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sexta-feira, 6 de junho de 2025

Um novo rumo ou continuidade? Conheça o Papa Leão XIV e a análise dos seus primeiros atos.


    As vésperas de completar um mês da eleição ao papado do Cardeal Robert Prevost como o 267° Papa da Igreja Católica, vamos trazer um breve resumo da sua história, eleição e o seu impacto para a Igreja Católica e toda a sociedade. Prevost nascido em 14 de setembro de 1955, ingressou na ordem de Santo Agostinho em 1977 e fez seus votos solenes em 1981. Foi ordenado sacerdote em 1982.

    Tornou-se o primeiro Papa norte americano na história. 

    Vindo de uma ascensão meteórica, Prevost foi enviado em 2014 pelo Papa Francisco como administrador apostólico da Diocese de Chiclayo no Peru e em 2015 foi efetivamente nomeado bispo da diocese. Em 2023, foi criado Cardeal pelo Papa Francisco e em 8 de maio foi eleito Papa.

    A chegada do Papa Leão XIV gerou uma agitação global que foi muito além dos limites da Igreja Católica. Nessas primeiras semanas de pontificado, podemos ver uma continuidade do legado do Papa Francisco, mas com um foco renovado em alguns temas como:

        ° Justiça Social: Defesa dos mais vulneráveis.

        ° Imigração e Direitos Humanos: Acolhimento e proteção daqueles que buscam refúgio.

      ° Diálogo Intercultural: Promoção da compreensão e respeito da diversas culturas. Algo que o Papa Francisco também promovia e chamava como Cultura do Encontro.

    Em seu primeiro discurso e nas suas ações nessas primeiras semanas de pontificado podemos ver que o Papa Leão XIV deixou uma clara visão de uma Igreja "aberta a todos", com uma comunicação moderna e gestão compartilhada. 

O que se espera desse novo pontificado?

    Em um mundo multi polar em que vemos vários conflitos armados estourando em várias partes do mundo, onde cada vez mais vemos a falta de amor a Deus e o amor aos irmãos, as expectativas com o Papa Leão XIV são altas e giram entorno da busca de um pontificado marcado por a busca pela paz, acolhimento e compaixão. Em seus primeiros atos, o Papa Leão XIV se ofereceu para intermediar uma busca pela paz em relação ao conflito Rússia e Ucrânia. Além de ter telefonado para Putin pedindo que a Rússia fizesse um gesto de paz. Ele usa de sua diplomacia moral buscando usar sua influência espiritual e humanitária da Santa Sé na busca por uma solução pacífica. 

    Portanto, a Igreja Católica e o mundo espera que Leão XIV continue:

        ° A defesa da dignidade a vida em todas as suas fases desde a sua concepção;

        ° O cuidado com o meio ambiente na proteção da "casa comum";

        ° O combate a abusos dentro da Igreja, seguindo o caminho da transparência;

        ° Promoção da unidade e o fortalecimento do dialogo inter-religioso.

    Assim sendo, a eleição do Papa Leão XIV é um marco histórico e traz muitas expectativas para a Igreja e para o mundo. De nossa parte, nos unamos em oração pelo Santo Padre para que ele se deixe ser guiado cada vez mais pelo Espirito Santo e seja um Pastor segundo o Coração de Deus.


sexta-feira, 25 de abril de 2025

Papa Francisco: Um homem simples assim como o seu Mestre Jesus é simples.

Jorge Mario Bergoglio nascido em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, Argentina, em uma família de origem italiana, cresceu em um ambiente humilde, onde aprendeu desde cedo valores como a solidariedade, a simplicidade e a importância da fé. Filho de Mario Bergoglio, um ferroviário, e Regina Sivori, dona de casa, Jorge era um menino curioso e dedicado aos estudos.  

Na juventude, demonstrava interesse pela ciência e chegou a cursar a faculdade de Química, mas um chamado mais profundo o levou à vida religiosa. Em 1958, ingressou na Companhia de Jesus, dando início a sua trajetória como jesuíta - ordem conhecida por sua dedicação à educação e ao serviço social - . Durante sua formação, estudou Filosofia e Teologia, tornando-se sacerdote em 1969.  

Como padre, exerceu um papel ativo na educação e na formação espiritual de muitos jovens. Seu compromisso com a comunidade o levou a cargos de liderança dentro da Igreja, sendo nomeado provincial dos jesuítas na Argentina e, mais tarde, arcebispo de Buenos Aires. Sempre próximo dos pobres e marginalizados, preferia deslocar-se de transporte público e manter um estilo de vida simples, características que seguiram com ele até o Vaticano.  

Em 2013, após a renúncia do Papa Bento XVI, Jorge Mario Bergoglio foi eleito o 266º Papa da Igreja Católica, adotando o nome Francisco, em referência a São Francisco de Assis, símbolo de humildade e amor aos mais necessitados. 

No Vaticano, o Papa Francisco trouxe uma nova perspectiva, reforçando valores como misericórdia, diálogo e cuidado com a criação. Suas encíclicas, como: *Laudato Si’*, sobre o meio ambiente, e *Fratelli Tutti*, sobre fraternidade e amizade social, expressam sua preocupação com os desafios globais e seu chamado à união entre os povos.  

Além de ser um líder espiritual, Francisco se tornou uma voz ativa na busca por paz, justiça social e respeito pelas diferenças. Seu pontificado foi um constante convite à conversão, compaixão e à reflexão sobre nosso papel de filhos de Deus no mundo.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Testamento do Papa Francisco

 

Foto: Vatican News

Em Nome da Santíssima Trindade. Amém.

Sentindo que se aproxima o ocaso da minha vida terrena e com viva esperança na Vida Eterna, desejo expressar a minha vontade testamentária somente no que diz respeito ao local da minha sepultura.

Sempre confiei a minha vida e o ministério sacerdotal e episcopal à Mãe do Nosso Senhor, Maria Santíssima. Por isso, peço que os meus restos mortais repousem, esperando o dia da ressurreição, na Basílica Papal de Santa Maria Maior.

Desejo que a minha última viagem terrena se conclua precisamente neste antiquíssimo santuário Mariano, onde me dirigia para rezar no início e fim de cada Viagem Apostólica, para entregar confiadamente as minhas intenções…

O túmulo deve ser no chão; simples, sem decoração especial e com uma única inscrição: Franciscus.

As despesas para a preparação da minha sepultura serão cobertas pela soma do benfeitor que providenciei, a ser transferida para a Basílica Papal de Santa Maria Maior e para a qual dei instruções apropriadas ao Arcebispo Rolandas Makrickas, Comissário Extraordinário do Cabido da Basílica.

Que o Senhor dê a merecida recompensa àqueles que me quiseram bem e que continuarão a rezar por mim. O sofrimento que esteve presente na última parte de minha vida eu o ofereço ao Senhor pela paz no mundo e pela fraternidade entre os povos.

Santa Marta, 29 de junho de 2022.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Unidos em oração pelo Papa Francisco

 


Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

Que possamos nos unir em oração pelo santo padre o Papa Francisco. Como divulgado a dias, ele está enfrentando uma batalha contra uma pneumonia bilateral e insuficiência renal leve. Desde a sua internação em 14 de fevereiro, ele tem recebido cuidados intensivos e está sob vigilância constante da equipe médica do hospital Gemelli.

Apesar do quadro clínico complexo, Francisco permanece vigilante e bem orientado, demonstrando sua habitual força e resiliência. No entanto, a situação ainda é crítica e requer nossas contínuas e fervorosas orações.

Por isso, neste momento convidamos a todos os leitores e seguidores do blog e das nossas redes sociais a se unirem em oração pelo Santo Padre. Que possamos, juntos, elevar nossas vozes ao Senhor, pedindo pela recuperação e fortalecimento do nosso querido Pastor. Que Deus, em Sua Infinita Misericórdia, conceda-lhe a saúde necessária para continuar guiando a Igreja Católica com Sabedoria e Amor.

quarta-feira, 23 de março de 2022

Saiu o texto oficial da Consagração da Rússia e da humanidade ao Imaculado Coração de Maria.

O Papa Francisco em Fátima, em 2017 / Daniel Ibáñez  (ACI)


No próximo dia 25 de março o Papa Francisco irá realizar um ato de Consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. Abaixo, veja o texto a ser utilizado no Ato de Consagração, a ser feito pelo Papa e pelos bispos do mundo inteiro:

Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz. Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamonos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor! Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrainos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzisnos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história. Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio. Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna. Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica: Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra; Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação; Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus; Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão; Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear; Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar; Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade; Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo. O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada.

Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» (Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria. Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo. Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amém.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Sínodo dos Bispos, o que é? Entenda!

O Sínodo dos Bispos foi criado por Paulo VI em Setembro de 1965 através do Motu Próprio "Apostolica Sollicitudo"  no contexto do Concílio Vaticano II afim de manter viva a experiência do Concílio. Ou seja, é uma assembleia que acontece periodicamente com alguns bispos representantes o objetivo de ajudar o Papa acerca dos problemas relativos a atuação da Igreja no mundo. 

    Além disso, cada Sínodo é temático! Dessa forma, cada Sínodo dos Bispos que há acontece a discussão de algumas questões relativas ao tema e a expressão de votos o qual ajuda a criar o relatório final e é enviado ao Papa. Se tal mudança acontece ou não é um poder exclusivamente do Papa sancionar ou não. Ou seja, o Sínodo ajuda ao Papa por meio do estudo e das discussões acerca do tema, mas não soluciona e nem emite decretos tais questões, essa é uma ação exclusiva do Papa.

Mas, como é a estrutura administrativa do Sínodo?

    Como já dito anteriormente, o Sínodo está diretamente ligado ao Papa, e o documento final é de exclusividade única dele o qual decide acerca do que foi exposto no relatório final se acontece tais mudanças ou não. O que entra ou não em vigor. Assim, o Sumo Pontífice em um Sínodo age diretamente como o seu Presidente. Além disso, existe uma Secretaria Geral Permanente, que são nomeados pelo Papa. E o qual tem a responsabilidade de preparar e implementar as Assembleias do Sínodo e de apresentar sobre outras questões que o Papa queira submeter. O Conselho Ordinário é formado por Bispos Diocesanos eleitos através da Assembleia Geral Ordinária e que contenha representantes das diferentes regiões geográficas. É função deste conselho a preparação e a implementação da Assembleia Geral Ordinária. Os Conselhos constituídos. "Outros Conselhos da Secretaria Geral para a preparação da Assembleia Geral Extraordinária e da Assembleia Especial são formados ad hoc por Membros nomeados pelo Papa. Os Membros destes Conselhos participam na Assembleia do Sínodo e cessam o seu mandato na dissolução da mesma." 

    Cada Assembleia possui um secretário especial e um relator geral.

E quem são os participantes de um Sínodo?

    O Código de Direito Canônico Parag.346 diz quem são os membros das Assembleias do Sínodo:

“Cân. 346 — § 1. O Sínodo dos Bispos, que se reúne em assembleia geral ordinária, é constituído por membros, cuja maioria é de Bispos, eleitos pelas Conferências episcopais para cada uma dessas assembleias segundo uma propor-ção determinada pelo direito peculiar do Sínodo; outros, deputados por força do mesmo direito; outros, nomeados directamente pelo Romano Pontífice; a estes somam-se alguns membros de institutos religiosos clericais eleitos nos termos do mesmo direito peculiar. (...) § 3. O Sínodo dos Bispos, reunido em assembleia especial, é constituído principalmente por membros eleitos provenientes das regiões para as quais foi convocado, nos termos do direito peculiar pelo qual se rege o Sínodo.”

Dessa forma, o Sínodo se desenvolve em três etapas: 

1° A Fase Preparatória: Quando o Papa convoca o Sínodo atribuindo-lhe um ou mais temas. Nessa etapa é quando há uma consulta sobre o que se está abordando no Sínodo e cada Igreja particular envia a sua contribuição.

2° A Fase da Celebração: É quando os participantes se reúnem para dialogar sobre o tema, juntando as opiniões e preparando o documento final que é submetido ao Papa para a aprovação e modificação (caso o mesmo ache necessário), de forma que aja uma possível unanimidade moral. Após a aprovação do Documento Final, este documento passa a fazer parte do Magistério ordinário da Igreja.

3° A Fase da Aplicação: Junto com o Dicastério ao qual compete o tema abordado no Sínodo e os demais Dicastérios interessados, a Secretaria Geral do Sínodo promove a implementação das orientações sinodais aprovadas pelo Papa.

Sala do Sínodo no Vaticano  (Vatican Media) - Site Vatican News.

    O atual modelo de atuação do Sínodo foi regulamentado pelo Papa Francisco em 15 de Setembro de 2018 por meio da Constituição Apostólica "Episcopalies Communio" que pode ser acessado por meio do link: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_constitutions/documents/papa-francesco_costituzione-ap_20180915_episcopaliscommunio.html

Cada Sínodo é um momento de comunhão e de renovação dos compromissos missionários. 

Referências: 

https://sistemas.mre.gov.br/kitweb/datafiles/Vaticano/pt-br/file/FAQ%20S%C3%ADnodo2019.pdf

https://diocesedepesqueira.com.br/sinodo-dos-bispos-o-que-e-quais-os-objetivos-e-como-sera-vivenciado-nas-igrejas/

segunda-feira, 8 de março de 2021

Uma visita histórica; cheia de amor, paz e alegria não só para o Iraque, mas para todo o Mundo.



Esse final de semana, o mundo foi impactado com a visita histórica do Papa Francisco ao Iraque. Um povo sofrido, em meio a lutas e perseguições. Mas, com profundo gosto pela vida e alegria estampada no rosto. O Iraque hoje é formado por maioria de jovens; e o número de Católicos no País é de 590 mil pessoas de uma população de 38 milhões.

Com isso, a ida do Papa ao Iraque representa a cena do Bom Pastor que vai ao encontro das suas ovelhas para sarar as feridas. O Papa Francisco além do encontro com o maior expoente do mulçumano xiita Al - Sistani, teve também outros encontros marcantes, como por exemplo: 

- Quando encontrou-se com o pai do pequeno Alan, que morreu afogado na costa turca em 2015, quando tentavam fugir em busca de um País sem Guerra (Cena que comoveu todo o mundo).

- A entrega do Livro Sagrado - Sidra - por o Papa ao Arcebispo de Mossul. Este livro Sagrado de Liturgia remonta aos Séculos XIV - XV. E pertence a Igreja Sírio - Cristã, e foi recuperado por a Focsiv na Itália, durante o ano de violência do Estado Islâmico.

- O Encontro com Doha Sabah Abdallah, uma mulher cristã da cidade de Qaraqosh no Iraque e que perdeu o seu filho e o sobrinho durante atentado terrorista do ISIS; mas que ela soube perdoar. "Jesus perdoou seus verdugos... Imitando - o em nossos sofrimentos, testemunhamos que o amor é mais forte que tudo."

- O momento de oração na "Praça das Igrejas" na Cidade de Mossul, no Iraque, onde rezou por as vítimas do terrorismo. Esse momento também foi marcante, pois, entre Julho e Agosto de 2014 milhares de cristãos foram forçados a fugir de Mossul e grande parte da província de Nínive quando o território ficou sob o domínio do Estado Islâmico. Milhares de pessoas perderam a vida naquele local. E foi de lá, que o ISIS fez a sua ameaça ao Papa dizendo: "Iremos a Roma, ocuparemos Roma e cortaremos a cabeça do Papa." O local era usado como centro de operações de terroristas do Estado Islâmico (ISIS).

Esses são alguns pontos que podemos destacar da rica viagem (de fé, esperança e amor) do Papa ao Iraque. Teria muito mais a destacar, mas o tempo e o espaço não nos permite no momento. Portanto, que possamos nos deixar ser impactados por essa grande alegria que o povo iraquiano recebeu e que se estende para o mundo inteiro. 

Francisco não só a Igreja do Iraque, mas o mundo todo agradece o seu esforço na luta pela paz, fraternidade e conversão.

Rezemos pelo Papa Francisco e por o mundo todo. Francisco, nós te amamos!

sábado, 6 de março de 2021

Histórico encontro do Papa Francisco com o Grande Aiatolá Al-Sistani, em Najaf.

 

Neste Sábado o Papa Francisco encontrou - se com Al- Sistani, o maior ponto de referência: religioso, teólogico e jurídico para os mulçumanos xiitas do Iraque. Tal ação é um marco histórico, por ser a primeira vez que um Papa reúne - se com um expoente do Islã xiita; e esta ação é considerada um grande passo na busca pela paz e que pode render bons frutos para a população cristã não só no Iraque, mas também para outras partes do mundo.

O encontro aconteceu na residência de Al - Sistani em Najaf. A residência fica localizada dentro do Santuário do Imame 'Ali ou Mesquita do Imãm 'Ali. O local é considerado pelos mulçumanos xiitas o terceiro lugar sagrado do Islã, depois da Mesquita Sagrada de Meca e a Mesquita do Profeta de Medina.

Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, o encontro durou cerca de quarenta e cinco minutos, e o Santo Padre "Sublinhou a importância da colaboração e da amizade entre as comunidades religiosas para que, cultivando o respeito mútuo e o diálogo, se possa contribuir para o bem do Iraque, da região, de toda a humanidade".

Um dado interessante, é que em 2004 Al Sistani também apoiou que houvesse eleições livres no Iraque, dando assim um importante passo para que acontecesse o primeiro governo democrático do País. Em 2014 ele convidou os iraquianos a se unirem para lutar contra o autoproclamado Estado Islâmico.

Além disso, em Novembro de 2019 quando a população foi as ruas em manifestação contra o alto custo de vida e a instabilidade política nacional, ele convidou os manifestantes e policiais a não recorrerem a violência, mas sim a permanecerem calmos. 

Com este encontro, o Papa Francisco consegue imprimir ainda mais uma marca muito importante no seu pontificado: A luta pela Paz e a Fraternidade.  Pois, em outra oportunidade o Papa Francisco também conseguiu estreitar os laços com o Grão Imame de Al - Azhar, Ahmed al - Tayyeb, uma das mais altas autoridades do Islã sunita; com quem compartilhou em Abu Dhabi a assinatura do Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz e da Convivência Comum. E agora tem esse encontro com o expoente do Islã xiita.

O Domunto de Abu Dhabi diz que:

"A fé leva o crente a ver no outro um irmão que se deve apoiar e amar. Da fé em Deus, que criou o universo, as criaturas e todos os seres humanos - iguais pela Sua Misericórdia -, o crente é chamado a expressar esta fraternidade humana, salvaguardando a criação e todo o universo e apoiando todas as pessoas, especialmente as mais necessitadas e pobres."

Ao termino do encontro o Papa conclui reiterando ao Grande Aiatolá a sua oração a Deus, "Criador de todos, por um futuro de paz e fraternidade para a amada terra iraquiana, para o Médio Oriente e para todo o Mundo."

REFERÊNCIAS

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-03/papa-francisco-iraque-encontro-aiatola-al-sistani-najaf.html


Nossa Senhora e o Papa Francisco no Iraque!

 


O Papa Francisco fez a sua 33° viagem internacional do seu pontificado e a Virgem de Loreto o acompanha. Grande devoto da Mãe de Deus; a Padroeira doa Aviadores o acompanha e conforme afirma Dom Fabio dal Cin:

"O Santo Padre sempre manifestou com grande profundidade e, ao mesmo tempo, com grande simplicidade, a confiança na Mãe de Deus que protege a viagem não de Roma ao Iraque, mas na viagem da vida."

Essa ação é de um grande significado, pois em 25 de Março de 2019 na Santa Casa de Loreto, o Papa Francisco assinou a exortação pós - sinodal dedicada aos jovens "Christus vivit". Agora o Papa leva com ele a imagem da Mãe de Deus no voo para o Iraque. Essa atitude pode também está ligada a uma ação de que em 24 de Março de 1920, na véspera da Anunciação do Senhor, o Papa Bento XV emitiu um decreto proclamando Nossa Senhora de Loreto Padroeira dos Aviadores; algo que remonta ao transporte da Casa de Maria pelos anjos de Nazaré, na antiga Illyria, para a colina de Loreto, em 10 de Dezembro de 1294. 

Portanto, neste Sábado dia dedicado a Nossa Senhora que possamos pedir a intercessão da Virgem de Loreto para a nossa vida e nossas famílias, por o fim da Pandemia, e por o bom êxito da viagem do Papa Francisco ao Iraque. Que Deus abençoe o povo sofrido por as guerras, e que o bom Deus cure as feridas daquele povo.

Nossa Senhora de Loreto, Rogai por nós!

REFERÊNCIA

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2021-03/papa-francisco-viagem-iraque-peregrino-nossa-senhora-loreto.html

quinta-feira, 4 de março de 2021

Papa Francisco viaja ao Iraque.

 

Nesta Sexta feira o Papa Francisco estará indo ao Iraque. Será uma viagem histórica, pois nenhum Papa conseguiu ir até lá. No ano 2000, o Papa João Paulo II tentou ir, mas foi proibido por Saddam Hussein. Agora o Papa Francisco tem a oportunidade de visitar aquele povo sofrido fortemente atingido por as guerras. Oremos por a sua viagem para que obtenha êxito e ocorra tudo em paz.

"Desejo muito encontrar todos vocês, ver seus rostos e visitar sua terra, antigo e extraordinário berço da civilização. Venho como peregrino, como peregrino penitente, para implorar perdão e reconciliação do Senhor depois de anos de guerra e terrorismo, para pedir a Deus consolo para os corações e cura para as feridas. E venho até vocês como peregrino de paz, para repetir: 'Sois todos irmãos' (Mt 23,8)."

"O Santo Padre deixou o Vaticano na tarde desta quinta-feira. E como de costume antes de partir para o Iraque, o Papa Francisco rezou diante do ícone da Salus Popoli Romani na Basílica de Santa Maria Maior para entregar a Maria os bons êxitos da viagem."

"Trata-se de uma tradição do pontificado de Francisco: antes e depois da viagem, o Papa vai até o centro de Roma para rezar diante desta imagem mariana cara ao povo romano." Conforme comunicou o Vatican News em sua página no Facebook.

REFERÊNCIAS

https://www.facebook.com/vaticannews.pt/?brand_redir=DISABLE


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Encerramento do Mês dedicado a Maria, inicio do Mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.

Encerramos o mês dedicado a Virgem Maria e iniciamos o Mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus! Aquele que está presente na Hóstia Santa! E como a Providência Divina nos ensina a como Adorar a Deus em espirito e em verdade. Foram 31 dias aprendendo com Nossa Senhora a como amar e servir ao seu Filho Jesus. E agora somos chamados a colocar em prática.



Na Liturgia do dia 31 de Maio, Celebramos a Visitação de Maria a sua prima Isabel. E quanto nos fala esse texto ao coração. Aprendemos com Nossa Senhora que um verdadeiro cristão é aquele que escuta, decide e age como já nos dizia o Papa Francisco. E no Evangelho da Festa da Visitação, vemos de forma plena, Nossa Senhora colocando em prática aquilo que seu Filho Jesus vai nos ensinar mais tarde dizendo "Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, conserva-la-á para a vida eterna." (Jo 12,25.) . Ela não ficou presa nos seus problemas, mais obediente e sob a ação do Espirito Santo foi impulsionada a ir ao encontro de Isabel para ajuda - lá. Para servir! Maria desapegou-se da sua vida neste mundo para fazer em tudo a vontade de Deus. Tudo em Maria é para Deus, tudo remete a Deus. Foi assim enquanto esteve na Terra. O seu agir, o seu respirar, seu pensar, seu falar... Tudo era para a maior glória de Deus. E assim também o é no Céu.

Da mesma forma que foi com Maria, também é a missão de todo cristão. Escutar a Deus; decidir - se por Ele e agir, e levar a Palavra de Deus a todo o canto e lugar.

"Mas descerá sobre vós o espirito santo e vos dará força: e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo." (At 1,8.)
.
Que neste mês de Junho, possamos pedir a Virgem Santíssima a graça de Adorar a seu Filho Jesus na Hóstia Santa assim como ela adorou a Jesus na Encarnação e quando esteve aos pés da Cruz.

Só tem um coração adorador aquele que é aluno do Espirito Santo na Escola de Maria!

Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós!



Autor: Darlan Dias, Escravo de Deus por as mãos de Maria.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Rosa de Ouro: tradição de quase um milênio.


Rosa de Ouro entregue ao Santuário de Częstochowa - RV



Fátima (RV) - A Rosa de Ouro que o Papa Francisco deixará na Capelinha das Aparições, na tarde de sexta-feira (12/05) é uma distinção que os Papas atribuem a personalidades ou santuários, igrejas ou cidades, em reconhecimento e recompensa por serviços prestados à Igreja ou a bem da sociedade.

A tradição desta distinção está documentada desde o Pontificado de Leão IX (1049-1054) mas acredita-se remontar aos finais do século VI ou princípios do século VII. A bênção das Rosas de Ouro decorre, habitualmente, no Domingo da Alegria, no final da Quaresma.

Esta é a segunda vez que um Papa faz a entrega, pessoalmente, em território português desta distinção. Este gesto já foi feito por Bento XVI, em 12 de maio de 2010.

A primeira Rosa de Ouro oferecida ao Santuário de Fátima foi concedida pelo Papa Paulo VI, em 21 de novembro de 1964, no fim da terceira sessão do Concílio Vaticano II, tendo sido abençoada pelo Sumo Pontífice em 28 de março de 1965. A entrega ao Santuário foi feita a 13 de maio de 1965 pelo Cardeal Fernando Cento, legado do Papa.

Na cerimônia de bênção, Paulo VI recordou a simbologia das Rosas de Ouro, que, no seu ‘significado místico, representam a alegria da dupla Jerusalém – Igreja Triunfante e Igreja Militante – e a belíssima Flor de Jericó – a Virgem Imaculada – que é também a vossa Padroeira e é a alegria e a coroa de todos os Santos’.

Em 12 de maio de 2010, em peregrinação a Fátima, o Papa Bento XVI entregou a segunda Rosa de Ouro ao Santuário. Aquela foi a primeira vez que um Papa fez este gesto, pessoalmente, em território português.

(Santuário de Fátima/CM)

Fonte:http://br.radiovaticana.va/news/2017/05/12/rosa_de_ouro_tradi%C3%A7%C3%A3o_de_quase_um_mil%C3%AAnio/1311666

Papa Francisco: com Cristo e Maria permaneçamos em Deus

Papa Francisco acende uma vela do círio pascal - AP


Fátima (RV) - O Papa Francisco abençoou as velas na Capelinha das Aparições, nesta sexta-feira (12/05), primeiro dia de sua Peregrinação ao Santuário de Fátima. A seguir, o Pontífice acendeu uma vela do círio pascal.

“Desde já desejo assegurar aos que estão unidos a mim, aqui ou em qualquer outro lugar, que os tenho todos no coração. Sinto que Jesus lhes confiou a mim e, a todos, abraço e confio a Jesus, «principalmente os que mais precisam», como Nossa Senhora nos ensinou a rezar”, disse o Pontífice em seu discurso.

“Que Ela, Mãe doce e solícita de todos os necessitados, lhes obtenha a bênção do Senhor! Sobre cada um dos deserdados e infelizes a quem roubaram o presente, dos excluídos e abandonados a quem negam o futuro, dos órfãos e injustiçados a quem não se permite ter um passado, desça a bênção de Deus encarnada em Jesus Cristo.”

“Com Cristo e Maria, permaneçamos em Deus. Sempre que rezamos o Terço, neste lugar abençoado como em qualquer outro lugar, o Evangelho retoma o seu caminho na vida de cada um, das famílias, dos povos e do mundo.” 

“Peregrinos com Maria! Grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma em primeiro lugar que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor – como mostra o Evangelho – que são perdoados pela sua misericórdia! Devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia. Naturalmente a misericórdia de Deus não nega a justiça, porque Jesus tomou sobre Si as consequências do nosso pecado juntamente com a justa pena. Não negou o pecado, mas pagou por nós na Cruz. Assim, na fé que nos une à Cruz de Cristo, ficamos livres dos nossos pecados; coloquemos de lado toda forma de medo e temor, porque quem sente medo ainda não está realizado no amor.”

O Papa disse ainda que “sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho. Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam maltratar os outros para se sentirem importantes. Esta dinâmica de justiça e de ternura, de contemplação e de caminho ao encontro dos outros é aquilo que faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização. Possamos, com Maria, ser sinal e sacramento da misericórdia de Deus que perdoa sempre, perdoa tudo.”

(MJ)

http://br.radiovaticana.va/news/2017/05/12/papa_francisco_com_cristo_e_maria_permane%C3%A7amos_em_deus/1311886

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Papa no Arcebispado: a crueldade não parou em Auschwitz.



Pela terceira noite consecutiva o Papa Francisco assomou à janela frontal do Arcebispado de Cracóvia para saudar os jovens reunidos na praça frontal. O Papa repassou esta sexta-feira, diz de fortes emoções. Eis a transcrição de suas palavras:

“Hoje foi um dia especial. Um dia de dor. Sexta-feira é o dia em que recordamos a morte de Jesus e com os jovens concluímos o dia com o rito da Via sacra. Rezamos a Via Sacra: a dor e a morte de Jesus por todos. Estivemos unidos a Jesus sofredor. Mas não somente sofredor a dois mil anos, sofredor também hoje. Tanta gente que sofre: os doentes, aqueles que estão em guerra, os sem-teto, os famintos, aqueles que têm dúvidas na vida, que não sentem felicidade, a salvação, que sentem o peso do próprio pecado.

Durante a tarde fui ao Hospital das crianças. Também ali Jesus sofre em tantas crianças doentes. E sempre me vem aquela pergunta: por que as crianças sofrem? É um mistério! Não existem respostas para estas perguntas....

Pela manhã também outra dor: fui a Auschwitz e a Birkenau. Recordar dores de 70 anos atrás: quanta dor, quanta crueldade! Mas é possível que nós, homens criados à semelhança de Deus, sejamos capazes de fazer estas coisas? As coisas foram feitas.... Eu não gostaria de vos deixar amargurados, mas devo dizer a verdade. A crueldade não acabou em Auschwitz, em Birkenau: também hoje. Hoje! Hoje se tortura as pessoas; tantos prisioneiros são torturados, para fazê-los falar....É terrível! Hoje existem homens e mulheres em prisões superlotadas: vivem – perdoem-me – como animais! Hoje existe esta crueldade. Nós dizemos: “Sim, ali, vimos a crueldade de 70 anos atrás. Como morriam fuzilados ou enforcados ou com gás”. Mas hoje, em tantos lugares do mundo, onde existe guerra, acontece a mesma coisa!

Nesta realidade Jesus veio para carregá-la nas próprias costas. E nos pede para rezar. Rezemos por todos “os Jesus” que hoje estão no mundo: os famintos, os sedentos, os doentes, os solitários; aqueles que sentem o peso de tantas dúvidas e culpas. Sofrem tanto... Rezemos pelos tantos doentes, crianças inocentes, as quais levam a Cruz como crianças. E rezemos por tantos homens e mulheres que hoje são torturados em tantos países do mundo; para os encarcerados que estão todos  empilhados ali como se fossem animais. É um pouco triste aquilo que vos digo, mas é a realidade! Mas é também a realidade que Jesus carregou sobre si, todas estas coisas. Também o nosso pecado.

Todos aqui somos pecadores, todos temos o peso dos nossos pecados. Não sei... se alguém aqui não se sente pecador levante a mão! Todos somos pecadores. Mas Ele nos ama, nos ama! E façamos como os pecadores, mas filhos de Deus, filhos do Pai. Façamos todos juntos uma oração por estas pessoas que sofrem no mundo hoje, por tantas coisas erradas, tanta maldade. E quando existem as lágrimas, a criança procura a mãe. Também nós pecadores somos crianças, busquemos a mãe a rezemos a Nossa Senhora todos juntos, cada um na própria língua.

Ave Maria...Desejo a vocês uma boa noite, bom descanso. Rezem por mim e amanhã continuaremos esta bela Jornada da Juventude. Muito obrigado!”.

Fonte:http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/29/papa_no_arcebispado_a_crueldade_n%C3%A3o_parou_em_auschwitz/1247915

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Jovens acolhem o Papa na JMJ Cracóvia 2016.



Em um dia cheio de atividades para o Santo Padre, nesta Quinta - Feira (28/07), o cume de suas atividades na polônia, foi a cerimônia de boas vindas no Parque Jordan, na esplanda de Blonia, na Cracóvia.

Depois de ter recebido as chaves da Cidade de Cracóvia, das mãos do Prefeito da Cidade, na Praça diante da Sede do Arcebispado, o Papa se dirigiu no Papa Móvel a Blonia.

Antes da chegada do Papa Francisco ao Parque Jordan, os jovens da JMJ se prepararam com momentos de oração e reflexão sobre o tema: "Chamados à Santidade".

Logo após, os representantes dos Países participantes da JMJ desfilaram com suas bandeiras e as figuras das "testemunhas da misericórdia", que representam os diversos continentes do mundo: São Vicente de Paula (Europa), Bem - Aventurada Madre Teresa de Calcutá (Ásias), Santa Maria McKilop (Austrália e Oceania), São Damião de veuster de Molokai (América do Norte), e a Bem Aventurada irmã Dulce (América do Sul).

Por fim, com a chegada do Papa, o arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, fez seu discurso de boas-vindas a Francisco e aos milhares de jovens que participam desta 31ª Jornada Mundial da Juventude.

Depois de uma encenação dos jovens e da leitura do Evangelho que narra o Episodio de Marta e Maria, o Pontífice tomou a palavra e disse:

“Finalmente nos encontramo-nos! Obrigado pela calorosa recepção! Agradeço ao Cardeal Dziwisz, aos bispos, aos sacerdotes, aos religiosos, aos seminaristas e a todos aqueles que os acompanham. Obrigado aos que tornaram possível a nossa presença aqui. Agradeço de modo especial a São João Paulo II que sonhou e deu impulso a estes encontros da juventude. Do céu, ele nos acompanha, sobretudo os tantos jovens pertencentes a povos, culturas, línguas diferentes”.

Os jovens, disse Francisco, são animados por um único motivo: celebrar Jesus, vivo no meio de nós, que renova o nosso desejo de segui-lo, de viver com paixão o seu seguimento. E perguntou: “Qual ocasião melhor para renovar a nossa amizade com Jesus e entre nós, reforçar nossa amizade com ele e partilhá-la com os outros? Qual maneira melhor para viver a alegria do Evangelho e com ele contagiar o mundo, em meio a tantas situações dolorosas e difíceis?” E respondeu:
“Jesus nos convocou para esta 31ª JMJ e nos diz: ‘Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia». Felizes os que sabem perdoar, ter um coração compassivo, dar o melhor de si mesmos aos outros. Nestes dias, a Polônia está em festa e representa o rosto sempre jovem da Misericórdia. Unidos espiritualmente aos jovens que não puderam estar presentes, celebramos a nossa Jornada e a Festa Jubilar”.

Hoje, acrescentou o Papa, a Igreja quer aprender, com vocês, renovar a sua confiança na Misericórdia do Pai, que tem o rosto sempre jovem e não cessa de nos convidar para segui-lo. Por outro lado, Francisco frisou que “o rosto da misericórdia é jovem.

Um coração misericordioso, afirmou, não se deixa levar pela comodidade; sabe ir ao encontro dos outros e abraçar a todos; sabe ser refúgio, acolhedor e capaz de compaixão; sabe partilhar o pão com o faminto; sabe receber o refugiado e o migrante. Misericórdia significa oportunidade, futuro, compromisso, confiança, abertura, hospitalidade, compaixão, sonhos.

Partindo da sua experiência pessoal, Francisco expressou sua tristeza por ver certos jovens que parecem “aposentados”, que se arrendem, são desanimados e apáticos, que buscam falsas ilusões.
A força para vencer todos os obstáculos da vida, recordou o Pontífice, vem de uma pessoa: Jesus Cristo. Ele nos leva a dar o melhor de nós mesmos, nos interpela, nos convida e ajuda a reerguer-nos e nos impele a levantar o olhar para o céu.

Aqui, o Papa se referiu à passagem evangélica de Marta, Maria e Lázaro, que acolhem Jesus em sua casa. Às vezes, disse, as nossas lidas nos fazem agir como Marta: ativos, distraídos, sempre atarefados; outras vezes somos como Maria: refletimos, ouvimos. E acrescentou:
“Nestes dias da JMJ, Jesus quer entrar em nossa casa; dar-se conta das nossas preocupações, da nossa pressa, como fez com Marta... e espera que o escutemos como Maria: que tenhamos coragem de confiar nele. Que estes sejam dias dedicados a Jesus, à sua Palavra e àqueles que refletem o seu rosto”.

A felicidade, afirmou o Pontífice, germina e desabrocha na misericórdia. A misericórdia, repetiu, tem rosto jovem, como o de Maria de Nazaré, a “Mãe da Misericórdia”. E concluiu convidando os jovens a rezarem com ele:

“Peçamos ao Senhor que nos lance na aventura da misericórdia, na aventura de construir pontes e derrubar muros e barreiras de arame farpado; na aventura de socorrer os pobres, os excluídos, os abandonados, os desesperados, os idosos. Eis-nos aqui, Senhor! Enviai-nos para partilhar vosso Amor Misericordioso. Queremos acolher-vos nesta JMJ e confirmar que a vida é plena quando é vivida com misericórdia”.

Com este discurso, o Santo Padre concluiu seu segundo dia de permanência em terras polonesas.


Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/28/papa_jesus_cristo_%C3%A9_um_dom,_n%C3%A3o_se_compra_e_n%C3%A3o_se_vende/1247565

domingo, 6 de março de 2016

Oremos por os cristãos perseguidos...

2 das 4 missionárias de Madre Teresa mortas por extremistas armados do autoproclamado Estado Islâmico em invasão ao convento da Congregação fundada por Madre Teresa de Calcutá na cidade de Áden, no sul do Iêmen, na manhã desta última sexta-feira (4).

«Unamo-nos a Jesus na Eucaristia e unamo-nos a tantos irmãos e irmãs que sofrem o martírio da perseguição, da calúnia e do homicídio para serem fiéis ao único pão que sacia, isto é, a Jesus». (Papa Francisco)

São Paulo afirma que “todos aqueles que quiserem viver com piedade em Cristo Jesus, serão perseguidos” (2Tm 3, 12).



Fonte: Escolástica da Depressão.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A Mulher mais poderosa do Mundo!





«A mulher mais poderosa do mundo», foi o título de capa da edição americana da «National Geographic» de Dezembro passado. No interior, a revista trata o tema profissionalmente. Documentou-se e convence: mesmo descontando milagres e aparições, o poder da Mãe de Jesus chega a definir a identidade de povos inteiros. Nem sequer a rainha de Inglaterra se compara! Notícia que deixou os leitores norte-americanos impressionados e teve grande eco na imprensa.

Na viagem ao México, Francisco brincou com o assunto: até os mexicanos ateus se identificam com a mensagem de Nossa Senhora em Guadalupe. Quanto mais ele, Papa! Na viagem de ida anunciou: «O meu desejo mais íntimo é ficar a olhar para a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, um mistério que se estuda, estuda, estuda e continua sem explicação... é uma coisa de Deus».

O Papa referia-se a algumas características daquela imagem que ainda hoje não se conseguem imitar, mas o importante para ele era ficar a olhá-la e saber-se olhado. O santuário percebeu o recado e colocou-lhe uma cadeira em frente da imagem, para que o Papa se demorasse ali, quase sozinho. Quando os jornalistas lhe perguntaram o que tinha estado a rezar durante aquele tempo todo, Francisco desvendou uma ponta, mas guardou o resto: «...as coisas que um filho diz à sua querida mãe são um segredo!».

Na escala anterior, em Cuba, o Papa tinha-se deparado com outro sinal impressionante do poder de Maria. É uma longa história, com passagem por Portugal: o ícone de Nossa Senhora de Kazan que o Patriarca Kirill ofereceu ao Papa.

A imagem original, pintada em data incerta, esteve vários séculos no mosteiro de Kazan e dela se fizeram muitas reproduções, em igrejas espalhadas pela Rússia. Despareceu em 1209, nas guerras, e foi recuperada em 1579, nos escombros de um incêndio, em circunstâncias miraculosas. Tornou-se então a referência da Rússia, a salvadora da pátria: primeiro contra os polacos; depois contra os suecos; a seguir contra Napoleão.

A imagem tornou-se o ícone da família do Czar e Pedro o Grande colocou uma cópia na catedral dedicada a Nossa Senhora de Kazan, em São Petersburgo, a nova capital. Esta catedral também tem uma história curiosa. Nalgumas fotografias, parece a praça de S. Pedro em Roma, com a colunata e a basílica, e a intenção era mesmo essa, como expressão do anseio de a Rússia se unir novamente à Igreja católica. A Igreja ortodoxa protestou com todas as forças contra aquela arquitetura, mas o Czar foi mais teimoso.

A imagem foi roubada da catedral em 1904 e por isso os comunistas já não lhe deitaram a mão, limitaram-se a destruir os outros exemplares e arrasar as respectivas igrejas, ou destiná-las a instalações sanitárias e funções ridículas. Só conservaram a catedral de São Petersburgo, para Museu do Ateísmo. Ao cabo de clandestinidades várias, o ícone escapou da União Soviética e foi parar às mãos de comerciantes oportunistas. A associação católica «Exército Azul» (azul, cor de Nossa Senhora) resgatou-o colocou-o na capela bizantino-russa da «Domus Pacis» (Casa da Paz), junto ao santuário de Fátima, à espera de ser devolvida aos russos.

Em 1993, depois da queda do muro de Berlim, foi para Roma, onde o Papa João Paulo II a guardou com grande devoção no seu gabinete, com a intenção de a levar pessoalmente à Rússia. Infelizmente, a igreja ortodoxa russa rejeitou todas as tentativas de o Bispo de Roma visitar o país.

Em 1997, ao tornar-se pública alguma documentação da II Guerra Mundial, soube-se que Elias, então Metropolita russo no Líbano, tinha enviado uma missiva a Stalin, levada em mão pelo próprio Chefe do Estado-Maior da Armada Vermelha, a contar-lhe uma visão: Stalin devia libertar o clero da prisão e deixar que o ícone de Kazan fosse levado em procissão em várias cidades.

O receio supersticioso de Stalin explica o chamado «período religioso» (entre 1941 e 1942) e o ter atribuído ao Metropolita Elias o prêmio Stalin, «por serviços eminentes à União Soviética e à causa do socialismo». Elias não quis receber dinheiro do ditador e entregou-o para ajuda aos órfãos da guerra; derrotados os nazis, Stalin esqueceu o «período religioso».

Em 2004, João Paulo II desistiu de esperar pela oportunidade de visitar a Rússia e enviou uma delegação para entregar o ícone ao Patriarca ortodoxo, como sinal do desejo de unidade. A delegação foi acolhida, mas a oferta foi desvalorizada: a primitiva pintura tinha-se perdido, aquela era só uma cópia, talvez a roubada da catedral de São Petersburgo; afinal, o Papa só devolvia aos ortodoxos o que já lhes pertencia...
Tanta coisa mudou entretanto que Kirill, atual Patriarca de todas as Russias, escolheu justamente uma cópia dessa imagem para a oferecer ao Papa Francisco, como «expressão de unidade».

José Maria André in Correio dos Açores, 28-II-2016

Fonte: http://senzapagare.blogspot.com.br/2016/02/a-mulher-mais-poderosa-do-mundo.html

Por que o Papa Francisco sempre leva flores para Nossa Senhora?



Durante a visita do Papa Francisco aos Estados Unidos, cada vez que ele entrava em uma igreja (antes de fazer qualquer outra coisa), levava um ramo de flores à capela dedicada a Nossa Senhora.

Eu me converti recentemente ao catolicismo. Não fui criada na tradição de festas de maio dedicadas a Maria nem entendia o costume de oferecer presentes materiais a uma representação artística dela.

No último dia da visita do Papa aos EUA, depois da missa em meu bairro, decidi fazer uma visita a Maria. Eu havia visto mulheres idosas, especialmente filipinas, e sabia aonde ir. Ajoelhei-me diante da imagem de Maria com o Menino Jesus e a observei.

Sinceramente, eu esperava ver apenas gesso branco, mas fiquei impressionada ao ver que Maria parecia olhar para mim através daquela imagem, com uma expressão maternal e a mão livre aberta como se fosse um convite.

Está claro: estas imagens criadas por artistas pretendem nos surpreender e estimular nossa imaginação, para que possamos contemplar Maria como nossa mãe. As imagens de Maria nos recordam que Ela é nossa mãe, mãe de Jesus. E a resposta correta é a reverência.

Que bom filho é o Papa Francisco, que oferece flores à sua Mãe!

As flores a Maria são um sinal da nossa gratidão pelo seu papel na história da salvação.

Por que oferecer flores? As flores são um presente divino da natureza. E nós precisamos desse aspecto físico e visual para nos unir àquilo que vai além da nossa humanidade, além do nosso mundo.

Oferecer um presente material vai além das palavras e orações. É a expressão de gratidão de um filho a uma boa mãe, que quer somente o melhor para nossas almas.

Ao ver as flores diante de uma imagem de Maria, recordamos seu amor por nós, e esse amor traz grande beleza e esperança às nossas vidas.

As flores são uma lembrança física, um símbolo da realidade espiritual da nossa relação com Nossa Senhora.

As homilias e discursos pronunciados pelo Papa Francisco em sua visita aos Estados Unidos oferecem muito material para nossas reflexões e inspirações. Igualmente, o exemplo desta simples e constante homenagem a Maria me deixam muito mais rica espiritualmente do que era antes.

E você, já levou flores a Nossa Senhora? O que está esperando?

Fonte: http://pt.aleteia.org/2015/10/16/por-que-o-papa-francisco-sempre-leva-flores-para-nossa-senhora/

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Por que encontro entre o papa e o patriarca russo é histórico? Porque foi em Cuba?

Esse foi o primeiro encontro entre os líderes de dois dos principais ramos do cristianismo desde sua separação, no ano de 1054.O interesse de Francisco no encontro era sabido desde novembro de 2014, quando, regressando de uma viagem a Istambul, ele revelou que havia falado com Kirill por telefone e dito: “Irei onde você quiser. Chame que eu vou”..

Mas por que os dois líderes religiosos decidiram se encontrar em Havana, a capital de um país que até 1992 era oficialmente ateu e que é também a nação com menos cristãos na América Latina?

Um destino conveniente


John Allen, editor associado da publicação Crux, do jornal Boston Globe, e autor de dez livros sobre o Vaticano e temas ligados ao catolicismo, afirma que a escolha do destino ocorreu em parte por acaso, mas também em certa medida por estratégia.

“A parte da sorte tem a ver com o fato do patriarca russo ter previsto viajar a Cuba ao mesmo tempo em que o Papa Francisco ia ao México, e assim era prático para ambos se encontrar ali”, disse Allen à BBC Mundo.

Mas ele afirmou que o componente estratégico está relacionado ao fato de que a relação entre as duas Igrejas é muito influenciada pela história europeia.

“Essa relação precisa de um novo começo. Por causa disso, a reunião não poderia ocorrer na Europa nem nos Estados Unidos. Cuba é uma grande escolha porque é amigável com a Igreja Católica, porque historicamente foi um país católico, mas também para a Rússia, porque foi o aliado mais próximo de Moscou no continente americano”, afirma.

Território neutro


O porta-voz do patriarcado de Moscou da Igreja Ortodoxa Russa, Vakhtang Kipshidze, afirmou que a ilha é “território neutro”.

“Cuba é ideal porque é um país principalmente católico que tem uma comunidade minoritária ortodoxa em Havana. É um lugar hospitaleiro para todos. Pelo contrário, a Europa está ligada a experiências negativas e dramáticas para ambas as comunidades religiosas”, disse à BBC Mundo.

Essa opinião é compartilhada pelo porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi. Ele afirma que é mais fácil que o encontro ocorra fora da Europa.

“No passado, esse encontro foi tentado, sem sucesso. No tempo de João Paulo II e do patriarca Alexis II diferentes locais foram cogitados na Europa, que é um continente muito complexo e com grande densidade histórica”, afirmou à BBC Mundo.

Para John Allen, o fato de Cuba ser conhecido como um país majoritariamente secular contribui para sua imagem de território neutro. “Encontrar-se lá não significa uma vitória do papa nem do patriarca. Resulta simplesmente em ser um lugar conveniente para ambos”, afirma.

Por sua vez, o governo cubano de Raul Castro sai ganhando, segundo analistas. Para Victor Gaetan, correspondente do jornal católico “National Catholic Register” e colaborador da revista “Foreign Policy”, o encontro posiciona Havana “como um mediador entre o Ocidente e a Rússia”.

Ted Piccone, analista do programa sobre América Latina do Instituto Brookings, um centro de estudos americano, também diz que o encontro ajudará a melhorar a imagem de Cuba no exterior.

“Cuba precisa reconstruir seu capital no exterior agora que já não pode se limitar a simplesmente queixar-se dos Estados Unidos. (O país) quer projetar a imagem de que é um conciliador diplomático neutro, como fez no caso das conversas de paz entre a Colômbia e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)”, disse à BBC Mundo.

De acordo com ele, a situação oferece vantagens a Havana em meio a um momento difícil. “Havana tem que encontrar outras formas de captar a atenção internacional porque precisa de toda a atenção da mídia que puder obter, dado que a situação econômica não é boa e a Venezuela está mais fraca a cada dia. Cuba tem que diversificar seus vínculos com outros países”, disse.

Afastamento e rivalidade


Nos últimos anos as tentativas de aproximar as duas Igrejas foram dificultadas pela desconfiança mútua.

Os ortodoxos se ressentem, entre outras coisas, da suposta expansão do catolicismo em áreas que antes faziam parte da União Soviética.

Eles também se opõem ao papel que a Igreja Católica vem exercendo na Ucrânia, especialmente pelo que consideram posturas pró-ocidentais e antirrussas.

Mas, por que as Igrejas Católica e Ortodoxa estão afastadas há mil anos?

Em 1054, o Papa de Roma e o patriarca de Constantinopla se excomungaram mutuamente, dando início ao que se conhece como o grande cisma do cristianismo – que persiste até hoje.

Mesmo antes disso perdurava um distanciamento cultural. Na Igreja do Ocidente se falava o latim, enquanto no Oriente bizantino prevalecia a cultura helenística grega. Além disso havia grandes diferenças doutrinárias, como sobre a natureza do Espírito Santo.

Outra diferença fundamental é o modo como as duas igrejas entendem a função de seu mandatário.

Na Igreja Católica o Papa é a máxima figura de autoridade.

Já a Igreja Ortodoxa está dividida em patriarcados entre os quais existe uma igualdade. O de Istambul, com 10 mil fiéis, tem certa preeminência, mas não possui jurisdição sobre toda a Igreja Ortodoxa. O de Moscou tem influência sobre até 200 milhões de fiéis.

Calcula-se que a Igreja Católica tenha 1,2 bilhão de fiéis.

Além disso, a Igreja Ortodoxa Russa sempre esteve vinculada com o poder, seja com o imperador, com o czar ou com o Partido Comunista. Atualmente, desde 2009, o patriarca Kirill mantém uma relação estreita com Vladimir Putin.

E a partir de agora?


A unidade do cristianismo não ocorrerá de um dia para o outro. Mas o encontro surge como uma tentativa de iniciar um processo que exigirá concessões de todas as partes.

Do ponto de vista católico, a aproximação é parte da agenda de reformas do Papa Francisco. Entre elas está não deixar que a primazia papal seja obstáculo para a unidade da Igreja.

Para a Igreja Ortodoxa o problema é inverso, devido à falta de uma liderança clara. Há 50 anos tenta-se convocar um sínodo, uma assembleia de bispos – mas não há uma autoridade central para convocá-lo.

Talvez Kirill enfrente mais pressão interna que Francisco. “As forças conservadoras em Moscou disseram que não apreciam a reunificação com o Ocidente porque isso os enfraquece”, afirma Chad Pecknold, teólogo da Universidade Católica da América, nos Estados Unidos.

Fonte: blog.comshalom.org