se promotor, em San Giovanni Rotondo, de uma estrutura hospitalar, por ele chamada «Casa Alívio do Sofrimento». Ele a quis como um hospital de primeira categoria, mas sobretudo preocupou-se por que nele se praticasse uma medicina verdadeiramente «humanizada», onde a relação com o doente se caracterizasse pela mais calorosa solicitude e pelo mais cordial acolhimento. Bem sabia que, quem está doente e sofre, tem necessidade não só de uma correcta aplicação dos instrumentos terapêuticos, mas também e sobretudo de um clima humano e espiritual, que lhe consinta redescobrir-se a si mesmo no encontro com o amor de Deus e a ternura dos irmãos.

Com a «Casa Alívio do Sofrimento» ele quis mostrar que os «milagres ordinários» de Deus passam através da nossa caridade. É preciso tornar-se disponível à partilha e ao serviço generoso dos irmãos, servindo-se de todos os recursos da ciência médica e da técnica.

7. O eco que esta beatificação suscitou na Itália e no mundo é sinal de que a fama de Padre Pio, filho da Itália e de Francisco de Assis, alcançou um horizonte que abarca todos os Continentes. É-me grato saudar todos os que aqui vieram, a começar pelas altas Autoridades italianas, que quiseram estar presentes: o Senhor Presidente da República, o Senhor Presidente do Senado, o Senhor Presidente do Conselho dos Ministros, que chefia a Delegação oficial, além de numerosos Ministros e Personalidades. A Itália está deveras representada de maneira digna! Mas também inúmeros fiéis de outras Nações estão aqui reunidos para prestar homenagem a Padre Pio.

A quantos vieram de perto ou de longe dirige-se a minha saudação afectuosa, juntamente com um especial pensamento para os Padres Capuchinhos. A todos um agradecimento cordial!

8. Quereria concluir com as palavras do Evangelho desta Missa: «Não se turve o vosso coração: crede em Deus». Faz eco desta exortação de Cristo o conselho que o novo Beato costumava repetir: «... Abandonai-vos plenamente no coração de Jesus, como uma criança entre os braços da mãe». Possa este convite penetrar também no nosso espírito como fonte de paz, de serenidade e de alegria. Por que devemos ter medo, se Cristo é para nós o Caminho, a Verdade e a Vida? Por que não confiarmos em Deus que é Pai, nosso Pai?

«Santa Maria das Graças», que o humilde capuchinho de Pietrelcina invocou com constante e terna devoção, nos ajude a ter os olhares fixos em Deus. Ela nos tome pela mão e nos incentive a procurar, com todos os esforços, aquela caridade sobrenatural que brota do lado trespassado do Crucificado.

E tu, Beato Padre Pio, volve do Céu o teu olhar sobre nós congregados nesta Praça e sobre quantos estão reunidos em oração na Praça de São João de Latrão e em San Giovanni Rotondo. Intercede por quem, em todas as partes do mundo, se une espiritualmente a este evento elevando a ti as suas súplicas. Vem em socorro de cada um e dá paz e conforto a todos os corações.

Amém!

Fonte: https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1999/documents/hf_jp-ii_hom_02051999_padre-pio.html

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A chaga secreta e dolorosa que o Padre Pio só revelou em vida ao futuro Papa João Paulo II


Uma conversa misteriosa de futuro santo para futuro santo



São Padre Pio de Pietrelcina foi um dos pouquíssimos santos que experimentaram no próprio corpo os sinais visíveis e tangíveis da Paixão de Cristo.

O mistério dos estigmas de Cristo sofridos pelo santo incluía também as mesmas dores terríveis da chaga das costas, confirmando o que tinha sido revelado diretamente por Jesus a São Bernardo sobre essa ferida dolorosíssima.

A descoberta sobre as dores terríveis sofridas pelo Padre Pio na altura dos ombros foi feita depois da sua morte por um amigo e filho espiritual do sacerdote, o frei Modestino de Pietrelcina.

Esse frade leigo, conterrâneo do Padre Pio, ajudava o santo em ocupações de caráter doméstico. O padre lhe tinha dito, em certa ocasião, que sentia uma das suas maiores dores na hora de trocar de camisa. Frei Modestino pensava que ele se referisse à dor de desgrudar a camisa do ferimento no lado – e só entendeu de qual chaga realmente se tratava quando foi reorganizar as vestes do santo, já falecido, em 4 de fevereiro de 1971.

Nessa data, o padre guardião do convento encarregara ao frade recolher tudo o que tinha sido usado pelo Padre Pio e guardar esses itens em sacos de nylon. Foi então que ele encontrou a camisa com uma grande mancha na altura do ombro direito, perto da clavícula. A mancha tinha cerca de 10 centímetros: mais ou menos o mesmo tamanho da que vemos no Santo Sudário. Tirar a camisa deve ter causado dores realmente intensas ao Padre Pio se a chaga estava em carne viva e os ossos ainda estavam quebrados. Não se sabe, porém, se essas fraturas foram observadas no esqueleto do padre quando de sua morte.

“Relatei essa descoberta imediatamente ao padre superior”, recorda o frei Modestino. “Ele me disse para escrever um breve relato. O padre Pellegrino Funicelli, que tinha auxiliado o Padre Pio durante anos, também me disse que, ao ajudá-lo algumas vezes a trocar a camisa de lã, quase sempre notava, ou no ombro esquerdo ou no direito, um ferimento circular”.

A dor e o perfume


O frade prossegue seu relato:

“Uma confirmação importante me veio do próprio Padre Pio. Uma noite, antes de dormir, eu lhe fiz com muita fé esta oração: ‘Padre, se tinhas mesmo a chaga no ombro, dá-me um sinal’. Adormeci. Mas, exatamente à uma e cinco daquela noite, quando eu dormia tranquilamente, uma dor aguda no ombro me fez acordar de repente. Era como se alguém tivesse me atingido com uma faca no osso da clavícula. Se aquela dor tivesse durado mais alguns minutos, eu acho que teria morrido. Ao mesmo tempo, ouvi uma voz que me dizia: ‘Foi assim que eu sofri’. Um perfume intenso me envolveu e encheu toda a minha cela. Senti o coração transbordando de amor de Deus e tive também uma sensação estranha: ser privado daquele sofrimento insuportável era ainda mais doloroso que a própria dor. O corpo queria rejeitá-la, mas a alma, inexplicavelmente, a desejava. Era ao mesmo tempo dolorosíssima e doce. Eu finalmente tinha entendido!”.

O encontro com o futuro Papa João Paulo II


Ninguém jamais soube daquela chaga, com exceção apenas do futuro Papa João Paulo II. E, se o frade santo só a revelou a ele, é porque alguma razão devia ter.

O livro “A Autobiografia Secreta“, organizado por Francesco Castelli, historiador da postulação da causa de beatificação de João Paulo II e professor de História Moderna e Contemporânea da Igreja em Taranto, no sul da Itália, informa que o cardeal Andrzej Maria Deskur tinha contado, numa entrevista, sobre um encontro em San Giovanni Rotondo, em abril de 1948, entre o então padre Karol Wojtyla e o fradre que experimentava os estigmas da Paixão.

Foi naquela ocasião que o Padre Pio contou ao futuro Papa da existência da “chaga mais dolorosa“.

Fonte: http://pt.aleteia.org/2016/12/08/a-chaga-secreta-e-dolorosa-que-o-padre-pio-so-revelou-em-vida-ao-futuro-papa-joao-paulo-ii/

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, homem de paz e caridade.

Santo Antônio de Sant'Anna GalvãoFrei Galvão era cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios

Conhecido como “o homem da paz e da caridade”, Antônio de Sant’Anna Galvão, popularmente conhecido como Frei Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá (SP).

Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal, e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.

O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.

Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.

Museu de Frei Galvão em Guaratinguetá-SP.
Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.

Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do “recolhimento”.

Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.

Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: “Aqui jaz Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822”. Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.

Basílica de Frei Galvão, Guaratinguetá-SP.
Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: “O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades”.

O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.

Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, rogai por nós!

Fonte: http://santo.cancaonova.com/

sábado, 22 de outubro de 2016

Hoje a Igreja celebra São João Paulo II, o Papa da família e peregrino.




“Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo”, disse São João Paulo II ao iniciar o seu pontificado. Aquela data marcou a história do Papa polonês, tanto que a Igreja determinou este mesmo dia, 22 de outubro, como data da memória litúrgica do santo.

Karol Wojtyla nasceu em 18 de maio de 1920, na cidade de Wadowice, na Polônia, onde viveu até 1938, quando mudou-se para Cracóvia. Teve uma juventude muito dura pelo ambiente de ódio e destruição da Segunda Guerra Mundial com a invasão nazista. No outono de 1940, trabalhou como operário nas minas de pedra e depois numa fábrica química.

Mantendo-se firme na fé, em outubro de 1942, entrou no seminário clandestino de Cracóvia e foi ordenado sacerdote em 1º de novembro de 1946.

Em 1958, foi ordenado Bispo, adotando como lema episcopal a expressão mariana Totus tuus (todo teu) de São Luís Maria Grignion de Montfort. Inicialmente, foi Bispo auxiliar e, a partir de 1964, Arcebispo de Cracóvia.


Participou em todas as sessões do Concílio Vaticano II, tendo deixado importantes contribuições nas constituições dogmáticas Gaudium et Spes e Lumen Gentium. Em 26 de junho de 1967, foi criado Cardeal pelo Beato Papa Paulo VI.

Quando, de maneira repentina, João Paulo I faleceu, em 1978, Karol Wojtyla foi eleito Supremo Pontífice, na tarde de 16 de outubro, depois de oito escrutínios. Primeiro Pontífice eslavo da história e primeiro não italiano depois de quase meio milênio.

De personalidade carismática, afirmou-se imediatamente pela grande capacidade comunicativa e pelo estilo pastoral fora dos esquemas. Com grande vigor, realizou muitas viagens: foram 104 internacionais e 146 na Itália; 129 países visitados nos cinco continentes. Estes dados lhe renderam o epíteto de Papa peregrino.

O Brasil recebeu a graça de sua visita em três ocasiões. A primeira, em 1980, foi também a primeira vez que um Pontífice pisava em solo brasileiro. Na ocasião, presidiu beatificação do jesuíta espanhol José de Anchieta, fundador da cidade de São Paulo, que foi canonizado em 2014 pelo Papa Francisco. A segunda foi em 1991, quando visitou a Bem-Aventurada Irmã Dulce, em Salvador. A terceira e última aconteceu em 1997, por ocasião do Encontro Mundial das Famílias, no Rio de Janeiro.

Este encontro com as famílias, aliás, foi idealizado por São João Paulo II. Essa iniciativa, junto a outras ações em favor da vida e da família (entre elas a exortação apostólica Familiaris Consortio e a carta encíclica Evangelium Vitae), fizeram com que ficasse conhecido como o Papa da Família.

Também foi uma iniciativa sua as Jornadas Mundiais da Juventude, nas quais se reuniu com milhões de jovens de todo o mundo.

Entre os números de seu pontificado, podem ser mencionadas as frequentes cerimônias de beatificação e canonização, durante as quais foram proclamados 1.338 beatos e 482 santos.

São João Paulo II faleceu em 2 de abril de 2005 às 21h37, na noite prévia ao Domingo da Divina Misericórdia, data que ele mesmo instituiu.

Após 26 dias do seu falecimento, Bento XVI concedeu a dispensa dos cinco anos de expectativa prescritos permitindo o início da causa de canonização. Em 1º de maio de 2011, Bento XVI o proclamou beato e, em 27 de abril de 2014, Papa Francisco o canonizou.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/hoje-a-igreja-celebra-sao-joao-paulo-ii-o-papa-da-familia-e-peregrino-59560/

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Nossa Senhora da Conceição Aparecida - Padroeira do Brasil.

Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.

Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.

Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.

Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o “maior Santuário Mariano do mundo”.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

Fonte:http://santo.cancaonova.com/santo/nossa-senhora-da-conceicao-aparecida-padroeira-do-brasil/

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário.



A Igreja Católica conhece o Terço há cerca de apenas 800 anos. Os quinze mistérios do Santíssimo Rosário foram dados por Nossa Senhora a São Domingos. Desde então, a Igreja Católica tem encorajado os fiéis a rezar o Terço.

O Padre Pio uma vez disse:

“Algumas pessoas são tão tontas ao ponto de pensar que podem avançar pela vida sem a ajuda da Santíssima Mãe. Amem Nossa Senhora e rezem o Terço, porque o seu Terço é a arma contra todos os males do mundo de hoje. Todas as graças dadas por Deus passam através da Santíssima Mãe.”

E, apenas duas semanas depois da sua eleição à Sé de Pedro, o Papa João Paulo II admitiu com franqueza:

“O Terço é a minha oração preferida. Uma oração maravilhosa! Maravilhosa na sua simplicidade e na sua profundidade."

Agora pensem nisto: São Francisco de Assis não tinha o Terço. Nem São Bernardo de Claraval, nem Santo Anselmo, nem São Beda, nem São Gregório, nem São Bento, nem Santo Agostinho, nem Ireneu e nem sequer os Santos Apóstolos. O Santo Rosário é relativamente recente. E, ainda assim, estou convencido que é absolutamente essencial para o nosso tempo. A "novidade" do Terço revela que os últimos 800 anos da História da Igreja precisam de uma nova arma.

A Santíssima Virgem Maria deu-nos uma arma com base na Escritura. Ela pediu a São Domingos e ao Beato Alan que se rezassem 150 Ave Marias em honra dos 150 salmos. Além disso, deu-nos 15 mistérios bíblicos da vida de Cristo para nós meditarmos. Todo o conjunto é uma homenagem de Nossa Senhora à Sagrada Escritura. As 150 Ave Marias foram divididas em 15 "dezenas" de dez Ave Marias. Deste modo, podemos viver os mistérios bíblicos da vida do seu Filho.

Mas porquê? Porque é que o Céu veio com este plano com contas e mistérios?
De certo modo, os anos 1200's foram o ponto alto da civilização Cristã. Foi a era de São Tomás de Aquino e do Rei São Luís de França. Desde então, tem sido uma viagem atribulada. O Terço tem sido a corrente ou o cinto de segurança que precisamos nestes tempos de turbulência.

Precisamos de Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. O Terço é um sinal tangível de que estamos ligados a Ele. Quando toco no meu Terço, sei que Maria me está a ligar ao seu Filho. Jesus tornou-se homem através de Maria e essa ligação humana é encontrada ali, com ela.

Encorajo-vos verdadeiramente a rezar o Terço todos os dias para o resto das vossas vidas. Tornem isso parte da vossa rotina diária. Devia ser mais importante que lavar os dentes ou ver o email. Rezar o Terço tira apenas 2% do vosso dia. Sejam 2-porcentos!
Rezem o Terço diariamente. Dará paz à vossa alma. Aprenderão mais sobre vocẽs mesmos e sobre Deus. Perder-se-ão no ritmo da oração e descobrir-se-ão a vós mesmos com Jesus. É mesmo bonito!

Ad Jesum per Mariam,
Taylor Marshall

Fonte: https://www.facebook.com/senzapagare/?hc_ref=NEWSFEED&fref=nf

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A ultima Missa de Padre Pio.


Em 22 de Setembro de 1968, São Padre Pio de Pietrelcina presidiu a sua ultima Missa poucas horas antes de morrer na madrugada do dia 23 de Setembro.

No final dos anos 60, Padre Pio teve alguns problemas de saúde mas apesar de seu cansaço e de sua fragilidade continuava Presidindo a Santa Missa e atendia cerca de 50 confissões diárias.

No dia 20 de Setembro de 1968 São Padre Pio completava 50 anos de ter recebido os Estigmas de Cristo pela primeira vez. Ele ia Presidir uma Missa Solene, mas pediu aos seus superiores para que presidissem uma Missa menor. No entanto, ao ver a quantidade de peregrinos vindo de todos os cantos dos Grupo de Oração espalhado no Mundo inteiro decidiu prosseguir com o seu plano original de Presidir uma Missa Solene. A Missa que vemos no vídeo acima.

Na madrugada do dia 23 de Setembro de 1968, já moribundo, chamou o seu superior para se confessar e renovar pela ultima vez os votos solenes de Pobreza, Obediência e Castidade. Segurando o seu Rosário, morreu vendo a Jesus e a Virgem Maria, e pronunciando "Jesus, Maria." "Jesus, Maria."

A causa de sua morte, foi um ataque ao coração.

Padre Pio nasceu na cidade de Pietrelcina, Itália, em 25 de de Maio de 1887. Seu nome era Francesco Forgione e tomou o nome de Frei Pio de Pietrelcina em honra a São Pio V, quando recebeu o hábito de Franciscano Capuchinho. Sua vida foi marcada por vários Milagres como Curas, levitação, podia ver as almas das pessoas, dom de bilocação...

Seu corpo foi enviado a Roma em Fevereiro deste ano, como parte do programa do Jubileu da Misericórdia. São Padre Pio foi Canonizado por São João Paulo II, quem o conheceu quando ainda estava vivo e de quem conseguiu graças para pessoas ligadas a ele.

domingo, 3 de abril de 2016

Festa da Divina Misericórdia.




Hoje segundo Domingo da Páscoa, dia 3 de Abril, a Igreja celebra a Divina Misericórdia. E tal data se reveste ainda mais de caráter especial, já que a Igreja vive o Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

"Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores... Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças", prometeu Jesus em suas aparições à Santa Faustina Kowalska.

Foi no ano 2000, que o então papa João Paulo II instituiu a Festa da Misericórdia e, em 2002, foi publicado pela Santa Sé o "decreto sobre as indulgências recebidas na Festa da Divina Misericórdia", um dom que também pode ser alcançado pelos doentes e navegantes em alto mar.

Concede-se indulgência plenária no segundo domingo de Páscoa ao fiel que, com as condições habituais (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Santo Padre), “participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., ‘Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti’)”.

E a indulgência parcial é concedida “ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas”.

Também os doentes e as pessoas que os ajudam, os navegantes, os afetados pela guerra, conflitos ou clima severamente adverso “e a todos os que, por uma justa causa, não podem abandonar a casa ou desempenham uma atividade que não pode ser adiada em benefício da comunidade, poderão obter a Indulgência plenária no Domingo da Divina Misericórdia”.

Para isso, devem, com total rechaço de qualquer pecado e com a intenção de cumprir logo que possível as três condições habituais, rezar “diante de uma piedosa imagem de Nosso Senhor Jesus Misericordioso, o Pai-Nosso e o Credo, acrescentando uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso”.

Além disso, se nem mesmo essas exigências puderem ser cumpridas, poderão obter a indulgência plenária “todos os que se unirem com a intenção de espírito aos que praticam de maneira ordinária a obra prescrita para a Indulgência e oferecem a Deus Misericordioso uma oração e juntamente com os sofrimentos das suas enfermidades e os incômodos da própria vida, tendo também eles o propósito de cumprir logo que seja possível as três condições prescritas para a aquisição da Indulgência plenária”.

sábado, 2 de abril de 2016

02 de abril: em um dia como hoje, faleceu São João Paulo II










02 de abril: em um dia como hoje, faleceu São João Paulo II - ‪#11anos‬ de sua partida: PEÇA HOJE UMA GRAÇA A ELE!

Era dia 2 de abril de 2005, véspera do Domingo da Divina Misericórdia – assim como o dia de hoje. Naquela noite, os olhares do mundo todo se voltaram para o Vaticano, quando o então Papa João Paulo II partiu para a casa do Pai.

O Papa polonês, que liderou a Igreja Católica por 26 anos e 5 meses, ficou conhecido como o “Papa peregrino”, defensor das famílias, amigo dos jovens e foi quem, no ano 2000, instituiu a Festa da Divina Misericórdia.
Bento XVI o beatificou em 1º de maio de 2011 e ele foi canonizado pelo Papa Francisco em 27 de abril de 2014, junto com São João XXIII.
São João Paulo II liderou o terceiro pontificado mais longo nos mais de 2.000 anos de história da Igreja, realizando 104 viagens apostólicas forav da Itália e 146 nesse país.

Texto ACI Digital
Fotos Facebook e Google

São João Paulo II, Rogai por nós







sábado, 26 de março de 2016

O prodígio se repete!






Quase uma hora depois, um porta-voz da comissão de peritos informou que conseguiram ver três formações esféricas ou “gemas” no espinho, verdadeiras gotas de sangue e que “na base do espinho o resíduo do precedente prodígio de 2005, refloresceu”.

Dom Calabro agradeceu a Deus “pelo que está fazendo já que o prodígio é um dom gratuito do amor de Deus e um sinal do seu amor por esta comunidade”.

Peregrinos de toda a Itália e outros países foram até Andria, onde o prefeito Nicola Giorgino disse que o fato se enquadra “no Ano da Misericórdia e temos esta oportunidade extraordinária que vivemos também em oração. Já temos um milagre com esta maior participação porque isto aproxima da fé em um momento marcado pela mudança de valores e as tragédias que ocorrem na Europa (como o atentado de Bruxelas) e o resto do mundo”.

Com a coincidência da festa da Anunciação e na sexta-feira Santa este ano, o Bispo de Andria solicitou ao Papa Francisco a realização do Ano Jubilar do Espinho Sagrado que teve início em 24 de março de 2015 e concluirá em 3 de abril próximo, festa da Divina Misericórdia.

A relíquia se conserva na Catedral de São Ricardo desde ano 1308 e a primeira vez que aconteceu o milagre foi em 1633. No século anterior ocorreu em 1921 e 1932. A próxima vez que ocorra será no 2157.

O Espinho Sagrado e São João Paulo II

A última vez que se deu o milagre foi em 2005, o mesmo ano no que morreu São João Paulo II, quem canonizou Santa Faustina Kowalska, a vidente da Divina Misericórdia.

O Pe. Raymond J. de Souza, sacerdote missionário da misericórdia, recorda no National Catholic Register que 1921 foi o ano da primeira Semana Santa de Karol Wojtyla, que então tinha pouco mais de dez meses de nascido.

“É de grande interesse que a primeira Semana Santa na vida do João Paulo II (nascido em maio de 1920) foi 1921, sendo sua primeira sexta-feira Santa celebrada em 25 de março, e a sua última em 2005, quando todo o mundo o acompanhou em seus dias finais. Agora as mesmas datas que acompanharam o grande ‘Papa da Misericórdia’ ao início e ao final de sua vida voltam por conta do Jubileu extraordinário da Misericórdia”, explica o sacerdote.

João Paulo II, recorda o Pe. De Souza, morreu no sábado 2 de abril de 2005. Em suas últimas horas de vida, seu secretário pessoal por mais de 40 anos e atual Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, celebrou a Missa em sua habitação. “Esse sábado à noite, a Missa que celebrou foi do domingo da Divina Misericórdia, a festa que já se iniciou com a oração das vésperas essa tarde. Assim João Paulo II morreu durante a festa da Divina Misericórdia”, escreve.

Para comemorar o milagre do Espinho Sagrado, emitiu-se na Itália um selo postal no que se vê a figura da relíquia e no fundo um mapa histórico de Andria.

Fonte: Relíquias Católicas.

O Prodígio do Espinho de Cristo.




Uma curiosidade, pouco ainda conhecida por boa parte dos Católicos; é a existência de um Espinho que acredita ser que foi tirado da coroa de Nosso Senhor. Porém o mais prodigioso é que toda vez que a Sexta - Feira Santa e a Solenidade da Anunciação coincidem, este espinho derrama sangue. E este ano, Ano da misericórdia, não foi diferente. O Espinho sangrou!

Este espinho encontra se na localidade italiana de Andria que segundo a Tradição foi parte da Coroa de Espinhos Cristo. Quando o dia da Anunciação, 25 de Março, coincide com a Sexta - Feira Santa como aconteceu este ano 2016, o chamado Espinho Sagrado derrama sangue. E ontem o prodígio se repetiu.

Segundo a CDI Digital, somente dois anos em cada século o 25 de Março coincide com a Sexta - Feira Santa. A ultima vez que este Milagre aconteceu, foi no ano de 2005, poucos dias antes da morte de São João Paulo II. A próxima vez será no ano de 2157.




segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A Mulher mais poderosa do Mundo!





«A mulher mais poderosa do mundo», foi o título de capa da edição americana da «National Geographic» de Dezembro passado. No interior, a revista trata o tema profissionalmente. Documentou-se e convence: mesmo descontando milagres e aparições, o poder da Mãe de Jesus chega a definir a identidade de povos inteiros. Nem sequer a rainha de Inglaterra se compara! Notícia que deixou os leitores norte-americanos impressionados e teve grande eco na imprensa.

Na viagem ao México, Francisco brincou com o assunto: até os mexicanos ateus se identificam com a mensagem de Nossa Senhora em Guadalupe. Quanto mais ele, Papa! Na viagem de ida anunciou: «O meu desejo mais íntimo é ficar a olhar para a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, um mistério que se estuda, estuda, estuda e continua sem explicação... é uma coisa de Deus».

O Papa referia-se a algumas características daquela imagem que ainda hoje não se conseguem imitar, mas o importante para ele era ficar a olhá-la e saber-se olhado. O santuário percebeu o recado e colocou-lhe uma cadeira em frente da imagem, para que o Papa se demorasse ali, quase sozinho. Quando os jornalistas lhe perguntaram o que tinha estado a rezar durante aquele tempo todo, Francisco desvendou uma ponta, mas guardou o resto: «...as coisas que um filho diz à sua querida mãe são um segredo!».

Na escala anterior, em Cuba, o Papa tinha-se deparado com outro sinal impressionante do poder de Maria. É uma longa história, com passagem por Portugal: o ícone de Nossa Senhora de Kazan que o Patriarca Kirill ofereceu ao Papa.

A imagem original, pintada em data incerta, esteve vários séculos no mosteiro de Kazan e dela se fizeram muitas reproduções, em igrejas espalhadas pela Rússia. Despareceu em 1209, nas guerras, e foi recuperada em 1579, nos escombros de um incêndio, em circunstâncias miraculosas. Tornou-se então a referência da Rússia, a salvadora da pátria: primeiro contra os polacos; depois contra os suecos; a seguir contra Napoleão.

A imagem tornou-se o ícone da família do Czar e Pedro o Grande colocou uma cópia na catedral dedicada a Nossa Senhora de Kazan, em São Petersburgo, a nova capital. Esta catedral também tem uma história curiosa. Nalgumas fotografias, parece a praça de S. Pedro em Roma, com a colunata e a basílica, e a intenção era mesmo essa, como expressão do anseio de a Rússia se unir novamente à Igreja católica. A Igreja ortodoxa protestou com todas as forças contra aquela arquitetura, mas o Czar foi mais teimoso.

A imagem foi roubada da catedral em 1904 e por isso os comunistas já não lhe deitaram a mão, limitaram-se a destruir os outros exemplares e arrasar as respectivas igrejas, ou destiná-las a instalações sanitárias e funções ridículas. Só conservaram a catedral de São Petersburgo, para Museu do Ateísmo. Ao cabo de clandestinidades várias, o ícone escapou da União Soviética e foi parar às mãos de comerciantes oportunistas. A associação católica «Exército Azul» (azul, cor de Nossa Senhora) resgatou-o colocou-o na capela bizantino-russa da «Domus Pacis» (Casa da Paz), junto ao santuário de Fátima, à espera de ser devolvida aos russos.

Em 1993, depois da queda do muro de Berlim, foi para Roma, onde o Papa João Paulo II a guardou com grande devoção no seu gabinete, com a intenção de a levar pessoalmente à Rússia. Infelizmente, a igreja ortodoxa russa rejeitou todas as tentativas de o Bispo de Roma visitar o país.

Em 1997, ao tornar-se pública alguma documentação da II Guerra Mundial, soube-se que Elias, então Metropolita russo no Líbano, tinha enviado uma missiva a Stalin, levada em mão pelo próprio Chefe do Estado-Maior da Armada Vermelha, a contar-lhe uma visão: Stalin devia libertar o clero da prisão e deixar que o ícone de Kazan fosse levado em procissão em várias cidades.

O receio supersticioso de Stalin explica o chamado «período religioso» (entre 1941 e 1942) e o ter atribuído ao Metropolita Elias o prêmio Stalin, «por serviços eminentes à União Soviética e à causa do socialismo». Elias não quis receber dinheiro do ditador e entregou-o para ajuda aos órfãos da guerra; derrotados os nazis, Stalin esqueceu o «período religioso».

Em 2004, João Paulo II desistiu de esperar pela oportunidade de visitar a Rússia e enviou uma delegação para entregar o ícone ao Patriarca ortodoxo, como sinal do desejo de unidade. A delegação foi acolhida, mas a oferta foi desvalorizada: a primitiva pintura tinha-se perdido, aquela era só uma cópia, talvez a roubada da catedral de São Petersburgo; afinal, o Papa só devolvia aos ortodoxos o que já lhes pertencia...
Tanta coisa mudou entretanto que Kirill, atual Patriarca de todas as Russias, escolheu justamente uma cópia dessa imagem para a oferecer ao Papa Francisco, como «expressão de unidade».

José Maria André in Correio dos Açores, 28-II-2016

Fonte: http://senzapagare.blogspot.com.br/2016/02/a-mulher-mais-poderosa-do-mundo.html

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Irmã Lúcia escreveu sobre o confronto final entre o bem e o mal.




A Irmã Lúcia explica que o demônio odeia o matrimônio e a família, e explica os ataques que sofre quem os defende.

Quando recebi do Papa João Paulo II o encargo de idealizar e fundar o Pontifício Instituto para Estudo sobre o Matrimônio e a Família, escrevi à Irmã Lúcia de Fátima, através do bispo, porque não se podia fazê-lo diretamente.

Inexplicavelmente, apesar de eu não esperar resposta, porque lhe pedia apenas oração, chegou-me depois de poucos dias uma longuíssima carta autografada — que agora está nos arquivos do Instituto —, na qual escreveu: o confronto final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio.

Não tenha medo, acrescentava, porque qualquer um que trabalhar pela santidade do matrimônio e da família será sempre combatido e contrariado de todos os modos, porque este é o ponto decisivo. E depois concluía: mas Nossa Senhora já lhe esmagou a cabeça (ao demônio).

Percebia-se, também falando com João Paulo II, que este era o nó, porque tocava a coluna fundamental da criação, a verdade da relação entre o homem e a mulher, e entre as gerações. Se esta coluna for atingida, todo o o edifício desaba, e nós estamos a ver isso agora, porque estamos neste ponto, e nós sabemo-lo. E eu comovo-me, lendo as biografias mais seguras do Padre Pio, de como este homem estava atento à santidade do matrimônio, à santidade dos esposos, também com um justo rigor, mais de uma vez.

Cardeal Carlo Cafarra in 'Voce di Padre Pio' (Março de 2008)

Fonte: http://senzapagare.blogspot.com.br/2016/02/irma-lucia-escreveu-sobre-o-confronto.html

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Carta de São João Paulo II ao Padre Pio pedindo a sua intercessão por a cura de Wanda Póltawska e agradecimento por o Milagre...

Há alguns dias, fiz uma postagem onde mostrava uma carta de São João Paulo II (na época, Karol Wojtyla) pedindo a intercessão do Padre Pio por uma senhora paralitica, e confiando a Deus as suas dificuldades pastorais. (Acesse o link para ver a carta:

Agora trago outra carta de Dom Karol Wojtyla (João Paulo II), do dia 17 de Novembro de 1962, onde ele pede por sua amiga Wanda Póltawska que teve um câncer. Ele encontrava-se em Roma para o Concílio Vaticano II. Wanda estava prestes a fazer uma cirurgia muito delicada para a retirada do câncer, e os médicos não lhe davam muita esperança.

Ao saber dessa notícia, Dom Wojtyla lembrou de como Deus atendia as orações do humilde sacerdote italiano Pio de Pietrelcina e lhe escreveu rapidamente. Padre Pio recebeu a carta, pelas mãos de  Angelo Battisti, administrador do hospital que ele fundou.



Tradução

17 de novembro de 1962
“Reverendíssimo Padre Pio,


Peço uma oração na intenção de uma senhora de quarenta anos e mãe de quatro filhas de Cracóvia, na Polônia (durante a última guerra passou cinco anos num campo de concentração na Alemanha), atualmente doente de modo grave de câncer e correndo o risco de perder a vida: para que Deus, pela intercessão da Santíssima Virgem, manifeste a sua misericórdia a ela e à sua família.
Em Cristo, mui grato + Karol Wojtyla, Bispo titular de Ombi, Vigário do Capítulo de Cracóvia – Polônia”

Ao acabar, Padre Pio disse: “Angelo, a isso não se pode dizer que não”.

Onze dias depois, o seu amigo Angelo chegou com outra carta do Bispo Wojtyla agradecendo a Deus por o Milagre e ao Padre Pio por as orações e testemunhando a cura da senhora que estava enferma. Abaixo a carta de agradecimento escrita por João Paulo II, onze dias depois, levada até o Padre Pio por o seu amigo Angelo Battisti, administrador do Hospital fundado por Padre Pio.


Tradução

“28 de novembro de 1962
Reverendíssimo Padre,

A senhora de Cracóvia, Polônia, mãe de quatro filhas, no dia 21 de novembro, antes mesmo do procedimento cirúrgico, inesperadamente recobrou a saúde. Demos graças a Deus. De coração agradeço também a ti, Reverendíssimo Padre, em nome dela, do seu marido e de toda a sua família.
Em Cristo, mui grato + Karol Wojtyla, Bispo titular de Ombi, Vigário do Capítulo de Cracóvia – Polônia”