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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Maria, modelo de santidade e exemplo para a missão.



Desde toda a eternidade, Deus em sua infinita sabedoria, predestinou Maria para ser a mãe do salvador. Ela foi escolhida desde a concepção, para ser aquela que acolheria em seu ventre e em seu coração o verbo encarnado. O Senhor também escolhe a cada um de nós, nos tornando seus discípulos e assim como fez com João, o discípulo amado, dando-lhe Maria por mãe, o mesmo faz com cada um de nós, para que possamos nos espelhar nela.

Nossa Senhora era uma mulher contemplativa, que vivia na simplicidade de sua vida, a comunhão plena com Deus. Por sua humildade, reconhecia-se incapaz de fazer grandes coisas, mas por sua confiança sabia que o Senhor era capaz de realizar tudo o que quisera através dela. Por isso, ao receber a visita do anjo Gabriel, confiou e abandonou-se inteiramente aos planos do Senhor para sua vida. Soube doar-se, sem reservas, indo ao encontro daqueles que mais necessitavam como fez ao sair apressadamente ao encontro de sua prima Isabel que já se encontrava no sexto mês de gestação. Ou ainda naquela festa de casamento em Caná da Galileia, onde percebendo que não havia mais vinho, apresentou a necessidade daquele povo a seu filho Jesus, intercedendo assim pelo milagre.

Maria, é aquela que mesmo no auge da dor, ao ver seu filho amado pregado na cruz, soube silenciar e participar de forma plena de todo o seu sacrifício em favor da humanidade, vivendo cada uma de suas dores na alma. A palavra de Deus nos afirma que ela era uma mulher do céu, que mantinha os olhos fixos no Senhor e por assim ser, deixou-se modelar por Ele. Soube ser obediente e por amor nada queria para sua vida a não ser o querer de Deus. Que a exemplo de Maria, façamos de nossa vida uma oferta verdadeira de amor.

Autor (a): Ivana Marçal.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Festa da Imaculada Conceição.

    Hoje a Igreja celebra o dia de Nsra. da Imaculada Conceição. Como o próprio nome já diz, Imaculada (Sem mancha, sem mácula) desde a sua Concepção. Desde a Igreja Primitiva os nossos primeiros Cristãos já pregavam isso, como Santo Efrem no Século IV e Santo Agostinho no Século V. Mas que só veio a ser proclamado Dogma no ano de 1854 pelo Papa Pio IX.

   Durante Séculos, vários santos da Igreja e teólogos pregavam que Deus preservou Maria de toda mancha do pecado original, desde o seu primeiro instante de concepção no ventre de sua mãe, quando então cheia da Graça de Deus viveu intensamente a Graça Santificante pelo méritos de seu Filho Jesus. A concepção Imaculada de Maria foi fruto da Redenção de Cristo por meio de antecipação. Ou seja, ela foi Salva por Jesus no Kairos (tempo da Graça), enquanto a ato salvífico de Nosso Senhor ainda não havia acontecido no Crhonos (O nosso Tempo). Assim como nós fomos salvos por Ele sem que estivéssemos presentes no momento da Redenção na Cruz (Crhonos) pois o sacrifício de Cristo transcende todo o espaço do tempo. A Redenção foi para todos e experimentamos isso no Kairos (no tempo da Graça). Assim também aconteceu com Maria. Porém, diferentemente dos outros, o sacrifício salvífico de Cristo foi para Maria um ato de preservação de todo o pecado; enquanto que para outros foi um ato de libertação. Pois assim, como o seu Filho Jesus Cristo não teve pecado assim, também Ele deveria vir de alguém que não tivesse pecado. Por isso, Deus a preservou desde sempre de todo Pecado.

       Na Sagrada Escritura, podemos perceber isso quando o Arcanjo Gabriel Saúda a Maria Santíssima Dizendo: " Ave Cheia de Graça  Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontrastes Graça diante de Deus." (Lucas 1, 28-30) Nesta saudação do Arcanjo a Maria, encontramos aí a identidade de Maria. O Arcanjo não chamou apenas de Maria, mas sim "Ave cheia de Graça". Reconhecendo Maria como Rainha, pois a Saudação "Ave" era dirigida apenas para os Reis e Rainhas, vemos aí Maria Mãe de Cristo e filha de seu Filho. Mas podemos perceber de forma mais concreta o restante da saudação do Arcanjo ao dizer cheia de graça. Não tem como estar cheio da Graça de Deus se o pecado habita. Não tem como estar cheio da Graça de Deus se se vive escravo do Pecado. É por isso que percebemos que Maria foi redimida de uma forma mais sublime ainda por seu Filho; ela é cheia de Graça antes mesmo da Encarnação de Jesus Cristo. Comprova mais uma vez, aquilo que já falamos acima sobre a Imaculada Conceição de Maria.

        A santidade de Maria tem também uma característica particular, que a coloca acima de qualquer pessoa do Antigo e do Novo Testamento. É uma Graça incontaminada. É por isso, que a Igreja Latina a chama de "Imaculada" e a Igreja Oriental de "Toda Santa" (Panaghia).

         Foi o que confessou o Papa Pio IX ao proclamar o Dogma da Imaculada Conceição de Maria no ano de 1854, ao dizer: 
                
               "Por uma Graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos Méritos          de Jesus Cristo, salvador de todo o Gênero Humano, a Bem Aventurada Virgem                 Maria foi preservado intacta de toda a mancha do Pecado Original no primeiro instante        da sua concepção." (DS 670)

       Quatro anos depois, nas aparições de Nossa Senhora à Santa Bernadete em Lourdes no ano de 1858, quando indagada por a menina sobre quem era, ela respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição". Confirmando assim o Dogma proclamado pelo Papa Pio IX. 


Nossa Senhora Imaculada Conceição, rogai por nós!