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quinta-feira, 25 de março de 2021

O anjo do Senhor anunciou a Maria e ela concebeu do Espírito Santo


     Neste dia 25 de Março a igreja celebra a solenidade da Anunciação do Senhor, momento em que Nosso Senhor Jesus Cristo desce do Céu e se encarna no ventre da Virgem Maria; dando início ao período gestacional de Maria. Esta festa litúrgica lembrada pelos cristãos desde os primeiros séculos e inserida na igreja de Roma pelo Papa Sérgio I, não só é considerada uma Festa Mariana por recordar a anunciação do anjo Gabriel a Nossa Senhora, como também uma festa cristológica por relembrar a Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo no seio virginal de Maria.

     Solenemente, celebra-se neste dia esse grandioso mistério, que é anunciado pelo anjo Gabriel a Maria, iniciando assim o cumprimento da promessa que Isaías já profetizava:"Pois bem, o Próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará a luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel"(Isaías 7, 14). Aquele que antes era espírito, quis precisar de uma criatura para assumir a nossa humanidade e se dar em sacrifício para redimir de uma vez por todas nossos pecados.

     Maria, uma jovem judia, que vivia sua vida simples, no escondimento, em uma cidade da Galileia. Prometida em casamento a um homem chamado José. Escolhida por Deus, predestinada para a mais alta missão que se possa imaginar, conceber o Salvador. 

     Maria foi preservada desde sua concepção de toda mancha do pecado original, como afirma o Papa Pio IX ao proclamar o Dogma da Imaculada Conceição de Maria sendo preservada de todo pecado durante toda sua vida. Ela que é a Arca da Nova e Eterna Aliança, o templo em que o Cristo veio habitar.

     No Evangelho de São Lucas é relatado o diálogo do anjo com Maria: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo"(Lucas 1,28), assim o anjo a saúda, pois Deus a fez "cumulada de graça"(CIC 490). Maria encontrou graça diante de Deus e Ele assim a quis, por méritos de seu Filho, para que assim como o pecado entrou no mundo através de uma mulher, também por uma mulher entrasse no mundo a salvação. Ao ouvir do anjo esta saudação e os planos de Deus para sua vida, Maria questiona como isso ia se dar, pois não era casada, era apenas noiva e humanamente falando isso seria impossível. Porém o anjo responde que será por obra do Espírito Santo que ela ficará grávida e que também Isabel sua parenta concebeu um filho na velhice, afirmando que para Deus nada é impossível.

     Confiante Maria respondeu: "Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra"(Lucas 1, 38) e “obedecendo, fez-se causa de salvação tanto para si como para todo o gênero humano”(Santo Irineu). Maria não reteve nada para si, ela soube entregar-se inteiramente aos planos de Deus e pela sua obediência o verbo se fez carne e habitou no meio de nós"(João 1,14). O Espírito Santo fecundou o coração de Maria, para que o Senhor habitasse em seu ventre materno e nele fosse por ela amado e adorado. Quis o próprio amor que através dela pudéssemos também nós, conhecê-lo e amá-lo.

     Meditemos neste grande mistério, para que assim como o Espírito Santo fecundou o coração de Maria, também o nosso coração possa ser fecundado por meio dela e possamos a seu exemplo dar o nosso sim verdadeiro aos planos de Deus para nossa vida. 

Autora: Ivana Marçal
Ministério de pregação - GO Filhos de Maria

Fonte:

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-03/anunciacao-senhor-maria-anjo-gabriel.html

https://misericordia.org.br/formacoes/anunciacao-de-nossa-senhora-e-o-inicio-da-nossa-redencao/

https://misericordia.org.br/formacoes/anunciacao-de-nossa-senhora-e-o-inicio-da-nossa-redencao/

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

SUCESSÃO APOSTÓLICA




     Jesus escolheu os 12 apóstolos (Lucas 6,13-16) e lhes concedeu a autoridade e a missão de pastorear sua Igreja. A sucessão apostólica é a transmissão, mediante o sacramento da Ordem, da missão e do poder dos Apóstolos aos seus sucessores, os Bispos. Graças a esta transmissão, a Igreja permanece em comunhão de fé e de vida com a sua origem, enquanto ao longo dos séculos orienta todo o seu apostolado para a difusão do Reino de Cristo na terra. No Novo Testamento, em (Atos 1, 16-17) , temos a escolha de Matias para substituir Judas Iscariotes. Vemos aqui o primeiro caso de Sucessão Apostólica.

                                               A MISSÃO DOS APÓSTOLOS

     858. Jesus é o enviado do Pai. Desde o princípio do seu ministério, «chamou para junto de Si os que Lhe aprouve [...] e deles estabeleceu Doze, para andarem consigo e para os enviar a pregar» (Mc 3, 13-14). A partir de então, eles serão os seus «enviados» (é o que significa a palavra grega apostoloi). Neles, Jesus continua a sua própria missão: «Tal como o Pai Me enviou, assim Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21) (374). O seu ministério é, pois, a continuação da própria missão de Jesus: «Quem vos acolhe, acolhe-Me a Mim», disse Ele aos Doze (Mt 10, 40) (375).
     859. Jesus uniu-os à missão que Ele próprio recebera do Pai: «assim como o Filho não pode fazer nada por Si mesmo» (Jo 5, 19.30), mas tudo recebe do Pai que O enviou, assim também aqueles que Jesus envia nada podem fazer sem Ele (376); d'Ele recebem o mandato da missão e o poder de o cumprir. Os apóstolos de Cristo sabem, portanto, que são qualificados por Deus como «ministros de uma Aliança nova» (2 Cor 3, 6), «ministros de Deus» (2 Cor 6, 4), «embaixadores de Cristo» (2 Cor 5, 20), «servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus» (1 Cor 4, 1).
     860. No múnus dos Apóstolos há um aspecto intransmissível: serem as testemunhas escolhidas da ressurreição do Senhor e os alicerces da Igreja. Mas há também um aspecto da sua missão que permanece. Cristo prometeu estar com eles até ao fim dos tempos (377) Mt 16, 18. «A missão divina confiada por Jesus aos Apóstolos é destinada a durar até ao fim dos séculos, uma vez que o Evangelho que devem transmitir é, para a Igreja, princípio de toda a sua vida em todos os tempos. Por isso é que os Apóstolos tiveram o cuidado de instituir [...] sucessores» (378).

                                      OS BISPOS, SUCESSORES DOS APÓSTOLOS

     861. «Para que a missão que lhes fora confiada pudesse ser continuada depois da sua morte, os Apóstolos, como que por testamento, mandataram os seus cooperadores imediatos para levarem a cabo a sua tarefa e consolidarem a obra por eles começada, encomendando-lhes a guarda do rebanho em que o Espírito Santo os tinha instituído para apascentar a Igreja de Deus. Assim, instituíram homens nestas condições e tudo dispuseram para que, após a sua morte, outros homens provados tomassem conta do seu ministério» (379).
     862. «Do mesmo modo que o encargo confiado pelo Senhor singularmente a Pedro, o primeiro dos Apóstolos, e destinado a ser transmitido aos seus sucessores, é um múnus permanente, assim também é permanente o múnus confiado aos Apóstolos de serem pastores da Igreja, múnus cuja perenidade a ordem sagrada dos bispos deve garantir». Por isso, a Igreja ensina que, «em virtude da sua instituição divina, os bispos sucedem aos Apóstolos como pastores da Igreja, de modo que quem os ouve, ouve a Cristo e quem os despreza, despreza a Cristo e Aquele que enviou Cristo» (380).



REFERÊNCIAS:
http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s2 cap3_683-1065_po.html
Acesso em: 19/09/2020.
https://www.veritatis.com.br/estudando-a-sucessao-apostolica/
Acesso em: 19/09/2020.