segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Onze dias antes de sua santa morte(12 de setembro de 1968), Padre Pio escreveu uma última carta ao Papa Paulo VI


Sua Santidade,

Uno-me com meus irmãos para apresentar a seus pés o meu respeito afetuoso, toda a devoção à sua pessoa,em um ato de fé, amor e obediência à dignidade daquele a quem representa nesta terra. A Ordem dos Capuchinhos foi sempre na primeira linha no amor, fidelidade, obediência e devoção à Santa Sé, peço a Deus que ela possa permanecer assim, e continue na sua tradição de seriedade e austeridade religiosa, pobreza evangélica e fiel observância do Regra e Constituição, certamente renovando-se na vitalidade e no espírito interior, de acordo com as guias do Concílio Vaticano II, a fim de estar sempre pronto para atender às necessidades da nossa Santa Mãe Igreja,sob o governo de Vossa Santidade.

Eu sei que seu coração está sofrendo muito estes dias, no interesse da Igreja, pela paz do mundo, para as necessidades dos inúmeros povos do mundo, mas acima de tudo, pela falta de obediência de alguns, até mesmo católicos, para o ensino de alta que você, assistido pelo Espírito Santo e em nome de Deus, estão nos dando. Eu lhe ofereço minhas orações e sofrimentos diários como uma contribuição pequena, mas sincera, da parte do menor dos seus filhos, a fim de que Deus possa dar-lhe conforto com a sua graça para seguir o caminho reto e doloroso na defesa da verdade eterna, que nunca altearão com o passar dos anos. Além disso, em nome dos meus filhos espirituais e os grupos de oração, eu o agradeço por suas palavras claras e decisivas que você, especialmente pronunciou na última encíclica “Humanae Vitae”, e eu reafirmo a minha fé, minha obediência incondicional às suas direções iluminadas.

Que Deus conceda a vitória da verdade, paz à sua Igreja, tranqüilidade para o mundo, saúde e prosperidade a Vossa Santidade de modo que, uma vez que estas dúvidas são dissipadas fugazes, o Reino de Deus triunfe em todos os corações, guiado pelo seu trabalho apostólico como Supremo Pastor de todo o Cristianismo.

Prostrado aos seus pés, peço-lhe para me abençoar, na companhia de meus irmãos na religião, meus filhos espirituais, os grupos de oração, meus queridos doentes e também para abençoar todos os nossos bons propósitos que estamos tentando cumprir sob sua proteção em nome de Jesus.

San Giovanni Rotondo,12 de setembro de 1968

A vossa Santidade o muito humilde filho

Pe. Pio. Capuchinho.


Fonte: https://www.facebook.com/saopadrepiocapuchinho/?hc_ref=NEWSFEED&fref=nf

Está chegando...

"As orações que vocês sempre me pedem, nunca lhes faltarão." _ São Padre Pio de Pietrelcina.

Amados irmãos (ãs), o dia está chegando! 

Próximo dia 23 de Setembro celebramos o dia de São Padre Pio. E é com grande alegria, que venho convidar a todos os seguidores do Blog Recanto da Misericórdia Eucarística e da Página https://www.facebook.com/SaoPePiodePietrelcina/ (São Padre Pio de Pietrelcina) a rezar junto conosco a Novena de São Padre Pio. Através do Blog e da nossa Página você poderá acompanhar e rezar todos os dias conosco a partir do dia 14/09 em honra aos Estigmas no dia 20/09 como também pelo seu dia 23/09.

São Padre Pio, Rogai por nós!



sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Anunciado o Ano Mariano para à Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil.






De fato a natureza espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. ROM 8,19.




É chegada a hora de nos revelarmos como filhos e filhas de Deus, como filhos da Luz.
Retomemos nossas características; esse é o nosso papel assumir-se, revelar-se como filhos e filhas de Deus.

Assim como uma mãe que espera ansiosamente o nascimento do seu filho, dentro de nós há uma expectativa para nos revelarmos como filhos de Deus.Revelemo-nos como tal e tudo ao nosso redor vai mudar, irá transformar-se, pois a natureza espera ansiosamente a nossa manifestação.

Assim como disse Santa Madre Tereza de Calcutá: aquele que tem fome tem pressa.

Cada vez que nasce uma criança ficamos procurando nela detalhes em sua aparência para saber com quem se parece e dizemos depois de observar, se parece com a mãe e outros dizem é a cara do pai.Precisamos observar quem estamos revelando, em nossos gestos, palavras e atitudes. Se estamos revelando ser filhos da Luz ou das trevas.Se estamos amando como Jesus Amou, doando-se.Falando como Jesus falou, levando a esperança aos corações atribulados.Vivendo como Jesus viveu, para glória de Deus.
Ouvi de um irmão que a comunidade é quem diz quem somos. 

O que as pessoas de sua casa, do seu trabalho, de sua Igreja, de sua roda de amigos dizem ser você? Tenho revelado características de Jesus em mim? Características são pontos onde nós aparentamos, coisas que fazemos e dizemos igual a Jesus, atitudes que temos que testemunham que sou filho ou filha de Deus.

Se paramos em algum ponto, qualquer que seja, se paramos de agir como filhos da luz, levantemos e carregando nossa cruz sigamos em frente. Nossa busca é o céu, esperamos e trabalhamos por ele.

Precisamos com urgência recuperar essas características de filhos e filhas de Deus que somos!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Como a Igreja sabe o dia do Nascimento de Maria?


Todos os Católicos celebram o aniversário de Nossa Senhora no dia 08 de Setembro: Descubra o motivo e participe da comemoração!


Mas como sabemos que o aniversário de Maria é hoje?


Na Igreja católica celebramos numerosas festas de santos. Havendo, felizmente, milhares de santos, comemoram-se milhares de festas. Entretanto, não se celebra a data de nascimento do santo, mas sim a de sua morte, correspondendo ao dia da entrada dele na vida eterna. Somente em três casos comemoram-se as festas no dia do nascimento: Nosso Senhor Jesus Cristo (Natal); o nascimento de São João Batista; e a natividade da Santíssima Virgem.

A Natividade de Nossa Senhora é uma festividade religiosa celebrada pela Igreja Católica precisamente nove meses depois de comemorar a Imaculada Conceição da Virgem Maria. A festa da Natividade era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Segundo uma bela tradição, tal festa teve início quando São Maurílio a introduziu na diocese de Angers, na França, em consequência de uma revelação, no ano 430:

“Um senhor de Angers encontrava-se na pradaria de Marillais, na noite de 8 de setembro daquele ano, quando ouviu os anjos cantando no Céu. Perguntou-lhes qual o motivo do cântico. Responderam-lhe que cantavam em razão de sua alegria pelo nascimento de Nossa Senhora durante a noite daquele dia”.

Em Roma, já no século VII, encontra-se o registro da comemoração de tal festa. O Papa Sérgio tornou-a solene, mediante uma grande procissão. Posteriormente, Fulberto, Bispo de Chartres, muito contribuiu para a difusão dessa data em toda a França. Finalmente, o Papa Inocêncio IV, em 1245, durante o Concilio de Lyon, estendeu a festividade para toda a Igreja.

Assim se exprimiu o Padre Antônio Vieira sobre essa celebração:


“Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que dEla nascesse Deus. (…) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus” (Sermão do Nascimento da Mãe de Deus).”

Também, São João Damasceno, em seu discurso para o nascimento de Nossa Senhora Santíssima, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, escreve:

“ Vinde, todas as nações, vinde, homens de todas as raças, línguas e idades, de todas as condições: com alegria celebremos a natividade da alegria do mundo inteiro! Se os gregos destacavam com todo o tipo de honras – com os dons que cada um podia oferecer – o aniversário das divindades, impostos aos espíritos por mitos mentirosos que obscureciam a verdade, e também o dos reis, mesmo se eles fossem o flagelo de toda a existência, que deveríamos nós fazer para honrar o aniversário da Mãe de Deus, por quem toda a raça mortal foi transformada, por quem o castigo de Eva, nossa primeira mãe, foi mudada em alegria? Com efeito, uma ouviu a sentença divina: «Darás à luz no meio de penas»; a outra ouviu, por seu turno: «Alegra-te, oh Cheia de Graça». À primeira disse-se: «Inclinar-te-ás para o teu marido», mas à segunda: «O Senhor está contigo». Que homenagem ofereceremos então nós à Mãe do Verbo, senão outra palavra? Que a criação inteira se alegre e festeje, e cante a natividade de uma santa mulher, porque ela gerou para o mundo um tesouro imperecível de bondade, e porque por ela o Criador mudou toda a natureza num estado melhor, pela mediação da humanidade. Porque se o homem, que ocupa o meio entre o espírito e a matéria, é o laço de toda a criação, visível e invisível, o Verbo criador de Deus, ao se unir à natureza humana, uniu-se através dela a toda a criação. Festejemos assim o desaparecimento da humana esterilidade, pois cessou para nós a enfermidade que nos impedia a posse dos bens.”

Dessa forma, a Natividade de Nossa Senhora é celebrada pela Igreja como um dia de alegria universal. No contexto do Antigo e do Novo Testamento, a Santíssima Virgem Maria, nasceu neste dia radiante, tendo sido escolhido antes dos séculos pela Divina Providência para a realização do Mistério da Encarnação do Verbo de Deus. Ela é revelada como a Mãe do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo. De acordo com a tradição, Nossa Senhora nasceu na cidade da Galileia, em Nazaré. Seus pais eram Joaquim da tribo do Profeta-Rei David, e de Anna da tribo de o primeiro sacerdote Aarão.

O casal estava sem filhos, já que Ana era estéril. Tendo chegado a idade avançada, Joaquim e Ana tiveram forte fé de que tudo foi possível com Deus. Joaquim e Ana juraram dedicar o filho que o Senhor pode dá-los a serviço de Deus no Templo. A esterilidade era considerada castigo divino pelo pecado e Joaquim e Ana tiveram que suportar o abuso de seus próprios conterrâneos. Em um dos dias de festa no Templo, Joaquim levou o seu sacrifício para oferecer a Deus, mas o Sumo Sacerdote não quis aceitá-lo, considerando que ele era indigno já que ele não tinha filhos. Em profunda tristeza, Joaquim foi para o deserto, e ali rezou a Deus pedindo uma criança. Ana chorou amargamente quando soube o que tinha acontecido no Templo. Ana nunca reclamou contra o Senhor, mas rezava para pedir a misericórdia de Deus sobre sua família.

O Senhor cumpriu sua petição, quando o casal piedoso havia atingido a velhice extrema e preparou-se pela vida virtuosa de uma vocação sublime de ser os pais da Santíssima Virgem Maria, a futura mãe do Senhor Jesus Cristo. O arcanjo Gabriel trouxe Joaquim e Ana, a mensagem alegre que suas orações foram ouvidas por Deus e deles nasceria uma filha mais abençoada, Maria, por quem viria a salvação de todo o mundo. A Santíssima Virgem Maria superou em pureza e virtude não só toda a humanidade, mas também os anjos. Maria, a arca da aliança, templo vivo de Deus.

A Natividade da Maria marca o momento em que a grande promessa de Deus para a salvação da humanidade estava prestes a ser cumprida. Este evento trouxe para a terra da graça do Reino de Deus, Reino de Verdade, a piedade, a virtude e a vida eterna. Maria é revelada a todos nós pela graça, como uma intercessora misericordiosa, co-redentora e Mãe, a quem podemos recorrer com devoção filial. O nascimento de Maria também foi milagroso. Ela foi concebida sem pecado como uma graça especial, porque Deus havia escolhido ela para ser a mãe de seu filho (Theotokos – Mãe de Deus). Maria, sem pecado, entrou neste mundo através do privilégio da Imaculada Conceição, e é o primogênito dos redimidos. Seu nascimento é motivo de grande alegria, pois é considerada a “aurora de nossa salvação”, como o Papa Paulo VI escreveu no documento, Marialis Cultus, em 1972.

Que a Festa da Natividade nos faça relembrar essa história tão especial, com os olhos agradecidos diante de DEUS e dAquela que soube dizer sim e se submeter totalmente à vontade do Criador . Através do seu “fiat” Maria tornou-se a Mãe não somente de Jesus, mas de toda a humanidade.

(via Nos passos de Maria)

Fonte:http://pt.aleteia.org/2016/09/08/como-a-igreja-sabe-o-dia-do-nascimento-de-maria/

sábado, 3 de setembro de 2016

Canonização da Madre Teresa: logotipo nasceu de 3 dias de trabalho e oração




Foi uma designer católica indiana quem criou o logotipo oficial

A Madre Teresa de Calcutá será canonizada neste dia 4 de setembro, no Vaticano. Para esta ocasião histórica, a designer Karen Vaswani, católica de Mumbai, criou o logotipo oficial utilizado pela arquidiocese de Calcutá nas celebrações. O emblema também foi escolhido para uso mundial pela Irmã Prema, atual superiora geral das Missionárias da Caridade e postuladora da causa de canonização da fundadora.

O logotipo foi o fruto de um longo período de oração: “Antes de tudo, eu agradeço a Deus por ter me dado esta oportunidade. Eu também rezei pedindo a graça e os conselhos para criar um logotipo que fosse ao mesmo tempo simples e poderoso“, conta Karen.

Poderosa é também a força da oração e do amor ao próximo que a Madre Teresa ensinou a dom Joseph Arshad, cujo testemunho foi publicado pela edição francesa da Aleteia: “Ela nos mostrou que, se amamos mesmo a Deus, temos que amar as pessoas incondicionalmente“.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A Medida do amor!




Agnes Gonxha bojaxhiu, nossa Teresa de Calcutá...

“O fato mais importante que vivi em toda minha vida foi o meu encontro com Cristo. Ele é o meu único sustento! Cristo é o amor que deve ser amado, o caminho que deve ser percorrido, a vida que deve ser vivida.” 

“Na hora da morte, quando nos encontrarmos diante de Deus, seremos julgados pelo amor, pela intensidade do nosso amor. Não seremos julgados pelo o que fizemos, mas pela quantidade de amor que colocamos em tudo o que fizemos. Para que o amor a Deus seja autêntico deve traduzir-se em amor ao próximo. E o amor ao próximo leva ao verdadeiro amor de Deus.”

Madre Teresa sempre amou a Deus nas pequenas coisas, as mais simples, ela sabia que o que mais agrada a Deus é uma alma que sabe ser pequena, que ama nos menores gestos e que faz com que tantos homens e mulheres sintam-se amados nos pequenos detalhes. Ela sempre soube que o amor é simples!

 Algumas vezes amava muito no doce sorriso, no simples olhar acolhedor, no singelo “bom dia”, tantas foram as pequenas coisas que Deus a deu para fazer com toda intensidade, com todo amor e ela soube responder muito bem aos Seus apelos! E assim encontrou graça diante de Deus! O Sorriso de Madre Teresa me faz lembrar e imaginar Maria, aquele sorriso fala tanto sem necessitar de palavra nenhuma, contemplando Madre Teresa consigo enxergar o quanto Deus é simples, o quanto a vontade de Deus é simples, desde que O conheçamos e nos deixemos também viver esse momento, esse “fato mais importante de nossas vidas”... o encontro pessoal com Cristo! 

Que hoje possamos aprender dessa grande mulher o exemplo de como agradar verdadeiramente a Deus: “Deus tem necessidade da nossa pequenez e não da nossa grandeza.”

Beata Madre Teresa de Calcutá, Rogai por nós!