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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Padre Pio e a devoção a São José.

    Todos os Santos chegaram a graça do altar por causa de uma decisão profunda e sincera de conversão e por causa do auxílio do Espírito Santo, que é o único capaz de convencer os corações humanos e dá a graça necessária para o ser humano. Outra coisa importante, é que todos os Santos nutriram uma grande devoção a Nossa Senhora e a São José. 

    Por muito tempo, a teologia a São José foi algo bem escasso, poucos relatos sobre a vida desse Santo e uma interpretação não oficial por parte da Igreja, baseada em escritos apócrifos, acabaram por difundir uma visão errônea a respeito da Missão de São José. No entanto, nos últimos tempos temos visto um grande aprofundamento acerca da Missão de São José e da devoção a esse grande Santo. 

    O Papa Francisco por meio da Carta Apostólica Patris Corde (Coração de Pai) promulgou o ano de São José, tendo início em 8 de Dezembro de 2020 e terminando em 8 de Dezembro de 2021. Um tempo muito importante de oração e de estudo sobre São José, para nos ajudar nesse tempo de pandemia e de dificuldades que muitos estão passando. São José passa a ser um sinal de esperança e de providência nos levando a seu filho Jesus. Por isso, confiemo-nos a São José assim como fazia o nosso amado Padre Pio:

"São José, com o amor e a generosidade que protegeu Jesus, também protegerá sua alma e, tal como O defendeu de Herodes, defenderá sua alma do ferocíssimo Herodes: o Diabo! Todo o cuidado que o Patriarca São José têm por Jesus, Ele também tem por você e sempre o ajudará com o seu patrocínio. Ele o libertará da perseguição do perverso e soberbo Herodes, e não permitirá que seu coração se afaste de Jesus. Ite ad Joseph! Vá a São José com extrema confiança, porquê não me lembro de ter pedido nada a São José que não tenha alcançado prontamente." - San Pío de Pietrelcina, citado em José A. Rodrígues, O Livro de Joseph: O Pai Escolhido de Deus , (Toronto, ON: Ave Maria Centre of Peace, 2017), 126.

https://www.devotidipadrepio.it/varie/il-quadro-di-san-giuseppe/

São José, rogai por nós e providenciai!

Autor: Darlan Dias.

Referências:

Livro: Consagração a São José, Fr.Donald Calloway.

San Pío de Pietrelcina, citado em José A. Rodrígues, O Livro de Joseph: O Pai Escolhido de Deus , (Toronto, ON: Ave Maria Centre of Peace, 2017), 126.

Carta Apostólica Patris Corde. Disponível em:   https://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_letters/documents/papa-francesco-lettera-ap_20201208_patris-corde.html Acessado em: 19/10/2021.


segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Sabia que o Padre Pio falava idiomas que ele não conhecia?


Padre Pio de Pietrelcina / It.Wikimedia / Domínio público
 

Segundo publicado pelo site ACI Digital, o nosso amado Padre Pio tinha o dom da xenoglossia, ou seja, era capaz de falar e escrever em línguas que não conhecia.

No dia 20 de setembro de 1912, o padre Pio disse ao padre Agostino de San Marco, seu diretor espiritual do: “os personagens celestiais não deixam de me visitar e fazer-me pregustar a emoção dos beatos. E se a missão do nosso anjo da guarda é grande, a do meu é maior, tendo que ser mestre para me explicar outras línguas”.

Segundo a página PadrePio.it, o padre Agostino da San Marco in Lamis, disse, em 1912, que o santo dos estigmas “não sabe nem grego nem francês”. No entanto, em fevereiro daquele ano, depois de receber cartas em francês, o Agostino perguntou ao padre Pio: “quem te ensinou francês?”. E o santo disse: “respondo à sua pergunta sobre o francês com Jeremias... nescio loqui” (Não sei falar).

No seu diário, o padre Agostino explicou também que, em 1911, o padre Pio escreveu uma resposta a um cartão postal em francês correto.

No livro “Ditos e anedotas do padre Pio”, o padre Constantino Capobianco escreveu que o irmão da filha espiritual do padre Angela Serritelli levou a filha a San Giovanni Rotondo para que recebesse a comunhão das mãos do santo sacerdote. A garota, que nascera e vivia com a família nos EUA, não falava italiano e o padre Pio não falava inglês. Por isso, ela estava acompanhada por uma mulher chamada Maria Pyle. “Padre, estou acompanhando a neta da Angelina para que se confesse”, disse a mulher. “Está bem”, disse o padre Pio. A mulher acrescentou: “Padre, estou aqui para ajudá-la porque a moça não entende italiano”. E o santo respondeu: “Maria, você pode se retirar, porque essas são coisas que nós vemos entre ela e eu”. Depois da confissão, a moça explicou que o padre Pio lhe falou em inglês e se entenderam.

No seu diário, o padre Agostino recorda que, em 21 de janeiro de 1945, lhe contaram que “em 1940 ou 1941, um sacerdote suíço veio com o padre Pio e falou em italiano com o padre”.

“Antes de partir, o sacerdote lhe incumbiu os cuidados de uma doente e o padre respondeu em alemão: ´ich werde sie an die gottliche Barmherzigkeit` (eu a entrego à Divina Misericórdia). O sacerdote ficou maravilhado com o fato e o contou à pessoa que o hospedava”.

Referência:

https://www.acidigital.com/noticias/sabia-que-o-padre-pio-falava-idiomas-que-ele-nao-conhecia-79241

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Patrística

 


    Chamamos de “Padres da Igreja” (Patrística) aqueles grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, que foram no Oriente e no Ocidente como que “Pais” da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma foram responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; Padre ou Pai da Igreja, se refere a um escritor leigo, sacerdote ou bispo, da Igreja antiga, considerado pela Tradição como uma testemunha da fé.

    Normalmente se considera o período da Patrística o que vai dos Apóstolos até S. Isidoro de Sevilha (560-536) no Ocidente; e até a morte de S. João Damasceno (675-749), no Oriente, o gigante que corajosamente combateu o iconoclasmo (A Grande preocupação dos iconoclastas era de ordem política e religiosa, uma vez que almejavam evitar a aproximação entre os povos que possuíam outras religiões, em detrimento da religião católica, e, além disso, temiam o poder e influência econômica e política da Igreja, que cada vez mais se expandia pelo Império Bizantino com a construção de mosteiros, igrejas, templos.

    Do grego, a palavra Iconoclasta surge da união dos termos “eikon” (imagem) e “klastein” (quebrar) que significa “quebrador de imagem”, ou seja, os iconoclastas se opõem as crenças baseadas nas imagens de Cristo, Virgem Maria, santos, anjos, líderes religiosos, dentre outros).  Esses gigantes da fé católica ao longo desses sete séculos defenderam e formularam a fé, a liturgia, a catequese, a moral, a disciplina, os costumes e os dogmas cristãos; por isso são chamados de “Pais da Igreja” porque lhes traçaram o caminho. Quando o Papa João Paulo II esteve no Brasil a primeira vez em 1981 se referiu a eles dizendo que “são eles os melhores intérpretes da Sagrada Escritura”. Então, precisamos conhecer os seus ensinamentos para podermos compreender melhor a Bíblia.

    Chamamos de patrologia o estudo sobre a vida, as obras e a doutrina desses Pais da Igreja. No século XVII criou-se expressão a “teologia patrística” para indicar a doutrina dos Padres.

    Certa vez disse o Cardeal Henri de Lubac: “Todas as vezes que, no Ocidente tem florescido alguma renovação, tanto na ordem do pensamento como na ordem da vida – ambas estão sempre ligadas uma à outra – tal renovação tem surgido sob o signo dos Padres”.

    Esses gigantes da fé e da Igreja, souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Eles foram obrigados a enfrentar as piores heresias que a Igreja conheceu deste o seu início. Nesta luta eles amadureceram os conceitos teológicos uma vez que tiveram de enfrentar muitos hereges, de dentro da própria Igreja, especialmente  nos Concílios Ecumênicos. Neste combate árduo em defesa da fé, onde muitos foram perseguidos, exilados e até martirizados, eles formularam a fé que hoje professamos sem erro.

    Desde o primeiro século já encontramos o gigante de Antioquia, Santo Inácio (†107), provavelmente sagrado Bispo pelo próprio São Pedro. Santo Inácio nos deixou as suas belas Cartas escritas às comunidades por onde passou no caminho que o levou ao martírio em Roma, no Coliseu, desde Antioquia. A caminho do martírio ele escreveu belas cartas aos romanos, magnésios, tralianos, efésios, erminenses e a S. Policarpo, bispo  e mártir de Esmirna.

    No segundo século encontramos o grande Santo Irineu de Lião (†200) enfrentando os gnósticos que sorrateiramente penetraram na Igreja e ameaçavam destruir a fé cristã. Contra eles S. Irineu escreveu uma longa obra “Contra os Hereges”. Tão difícil foi esse combate que o Santo o comparou a alguém que precisa cortar todas as árvores de uma floresta para finalmente poder captar a fera que nela se esconde.

    Os Padres da Igreja tiveram uma participação fundamental nos primeiros Concílios Ecumênicos, como o de Nicéia, no ano 325, que condenou o arianismo que negava a divindade de Jesus; o Concílio de Constantinopla I, em 381, que condenou o macedonismo que negava a divindade do Espírito Santo; e os outros concílios que enfrentaram e condenaram as heresias cristológicas e trinitárias.

    Os Padres da Igreja estiveram um tanto esquecidos, mas a partir dos anos 40 surgiu na Europa, de modo especial na França, um forte movimento voltado à Patrística. Esse movimento foi liderado pelo Cardeal Henri de Lubac e Jean Daniélou, o qual deu origem à coleção “Sources Chréstiennes”, com mais de 300 títulos.

    No Concílio Vaticano II cresceu ainda mais esse movimento de redescoberta da Patrística por causa do desejo da renovação da liturgia, da exegese, da espiritualidade e da teologia a partir dos primórdios da Igreja. Foi a sede de “voltar às fontes” do cristianismo.

    Desses Padres , alguns foram Papas, nem todos; a maioria foi bispo, mas há diáconos,  presbíteros e até leigos. Entre eles muitos foram titulados de Doutor da Igreja, sempre por algum Papa, por terem ensinado de maneira extraordinária os dogmas e as verdades da nossa fé.

    Quero apresentar aqui ao menos uma relação, ainda que incompleta, desses gigantes da fé e da Igreja, que souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Ao todo os Doutores da Igreja até hoje são 33, 30 homens e 3 mulheres, mas nem todos da época da Patrística.

S. Clemente de Roma (†102), Papa (88-97)

Santo Inácio de Antioquia (†110)

São Policarpo de Esmira (†156)

Pastor de Hermas (†160)

Aristides de Atenas (†160)

S. Hipólito de Roma (160-235)

São Justino (†165)

Militão de Sardes (†177)

Atenágoras (†180)

S. Teófilo de Antioquia (†181)

Orígenes de Alexandria (184-254)

Santo Ireneu (†202)

Tertuliano de Cartago (†220)

S. Clemente de Alexandria (†215)

Metódio de Olimpo (Sec.III)

S. Cipriano de Cartago (210-258)

Novaciano (†257)

S. Atanásio – (295-373), Alexandria .

S. Efrém – (306-373), diácono,Mesopotânia

S. Hilário de Poitiers – (310 – 367) – bispo e doutor, Poitiers.

S. Cirilo de Jerusalém – (315-386) – bispo e doutor, Jerusalém.

S. Basílio Magno (330 – 369) – bispo e doutor, Cesaréia.

S. Gregório Nazianzeno – (330 – 379) bispo e doutor, Nazianzo.

S. Ambrósio – (340 – 397), bispo e doutor "Treves" Itália.

Eusébio de Cesaréia (340)

S. Gregório de Nissa (340)

Prudêncio (384-405)

S. Jerônimo ( 348 – 420), presbítero e doutor – Strido, Itália.

S. João Crisóstomo – (349 – 407), bispo e doutor – Antioquia.

S. Agostinho – (354 – 430), bispo e doutor – Tagaste – Tunísia.

S. Cirilo de Alexandria – (370 – 442), bispo e doutor – Egito.

S. Pedro Crisólogo – (380 – 451), bispo e doutor, Imola – Itália.

S. Leão Magno – (400 – 461), papa e doutor, Toscana,Itália.

S. Paulino de Nola (431)

Sedúlio (sec V)

S. João Cassiano (360-435)

S. Vicente de Lerins (450)

S. Bento de Núrcia (480-547)

Venâncio Fortunato (530-600)

S. Ildefonso de Toledo (617-667)

S. Máximo Confessor (580-662)

    Meus irmãos e irmãs, procuremos estudar um pouco daquilo que eles disseram e escreveram, a fim de que possamos melhor conhecer a Tradição da igreja.


Fontes de pesquisa: https://comshalom.org/quem-sao-os-padres-da-igreja/ 

 Blob.cancaonova.com


Ana Merice Nicolau

G.O. Filhos de Maria

domingo, 13 de dezembro de 2020

SÃO PADRE PIO E A DEVOÇÃO A SANTA TEREZINHA DE LISIEUX

     


    São Padre Pio conheceu a história de Santa Tereza de Lisieux através do seu diretor espiritual e professor de teologia Padre Agostinho de San Marco, a partir dai tornou-se um grande devoto da Santa carmelita.

    A devoção e admiração de Padre Pio por Santa Tereza era tanta que o mesmo esteve presente na beatificação dela por meio de bilocação comprovada por um bispo que participava da cerimônia. O que esses dois Santos tinham em comum era o amor extremos a Sagrada Eucaristia, a humildade e amor incessante a Deus.

    Assim como a padroeira das missões, Padre Pio fazia cada dia mais pequeno diante de Deus, dizia :“Quero ser apenas um frade que reza…”

    Em uma carta a sua filha espiritual, Raffaelina que era muito devota de Santa Teresinha, Padre Pio diz isso sobre a Carmelita: “Aqui, minha filha, o exemplo de uma alma totalmente desapegada de si e cheia de Deus. Isso é precisamente o que você precisa se esforçar para ser, você também, com a ajuda de Deus.

    

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

VIRTUDES DE NOSSA SENHORA (PARTE 4)

                                                  ORAÇÃO CONTÍNUA



            Maria era obediente, humilde e mulher de fé viva, como vimos até agora, mas não para por aí. Nossa Senhora e suas várias virtudes vem nos ensinar e formar também no seu exemplo de vida de oração. Ela que em toda sua vida, em todos os momentos, diante de qualquer situação era uma mulher de profunda e contínua oração. 

Nossa Senhora era silenciosa, estava sempre num espírito perfeito de oração. Tinha a vida mergulhada em Deus, tudo fazia em Sua presença. Mulher de oração e contemplação, sempre centrada em Deus. Buscava a solidão e o retiro, pois é na solidão que Deus fala aos corações. “Eu a levarei à solidão e falarei a seu coração” (Os 2, 14). Em sua vida a oração era contínua e perseverante, meditando a Palavra de Deus em seu coração, louvando a Deus no Magnificat, pedindo em Caná, oferecendo as dores tremendas que sentiu na crucificação de Jesus, etc.[1].

Santo Agostinho nos ensina que “A oração é uma chave que nos abre as portas do céu”, Santa Teresa D’Ávila que “orar é tratar da amizade, estando muitas vezes a sós com quem sabemos que nos ama”. Quantos são os ensinamentos dos santos a cerca da oração e da união profunda com Deus. Eles confirmam tudo o que o próprio Jesus nos ensina nos Evangelhos. Maria é esse modelo perfeito de oração, que peçamos a ela que interceda por nós e nos dê a graça de uma autêntica vida de oração, um coração que ama a Deus e que deseja se encontrar cada dia mais e mais na sua graça. Que o nosso coração arda de amor pelo amado e que assim como a corsa suspira pelas águas, também nossa alma suspire pela oração e intimidade com o Espírito Santo de Deus. Pois está claro que a oração insistente e continua nunca ficará sem respostas. E ainda que não tenhamos as respostas que desejamos, mas que tenhamos em nossos corações o desejo de amar a Deus como Maria amou, sem nenhum interesse. “Quisera ser como Maria e amar-Te, meu Deus, sem tantas razões, sem mais ideias, por boas que sejam. Quero só a ideia de amar-Te”(Santa Teresinha do Menino Jesus).

 

Santa Maria, Rogai por nós!

Autora: Jéssica Oliveira.


REFERÊNCIAS:

[1] Imitando as virtudes de Maria. Site:https://cleofas.com.br/imitando-as-virtudes-de-maria/.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Você conhece os Santos brasileiros?

Você conhece os Mártires do Brasil?



Você sabia que, atualmente, o Brasil possui 6 santos canonizados oficialmente pela Igreja?

São eles: São Roque Gonzales, Santo Afonso Rodrigues e São João de Castilho (Mártires do Rio Grande do Sul); Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (Madre Paulina, nascida na Itália); Santo Antônio de Sant'Ana Galvão (Frei Galvão, nascido no Brasil); São José de Anchieta, SJ (nascido em Portugal. Todos se tornaram brasileiros em sua nacionalidade.

Além disso, hoje já contamos com 81 beatos: Beato Inácio de Azevedo e 39 companheiros mártires (Quarenta Mártires do Brasil); Beatos And´re de Soreval, Ambrósio Francisco Ferro e 28 companheiros (Mártires de Cunhaú e Uruçu); Beato Eustáqui Van Lieshout; Beato Mariano de la Mata Aparício; Beata Albertina Berkenbrock (mártir); Beato Manuel Gonzalez e Beato Adílio Daronch (mártires); Beata Lindalva Justo de Oliveira; FDC (mártir); Beata Bárbara Maix (Madre Maria Bárba da Santíssima Trindade); Beata Dulce dos Pobres; Beata Assunta Marchetti; beata Francisca de Paula de Jesus (Nhá Chica) e o Beato Francisco de Paula Victor (Padre Victor),  recentemente nomeado pelo Vaticano.

Dez já receberam o título de Veneráveis, ou seja, já tiveram suas virtudes reconhecidas pela Igreja. E ainda, uma lista enorme, com os servos de Deus que já tiveram suas causas de canonização oficialmente abertas.

Em uma de Suas revelações à Santa Catarina de Sena, Deus disse: "Quero que sejais santos. Tudo o que vos acontece tem essa finalidade". Esse é o grande desejo de Deus: que sejamos santos. São João Paulo II, ao pedir santidade ao Brasil, não pensava, só nos santos formalmente canonizados, mas também numa Igreja chamada à semelhança com Deus que é santo, numa "santidade fundamental da Igreja, também na vida dos leigos, capaz de gerar frutos de justiça e paz.

Como podemos notar, muitos de nossos irmãos brasileiros, já alcançaram ou irão alcançar oficialmente a santidade. Uma prova de que se eles conseguiram, nós também o podemos. Por isso, também se faz importante que nós, católicos, nos interessemos mais pela vida, pela história, de cada um desses gigantes que passaram por este mundo e hoje estão bem pertinho de Deus, no Reino das Bem - Aventuranças. Eles são para nós exemplo de vida e intercessores.

"O Brasil precisa de santo; o Brasil precisa de muitos santos!"... Essas palavras de São João Paulo II ainda ecoam forte, a ensinar que a santidade não é algo distante, estranho a nossa realidade. O saudoso Papa Polonês se empenhou nesse sentido, proclamando santos e beatos mais que todos os papas juntos que o antecederam desde 1538. "Se a Igreja de Cristo não é santa, não é a Igreja de Cristo", dizia ele.

Que tal conhecermos melhor os santos brasileiros? Quem foram, onde viveram, o que fizeram? É um bom ponto de partida!

O Brasil já tem alguns Santos, mas precisa de mais. Precisa de um povo santo. Espelhemo-nos na vida daqueles que já alcançaram a eterna vitória! Que esse grito continue a ressoar em nossos ouvidos e corações: " O Brasil precisa de santos!" Eles conhecem nossas misérias e nos ajudam.

Prof. Felipe Aquino.