domingo, 14 de agosto de 2016

Nota!




Pax et Bonum!

Queridos irmãos e irmãs; caros leitores do blog: "Recanto da Misericórdia Eucarística" e seguidores do nosso Blog, da Fan Page https://www.facebook.com/SaoPePiodePietrelcina/?ref=bookmarks (São Padre Pio de Pietrelcina) e do Grupo do Face Book Recanto da Misericórdia Eucarística (https://www.facebook.com/groups/1035296739877591/?ref=bookmarks) a Paz do Ressuscitado e o amor da Virgem Maria nos  acompanhe sempre nessa caminhada terrena.

Venho por meio desta nota trazer algumas explicações e fazer um pedido! 

1°. O motivo pelo qual o nosso blog não está sendo atualizado diariamente:

a) O Blog Recanto da Misericórdia Eucarística, até o presente momento tem apenas 1 editor. Sou eu mesmo quem edito os textos, faço pesquisas, gerencio o blog e etc. Então como vocês sabem, não é uma tarefa nada fácil e para uma unica pessoa pior ainda.

b) Além de estar só para o gerenciamento do Blog, tenho trabalhos pastorais em alguns movimentos da Igreja Católica como por exemplo: R.C.C. , Ministro da Palavra, Ministério de Pregação entre outros. Serviços prestados a nível de Paróquia e de Diocese no Estado de Pernambuco.

2°. Gostaria de fazer um pedido a todos os que nos acompanham através de alguma mídia social:

Você é muito importante para nós! Assim como já recebi alguns testemunhos de pessoas que foram tocadas através das nossas postagens; nós também precisamos das orações de todos.

O Blog Recanto da Misericórdia Eucarística está em fase de crescimento. Estamos saindo de um Apostolado Virtual e tornando um Grupo. Há pouco mais de 1 mês estamos nos reunindo todas as semanas para encontros de oração (Grupo de Oração) e fazendo os Cenáculos junto as famílias. Com a Graça de Deus, muitas pessoas já foram impactadas com o Evangelho de Nosso Senhor.

Por isso, peço a todos que rezem por nós! Em breve estarei divulgando fotos do Grupo e teremos novos amigos interagindo com vocês e trazendo mais informações; nos ajudando na Evangelização. Por isso, quero reforçar mais uma vez o pedido a vocês: REZEM POR O NOSSO APOSTOLADO!

Que o Sagrado Coração de Jesus e Maria, seja nossa proteção!

Que Deus nos dê a Sua Graça e a Sua Benção!

P.S: ADM.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Quaresma de São Miguel Arcanjo.





15 de agosto a 29 de setembro (Festa de São Miguel)

*Pode ser rezada em qualquer época do ano a quarentena !

Após a análise de sua vida, faça um altar com a imagem ou foto de São Miguel Arcanjo, colocando velas e flores para enfeitar o altar.

Todos os dias:

* Acender uma Vela ( abençoada ) (*cuidado com velas com crianças)
* Oferecer penitências e abstinências (o jejum por exemplo)
* Fazer o sinal da cruz
* Rezar a oração inicial “Pequeno Exorcismo do Papa Leão XIII”
* Rezar a Ladainha de São Miguel Arcanjo
* Fazer o pedido de uma graça a ser alcançada
(Confessar-se e ir à Santa Missa é sempre recomendado)
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 QUARESMA DE SÃO MIGUEL ARCANJO

ORAÇÃO INICIAL “Pequeno Exorcismo do Papa Leão XIII”

“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém”.

Sacratíssimo coração de Jesus (3X)

Ladainha de São Miguel Arcanjo

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

São Miguel, rogai por nós.

São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.

São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.

São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.

São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.

São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.

São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.

São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.

São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.

São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.

São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.

São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.

São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.

São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.

São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.

São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.

São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.

São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.

São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório, rogai por nós.

São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.

São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo,
para que sejamos dignos de Suas promessas. Amém.

Oração

Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém.

Fonte>>> www.arcanjomiguel.net
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HISTÓRIA

São Francisco foi um santo em que sua vida mortal procurava nutrir muito sua alma, para não esfriar o seu amor por Jesus, um espírito de oração e sacrifício muito grande. Tal era que ele realizava por ano três quaresmas além de um outro período de jejum e oração em honra da Mãe de Deus pela qual tinha uma doce e especial amor, que ia da festa de São Pedro e São Paulo até a festa da Assunção.

Foi de um modo muito especial que na quaresma de São Miguel, Deus coroou Francisco de graças abundantes dentre elas o de marcá-lo em seu corpo, pelo profundo desejo de imitar ao seu filho Jesus Cristo, com os sinais de sua Paixão todas essas quaresma era realizada no Monte Alverne. Alverne: verna vem de vernare verbo utilizado por Dante e que significa “fazer frio”, gela.
São Boaventura diz em sua Legenda Maior em seu capítulo 9, parágrafo 3 dos escritos biográficos de São Francisco: “um vínculo de amor indissolúvel unia-o aos anjos cujo maravilhoso ardor o punha em êxtase diante de Deus e inflamava as almas dos eleitos”. Por devoção aos anjos, celebrava uma quaresma de jejuns e orações durante os quarenta dias que seguem a Assunção da Santíssima Virgem Maria. São Miguel sobretudo, o quem cabe o papel de introduzir as almas no Paraíso, era objetivo de uma devoção especial em razão do desejo que tinha o santo de salvar a todos os homens. Era do conhecimento de Francisco a autoridade e o auxílio que o Arcanjo Miguel tem em exercício das almas em salva-las no último instante da vida e o poder de ir ao purgatório retira-las de lá.
Esse era o principal motivo pela qual Francisco realizava sua quaresma e isso nos é relatado na Legenda Terusina no nº 93 de sua biografia onde o Santo vai dizer no ano de 1224, ano até em que recebeu os estigmas ao avistar o Monte Alverne em visita ao eremitério: “Para honra de Deus, da Bem-aventurada Virgem Maria e de São Miguel, príncipe dos anjos e das almas, quero fazer aqui uma quaresma”. É neste mesmo ano que ele realizou sua 1ª quaresma em honra de São Miguel Arcanjo.

Foi neste ano que estando Francisco a rezar no Monte Alverne, relata a Legenda Menor de sua biografia, em sua 1ª quaresma em honra do glorioso Arcanjo Miguel o sentiu com maior abundância do que nunca a suavidade da contemplação celeste, o ardor dos desejos sobrenaturais e a profusão das graças divinas transportado até Deus num fogo de amor seráfico, e transformado pelos arroubos de uma profunda compaixão n’Aquele que, em seus extremos de amor, quis ser crucificado, orava certa manhã numa das partes do monte. Aproximava a festa da Exaltação da Santa Cruz, quando ele viu desce do alto do céu, dir-se-ia, um Serafim de seis asas flamejantes, o qual, num rápido vôo, chegou perto do lugar onde estava o homem de Deus. O personagem apareceu-lhe não apenas munido de asas, mas também crucificado, mãos e pés estendidos e atados a uma cruz. Duas asas elevavam-se por cima de sua cabeça, duas outras estavam abertas para o vôo, às duas últimas cobriam-lhe o corpo.

Tal aparição deixou Francisco mergulhado num profundo êxtase, enquanto em sua alma se mesclava a tristeza e a alegria: uma alegria transbordante ao contemplar a Cristo que se lhe manifestava de uma maneira tão milagrosa e familiar, mas ao mesmo tempo uma dor imensa, pois a visão da cruz transpassava sua alma com uma espada de dor e de compaixão. Aquele que assim externamente aparecia e o iluminava também internamente. Francisco compreendeu então que os sofrimentos da paixão de modo algum podem atingir um Serafim que é um espírito imortal. Mas essa visão lhe fora concedido para ensinar que não era o martírio do corpo, mas o amor o incendiou a alma que deveria transformá-lo, tornando o semelhante a Jesus Crucificado. Após uma conversação familiar, que nunca foi revelada aos outros, desapareceu aquela visão, deixando-lhe o coração inflamado de um ardor seráfico e imprimindo-lhe na carne a semelhança externa com o crucificado, como a marca de um sinete na cera que o calor do fogo fez derreter. Logo começaram, com efeito, a aparecer em suas mãos e pés as marcas dos cravos.

Quando o verdadeiro amor transformou o amigo de Cristo na semelhança d’Aquele que ele amava, terminado os quarenta dias previsto no monte e na solidão , chegou a festa de são Miguel; e Francisco, homem evangélico, desceu do monte, trazendo a imagem do crucificado, não esculpida em tábuas de pedra ou de madeira pela mão de algum artifício, mas reproduzida em sua própria carne pelo dedo do Deus Vivo.

Francisco para não se igualaria a Jesus que ficou 40 dias e 40 noites em jejum total, come ao final destes dias um pedaço de pão e bebe água, pois se achava indigno de se igualar a JESUS.

Fonte: http://tocadeassis.org.br/noticia/45/quaresma-de-sao-miguel-arcanjo




sexta-feira, 29 de julho de 2016

Papa no Arcebispado: a crueldade não parou em Auschwitz.



Pela terceira noite consecutiva o Papa Francisco assomou à janela frontal do Arcebispado de Cracóvia para saudar os jovens reunidos na praça frontal. O Papa repassou esta sexta-feira, diz de fortes emoções. Eis a transcrição de suas palavras:

“Hoje foi um dia especial. Um dia de dor. Sexta-feira é o dia em que recordamos a morte de Jesus e com os jovens concluímos o dia com o rito da Via sacra. Rezamos a Via Sacra: a dor e a morte de Jesus por todos. Estivemos unidos a Jesus sofredor. Mas não somente sofredor a dois mil anos, sofredor também hoje. Tanta gente que sofre: os doentes, aqueles que estão em guerra, os sem-teto, os famintos, aqueles que têm dúvidas na vida, que não sentem felicidade, a salvação, que sentem o peso do próprio pecado.

Durante a tarde fui ao Hospital das crianças. Também ali Jesus sofre em tantas crianças doentes. E sempre me vem aquela pergunta: por que as crianças sofrem? É um mistério! Não existem respostas para estas perguntas....

Pela manhã também outra dor: fui a Auschwitz e a Birkenau. Recordar dores de 70 anos atrás: quanta dor, quanta crueldade! Mas é possível que nós, homens criados à semelhança de Deus, sejamos capazes de fazer estas coisas? As coisas foram feitas.... Eu não gostaria de vos deixar amargurados, mas devo dizer a verdade. A crueldade não acabou em Auschwitz, em Birkenau: também hoje. Hoje! Hoje se tortura as pessoas; tantos prisioneiros são torturados, para fazê-los falar....É terrível! Hoje existem homens e mulheres em prisões superlotadas: vivem – perdoem-me – como animais! Hoje existe esta crueldade. Nós dizemos: “Sim, ali, vimos a crueldade de 70 anos atrás. Como morriam fuzilados ou enforcados ou com gás”. Mas hoje, em tantos lugares do mundo, onde existe guerra, acontece a mesma coisa!

Nesta realidade Jesus veio para carregá-la nas próprias costas. E nos pede para rezar. Rezemos por todos “os Jesus” que hoje estão no mundo: os famintos, os sedentos, os doentes, os solitários; aqueles que sentem o peso de tantas dúvidas e culpas. Sofrem tanto... Rezemos pelos tantos doentes, crianças inocentes, as quais levam a Cruz como crianças. E rezemos por tantos homens e mulheres que hoje são torturados em tantos países do mundo; para os encarcerados que estão todos  empilhados ali como se fossem animais. É um pouco triste aquilo que vos digo, mas é a realidade! Mas é também a realidade que Jesus carregou sobre si, todas estas coisas. Também o nosso pecado.

Todos aqui somos pecadores, todos temos o peso dos nossos pecados. Não sei... se alguém aqui não se sente pecador levante a mão! Todos somos pecadores. Mas Ele nos ama, nos ama! E façamos como os pecadores, mas filhos de Deus, filhos do Pai. Façamos todos juntos uma oração por estas pessoas que sofrem no mundo hoje, por tantas coisas erradas, tanta maldade. E quando existem as lágrimas, a criança procura a mãe. Também nós pecadores somos crianças, busquemos a mãe a rezemos a Nossa Senhora todos juntos, cada um na própria língua.

Ave Maria...Desejo a vocês uma boa noite, bom descanso. Rezem por mim e amanhã continuaremos esta bela Jornada da Juventude. Muito obrigado!”.

Fonte:http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/29/papa_no_arcebispado_a_crueldade_n%C3%A3o_parou_em_auschwitz/1247915

Papa Francisco na Via - Sacra JMJ 2016: O caminho da Cruz é o caminho da vida e do estilo de Deus.



O Papa Francisco presidiu a Via-Sacra com os jovens, nesta sexta-feira (29/07), no Parque de Blonia, em Cracóvia.

O tema dessa celebração com o Papa é “Via-Sacra, Via da Misericórdia”.

A alocução do pontífice, feita no fim da Via-Sacra, começa com as seguintes palavras de Jesus: 

“Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar’.”

Estas palavras de Jesus vêm ao encontro da questão que muitas vezes ressoa na nossa mente e no nosso coração: «Onde Deus está?» Onde Deus está, se no mundo existe o mal, se há pessoas famintas, sedentas, sem abrigo, deslocadas, refugiadas? Onde está Deus, quando morrem pessoas inocentes por causa da violência, do terrorismo, das guerras? Onde Deus está, quando doenças cruéis rompem laços de vida e de afeto? Ou quando as crianças são exploradas, humilhadas, e sofrem – elas também – por causa de graves patologias? Onde Deus está, quando vemos a inquietação dos duvidosos e dos aflitos na alma? Há perguntas para as quais não existem respostas humanas. Podemos apenas olhar para Jesus, e perguntar a Ele. E a sua resposta é esta: «Deus está neles», Jesus está neles, sofre neles, profundamente identificado com cada um. Está tão unido a eles, que quase formam «um só corpo».

“Foi o próprio Jesus que escolheu identificar-Se com estes nossos irmãos e irmãs provados pelo sofrimento e a angústia, aceitando percorrer o caminho doloroso para o calvário. Ao morrer na cruz, entrega-Se nas mãos do Pai e leva consigo e em Si mesmo, com amor de doação, as chagas físicas, morais e espirituais da humanidade inteira. Abraçando o madeiro da cruz, Jesus abraça a nudez e a fome, a sede e a solidão, a dor e a morte dos homens e mulheres de todos os tempos. Nesta noite, Jesus e nós, juntamente com Ele, abraçamos com amor especial os nossos irmãos sírios, que fugiram da guerra. Os saudamos e acolhemos com fraterno afeto e simpatia”, disse ainda o Santo Padre.

Repassando a Via-Sacra de Jesus, descobrimos de novo a importância de nos configurarmos a Ele, através das 14 obras de misericórdia. Estas nos ajudam a abrir-nos à misericórdia de Deus, a pedir a graça de compreender que a pessoa, sem misericórdia, não pode fazer nada; sem a misericórdia, eu, tu, nós todos não podemos fazer nada. Comecemos por ver as sete obras de misericórdia corporais: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, visitar os enfermos; visitar os presos; enterrar os mortos. Gratuitamente recebemos, demos gratuitamente também. Somos chamados a servir Jesus crucificado em cada pessoa marginalizada, a tocar a sua carne bendita em quem é excluído, tem fome, tem sede, está nu, preso, doente, desempregado, é perseguido, refugiado, migrante. Naquela carne bendita, encontramos o nosso Deus; naquela carne bendita, tocamos o Senhor. O próprio Jesus nos disse, ao explicar o «Protocolo» com base no qual seremos julgados: sempre que fizermos isto a um dos nossos irmãos mais pequeninos, fazemo-lo a Ele.

Às obras de misericórdia corporais seguem-se as obras de misericórdia espirituais: dar bons conselhos, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo, rezar a Deus pelos vivos e defuntos. A nossa credibilidade de cristãos é colocada em jogo no acolhimento da pessoa marginalizada que está ferida no corpo, e no acolhimento do pecador que está ferido na alma.

Hoje a humanidade precisa de homens e mulheres, particularmente jovens como vocês, que não queram viver a sua existência «a metade», jovens prontos a gastar a vida no serviço gratuito aos irmãos mais pobres e mais vulneráveis, imitando Cristo que Se doou totalmente para a nossa salvação. Perante o mal, o sofrimento, o pecado, a única resposta possível para o discípulo de Jesus é o dom de si mesmo, até da própria vida, à imitação de Cristo; é a atitude do serviço. Se alguém, que se diz cristão, não vive para servir, não serve para viver. Com a sua vida, renega Jesus Cristo.

Nesta noite, queridos jovens, o Senhor renova a vocês o convite para se tornarem protagonistas no serviço; Ele quer fazer de vocês uma resposta concreta às necessidades e sofrimentos da humanidade; quer que sejam um sinal do seu amor misericordioso para o nosso tempo! Para cumprir esta missão, Ele aponta a vocês o caminho do compromisso pessoal e do sacrifício de vocês próprios: é o Caminho da cruz. O Caminho da cruz é o caminho da felicidade de seguir a Cristo até ao fim, nas circunstâncias frequentemente dramáticas da vida diária; é o caminho que não teme insucessos, marginalizações ou solidões, porque enche o coração do homem com a plenitude de Jesus. O Caminho da cruz é o caminho da vida e do estilo de Deus, que Jesus nos leva a percorrer mesmo através das sendas duma sociedade por vezes dividida, injusta e corrupta.

O Caminho da cruz é o único que vence o pecado, o mal e a morte, porque desemboca na luz radiante da ressurreição de Cristo, abrindo os horizontes da vida nova e plena. É o Caminho da esperança e do futuro. Quem o percorre com generosidade e fé, dá esperança e futuro à humanidade.

“Naquela Sexta-feira Santa, queridos jovens, muitos discípulos voltaram tristes para suas casas, outros preferiram ir para a casa da aldeia a fim de esquecer a cruz. Pergunto-lhes: Nesta noite, como querem voltar para suas casas, seus locais de alojamento? Nesta noite, como querem voltar a se encontrar com vocês mesmos? Cabe a cada um de vocês dar resposta ao desafio desta pergunta”, concluiu o Papa Francisco.

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/29/papa_na_via-sacra_o_caminho_da_cruz_%C3%A9_o_caminho_da_vida_e_/1247889

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Jovens acolhem o Papa na JMJ Cracóvia 2016.



Em um dia cheio de atividades para o Santo Padre, nesta Quinta - Feira (28/07), o cume de suas atividades na polônia, foi a cerimônia de boas vindas no Parque Jordan, na esplanda de Blonia, na Cracóvia.

Depois de ter recebido as chaves da Cidade de Cracóvia, das mãos do Prefeito da Cidade, na Praça diante da Sede do Arcebispado, o Papa se dirigiu no Papa Móvel a Blonia.

Antes da chegada do Papa Francisco ao Parque Jordan, os jovens da JMJ se prepararam com momentos de oração e reflexão sobre o tema: "Chamados à Santidade".

Logo após, os representantes dos Países participantes da JMJ desfilaram com suas bandeiras e as figuras das "testemunhas da misericórdia", que representam os diversos continentes do mundo: São Vicente de Paula (Europa), Bem - Aventurada Madre Teresa de Calcutá (Ásias), Santa Maria McKilop (Austrália e Oceania), São Damião de veuster de Molokai (América do Norte), e a Bem Aventurada irmã Dulce (América do Sul).

Por fim, com a chegada do Papa, o arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, fez seu discurso de boas-vindas a Francisco e aos milhares de jovens que participam desta 31ª Jornada Mundial da Juventude.

Depois de uma encenação dos jovens e da leitura do Evangelho que narra o Episodio de Marta e Maria, o Pontífice tomou a palavra e disse:

“Finalmente nos encontramo-nos! Obrigado pela calorosa recepção! Agradeço ao Cardeal Dziwisz, aos bispos, aos sacerdotes, aos religiosos, aos seminaristas e a todos aqueles que os acompanham. Obrigado aos que tornaram possível a nossa presença aqui. Agradeço de modo especial a São João Paulo II que sonhou e deu impulso a estes encontros da juventude. Do céu, ele nos acompanha, sobretudo os tantos jovens pertencentes a povos, culturas, línguas diferentes”.

Os jovens, disse Francisco, são animados por um único motivo: celebrar Jesus, vivo no meio de nós, que renova o nosso desejo de segui-lo, de viver com paixão o seu seguimento. E perguntou: “Qual ocasião melhor para renovar a nossa amizade com Jesus e entre nós, reforçar nossa amizade com ele e partilhá-la com os outros? Qual maneira melhor para viver a alegria do Evangelho e com ele contagiar o mundo, em meio a tantas situações dolorosas e difíceis?” E respondeu:
“Jesus nos convocou para esta 31ª JMJ e nos diz: ‘Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia». Felizes os que sabem perdoar, ter um coração compassivo, dar o melhor de si mesmos aos outros. Nestes dias, a Polônia está em festa e representa o rosto sempre jovem da Misericórdia. Unidos espiritualmente aos jovens que não puderam estar presentes, celebramos a nossa Jornada e a Festa Jubilar”.

Hoje, acrescentou o Papa, a Igreja quer aprender, com vocês, renovar a sua confiança na Misericórdia do Pai, que tem o rosto sempre jovem e não cessa de nos convidar para segui-lo. Por outro lado, Francisco frisou que “o rosto da misericórdia é jovem.

Um coração misericordioso, afirmou, não se deixa levar pela comodidade; sabe ir ao encontro dos outros e abraçar a todos; sabe ser refúgio, acolhedor e capaz de compaixão; sabe partilhar o pão com o faminto; sabe receber o refugiado e o migrante. Misericórdia significa oportunidade, futuro, compromisso, confiança, abertura, hospitalidade, compaixão, sonhos.

Partindo da sua experiência pessoal, Francisco expressou sua tristeza por ver certos jovens que parecem “aposentados”, que se arrendem, são desanimados e apáticos, que buscam falsas ilusões.
A força para vencer todos os obstáculos da vida, recordou o Pontífice, vem de uma pessoa: Jesus Cristo. Ele nos leva a dar o melhor de nós mesmos, nos interpela, nos convida e ajuda a reerguer-nos e nos impele a levantar o olhar para o céu.

Aqui, o Papa se referiu à passagem evangélica de Marta, Maria e Lázaro, que acolhem Jesus em sua casa. Às vezes, disse, as nossas lidas nos fazem agir como Marta: ativos, distraídos, sempre atarefados; outras vezes somos como Maria: refletimos, ouvimos. E acrescentou:
“Nestes dias da JMJ, Jesus quer entrar em nossa casa; dar-se conta das nossas preocupações, da nossa pressa, como fez com Marta... e espera que o escutemos como Maria: que tenhamos coragem de confiar nele. Que estes sejam dias dedicados a Jesus, à sua Palavra e àqueles que refletem o seu rosto”.

A felicidade, afirmou o Pontífice, germina e desabrocha na misericórdia. A misericórdia, repetiu, tem rosto jovem, como o de Maria de Nazaré, a “Mãe da Misericórdia”. E concluiu convidando os jovens a rezarem com ele:

“Peçamos ao Senhor que nos lance na aventura da misericórdia, na aventura de construir pontes e derrubar muros e barreiras de arame farpado; na aventura de socorrer os pobres, os excluídos, os abandonados, os desesperados, os idosos. Eis-nos aqui, Senhor! Enviai-nos para partilhar vosso Amor Misericordioso. Queremos acolher-vos nesta JMJ e confirmar que a vida é plena quando é vivida com misericórdia”.

Com este discurso, o Santo Padre concluiu seu segundo dia de permanência em terras polonesas.


Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/28/papa_jesus_cristo_%C3%A9_um_dom,_n%C3%A3o_se_compra_e_n%C3%A3o_se_vende/1247565

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Visão do Inferno.


Na Aparição do dia 13 de Julho, a Virgem Santíssima mostrou aos três pastorinhos o inferno. A foto abaixo foi tirada após a visão. É notável no rosto das três crianças a perturbação causada por aquela visão tão assustadora.

Lúcia descreve o inferno com as seguintes palavras:

"E vimos como que um grande mar de fogo. E, mergulhados nesse fogo, estavam os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados – semelhante
ao cair das fagulhas nos grandes incêndios – sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizavam e faziam estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa."

Retirado das memórias da Irmã Lúcia

Por Murilo Evangelista.



Fonte: https://www.facebook.com/fatosdocatolicismo/?fref=ts

sexta-feira, 10 de junho de 2016

COMO DEIXAR O VÍCIO DA MASTURBAÇÃO?




Estimado Padre, o que pode fazer um jovem para deixar o vício da masturbação?

Sua consulta pode ser extensiva a todo tipo de vício contra a castidade. A resposta se enquadra nas normas próprias para conservar a castidade (ou para recuperá-la depois de havê-la perdido).

Os meios se dividem em naturais e sobrenaturais (alguns dos meios que indicarei são assinalados pelo Papa Pio XII em sua formosa Encíclica Sacra Virginitas, nn. 34-35).

1. Os meios naturais para defender a castidade

1º Manter-se perfeitamente tranquilo diante das tentações.

“Sentir a tentação não significa consentir a ela”. Terá que ter uma consciência clara a respeito; em nada ajuda uma consciência escrupulosa, assim como tampouco o faz uma consciência surda à voz divina que soa dentro dela. Junto com isto terá que ter a segurança de que toda tentação pode ser vencida.

2º Vigiar e fazer penitência

A vigilância é absolutamente necessária em todos os momentos e circunstâncias de nossa vida, porque – como diz São Paulo – “os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne” (Gl. 5, 17). Pio XII escreve: “Se algum fosse indulgente, ainda em coisas mínimas, com as seduções do corpo, facilmente se sentirá miserável para aquelas obras da carne que o enumera o Apóstolo (cf. Gal 5, 19-21)” (Cf. Sacra Virginitas, n. 35).

É necessário velar sobre os movimentos das paixões e dos sentidos, “refreá-los com uma vida austera e com penitências corporais – diz Pio XII no mesmo lugar – para submetê-los à reta razão e à lei de Deus: “Os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências (Gl 5, 24)”. Todos os Santos vigiaram seus sentidos e paixões. Até quem não pode, por alguma razão, fazer penitência corporal, ao menos não pode desculpar-se de estar alerta e de fazer mortificação interior.

3º Apartar-se do perigo

Um dos conselhos mais sábios que nos têm legado os Santos é que “é mais fácil superar as seduções das paixões fugindo delas que combatendo-as de frente”. “Fujo para não ser vencido”, dizia São Jerônimo (Contra vigilante., 16; ML 23, 352). No que consiste esta fuga? Em evitar diligentemente a ocasião de pecar e, principalmente, em elevar a alma às coisas divinas durante as tentações, fixando a vista em Cristo virgem.

É verdade que não podemos “sair do mundo” fisicamente. Mas não devemos estar nele com o coração e os sentidos. Ninguém pode manter a pureza se não começar por evitar os olhares, conversações, pensamentos, não só impuros, mas também, inclusive, turvos. Por quê? Porque está escrito quem ama o perigo nele perecerá (Eclo 3, 27). E Santo Agostinho: “Não me diga que tem a alma pura, se tiver os olhos impuros; porque o olho impuro é mensageiro de um coração impuro” (Epist. 211, n. 10; ML 33, 961).

4º Cultivar o pudor

O meio mais efetivo para defender a castidade é educar e fomentar o “pudor”. Pio XII chama este sentimento “a prudência da castidade” (Sacra Virginitas, n. 40). “A pureza exige o pudor”, diz o Catecismo (Catecismo da Igreja Catolica, n. 2521). O pudor é parte integrante da moderação; não é uma virtude propriamente dita, senão um sentimento louvável que constitui os alicerces da virtude. Consiste em uma natural reserva e instinto de rejeição não já diante do pecado, mas a qualquer alusão indiscreta à sexualidade. Evidentemente esta disposição não é devida a uma concepção falsa da sexualidade (se este afastamento instintivo se devesse ao entendimento da sexualidade como pecaminosa em si, estaríamos diante de uma consciência errônea e doentia), mas ao respeito delicado à sexualidade (própria e alheia). “O pudor, diz Pio XII, não gosta de palavras torpes ou menos honestas, e aborrece até a mais leve imodéstia; evita a familiaridade suspeitosa com pessoas de outro sexo [ou do mesmo sexo, no caso da atração pelo mesmo sexo, e isso se a familiaridade for SUSPEITOSA, não qualquer familiaridade – observação nossa]; infundindo no ânimo a devida reverência ao corpo que é membro de Cristo (cf. 1 Cor 6, 15) e templo do Espírito Santo (cf. 1 Cor 6, 19) (Sacra Virginitas, n. 40).

O pudor se alimenta do temor filial de Deus, quer dizer, do amor que teme ofender a quem ama. Apóia-se, também, na humildade. Quem quer ser puro, tem que ser também humilde; pois diz Santo Agostinho: “... a virgindade... tem que vigiar-se para que não se corrompa com a soberba... quanto mais [valioso] parece-me este dom, mais temo não deva desaparecer pela soberba”. A muitos castos a soberba tem feito cair na impureza.

5º Equilíbrio geral

Do ponto de vista puramente natural, é importante, também, manter uma boa higiene física, uma alimentação equilibrada, exercício físico e descanso.

2. Os meios sobrenaturais

Evidentemente não bastam os meios naturais; terá que recorrer também aos meios sobrenaturais, pois a castidade é um dom de Deus. De maneira particular, terá que se apelar a:

1º A oração.

Falando do dom da castidade, diz São Jerônimo que “foi concedido aos que o pediram, aos que o quiseram, aos que trabalharam por recebe-lo. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á (Mt. 7, 8)” (Comm. In Matth. XIX, 11; PL 26, 135. Citado por Pio XII, Sacra Virginitas, n. 43). E Santo Afonso ensina que não há meio tão necessário para vencer as tentações contra a castidade, como a oração a Deus” (Prática do Amor a Jesus Cristo, c. 17).

2º Os sacramentos da Confissão e a Eucaristia

A oração se deverá acrescentar a confissão frequente, que é medicina espiritual que purifica e cura. E também a Eucaristia que foi chamada, neste sentido, “remédio contra a sensualidade” (Leão XIII, Enc. Mirae caritatis, do dia 28 de maio de 1902 – AAS 36, 641). A Eucaristia, recebida com as devidas disposições, faz puros os corações, porque se recebe ao Autor de toda Pureza.

3º A devoção à Virgem Santíssima

Por último, um meio excelente para conservar a castidade (ou recuperá-la quando se perdeu) é a solida devoção à Virgem Mãe de Deus. “Em certa maneira, dizia Pio XII, esta devoção contém em si todos os outros meios; pois quem sincera e profundamente a vive, tem-se que sentir impulsionado a velar, a orar, a aproximar-se do tribunal da Penitência e ao Banquete Eucarístico.” (Sacra Virginitas, n. 45).

Maria Santíssima é Virgem das virgens e “mestra de virgindade”, com diz Santo Ambrósio (De institutione virginis, 6, 46; ML 16, 320). Santo Agostinho escreveu que “pela Mãe de Deus começou a dignidade virginal” (Serm. 51, 16, 26; PL 38, 348). E São Jerônimo assegurou: “Para mim a virgindade é uma consagração em Maria e em Cristo” (Epist. 22, n. 16; PL 22, 405). Por isso sigamos os conselhos de São Bernardo: “Procuremos a graça, e procuremo-la por Maria” (In nativitate B. Mariae Virginis, Sermo de acquaeducto, n. 8; PL 183, 441-442).

3. Concluindo

Estes são os meios gerais. Quando se trata de um vício fortemente enraizado, estes mesmos meios são os que levam a desarraigá-lo, mas atuando energicamente e depois da repetição de muitos atos. Só a prática virtuosa pode desarraigar um vício.

Se a impulsão para o vício já roça o comportamento anômalo, pode suceder que tenha raízes físicas ou psíquicas, e em tal caso, junto com os meios acima indicados, será necessário a ajuda de um médico de visão clara e serena, que realize um exame clínico geral e, de acordo com os resultados, indique alguns meios de ordem médica.

(extraído de “O teólogo responde: respostas católicas a dúvidas e objeções dos homens do terceiro milênio”, do Padre Dr. Miguel Ángel Fuentes, do Instituto do Verbo Encarnado)

Fonte: http://www.couragebrasil.com/2016/04/esp-como-deixar-o-vicio-da-masturbacao.html